António Barreto, o consenso é este: há muito que o senhor não diz nada de jeito

António Barreto foi à Universidade de Verão do PSD falar ao gosto da plateia. Ou assim pareceu. Ou assim queria. Pelo menos nos conceitos ou temas invocados: consenso e falta dele, PPP, swaps, etc. Tudo palavras gradas ao atual PSD, que decidiu utilizá-las recentemente como armas de arremesso. Remetendo para uma hipotética idade de ouro em que teria havido consenso em Portugal, Barreto escamoteia as circunstâncias da nossa recém-nascida democracia, o que é inadmissível num sociólogo. Além disso, afirmar que a sustentabilidade da democracia está em causa por não haver consenso é uma contradição nos seus termos.

Entretanto, para não assumir um discurso inteiramente passista (que os tempos não vão de feição para aldrabões), deixa no ar e não deixa (ver em baixo o extraordinário aparte “retirem a parte moral disto”) a ideia de escândalos, corrupções e promiscuidades, sem nunca especificar ou minimamente aprofundar, ao mesmo tempo que reconhece que Portugal progrediu muito nos últimos 20 anos. Um malabarista, também nessa arte com pouco talento, pois lançando ao ar bolas tão douradas e cintilantes, frustra em vez de deslumbrar a assistência – a direta lá presente e a indireta. Uma tangerina seca, este senhor. Nem a laranja ousa alçar-se.

Basta ouvir um qualquer debate parlamentar, basta ouvir qualquer “diálogo” entre oposição e situação, oposição e o Governo e nós percebemos que o consenso está quebrado e percebe-se que não há maneira de conseguir um novo consenso, disse hoje durante a Universidade de Verão do PSD, que está a decorrer desde segunda-feira, em Castelo de Vide (Portalegre).

“A democracia portuguesa viveu graças a três ou quatro grandes fatores, vamos-lhe chamar os pilares da democracia, um deles foi um certo e relativo consenso político entre dois grandes partidos e mais um ou dois pequenos e fez-se uma Constituição”, recordou durante a iniciativa em que deu uma aula sobre “Um Retrato de Portugal”.

O sociólogo defendeu ainda que “vai ser difícil” o entendimento entre o mundo da política, do negócio e da economia, aliança que durou vários anos e que foi quebrada por causa da crise financeira.

“Já não é possível fazer negócios como há dez anos, autoestradas como há dez anos, já não é possível fazer ‘swaps’ como há dez ou há cinco anos, já não é possível fazer PPP [Parcerias Público-Privadas] como há 10 anos ou há 15, ou há 8 anos ou há seis anos”, disse.

Estes fenómenos, – que parecem fenómenos de banditismo, corrupção, promiscuidade, chamem-lhe o que quiserem, retirem agora a parte moral disto […]

O sociólogo, que fez um balanço “positivo” sobre o desenvolvimento de Portugal nas últimas década, sublinhou ainda que “o alegre viver” que durou “20 anos” entre o negócio e a política “está em causa”.[…]

[…] Ainda agora uma parte da responsabilidade do que se passa com estes sistemas eleitorais, as candidaturas e elegibilidades, está evidente uma parte de responsabilidade política, pura e simples, mas também da responsabilidade judicial”, declarou.

Responsabilidade judicial??

27 thoughts on “António Barreto, o consenso é este: há muito que o senhor não diz nada de jeito”

  1. Barreto há muito que está desacreditado. Por alguma razão, se tornou o sociólogo do regime. A melhor parte da intervenção foi a alusão à máfia italiana, em que afirmou que uma coisa “má” (leia-se, a máfia) acabou por ser um bem para a jovem democracia italiana no pós-guerra, pois sem essa contradição, o regime não se tinha aguentado como se aguentou…

  2. Poderá não ser a oitava maravilha do Mundo, mas AB está muito acima da larga maioria dos politicos, comentadores, atrapalhadores e bloguistas que se passeiam no retangulo… Fui aluno dele, trabalhei 5 anos em Portugal e 8 nos EUA, e penso que tenho 2 dedos de testa…

  3. “Fui aluno dele, trabalhei 5 anos em Portugal e 8 nos EUA, e penso que tenho 2 dedos de testa…”

    tens um currículo parecido com o gajo, nomeadamente na espessura de testa. só falta arranjares um merceeiro que te componha a reforma. gostei dos argumentos, manda mais.

