Espécie de primeiro-ministro

Qualquer nação que tem amor próprio não anda de mão estendida“, diz Passos, esta espécie de primeiro-ministro.
Quer-se dizer: quando havia que, “custasse o que custasse”, evitar a vinda da Troika e o “estender da mão” devido ao tal “amor próprio”, esta leviana criatura andava a brincar à conquista do poder “custasse o que custasse”. Agora que custa verdadeiramente muitíssimo e que o país se afunda a cada hora que passa, vem falar na nação, no amor próprio e na necessidade de evitar jugos. Alguém no Parlamento que lhe atire com um tomate, please.

26 thoughts on “Espécie de primeiro-ministro”

  1. Quem tem amor próprio não ri desbragadamente com o Relvas depois de cada intervenção dos deputrados da oposição. Tem respeito e ouve o que lhe querem transmitir, bem ou mal.Se isto se passa na AR como há-de haver respeito com o povo anónimo?

  2. Atirar-lhe um, ou mais tomates, parece-me uma boa idéia. A única pessoa que vejo capaz de tal façanha é a Isabel Moreira.

  3. Um homem que se orgulha de endividar ainda mais Portugal devia ser preso .
    O governo Socialista de Sócrates deu a Portugal o maior envividamento alguma vez conseguido na história de Portugal, o maior número de desempregados alguma vez chegado, gastou todo o dinheiro que conseguiu pedir emprestado aos mercados, mentiu descaradamente todos os dias que governou.
    Os Socialistas coseguiram só eles chamar a Portugal o FMI 3 vezes seguidas na história desde de 1974.
    O Socialismo esplora , arrúina, destroi qualquer País porque é mentiroso.

  4. Bom, e se puder ser, com tomates congelados que fazem mais mossa.
    E já agora reservem alguns para atirar a este Carlos Almeida que também anda a precisar de levar com algo duro na pinha. Mas donde é que saem estes cromos?

  5. “O Socialismo esplora , arrúina,…”

    oh almeida! onde aprendeste isto? têm lá mais, ou é só pra dar um ar modernaço à teoria.

  6. Oh Penélope! Eu atirar-lhe-ia antes com uma poia de merda. Só para poupar nos tomates. E digam lá se não era ótimo quando um deputado diz qualquer coisa, logo a seguir enfiar-lhe com a poia nos cornos para que ele não começasse a rir-se feito palhaço.

  7. Donde é que saem estes cromos? Da direita honesta mas estúpida até dizer chega, ou da direita com dois dedos de testa mas desonesta até dizer chega. O imbecil que dá pelo de Carlos Almeida que escolha em qual dos grupos enfileira!

  8. A Direita não defende a liberdade, mas antes o status quo. O seu objectivo, com a sua insistência em contas equilibradas, é antes de mais o de preservar de forma duradoura o Estado e o sistema de redistribuição que este promove. A Esquerda também gosta muito do Estado, como é óbvio, mas é mais irresponsável no que toca às contas do Estado. E mesmo deste ponto de vista parasita, não é certo que a Esquerda seja mais inconsequente. Afinal de contas, mesmo que o regabofe venha a acabar, é bom enquanto dura. Um bom esquerdista nunca se privará de roubar e de mamar no presente, pois não sabe se poderá fazê-lo no futuro com tanta facilidade. Além do mais o Estado, ao contrário dos privados, pode repudiar as suas dívidas, e contrair novas. Ninguém o pode forçar a pagar (pois tem a força policial do seu lado). Por isso, não é por se endividar e gastar desalmadamente que deixa de poder fazê-lo no futuro (a lógica de funcionamento duma entidade ladra e coerciva como o Estado é diferente da lógica de funcionamento duma associação voluntária e produtiva, como uma empresa, por exemplo). Do ponto de vista do Estado, não roubar agora é abandonar rendimentos. Tudo o que vem à rede é peixe. Nos momentos em que os governantes são forçados pelos mercados de crédito a cortar na despesa, o parasita estado-dependente típico não pensa que os governantes anteriores, que o regaram de benesses nos tempos das vacas gordas, lhe fizeram algum mal. Pensa antes: “foi bom enquanto durou”.

