E de vez em quando ele vinga-se

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Mais de 340 pessoas morreram hoje esmagadas pela multidão em Mina. No último dia da Hajj, a peregrinação que todos os muçulmanos saudáveis devem realizar pelo menos uma vez na vida.
Não é o primeiro ou sequer o mais sangrento incidente destes a ocorrer no que já é considerado o momento mais perigoso da peregrinação: o ritual de apedrejamento do diabo. Os participantes devem arremessar entre 49 e 70 pedras ao mafarrico, num espaço onde se acumulam dezenas de milhares de pessoas.
Ironia: não contentes em inventar divindades, tratamos de lhes dar oponentes e, a estes, oportunidades para nos massacrar.

3 thoughts on “E de vez em quando ele vinga-se”

  1. Zé Tim? Tu viste o que escreveram sobre ti, nos comentários a uma coisa sobre “Reforços de Inverno”? E ainda aqui vens postar?! Bolas, tens muito poder de encaixe!

  2. Não é todos os dias que arranjamos calma e pachorra para concordarmos com a Margarida, mesmo que seja por só se ter limitado a dar mais uma alfinetada no José Tim, como no tempo das pedradas. E por aí se ficou, infelizmente, nada decidindo acrescentar de sociológico ou educador, adir um ponto ou descoser uma alinhavo à notícia do Luis.

    Então não há outro remédio senão o de sermos nós a lembrar ao incansável Luís que esta coisa de apedrejamentos é muito mais velha que o Islão e não envolvia nesses tempos simbolicos mafarricos. Na verdade, já Deus tinha dito a Moisés que se alguem da família, incluindo filhos e irmãos, tivesse o arrojo de pensar em abraçar outras ideias religiosas, que não se esquecesse que a pena era acabar com eles à pedrada. Moisés disse: sim, Senhor, como era, biblicamente, de esperar. Ainda mais interessante do que isto é o estranho papel representado pelo pai da nossa Igreja Cristã, um senhor chamado Saul, que depois virou Paulo, nome de basílica e catedral, que ajudou outros judeus a dar umas pedradas no Cristo que escapou dessa por um cabelo. Depois arrependeu-se e tornou-se naquilo que vem nos livros mas que não é necessàriamente o que aconteceu.

    Acrescente-se, finalmente, que um “mouro” sensível a este tipo de posts poderia ter argumentado que no mundo ocidental com gente ateia de sobra também se morre em acidentes destes – campos de futebol e Trafalgar Square em Londres podiam servir de material para estudo. E que também tem muito a ver com a maneira estúpida como certas polícias controlam multidões. E cuidado: há muita gente no neste mundo que não acredita em Deus mas adora mafarricos. Vamos lá a saber então…

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