Respeitemos o código

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Dan Brown é um honesto e esforçado rapaz. É claro que teve sorte, pois não há fórmulas para sucessos da grandeza deste, mas o seu livro vem recordar-nos duas verdades que importa divulgar em Portugal:

a) O capitalismo é bom, o capitalismo é culto: permite enriquecer a escrever livros. Esse facto, servido como está de desvairados exemplos, incluindo casos nacionais, deveria moldar os programas de aprendizagem da Língua logo a partir do Ensino Básico.

b) As religiões estão a saque. Depois de milhares de anos a saquearem-se umas às outras, as religiões são agora as vítimas do laicismo. Qualquer espertalhão que mande para o ar uma acusação estilosa contra as religiões, ou se divirta a imaginar versões alternativas das suas histórias, tem a certeza de pôr a funcionar uma caixa-de-ressonância que lhe faz o trabalho de promoção. Mais eficaz do que o selo de qualidade da Rainha e sem gastar um tostão.

Para uma reflexão descontraída e saudável do fenómeno, leia-se esta investigadora de Cultura Pop.

32 thoughts on “Respeitemos o código”

  1. Valupi,

    O livro será cultura pop, como afirma a senhora. Mas é, também, uma preciosidade como narrativa. Li o primeiro capítulo na «Ler», e ali decidi que tinha de ler o resto. Um livro que arrancava com aquele vigor e economia narrativos tinha de ser invulgar.

    E é. O conteúdo conspirativo não me cativou por aí além, era um «déjà vu». Mas a condução da história é de imensa mestria. Não esquecerei nunca o fim de semana que o livro me deu.

    Mas não me admiro de que a crítica literária que desdenha uma boa trama tenha de correr a lavar as mãos deste livro. No fundo tudo bate sempre certo.

  2. Valupi e Fernando, imagino que vocês dois concordarão que o filme, por “espertalhão” que seja, está mesmo mal escrito. Isto para não falar nas carradas de erros de todo o tipo que contém. Ainda assim concordo que deu gozo a ler. Também eu o li de uma assentada, creio que entre três viagens de comboio (o meu local/momento preferido para ler estas histórias) e uns momentos de sofá e tive gozo nisso.

    Ainda assim o simples facto de meter religião não vai chegando. O anterior no mesmo tom, o “Anjos e Demónios” também ia pelo mesmo caminho e foi um flop até o da Vinci o ajudar. O que terá feito o sucesso terá sido essencialmente a tal sorte, porque livros a dar pontapés nas religiões é do que há mais por aqui. Só que há pontapés e há pontapés…

  3. Cada qual subentende o que quiser.
    Pelo menos sei que leram um livro de cariz “capitalista”, o que já é algo impressionante para um convicto esquerdista.
    Já agora, deixo uma questão: será que se Dan Brown não tivesse obtido qualquer tipo de êxito comercial, aconselhariam o livro?

  4. Fernando

    Tens razão, pois. Apenas se dá o caso de ser literatura de plástico, questão de técnica e intuição sociológica. É um entretenimento, com todo o mérito respectivo.

    João André

    Sim, há muito tempo que as diatribes contra as religiões são matéria de sucessos editoriais. Podíamos remontar ao século XIX.

    O que me está a interessar é a simbiose entre os projectos comerciais cuja estratégia passa pela polémica (tal como com o filme de Mel Gibson, The Passion of the Christ) e a apetência dos eventuais alvos para a dinamização da notoriedade dos ataques. São oportunismos em círculo viciado.

    Elisa

    Muito obrigado pela notícia.

    Pedro

    Quem é o convicto esquerdista a que aludes?

    Quanto a recomendações literárias, isso é da ilustrada competência do Fernando. Eu recomendo, e por aí me fico, que cada um faça o que lhe der na gana, e que o faça a torto e a direito.