  4. f tabuas,antonio barreto, como homem, na minha opinião é um verme! a honestidade na boca dele, é constantemente subvertida!

  5. Um título bem verdadeiro. Pelo menos desde que ocupou o ministério da agricultura que António Barreto assim é.

    Devia ter ficado pela Suíça para onde fugiu com medo da guerra, em vez de vir para cá cheio de medo da justiça social, meda da constituição, medo da divergência de opinião sobre ideias políticas e medo de que o merceeiro o despeça se e,le não fizer o que o mandam fazer.

  6. Barreto e todos os que se pisgaram da guerra colonial são uns europeistas ignorantes, incultos, chicos-expertos que tomaram conta deste rectângulo juntamente com uns tantos traidores que se diziam anti-colonialistas, anti-salazaristas e anti-fascistas para se justificarem da sua falta de vergonha na cara.

  7. oh reformado das colónias, ignorante e parolo és tu. ninguém te mandou vir e o contrato não previa devolução, as tuas convicções colonialistas eram tão fortes que te piraste no dia em que a tropa deixou de te aquecer as costas na exploração dos pretos. tiveste muita sorte em te pagarem a viagem de volta (subsídio de viagem), os bonitos vestidos que a tua mulher costurou com os reposteiros do vidago palace (subsídio de vestuário), carta de condução a esquerda e legalização de chasso com volante à direita (subsídio de instalação) e mais uns quantos subsídios, institutos e empregos que ninguém vos daria em parte alguma do mundo pela independência das colónias. deves estar lembrado do quadro geral de adidos (aposentação coincindente com regresso), do iarn (agência de viagens, comida, cama e roupa lavada, etc), secretaria de estado do retornado (assuntos sociais), car (comissão para o alojamento de refugiados), comissariado para os desalojados (integração com juros a 3%) e associações a perder de vista sustentadas com mais subsídios, tudo isto de que te queixas foi obra da falta de vergonha na cara do partido socialista que vos deveria ter abandonado aos crocodilos e que foi ou está a ser paga por portugueses que não lucraram nada com as tuas aventuras em áfrica. os emigrantes portugueses espalhados pelo mundo não têm direito a estas merda quando a coisa dá para o torto. já gastei demasiado latim contigo.

  8. oh catinga! esqueci-me duma coisa, o actual governo é composto de retornados e privilegia as relações com as ex-colónias. uma boa oportunidade para pores o blábláblá em prática.

  9. Este Barret(e)o é único: a pessoa mais repelente que o 25ABR revelou! Se ao menos soubesse virar a casaca com panache… Tropeça nos próprios pés,enrola-se-lhe a língua,perde-se nos raciocínios,em perda agarra-se aos merceeiros…

  10. estes retornado saõ uns ingratos.alguns viviam em meios miseraveis e ate´na sanzala. a esmagadora maioria, felizmente, eram trabalhadores por conta de outrem, e em menor escala empresarios, nomeadamente de restauraçao .muitos dos que trabalhavam para os outros,quando vieram para cá, passaram a ser empresarios graças ao IARN dos nossos impostos.!

  11. http://ponteeuropa.blogspot.pt/2013/08/antonio-barreto-e-o-psd.html

    O homem que fingia ser de esquerda, para melhor defender a direita, foi hoje vedeta da Universidade de Verão, em Castelo de Vide.

    Não sei se foi por conta da Jerónimo Martins, por iniciativa própria, por coincidência de pontos de vista com um partido, sem ideologia, rumo ou projeto, ou por tudo isso.

    Faz pena ver o antigo expatriado na Suíça em promíscuo contubérnio com a pior direita que alguma vez dominou o PSD. O revolucionário que foi tornou-se tristemente célebre na comissão liquidatária da reforma agrária sob pseudónimo de ministro da Agricultura.

    Hoje, perdido o pudor, é o assalariado de um merceeiro holandês e o professor de turno na indigente universidade de verão do PSD. Quem não sabe viver de pé, acaba de rastos.

