Os amanhãs que cantam, segundo Louçã

No chamado “Fórum de Ideias” do Bloco de Esquerda em Vila da Feira (rebaptizada Santa Maria da Feira), Louçã voltou a defender a necessidade de um governo de esquerda para o país. Ouçamos o grande líder, agora demissionário após ter ajudado a direita portuguesa a deitar abaixo o governo de Sócrates (já não havia mais nada para fazer depois disso):

“A pergunta que a esquerda tem que fazer para merecer ser esquerda é porque é que o povo não há-de governar? Esse governo de esquerda, que é a grande luta que temos que travar, criará muitos debates certamente, muita contraposição, muitas dúvidas. Mas uma coisa ele fará, perante toda a oposição social [sic], ele dirá que luta pela igualdade e pelo respeito [re-sic]. Sim senhor, nacionalizará a EDP e as redes energéticas nacionais por mais que isso incomode o Partido Comunista chinês; nacionalizará serviços financeiros por mais que isso incomode a família presidencial angolana, trará os hospitais públicos para o Serviço Nacional de Saúde por mais que isso incomode os Mellos e os Espíritos Santos”.

Leram bem, é tirado da esquerda.net.

O peralvilho lunático, que não deve conhecer os resultados das últimas eleições legislativas portuguesas, quer agora, mediante intensa luta a travar em sonhos, empossar um governo do povo, perdão, um “governo de esquerda”, para “incomodar” os comunistas chineses, a família Dos Santos e os interesses dos grupos Melo e Espírito Santo no sector da saúde.

Nacionalizar os investimentos dos chineses, dos poucos estrangeiros que têm investido em Portugal, parece-lhe uma excelente ideia. Com indemnização ou de assalto, camarada Louçã? Para indemnização o putativo governo do povo, perdão, o “governo de esquerda” não terá um tostão. Resta o assalto, pelo modelo de 12 de Março de 1975. O mesmo esquema se aplica aos “serviços financeiros” dos angolanos. Para os nacionalizar, ou o tal “governo de esquerda” lhes devolve o que cá investiram ou os rouba. Não há mais hipóteses. Os Mello e os Espírito Santo aparecem na lista das futuras nacionalizações de Louçã como o diabo no Credo.

O que o Bloco de Louçã deixa em herança é esta salgalhada vomitada após uma bebedeira de alucinogénios soviéticos em terceira mão comprados na Feira da Ladra.

7 thoughts on “Os amanhãs que cantam, segundo Louçã”

  1. Muito bem, já que despejou a seu humidificada opinião (sempre muito bem enquadrada, ilustrada e completamente despida de preconceito) sobre o que BE defende, agora, diga-me, o que o PS defende? Mais, já que para Esquerda só há alucinogénicas balsas, o que propõe o amado “centro neoliberalizador”?

  2. O Anacleto vai fazer isso e muito mais sem nunca abandonar o dogma do federalismo europeu e da presença no euro e se algum espoliado se for queixar aos tribunais europeus exige o controlo popular dos mesmos com respectivas cotas para tudo que seja minoria. Obriga os boches a monetizar a divida toda e ainda acaba com os animais de circo no mundo todo.

  3. Grandiosa resposta de Francisco Louçã, à claque do PS, e, em particular, ao deputado embevecido pelos 5 minutos de púlpito e de lencinho na lapela. É isto que tem para mostrar? Então mostra-me pouco, mesmo muito pouco.

  4. oh pureza! googla aí na net qualquer coisa que meta mário soares para eu responder este gajo. as grandiosas respostas do louceiro só equiparáveis às eloquentes vitórias do gerómino.

  5. Os discursos histriónicos do Sousa Pinto é de uma perspicácia política formidável, profundidade intelectual tremenda e com uma eloquência, meu deus, que eloquência, que coloca Francisco Louçã como um púbere e desajeitado rapaz num serão com homens adultos e vividos. Poupa-me.

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