“Esta crise voltou a colocar o homem no centro das decisões” – diz a nova nutricionista Isabel Jonet

Isabel Jonet escreveu uma Carta ao Futuro, transcrita pelo Jornal de Negócios. A presidente do Banco Alimentar parece satisfeita e realizada com o facto de 1% da população do mundo ocidental ter posto os restantes 99% a “regressar à essência das coisas” para poder ela própria enfim avançar sem barreiras para a plenitude dessas mesmas coisas. Será para ela a ordem natural das, mais uma vez, coisas. Quanto à visão bucólico-higiénico-purificadora que esta senhora nos expõe (ou será ao Futuro?) sobre a crise, só posso dar-lhe a palavra. Possivelmente sublima o que vê transportando-se para a estratosfera – uma apreciação benigna, diga-se, pois IJ podia dar-se muito bem com César das Neves.

Aproveitando a oportunidade cruel da crise para reflectirmos naquilo que vínhamos fazendo erradamente e para rectificarmos um curso permitiu lançar novas bases para uma sociedade, talvez uma civilização, sustentável. O esforço para regressar à essência das coisas permitiu deixar aos nossos filhos e netos uma herança menos pesada.

O repensar do modelo, permitiu um novo desenvolvimento das economias, contribuindo para recuperar os níveis mínimos de confiança e repor os fluxos normais de acesso ao crédito, crucial para fazer face ao desemprego, fundamental para o crescimento.

O Estado teve um papel insubstituível, o que lhe compete. Mas a sociedade civil aceitou o seu papel reeducando comportamentos e readquirindo sobriedade na forma de viver, nas opções pessoais. Recuperando valores que são a pedra basilar de todas as sociedade. Humanizando. Voltando a colocar o Homem no centro das decisões. […]

[…]Foi exigido um regresso ao essencial, um despojamento de tudo aquilo que vinha invadindo as nossas vidas, sem lhes acrescentar valor.

13 thoughts on ““Esta crise voltou a colocar o homem no centro das decisões” – diz a nova nutricionista Isabel Jonet”

  1. A herança pesada que deixamos aos nossos filhos é o fim do analfabetismo em grande escala, o direito à educação, as escolas públicas em condições, as estradas onde já não se batem os records de acidentes da Europa, os hospitais ao nível do que melhor há por esse mundo fora, o direito a não morar numa barraca, o direito a um ordenado mínimo, o direito ao trabalho, o direito à igualdade, etc.
    É a isto que esta senhora apelida de “tudo aquilo que vinha invadindo as nossas vidas, sem lhes acrescentar valor.”

    Dito isto não poderia ser mais claro o que significa para esta gente “regressar à essência das coisas”.

  2. Acho que a srª. jonet tem carradas de razão. Então não é que os pais portugueses andam há vários anos a dar uma bife por semana aos seus filhos para comer! Não se podiam contentar com umas salsichas de carne duvidosa daquelas que são tão apregoadas no merceeiro holandês? É para aí que a nossa sociedade tem que se encaminhar. Os bons bifes, o caviar e o champanhe só podem acessíveis para a casta da sociedade a que pertence a srª. jonet, quando não está a praticar a sua “caridadezinha”. Supico Pinto e o seu Movimento Nacional Feminino eram uns imberbes se comparados com esta srª. e a sua organização, no que concerne à defesa dos valores mais retrógados. A propósito, quanto ganhará esta srª., incluindo todas as prebendas. Não será que uma parte do que é oferecido em nome dos pobrezinhos vai cair a uma conta bem gorda?

  3. ESTA ISABELINHA PERDEU A ESTRIBEIRA DE VEZ.SERÁ QUE A senhorinha TEM A NOÇÃO DAS FIGURINHAS A QUE SE VEM PRESTANDO?FAÇO UM APELO PÚBLICO A TODAS AS PESSOAS IMPREGNADAS DE UM VERDADEIRO ESPÍRITO DE BOA VONTADE:PROCEDAMOS A UM PEDITÓRIO E REUNIDOS OS MEIOS NECESSÁRIOS,COMPREMOS E OFEREÇAMOS O VELHO VINIL COM O TEMA “VAMOS BRINCAR À CARIDADEZINHA” DO SENHOR DOUTOR JOSÉ BARATA MOURA,ÀQUELA QUE SE VEM REVELANDO COMO UM DOS BALUARTES MAIORES NA PROCURA DE UM REGRESSO AO SAUDOSO”LÁ VAMOS CANTANDO E RINDO”.