  12. A história de vida do sociólogo ao serviço do merceeiro,tem tanta contradição,tanto desvario,tamanha falta de respeito por si ,que os seus comportamentos,práticas e atitudes, espelhados com total clareza nas suas aparições públicas,(principalmente nos últimos vinte anos),que fizeram do homem, uma manta com tanto buraco, incapaz de ser remendada.

    Pobres aqueles, que, por falta de lucidez ou por oportunismo, se tornam apóstolos de um deus menor!A História do Homem, está cheia de seres como o António Barreto…

  13. Já aqui foi realçado o percurso do sociólogo A. Barreto aliás, coincidente com o de
    muitos que viram na guerra colonial uma janela de oportunidade, como agora se diz,
    para fugirem com o corpo ao manifesto … o que, nos pode provocar uma certa sen-
    sação desagradável, quando aparecem a falar da Pátria e são designados pelo Pilatos
    de Belém para o discurso do dia da “raça”!
    Não passam de meros aproveitadores dos sentimentos provincianos que, sempre foi
    apanágio do bom português face ao que que vem do estrangeiro pois, em competên-
    cia os formados nas nossas escolas não lhes ficam atrás! Por vezes, é mais valorizado
    um bacharelato no estrangeiro ( 2-semestres) do que uma licenciatura nacional ( da-
    quelas a sério não como a do relvas)!
    Com mestres destes, que se pode esperar da universidade da pevide? Quanto muito,
    saem de lá com a cabecinha mal formatada e, se algum dia chegarem a posições de
    responsabilidade, caso do governo da Nação, fazem a porcaria que o actual des-go-
    verno tem feito, com os graves custos para a generalidade dos portugueses estão a
    pagar de forma violenta!!!

  14. Ó Ignatz e Nuno cm, de facto houve retornados e entornados que se aproveitaram tal como muitos regressaram por Vilar Formoso como este Barreto e as faunas que povoaram no dia 26 de abril os movimentos e os partidos.

    Casos como os de gente tal como Almeidas santos, Vitores ramalhos, cravinhos, e muitos cantautores que viviam por aí com bolsas de estudos de pais colonialistas.

    Foram muitos que se encaixaram nos chamados partidos da esquerda.

    Mas o povo que vivia e trabalhava e fez terras felizes, respeitinho por eles é muito bonito!

  15. Porquê, há muito? Será que alguma vez um velhaco foi outra coisa? Da sua capacidade como professor ou mestre ou chefe ou o que for, nada sei nem digo. Mas sobre o fariseu que se esconde atrás de umas lunetas, trtá-lo por velhaco é já condescender com um tipo que para tudo tem soluções fáceis, e que tem ganho a vida a proclamar certezas a respeito de qualquer assunto. Por consenso A.B. prescreve a receita da traição a princípios e valores. Mas alguma vez foi diferente, o troca-tintas? Ao P.S. Barreto lembra-lhe ou espevita remorsos? É a vida!
    José Luís Moreira dos Santos

  16. oh debolbido! se os retornados foram exemplarmente integrados na sociedade portuguesa, bem podes agradecer aos santos, cravinhos, ramalhos, partido socialista e generosidade dos portugueses. o não reconhecimento deste facto pelos mesmos só demonstra que mereciam terem sido abandonados à sua sorte, isso é tinha sido solidariedade liberal.

  17. Ignatz, já percebi a razão do meu pouco entusiasmo acerca deste blog, o qual, mesmo assim, consulto e uma ou outra vez até intervenho com algum comentário: é que você acredita naquela máxima: asneira com asneira se paga. Como pode você confundir a opinião de um retornado recalcitrado com a opinião de milhares deles que são exemplo de quem sabe agradecer, não ao P.S. e seus dirigentes, como me parece ser a ideia predominante no seu texto, mas ao conjunto de uma comunidade, que mesmo dividida por razões ideológicas, soube compreender o drama de quem chegou e integrar essas pessoas no quadro das suas limitadissimas disponibilidades? Se qualquer disparate é argumento, então estamos conversados.
    José Luís Moreira dos Santos

  18. ” Como pode você confundir a opinião de um retornado recalcitrado com a opinião de milhares deles que são exemplo de quem sabe agradecer, não ao P.S. e seus dirigentes, como me parece ser a ideia predominante no seu texto, mas ao conjunto de uma comunidade,…”

    venham lá os exemplos de agradecimento e de caminho explica ao pessoal qual foi o partido responsável pela integração, na volta foi obra do sá carneiro (que deu nome a quase todos os bairros de refugiados) ou cunhal e eu não dei por isso.