  5. Uma curiosidade:
    esta discussão à volta do “Código Da Vinci” seria impensável no seio da Opus Dei, por duas razões: a primeira, porque não é “bom espírito” criticar e discutir seja o que for; segundo, porque este livro e muitos outros são livros proíbidos para qualquer membro do Opus Dei. Lembro que o O. D. tem o seu Index de livros proíbidos do qual constam obras, por exemplo, de Voltaire, Eça, Saramago, etc., etc….
    No entanto, os membros da Obra que trabalham em meios de comunicação social estão a fazer o seu trabalho de sapa contra a referida obra de Dan Brown, de forma muito eficaz e discreta, junto dos fazedores de opinião pública do costume.
    É que a Opus Dei sabe, melhor que ninguém, onde começa e acaba a ficção.

  6. O senhor George já tem mais um motivo para escrever um livro, visto faltar-lhe imaginação para criar um. O Dan Brown também usa o mesmo método da Margarida. Não clona, mas resume. Cada novo capítulo resume o anterior, obrigando assim o leitor a ficar “agarrado”. É uma espécie de droga, transforma as pessoas em “leitorodependentes” “.

    Dr. Serapito

  7. Tenha ou não tenha qualidade literária ( e quanto a isso, é bom que se leia FV ) a verdade é que este livro proporcionou o
    aparecimento de novos leitores, o que é sempre uma chatice para as luminárias do academismo nacional

  8. Valupi e Venâncio: concordo em absoluto com vocês. E o filme, que fui ver a semana passada, está longe de ser o desastre que por aí se diz. Do ponto de vista ficcional, da trama, a Maria Madalena é uma soberba heroína.

  9. Sílvia

    Que sabes tu da Opus que ultrapasse o registo de boato? E outra coisa, ainda mais importante: por que raio a Opus não pode ter um modo próprio de ser e de viver, no qual não se queiram ler certos livros ou fazer certas coisas?!…

    Susana

    Tenho para mim que o Riapa (pois é só um) ainda tem salvação. São cá coisas, sinais.

    Primão

    Volta para aqui, para nós, que estamos todos a fenecer de saudades. Vá, diz que sim ao primo.

  10. Epá. A Susana e o Valupi a dizerem bem da Riapa? Vão ser contratados, após o fecho anunciado do “Aspirina”!

  11. Valupi

    Por princípio, eu não aprecio nem alimento boatos. Em relação ao Opus Dei, é claro que sei o suficiente para não ficar calada, com muita pena sua. Neste caso,como noutros, trata-se de um imperativo de consciência.
    Quanto à segunda questão, é óbvio que eu respeito a ICAR e o direito à associação, mas nunca as organizações que funcionam como seitas no seio da Igreja e que, na sua praxis, põem em causa os direitos cívicos e humanos dos seus membros.
    Compreendeu, ou quer que eu explique mais detalhadamente?

  12. Foday

    Tens de tratar essa iliteracia.

    Sílvia

    A questão não se resolve com apelos a supostos imperativos de supostas consciências. Achas que os membros da Opus foram forçados a entrar e são impedidos de sair? Acaso as pessoas que livremente participam na Obra, e nela se realizam, foram privadas de consciência e respectivos imperativos? Será a Igreja conivente com “seitas”, para mais próprias, que “põem em causa os direitos cívicos e humanos dos seus membros”?…

    É sinal da mais crassa ignorância desprezar a inteligência, a vontade e o carácter de terceiros apenas por ouvir dizer.

