Como se fosse possível

FMI critica debate público na Europa sobre nova ajuda à Grécia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) diz que o debate na zona euro sobre a ajuda adicional à Grécia e a participação dos credores privados no segundo pacote de resgate é um «enorme problema» à geração de confiança na economia helénica.

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Esta é boa. Não é que eu não admire os «mercados» e os especuladores pelo bem que fazem à sociedade, mas então agora os analistas, comentadores, economistas, simples cidadãos, políticos, etc. não podem discutir, adivinhar, vaticinar, defender, criticar ou chafurdar no novo pacote de ajuda à Grécia? Ou a Portugal, ou à Irlanda! Pretenderiam mantê-lo em segredo? Esta gente passa-se.
A menos que queiram dizer que, como os decisores não se entendem, o melhor é calarem-se. Pois… Veja lá se consegue, Madame Lagarde. Teremos que contratar o Assange? É que a pressão da opinião pública e publicada perante a cacofonia que por aí vai pode ser uma maneira de dar um pontapé para a frente nesta Europa.

3 thoughts on “Como se fosse possível”

  1. Um post típico de indignação justificada, lá isso é, mas a porra é que vivemos numa ditadura do Partidariato, boa executora, é bem sabido, das agendas de terceiras ditaduras mais badaladas em filmes e livros sobre terrorismo financeiro. Fazer o que os russos fizeram aqui há alguns anos seria ideal para nós, herois do mar que cada vez pescam menos de tudo, incluindo peixe: dar a “dívida” a comer a suínos depois de a refogar num excelente banho de plantas aromáticas para evitar adoentar os animais. Assim fizeram os vladimirs e a democracia cada vez está melhor nas suas vastas terras.

    É claro que poderiamos optar pela tradicional honestidade e respeito da grei endividada em relação a quem devemos o tintol que perdulariamente gastámos todos estes anos em sorvetes e outras coisas. Pagar aos soluços nunca envergonhou ninguém – seria uma solução, o que é é que é muito monótono. Tão monótono, tão monótono que até causa monotonia, e, daí, sono. Mas também, se enveredássemos por essa azinhaga para mantermos a honradez de bons pagadores, quanto é que nos daria pelo edifício da Assembleia da Republica, incluindo quintal e calçadas adjacentes, quem o quizesse comprar para abrir um centro comercial ou um hotel de cinco estrelas? Não faço ideia, mas aposto que ninguém dava muito mais que 10 milhões de Neuros por aquilo. E um património daqueles!

  2. Cara Penélope, hoje ainda andamos por aqui a escrever, se calhar daqui a uns meses teremos de meter a viola no saco e estar caladinhos antes que uma qualquer polícia dos costumes nos invada a loja em nome do futuro do país.

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