  19. José L. Moreira dos Santos,

    Mas agradecer o quê e a quem?

    E porque não me agradecerem a mim, RETORNADO, para não me transformar em bombista?

    Eu vi estados como o Brasil, Austrália, Canadá e Estados Unidos a facilitarem e entusiasmarem os Retornados a radicarem-se nesses países.

    O caso da Austrália, cuja embaixada era na Av. da Liberdade financiarem as viagens e a primeira residência aos Retornados portugueses que quizessem emigrar para lá.

    Todos os Retornados que estavam em idade de reprodução (os mais úteis)mandaram esta mediocridade nacional tradicional e histórica à fava.

    Vêm apenas cá, no verão ver os incêndios a partir da praia.

    Agradecer, ora a porra!

  20. Ignatz: deixe-se de leituras estreitas e apressadas, sempre propicias a revanchismos e idolatrias pouco confortáveis. Em política, que não é propriamente a arte do paradoxo, nenhum partido no seu conjunto, nenhum lider ou classe de dirigentes, mesmo quando acima de qualquer suspeita de dedicação e desinteresse, por si só é capaz de fazer o que só uma comunidade pode (digo, deve) fazer.
    Retornado: podia e/ou pode você transformar-se no que quiser, desde que assuma as responsabilidades correspondentes. Quanto aos agradecimentos, é costume antigo em gente de boa índole, tomar como seu o esforço de outros. Se consigo não houve compreensão e ajuda, podia mostrar-lhe retornados que correram atrás de mim para me bater por eu ser adepto da revolução, e que de há anos a esta parte são meus amigos do peito e que dão por bom o tempo das suas vidas em que tiveram que vencer obstáculos para os quais não se haviam preparados. Talvez você ainda acredite que Africa era portuguesa, mas não sei bem porquê, foi neste cantinho do mundo que nascemos, e nem a isto quase temos o direito de chamar nosso. O discurso redondo e parcelar é sempre a manifestação de uma vontade que não tem vinculos a qualquer realidade objetivamente pensada. Se prefere viver ancorado a sentimentos que só lhe corroem a alma, é escolha sua, que posso eu ou outro alguém fazer? Mas tal escolha retira-lhe a razão, quero dizer, a possibilidade de raciocinar sobre todas as causas e consequências. Acredite, você fica a paerder.
    José Luís Moreira dos Santos

  21. “Ignatz: deixe-se de leituras estreitas e apressadas, sempre propicias a revanchismos e idolatrias pouco confortáveis. Em política, que não é propriamente a arte do paradoxo, nenhum partido no seu conjunto, nenhum lider ou classe de dirigentes, mesmo quando acima de qualquer suspeita de dedicação e desinteresse, por si só é capaz de fazer o que só uma comunidade pode (digo, deve) fazer.”

    pedi-te exemplos e respondes abstracções. a política até pode ser o que dizes aí acima, mas a destruíção do país que cavaco & coelhos estão a fazer vai ficar na história como obra do psd, por muito que argumentes com leituras estreitas e apressadas. a diferença entre um comuna e um tolinho de esquerda, é que o primeiro reescreve a história quando não lhe agrada, o segundo generaliza e atira para a abstracção e sabes porquê? falta de tomates para te assumires de direita. se quiseres desenvolvo e ilustro com poemas teus.

  22. Se não aparecer alguem da chamada direita neste blog, isto não seria um blog, seria uma masturbação.

    E eu não quero tal, pois que parece-me os autores parecem-me gente simpática.

    Mesmo o Ignatz!

  23. Les bourgeois
    C’est comme les cochons,
    Plus ça devient vieux,
    Plus ça devient bête!

    Les bourgeois
    C’est comme les cochons,
    Plus ça devient vieux,
    Plus ça devient bête!