  13. Valupi

    Sim, há membros da Obra que foram e continuam a ser forçados a entrar, alguns deles com 14,5 anos de idade, através da “santa intransigência”, “santa coacção” e “santa desvergonha” defendidas por Escrivá de Balaguer nos seus escritos. Estes jovens, apaixonados pela ideia de salvar o mundo, embarcam numa aventura sem, muitas das vezes, o conhecimento ou consentimento dos pais. É a própria Obra quem, muitas vezes, aconselha a esconder dos pais a sua nova realidade, pelo facto de achar que estes não têm visão sobrenatural suficiente para os compreenderem. Depois de estas crianças e jovens “apitarem” (escrever a carta ao Padre em promessa de entrega total à Obra como numerário)a partir dos 14,5 anos de idade, estes entram num “plano inclinado” até à Fidelidade, aos 18 anos de idade.
    É claro que os bons elementos da Obra são sempre impedidos de sair através de chantagem emocional… Os medíocres e os maus, sendo doentes, são entregues à família de sangue, descartando, assim, responsabilidades; os outros, os incorruptíveis, são postos na rua, apenas com uma mão à frente e outra atrás.
    A mim, não me preocupa o que homens e mulheres adultos e conscientes fazem ou deixam de fazer nessa organização. O que na realidade me preocupa
    verdadeiramente é a forma criminosa como essa “seita” recruta as crianças e jovens em plena crise de adolescência para formar cada plantel de futuros “Generais” da Opus Dei.
    É isto, meu amigo!

  14. Consta que membros do Aspirina estão em contactos com a Riapa para um acordo de tréguas. É a crise!

  15. Consta… Verbo delicioso. Diz tanto como «Dizem por aí…», mas é MUITO mais sugestivo.

    Pois sim? Digam pormenores, os termos do acordo. Sim, um acordo tem termos. Mas ‘crise’? Não dei por nada. Nunca me contam os segredos.

  16. Sílvia

    Que grande salgalhada. Não vale a pena contra-argumentar, pois se convives com esse grau de delírio é prova bastante da falência da capacidade lógica para entrar em diálogo contigo. Isto é, por alguma razão que nem sequer terá de ser tornada pública, fantasias paranoicamente o que seja a Opus Dei.

    Só duas notas: qualquer religião procura convencer todas as pessoas a aderirem às suas crenças; as regras de variadas ordens e institutos católicos não diferem das da Opus ou até são bem mais disciplinadoras e coercivas.

    É investigares, e depois permite-te reflectir no porquê de se atacar tanto a Opus Dei e nada tantos outros agrupamentos de fé.

  17. Eia! Sus! Finalmente as Obras Completas e Não Revistas da brigada. Com cânticos apocalípticos e tudo. Fiquei abismado, estarrecido, intimidado. Se, daqui em diante, me virem mais moderado, mais calculista, já sabem de onde me vieram os medos.

  18. Valupi,

    Os receios da Sílvia, que ela afirma fundados em conhecimento directo (ela sabe «o suficiente para não ficar calada»), são, ficamos a saber, fantasias paranóicas suas.

    Serão, pois, também fantasias paranóicas as impressões, que muitos têm, de que a organização forma quadros que, mais cedo ou mais tarde, acabam em lugares de destaque no Poder. Económico, político. Quando o Nazareno disse, se estou bem recordado, «Eu não sou deste mundo».

    Serão, pois, também fantasias paranóicas as dos bispos que, um pouco por todo o mundo, mostraram a JPII os seus receios, também eles, o que terá levado o senhor a fazer a organização prelatura pessoal sua.

    Eu sei, Valupi. Já não se pode acreditar em ninguém. Também os jesuítas, os seus rivais, fazem uma selecção medonha. E os ainda mais velhos rivais destes, os dominicanos, prestam atenção aos dotes oratórios e outros em seus cenóbios.

    Todos eles querem isto: dominar. Na Igreja Católica, o que já faz um figurão. Mas há ainda o largo mundo. «Eu não sou deste mundo»? Deixa-me rir.

    Por isso me parece que lembrar os direitos das pessoas a organizarem-se como lhes convier é, no caso, um nadinha óbvio de mais como argumentação.

  19. Fernando

    Se a usual discussão pública concernente à Igreja Católica é pardieiro de estouvadas acusações, a questão Opus Dei atinge um pináculo de má-fé. Fala-se do que não se sabe, impunemente, e não se sabe que se ofende em primeiro lugar a inteligência própria, desgraçadamente. E assim ruma a romaria porque, pedindo licença ao meu amigo Pascal, somos aquela fina película, porosa, entre o anjo e a besta.