    NO NOVO PAÍS QUE ESTÁ A SER CONSTRUÍDO,DE FACTO,SÓ AS VACAS,ALIMENTANDO-SE NOS VERDES PRADOS,DOS AÇORES OU OUTROS,TERÃO VONTADE DE SORRIR!!!

  4. ela fala deste mundo imaginário como se já tivesse acontecido! Saímos da crise, as economias prosperam, o desemprego desapareceu e surge uma nova civilização que volta à essência e se torna sustentável, e tudo isto graças ao “papel insubstituível do Estado” (de facto).
    Uma pessoa fica sem qualificativos para lhe aplicar. Estará doente ou odeia tanto como parece? Acredito que o Banco Alimentar tenha mais freguesia que nunca, mas isto é demais. Alguma figura pública devia chamar a besta pelo nome. Pena que ela não faça parte do grupoo de privilegiados que regressou à essência, apesar de falar na primeira pessoa do plural – deve ser um tique ligado ao nós majestático.

  5. E que tal, parafraseando esse “grande vulto” da coltura FJViegas, mandarmos a D. Isabel Xonet “tomar no cú” mais as teorias dela. Grande mula!!! Eu queria era vê-la a governar a casa dela com 500 ou 600 euros por mês.

  6. até me causa arritmias…

    Esses dos poucos euros são os tais que já chegaram ao transe essencial, à união com o universo, com deus. Uma grande massa da população, nos tempos primitivos designada de “classe média” (uns brutos), para lá caminha, rumo à salvação. Mas a Isabel é duma casta diferente; ela não precisa de empobrecer para ver a luz. Espero ter contribuído para compreenderes melhor a Verdade e não chamares nomes feios à senhora, isso deve ser porque ainda estás muito agarrado aos bens materiais: mais que uma refeição por dia, e quem sabe com carne, ida ao cinema, compra de roupas ou calçado, transportares-te, fazeres exames médicos, leres livros, pores crianças na escola, quiçá até na universidade…enfim, uma perdição a que felizmente o estado, no seu papel de representante divino, porá termo.

  7. Ali o André de Castro pergunta e com imensa razão: “o que significará para esta gente, regressar à “essência das coisas”?

    Eu julgo que a coisa se resume para esta dona jonet, em regressar àquilo que sempre animou as gentes “bem” da nossa terra: deixem-nos os pobrezinhos, por amor de Deus! São as esmolinhas que lhes damos com tanta caridade e amor a Deus que nos garantem um lugarzinho no céu quando Deus nos quiser levar para o seu reino!

    Se não é isto, deve andar lá muito perto. Mas, na dúvida, perguntem ao Lobo Antunes (o António, claro) que algures descreve com toda a perfeição esta situação vivida pelas suas tias ali para os lados da sua casa de Benfica!

  8. Edie, a tudo isso que dizes que eu faço, “mais que uma refeição por dia, e quem sabe com carne, ida ao cinema, compra de roupas ou calçado, transportares-te, fazeres exames médicos, leres livros, pores crianças na escola, quiçá até na universidade…”, eu pecador me confesso. Mea culpa…. mea maxima culpa!!!
    Mas continuo na minha: A D. Isabel Xonet que vá “tomar no cú” mais as teorias dela.

  9. esta senhora é mesmo burra.será que o marido,é um empresario dependente do governo? é que ela ofende o extrato social que mais contribui para o banco alimentar,a classe media.ainda recordo o que me disse uma voluntaria em frente à porta do supermercado: “quem dá, são as pessoas com ar mais simples”.a direita dá menos com a esquerda no poder.a esquerda disso não pode ser acusada,porque mesmo em dificuldade os donativos têem aumentado substancialmente.espero que na altura certa lhe ofereçam um bom par de patins! .

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