    http://oporcocapitalista.blogspot.com/

  9. Zebedeu Flautista: Só chavões. Mas que “regabofe” e que “roubo”, homem? A quem te estás a referir? Para ti, o turismo em Portugal, só para falar num dos principais setores económicos, devia basear-se na atratividade de mulheres de bigode a conduzir um burro por estradas íngremes. Assim é que era. Um paraíso no cantinho ocidental da Europa.
    Ouviste por acaso falar dos incentivos dados pela UE à construção de infraestruturas, nomeadamente estradas, pontes, caminhos-de-ferro e aeroportos, de que resultaram, por exemplo, na Grécia, chorudos contratos para as empresas alemãs? E, simultaneamente, dos desincentivos à produção? Agora estende o exercício auditivo a vários países do sul da Europa, entre eles Portugal, e não digas disparates.

  10. Realmente estes socialistas, republicanos e laicos são um exemplo a seguir… e sempre uma boa escolha! Falam de tudo e de todos com uma arrogância insultuosa e mal-criada, mas como bons socialistas que são, não se pode falar deles, mandam levar na peida e atiram tomates congelados! O que o Carlos Almeida disse não são opiniões, são factos: Sócrates fez coisas bestiais (discutível), mas esqueceu-se de as pagar (facto!), e o FMI está cá pela terceira vez (facto!), sempre pela mão dos socialistas (facto!), mas de certeza que a culpa é da direita (discutível); já agora, quem esteve no poder na Grécia, em Espanha, na Irlanda e em Portugal, quando toda esta crise começou?? Os socialistas!!! e a sua grande generosidade com o dinheiro dos outros, as grandes ideias de criação de emprego, com os resultados que se conhecem, e agora fazem o que verdadeiramente sabem fazer: sacodem a água do capote!

  11. JMV: Estás muito mal informado. A Irlanda tinha, até 2011, um governo do centro (não de esquerda), o Fianna Fáil, com alguns ministros Verdes. Depois das eleições, é governada por uma coligação de centro-direita, o Fine Gael, com trabalhistas (Labour – da esquerda). A Grécia foi governada pela Nea Dimocratia(da direita) durante vários anos, entre os quais os anos da vigarice das contas e da adesão ao euro. Devido aos inúmeros escândalos descobertos, o PASOK (socialista) ganhou depois a maioria absoluta (com Papandreou). Para a instabilidade que levou à recente colocação de um tecnocrata à frente do governo, muito contribuiu a Nea Dimocratia e os seus berros contra a austeridade (uns grandes patriotas). A Espanha tem uma dívida relativamente baixa (70% do PIB), apesar da crise dos últimos anos. O problema foi a bolha imobiliária. Por cá, Sócrates conseguiu baixar o défice para os 2,8% (estava nos 6,3% em 2005 quando tomou posse) antes da crise de 2008. A dívida privada é muito maior do que a pública. Estava a corrigir o que havia a corrigir, depois da mudança de diretrizes da UE, mas tentanto não matar a economia. Como perdera entretanto a maioria absoluta graças a campanhas de caráter jamais imagináveis, a oposição encarregou-se de achar que “havia limites para os sacrifícios” e agiu em conformidade.
    Ainda bem que agora estamos muito melhor.
    A França (notação degradada) não é governada por um socialista desde Miterrand. Penso que há mais de duas décadas. A Itália (em risco de bancarrota, vale-lhe ser “too big to fail”) é há anos governada pela direita de Berlusconi e da Liga do Norte, com um brevíssimo interregno. A Bélgica acabou de eleger um primeiro-ministro socialista, atualmente o único na zona euro. Na Alemanha, as reformas laborais e económicas que, segundo dizem, muito contribuíram para que a Alemanha tenha dado a volta à crise foram feitas no tempo de Schroeder, um social-democrata (o SPD é o equivalente ao nosso PS). Para a próxima, informa-te antes de escreveres.

  12. correccao penelope: françqa teve um primeiro ministro socialistan , lionel jospin.E na alemanha, devo dizer que foram reformas muito neoliberais

  13. rr: Obrigada. É verdade. Entre 1997 e 2002. No cômputo geral, não altera muito os dados.
    Na Alemanha, as reformas foram aceites pelos trabalhadores.

