Assim estão os jornais: maus

Diz o DN, em título, que Portugal “não irá corrigir o défice“. As aspas são postas pelo jornalista que é o autor da notícia, pelo que se deduz que se trata de uma citação. Acontece que no corpo da notícia tal frase não volta a aparecer, ficando nós sem saber quem a disse e a que se referia. A afirmação é dúbia, pois utiliza-se o verbo no futuro. Algum comissário ou algum porta-voz da Comissão disse que Portugal, com base nos dados de 2016, não vai corrigir o défice excessivo? Ou quer  dizer que o que passou já passou em 2015? Ou simplesmente este título é “wishful thinking” do jornalista, sendo estas as palavras que ele próprio quer dizer, uma espécie de aposta?

6 thoughts on “Assim estão os jornais: maus”

  1. Tal como nos famigerados programas de futebol, os jornalistas ( serão mesmo jornalistas ?) não dão noticias: dão opiniões! Isso já se transmitiu para os jornais ( serão mesmo jornais ou panfletos ?)

  2. o processo da clinton foi arquivado, mas prossegue a comissão de inquérito no congresso e veja-se bem isto:
    a escroque tinha um servidor na cave, sim numa cave, da casa dela que era o único local onde guardava dezenas de milhares de e-mails com informações de estado do mais alto nível de importância e de confidencialidade.
    diz o diretor do fbi hoje ouvido na comissão que é possível, que acredita, que a escroque não sabia:
    1. do perigo que a informação corria, por poder ser corrompida ou intercetado ou furtado o servidor (consta até que os serviços secretos russos têm muitos desses e-mails)
    2. da confidencialidade do teor das comunicações, não obstante o seu conteúdo e de muitas terem um código “C” de confidencialidade.
    Inacreditável que isto se passe numa das maiores democracias do mundo. inacreditável que uma escroque deste calibre possa dizer que não sabia que deve ser desculpada e ser a candidata presidencial de um partido democrata. inacreditável que os mídia apoiem este excremento político.

  3. é uma tradução criativa à Valupi , embora não tão criativa como as dele , já que o sentido não se perde , de : “Contudo, ultimamente os dois países desviaram-se do caminho da correção dos seus défices excessivos e não atingiram os seus objetivos orçamentais”.

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