    ~Jacques Brel ~

  24. Ignatz, estamos feitos! Eu, aquele que se assina como José Luís Moreira dos Santos, sou de direita? Tanta pressa em tirar conclusões! O que escrevo, mesmo quando sob a forma de poemas, são exatamente a expressão de uma posição direitista. Que hei de eu dizer? Mas com alguém que usa o termo comuna para designar outro alguém que defende uma visão do mundo que seja próxima ou vinculante ao P.C., expressão máxima do preconceito ideológico, é claro que tudo é possível. Porém, eu digo-lhe uma coisa, a qual sei que não o tranquilizará: para mim do P.S., inclusivé, para a direita, tudo é direita. Sim, porque o P.S., que me parece ser o seu imaculado partido, e que seja, é seu indiscutivel direito, para mim, é como um esgoto: lá vão parar pequenas pepitas de ouro, como a mais imunda porcaria. Perguntar-me-á: e nos outros partidos? em percentagens diferentes, a mesma coisa, sendo que aquilo a que indevidamente chamo porcaria, tem tendência a esconder-se atrás de um partido que foi criado para a esconder, o mal intitulado P.S.D., que nasceu sem ideologia, e com a designação de popular e democrático. Tenho amigos em todos os partidos, pois não tendo nenhum que seja o meu, tenho uma ideologia à qual sou dialeticamente fiel, quero dizer, penso, sinto e ajo sempre de acordo com os valores da sua matriz. Se tiver dúvidas, digo-lhe de onde sou e poderá informar-se a meu respeito, basta apitar para a sede do P.S. de Estarreja, onde tenho amigos do peito e inimigos de sangue. O mesmo se diga em relação às sedes dos outros partidos. E sabe porquê, Ignatz, é que eu NUNCA relativizo o essencial, NUNCA.
    Um dogmático, para mim, é um burro que caminha sempre para o mesmo sitio, mesmo que seja contra uma parede, uma vez que só concebe o mundo como ele mesmo o vê; um sectário, é apenas um dogmático pequenino. A minha posição política: se tenho o direito de pensar, sentir e agir como quero, tenho o dever da compreensão das razões que os outros têm para pensarem, sentirem e agirem de acordo com a sua vontade. Depois, há o dever de cada qual lutar, com argumentos validamente aceites, quero dizer, pensados e confirmados, por aquilo que acham o melhor para todos, repito, para todos, até para quem, muitas vezes sem saber, está contra o que defendemos. A este meu discurso você chama de abstrato. Que pena que você não reconheça à abstração, quando em conta e medida certa, algum papel na estrutura mental do ser humano. Já agora, mostre lá as coisas que eu escrevi que lhe confirmam a minha costela direitista! Surpreenda-me. Pode até ser que o Sarmento, também ele José Luis mas com Z, como eu fui registado, possa verificar ou confirmar que sou um porco burguês, um currupto desprezivel, um verme inqualificável. Dessa forma, ficava ele, o Sarmento, muito feliz por ter utilizado bem a sua profunda erudição, e eu a saber que os epitetos me assentavam como uma luva.
    José Luís Moreira dos Santos.
    Ignatz, asseguro-lhe que este é o nome que tenho no meu Cartão de Cidadão, o qual serve para me identificar sempre e em qualquer lado.

  25. olha meu! escusas de te vitimizar por antecipação ao que eu não disse, mas que tu confirmas acima. chamei-te tolinho de esquerda e com falta de tomates para te assumires de direita, se calhar a vanguarda da classe operária de estarreja deixava de ler os teus poemas e a tua mulher obrigava-te a lavar a loiça em vez de andares a passear no kierkegaarden de estarreja com o kant no sovaquinho

    “Já agora, mostre lá as coisas que eu escrevi que lhe confirmam a minha costela direitista!”

    quanto a isto, remeto para a estrumeira do teu blogue onde coleccionas merda copiada do correio da manhã que serviram para alçar a direita ao poder. não ponho link, porque deves saber lá ir e não faço publicidade a efluentes.

    “eu NUNCA relativizo o essencial, NUNCA.”

    claro que não, fica só 4§ atrás

    “Mas com alguém que usa o termo comuna para designar outro alguém que defende uma visão do mundo que seja próxima ou vinculante ao P.C., expressão máxima do preconceito ideológico, é claro que tudo é possível. Porém, eu digo-lhe uma coisa, a qual sei que não o tranquilizará: para mim do P.S., inclusivé, para a direita, tudo é direita.”

    chega-te ou queres mais?

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