    [nota: também eu poderei incorrer no mesmo erro, eventualidade da fala, mas não ao discutir a Igreja Católica, seguro]

    Pois que nada há de mal, para a Terra e o Céu, nisso do Homem querer dominar, e dominar, e só dominar. Mas desçamos das alturas da teodiceia, antropologia filosófica e leituras sapienciais, abancando no prosaico jornal PÚBLICO de 18 de Maio do corrente. Nele se noticia, com entrevista ao autor, a investigação jornalística de John Allen Jr., a qual diz o óbvio: há uma Opus Dei mitificada, imagem diabólica, e há uma Opus Dei real, apenas mais uma proposta de interpretação e vivência do credo católico. É ler e escolher o prato mais nutritivo.

    Pensemos. Com tamanha visibilidade, a Opus Dei está sob apertado escrutínio de muitos que pretendem o seu fim ou, pelo menos, a diminuição do seu poder. Essa circunstância obriga a concluir: seja lá o que for que se passe adentro da Opus Dei, nem as leis civis nem as leis eclesiásticas estão a ser transgredidas. No atinente às rivalidades no Vaticano, essa cultura palaciana típica das cortes sempre existiu. Sempre houve favoritos papais e conspirações de intensidade variável, fenómeno inevitável por inevitável ser a dimensão política da raça. Aceitar este ponto é condição “sine qua non” para a legitimidade de qualquer crítica ou acusação posterior.

    Quanto a esse famoso dito do Nazareno, caríssimo Fernando, até Pedro demorou o seu tempo a compreendê-lo…

  20. O homem que citas é jornalista do “National Catholic Reporter”. É assim um pouco como teres um fulano do “Avante!” a investigar rumores de escassa democracia interna na JCP…

  21. Anonymous

    A visibilidade da (má) fama. A qual nasce da visibilidade social de variados elementos da Opus que ocupam destacados lugares em diversos impérios financeiros, económicos e políticos. E visibilidade esta que se consuma na (percebida ou construída) ambiguidade moral de Josemaría Escrivá e na suspeita relação da Opus com o papado de João Paulo II.

    Explica melhor a referência à pressa e falta de justificação da conclusão, please. Não te estou a entender.

    Armando

    E daí? Esse facto é irrelevante face à discussão positiva do tema. Trata-se de um correspondente destacado para o Vaticano, sim. Logo, convive com a classe jornalística internacional que faz o mesmo que ele; isto é, habita no ambiente mais cinicamente lúcido do que seja o catolicismo romano que se pode encontrar no Mundo. São pessoas, os jornalistas ali concentrados, que todos os dias constatam que Deus está ausente da sua casa (isto é, de uma das suas supostas casas…), e que, de facto e por isso, actua de misteriosas maneiras. O resto, para estes homens que conhecem os bastidores do Vaticano, é tudo humano e demasiado humano.

  22. Valupi,

    És um amor, e és o único grande-escritor deste blogue com capacidade e arte para manusear, sem conspurcares as mãos prendadas, o estado a que comida chega depois duma viagem lenta de nove metros. Fazes-me lembrar certos divertissements desnecesários de ballet, trinados demasiado longos de passarinhos tiroleses, ameaços de cabeçadas que não nos deixam ver as iminências de pontapés dolorosos nas partes. Depois destes teus polidos depoimentos, quem é que pode duvidar de nunca teres sido um menino muito inteligente que aos quinze anos caiu sob o olho recrutador da Opus?. E sem pores em perigo o costumado bónus de fim-de-ano, esquece os intercalares, educas-nos até cairmos de cu. Sobre Deus e Diabo, especialmente esses dois marmelos, como se não existisse essa opção em quase todas as coisas nesta porca vida, de futebol aos partidos políticos, passando pela utilidade da banca investidora sempre a pensar nas criancinhas que um dia serão a Nação que agora anda de rastos.

