E se a Antártida era isto…

…como seria a paisagem por aqui?

Não resisti a mostrar esta imagem para dar a sonhar a quem esteja na praia, com desejos de que o faça com o prazer acrescido de quem vive um privilégio.

Segundo os últimos estudos da professora Jane Francis da universidade de Leeds, há 55 milhões de anos, o pólo Sul, para nós o continente gelado, era um local extremamente agradável para se viver, uma zona tropical, onde habitavam mamíferos, como castores e outros. A equipa chegou a esta conclusão depois de, num projecto de perfuração e com a ajuda de tecnologias de satélite, ter encontrado sedimentos de pólen de plantas que só florescem nos trópicos. As quantidades astronómicas de CO2 presentes na atmosfera durante milhões de anos são a explicação. Clima e dióxido de carbono, definitivamente, não se largam. E o que provocou a existência de uma quantidade astronómica de CO2 (1000 ppm (partes por milhão)) na atmosfera de então? O Guardian foi a Edimburgo saber e disse-nos.

Felizmente para nós, o tempo geocósmico é lento. Os cientistas são, no entanto, unânimes a dizerem que estamos a acelerar perigosamente os ciclos climatológicos.

11 thoughts on “E se a Antártida era isto…”

  1. Bem..se o insigne cientista soubesse um pouco mais de botânica talvez não se tivesse atrevido a ir tão longe nas suas especulações… não é só a temperatura que condiciona o cilco de vida das plantas tropicais, a luz é fundamental, e a menos que entretanto o eixo da terra tenha mudado e ao tempo a antartida rodasse na actual posição dos tropicos, não vejo como elas poderima ter sobrevivido á noite do inverno austral.
    Por outro lado parece estranho que quando hoje se conhece tão bem o transporte de materiais em altitude pelas correntes de jacto ( de Africa para a América, p.e. ), não se coloque a hipotese de terem sido elas as responsaveis pelo transporte dos polens detectados…não haverá aqui propostas de teses que mais adiante vão “justificar” novos investimentos em pesquisa antardita dos promotores desta atuarda ?

  2. Nem de propósito, Penélope. Ontem levei uma sabatina sobre as teorias de 2012 e afins, coisinha de que mal tinha ouvido falar, mas que, nas circunstâncias que me rodearam no fim de tarde e início da noite [chuvosa aqui no litoral do Porto], foi envolta em citações várias, ligações aos novos desenvolvimentos da física quântica, pontes com as neurociências…. e eu ali, marcada pelo espírito das Luzes [ainda que tente não fragmentar isto tudo e fazer uma aproximação holística e complexa] completamente indefesa… Mas, enchi-me de brios e tungas! :))))

  3. Mdsol: “e tungas” como ? Agora deixaste-me curiosa. Podemos saber o que disseste?

    Manuel Rocha: boas questões. Mas será que aqueles 500 iluminados cientistas polares não pensaram nelas? Ou será que o simpósio continua e este era apenas o relato da primeira parte?

  4. entrar tem de entrar, se é o buraco de symmes – ainda se discorre sobre isto. :-)

    eu gosto da teoria dos dois sois e do tarzan e da viagem ao centro da terra, assim tudo misturado. :-)

  5. Manuel Rocha: volto ao seu comentário para transcrever o que alguém, que parece entendido nestas matérias, respondeu, nos comentários do Guardian, a observações como as que aqui deixou, e bem:

    “It is a valid point.

    First, the polar night.

    The duration of the polar night is not six months, now.

    It is possible that the inclination of the Earth’s axis of rotation was less than it is today. This would have resulted in a shorter polar night than today or no polar night.

    Second animal and plant survival.

    The flora before the rise of flowering plants in the late Cretaceous, was different than it is now. It is was mostly of cycads and conifer-like species. Plants today can survive winters because they shed their leaves and reduce their metabolism. Modern flora is not abundant at high latitudes now, not because of polar night so much, but because there is no liquid water avialable for them – it is all frozen – so they die of drought.

    Animals migrate or hibernate if it is cold. But then again many animals are nocturnal anyway, so if the air temperature is high, they could have survived during any polar night.”

    É uma explicação.

    Há quem também refira a deriva dos continentes para justificar uma possível localização diferente da Antártida.

  6. Ah, bom. Eu vou mais pela deriva dos Continentes, porque uma “zona tropical” só pode existir mesmo nos Trópicos e estes, coitadinhos, nunca saíram do sítio onde estão…

  7. Sim, é a deriva dos continentes que (também) explica as sucessivas alterações climáticas registadas nas camadas geológicas de uma dada região.

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