  14. será que foram penelope? reformas que reduziram as prestações sociais, que precarizaram o trabalho e que diminuiram os salários, impondo um modelo económico predador dos paises mais fracos, destruindo o cosnumo interno? pior ainda: reformas que foram firmemente apoiadas pela cdu e pela merkel? é que os excedentes deles são os nossos défices externos sofia, lembre-se disso, e lembre-seque é um modelo que beneficia-se do actual euro forte,e que estão na base de muitos problemas que os paises do sul atravessam.Não são muito diferente do que a ugt e o patronato aprovaram ha 2 ou 3 semanas atrás, e a merkel pode ser agora a ditadora ou a imperatriz, mas foi o governo do spd que fez a cama onde ela se deitou

  15. rrr: Que eu saiba, a Alemanha ainda não governa a Europa. Pareces sugerir que o devia fazer. A meu ver, quem está mal, na zona euro (todos os restantes países, exceto a Finlândia e a Holanda), é que tem interesse em agir, de preferência em concertação. A Alemanha vai bem, défice de 1% e taxa de desemprego nos 5,5%. “A cama” a que te referes parece agradar aos alemães e ter dado, para eles, bons resultados. A nível interno, não houve, na altura, contestação às medidas tomadas; a situação era de crise. Foi possível estabelecer acordos com os sindicatos. Lá não são tão esclerosados nem tão fanáticos do ideal comunista como a CGTP. Embora também esta ideia do fanatismo pelo ideal não seja totalmente verdadeira: por um lado, o “ideal comunista”, de tão desmascarado pela história, não pode ser mais, em Portugal, do que a luta pela manutenção dos cargos dos militantes (e sindicalistas, deputados, autarcas, etc., toda uma máquina), por outro, a CGTP só se radicaliza quando o PS está no governo. Veja-se como, com tudo o que está a acontecer, a CGTP está perfeitamente pacífica. Parece uma evidência que, com a direita no poder, aproveitam para tirar umas férias e cuidar da laringe. Deve ter sido por isso que deram uma ajuda ao derrube do anterior governo. Para poderem descansar.

  16. continuas a bater no ceguinho: eu sei qual é a taxa de desemprego lá, mas isso não significa em nenhum caso.Foi preciso cortar as prestações sociais, precarizar o trabalho e dmiminuir os salários. Digamos que os sindicatos assumiram um papel de colaboradores de vichy muito parecido com a da ugt.Portanto devo supor que se calhar a ugt esteve bem em assinar o acordo.Mas o que me impressiona mais é que tendo eles tomado medidas muito parecidas com as do actualk governo, neoliberais e anti sociais,com o apoio da cdu e da merkel, tu s+o tenhas a dizer que foram boas medidas.E diz-me uma coisa o que é isso de a cgtp estar pacifica hum?

  17. rr: Não tenho a veleidade, como tu, de querer decidir pelos trabalhadores alemães. Se eles não veem os perigos “neoliberais e antissociais” que tu vês, talvez seja melhor 1) ir até lá abrir-lhes os olhos, 2) reveres a tua doutrina ao analisar o comportamento deles ou ainda 3) voltares-te para Portugal e analisar as vantagens, por exemplo, das manifestações de professores na penúltima legislatura.
    A CGTP, o Mário Nogueira, a Ana Avoila parecem cordeirinhos, sim, face ao que estávamos habituados. Não diria que a primeira coisa que os veria fazer era a revolução nas ruas depois de lá terem posto o governo “dos patrões” e do “grande capital”, para usar terminologia que vos é cara. Mas que há motivos para protesto, lá isso há. Por isso, sou toda olhos.

  18. aahahaa, esse de eu ter veleidade e tu não a teres é mesmo para rir penelope.Vou-te até perguntar como é que tu sabes que eles estão contentes hum? mesmo que eles gostassem não percebo como é que uma pessoa supostamente de esquerda anti neoliberal pode apoiar essas reformas liberais.
    quanto á cgtp, que sugestão então darias a esta central sindical? e a greve geral que eles organiaaram não conta, nem as manifestação marcada para dia 11?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.