Estamos fora-de-jogo!

Sei que parece incrível, mas julgo que nenhum de nós leu o “Bilhete de Identidade” de Maria Filomena Mónica. Assim sendo, ficamos excluídos da discussão que por aí anda acerca desta autobiografia. Assim, sendo, e por muito que me custe, não podemos dar razão ao João Pedro George (nem, improvável hipótese, ao Martim Silva).
Está mal. Não pode ser. Vamos lá a escolher, pelo consagrado método da palhinha mais curta, um “voluntário” para emborcar a coisa. Para compensar tal esforço, este mártir da Cultura será também o nosso enviado especial ao próximo Mundial de Futebol.

11 thoughts on “Estamos fora-de-jogo!”

  1. Tenho em casa, ao pé de mais 34 que aguardam a execução. O hype à volta do livro é uma parolada, promessa de revelações sobre a roupa interior dos meninos da Belle Epoque de Cascais. Mas como objecto de marketing é um bom produto, com os ingredientes correctos. Ultrapassar este meu actual cinismo (e o cinismo, em qualquer forma, é sempre uma manifestação de supina burrice) só com a respectiva leitura.

    Acertadíssima, e elegante, a farpa do Abel Barros Baptista.

  2. Grande abóbora mecânica,
    É mais complexo do que isso. Eu não sei formular a minha opinião sobre a obra. Estou de acordo com grande parte dos comentários do “explanar”, e ainda assim li o livro com agrado. Não sei se por más características minhas, ou porque essas memórias têm uma parte interessante, mais densa do que se diz, sobre os mecanismos da “educação sentimental” de uma certa sociedade burguesa e lisboeta.

  3. A forma sabuja como se trata este livro é tão mais ridícula quando se pensa que está ali um “retrato fiel do país no tempo do Estado Novo”. Mas não nos explica como é que viviam as pessoas mais modestas na época, nem como se repercutia tal sociedade em Trás-os-Montes, por exemplo. Parece que o mundo todo se reduzia a Lisboa e Oxford, e pouco mais.

  4. Sem nenhum tipo de drama, Luis, este texto resume bem por que e de facto melhor que escrevamos em ,blogues diferentes, mesmo que as separacoes me causem sempre uma certa angustia. Tu pareces fazer questao de tirar a sorte “pelo metodo do palito curto” algo que eu nao desdenharia nada (portanto para mim o palito nao tinha nada de ser curto). Com efeito, embora seja muito pouco provavel que alguma vez venha a ler a biografia da Maria Filomena Monica, respeito-a e acho-a uma mulher interessantissima. E nao me importaria nada de ir ao Mundial 2006 (ate porque nunca estive na Alemanha).
    Tudo se explica, portanto, pelo tamanho do palito. Como todas as separacoes, alias.

  5. Filipe Moura,

    Sem me meter em amores desavindos queria perguntar-te uma coisa e dizer-te outra:

    1. Tu não és aquele tipo que assina nos comentários, qualquer coisa como, “ihhh”?
    2. As questões de “palitos”, curtos ou compridos, têm importância em todas as relações/separações. Aqui no aspirina o “palito” mais curto é o do Rainha: até vai à festa do “Acidental”. Eu acompanho-o para ele não acabar nos braços do Rodrigo Moita de Deus a dizer mal do Mário Soares.

  6. Filipe,

    Sê bem-vindo! Mas olha que eu não partilho de todo essa simpatia, sobretudo depois de ler o famoso texto dela no “Público” em que demolia ao Boaventura (outra personagem que me é distante) a propósito de versos que ele escrevera na juventude.
    Quanto à ida ao Mundial, tratava-se simplesmente da compensação por ter de ler esta autobiografia; mas parece que o Nuno já se abarbatou ao lugar.
    Volta sempre.

  7. Bem, para comecar corrijo um lapso serio. Quando escrevi
    “para mim o palito nao tinha nada de ser curto”

    queria evidentemente dizer
    “o meu palito nao e nada curto”.

    Nuno, refereste a quem, ao Uiii! ou coisa do genero? Muito gostava eu de saber quem e esse gajo, pa! Le a compilacao em

    http://bde.weblog.com.pt/arquivo/131964.html

    Mas o cabrao nao se descose, porra!

    Luis, eu nao “adoro” a senhora, atencao. Respeito-a. Esse exemplo que vais buscar foi muito reles mesmo. Mas gostaria de a ver a frente de um movimento pela despenalizacao do aborto. Para combater as manas Avillez acho-a muito melhor do que a ana Drago ou a Catarina Portas.

    Deem um abraco meu aos acidentais Leonardo e Rodrigo.

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