    Mas o que incomoda mais, ou nem por isso, é a Sílvia. Não há terceiro olho nem elegância democrática nessa rapariga. Não por criticar a Opus Dei, bem entendido, mas apenas porque gosta de tornar pública repetidamente uma disposição para dar o coirão de borla como caceteira doutras “Obras” muito mais antigas e poderosas. É a tal zarolhice prima-irmã da visão de funil, com manuais à venda em todas as boas “lojas” da especialidade. Quando ela vê (ou ouve, lê, e depois repete, aliás como todos fazemos, mas alguns com mais cuidado que ela) gente da Opus Dei ser criticada e denunciada nos pormenores de convento e catequese ou por estar colada ou a tentar colar-se às mais variadas alavancas de poder politico e financeiro, julgará a verbosa senhora que isso é fruto da investigação honesta de cientistas progressistas dos laboratórios das lesmas socio-politiqueiras? Julga mal. Não há mal nenhum em pensar-se que não foi só pura devoção religiosa aquilo que fez surgir a Opus Dei pela mão do eclesiástico espanhol. Mas gente mais atenta a estas coisas da intriga politico-religiosa pode tambérm ver na fundação da OD a necessidade dum equilíbrio entre as forças que usam a Igreja, ou a religião, há dezassete extremamente duvidosos séculos, para baratinação dos povos, incluindo espertalhões de esquerda e manhosos de direita. Uma resposta, ou reacção, digamos, à influência descarada e directa da Maçonaria, tão religiosa como o resto mau grado a velha recusa em admiti-lo, nos negócios e na política do Vaticano sem levantar suspeitas entre os simples párocos e carolas de aldeia.

    De qualquer modo, segue o voto politicamente desinteressado, para benefício e mastigação da calorosa acusadora da “seita”: para que aprenda a soprar os seus vendavais em todas as direcções e nos mostre retratos panorâmicos e nos dê vistas largas. E também para que vá à Bíblia e ganhe com as verdades escondidas que nela encontrar inspiração para corrigir a barbaridade monocórdica que tem despejado neste blogue nos últimos dias. Ou isso, ou deixe-nos rezar em paz, de mãos postas, pedindo a Deus que nos dê um Portugal cheio de gente verdadeiramente bem informada nesta matéria complicada, escorregadia, anuviadora, etc… etc…

    TT

  23. “seja lá o que for que se passe adentro da Opus Dei, nem as leis civis nem as leis eclesiásticas estão a ser transgredidas.”

    Olhe que não…
    Espere pela primeira denúncia nos tribunais civis. Estou certa de que muito em breve isso irá acontecer. Espere!…

  24. Caro TT

    Eu sou apenas um caso de insucesso da Opus Dei que resolveu “soprar vendavais” por conta própria. Não espere de mim, pois,grandes “retratos panorâmicos”. Mas encontrará raras paisagens com o meu nome em fichas e fichinhas em algum arquivo da Obra. Estou certa de que, juntamente com Valupi, conseguirá aceder, com alguma facilidade, a esses documentos. PAX!

  25. Titio

    Estás em forma. Gosto de te ver assim.

    Sílvia

    Ainda não disseste nada que puxe carroça ou moa farinha. Pelos vistos, só nos resta esperar, pois.

  26. A Sílvia disse pelo menos que conhece os meadros da coisa melhor que nós. Já não me parece nada pouco.
    E o que eu coloquei em causa não foi a condição de correspondente no Vaticano, mas sim a de profissional de uma publicação engagée…

  27. A Sílvia conhece o quê, afinal? E por que será o conhecimento dela melhor do que o “nosso”, o qual, nosso, não se sabe de todo o que seja?… Que disparate pegado. Há décadas que se pinta um retrato odioso da Opus, com vários dissidentes a discorrerem a propósito; mas, onde estão os factos?

    Quanto ao jornalista perder credibilidade por escrever numa publicação católica, esse é um argumento “ad hominem”. Temos é de avaliar a racionalidade e justiça do seu trabalho.

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