A ratoeira de Assis

Desde o 4 de Outubro, António Costa tem mostrado o muito que vale. Aqueles socialistas que na noite das eleições pensavam em exigir a sua pele eram movidos por ressentimento e sede de vingança. O que resta dessa reacção de despeitados é hoje personificado por Francisco Assis. Um partido como o PS precisa de debate interno, como precisa de políticos com a qualidade, o perfil ideológico e a experiência de Assis, mas não no papel que ele tem estado a representar.

Na entrevista de ontem, Costa apontou a Assis, e bem, dois erros: estar contra um acordo que desconhece e achar preferível que o PS adoptasse a estratégia errada de ser oposição. A primeira acusação é verdadeira, mas a atitude de Assis resulta da sua oposição de fundo a uma aproximação do PS ao Bloco e ao PCP, algo que se pode respeitavelmente discutir dias, meses e anos a fio, sem qualquer resultado prático. A segunda acusação é também verdadeira, mas aí o erro de Assis é crasso, ao preconizar que o PS viabilizasse o governo da coligação e fosse depois oposição, ficando à espera das escorregadelas do governo para suscitar sucessivas crises políticas.

Na hipótese académica de termos Assis ao leme, portanto, o PS abstinha-se na apreciação do programa de governo, negociava meia dúzia de cedências contra uma abstenção no Orçamento e permanecia alerta no hemiciclo para impedir, juntamente com a restante esquerda, o tandem Passos-Portas de fazer o que lhe desse na real gana. Obtinha-se por esse modo muito do que o PS quer, mas sem sofrer o desgaste da governação minoritária nem ter que aturar as chantagens do Bloco e do PCP. Assim dito, parece lindo e fácil.

Mas o que é que iria realmente acontecer? O PS viabilizava o governo e imediatamente lhe caíam em cima todos os que acham, como eu e mais de dois milhões e meio de eleitores, que se perdera a oportunidade de nos vermos livres da pandilha que nos governou quatro anos. O Bloco e o PCP lembrariam todos os dias que tínhamos o governo que o PS permitiu, para mais tarde cobrarem isso nas urnas. Na discussão do Orçamento, a coligação iria usar todas as armas de chantagem para pressionar o PS a deixá-lo passar tal como está. Ameaçariam com os duodécimos e o com o caos na saúde e na educação, atrasariam o pagamento de pensões e ordenados, recorreriam às pressões de Bruxelas e do FMI, ameaçariam com novas troikas, paralisariam o Estado e, se necessário, os bombeiros e o 112, culpando sempre o PS por tudo. Os juros da dívida cresceram meio ponto? Culpa do PS, que irritou os “mercados” com as suas exigências despesistas. Faltam vacinas contra a gripe para os idosos de Freixo de Espada à Cinta? Culpa do PS, que atrasou o Orçamento. As esquadras da polícia não têm gasolina para perseguir os assaltantes? Culpa do PS, como é óbvio. Com a ajuda da comunicação social, o mau da fita seria sempre e fatalmente o PS, partido derrotado nas eleições e que não deixaria o governo governar. Quem diz Orçamento diz qualquer outra decisão ou medida legislativa do governo que os socialistas quisessem impedir ou negociar com a coligação. Ao mesmo tempo, todos os previsíveis reveses e falhanços do governo seriam naturalmente assacados ao PS – não só pelo governo, como também pelo Bloco e pelo PCP.

Ou seja, o PS faria agora o frete à direita e esta retribuir-lhe-ia tratando-o permanentemente como uma odiosa força de bloqueio. Daqui a seis meses ou um ano iríamos para eleições e o PS afundar-se-ia, entregando à direita nova maioria absoluta. Este cenário não é fantasia, pois no passado qualquer compromisso com a direita acabou sempre em fiasco para o PS. O teste decisivo foi quando o PS acedeu a associar-se com o PSD, a que se seguiram dez anos de cavaquismo.

É esta ratoeira que Assis gostaria ver de novo armada ao PS. É um bom programa para um líder medroso e suicida, não para António Costa.

48 thoughts on “A ratoeira de Assis”

  1. Nem mais nem menos, é isso mesmo. Ouvi dizer que, em tempos, a Fátima Felgueiras deu uma estalada ao Assis, mas não sei se é verdade. Se foi, embora só se tenham perdido as que caíram no chão, acho que foi pouco. Devia ter sido um arraial de estaladões naquela cara deslavada. Coisa que ele não esquecesse. E agora, é chutar sempre em frente, apoiar o António Costa e dar ao país um rumo decente. A hora é de esperança.

  2. Novela mutatis mutandis ao jeito Orwelliano .
    A revolta dos leitões .
    Assim a modos que, no partido socialista, todos os porcos são diferentes mas há uns que são mais diferentes que os outros .

  3. assis, não mediu a situação.que papel restava ao ps na oposiçao perante um governo minoritario, que foi viabilizado por si? fazer-lhe cócegas? mesmo com o pcp e bloco a dar-lhes tareia todos os dias, e por tabela a malhar no ps por manter um governo de malfeitores! assis,ainda não viu,que no ps não é alternativa a ninguem,como tal que se deixe de “amelices”

  4. «O que não pode haver é compromissos com quem há muito se excluiu desses mesmos compromissos. O que não pode haver é compromissos com esta direita extremista, que já nem sequer representa larguíssimos sectores da direita portuguesa. Foram eles que se excluíram. São eles que estão agora muito fora dos avanços que se têm vindo a verificar na Europa.»

    Francisco Assis (Junho de 2015)

    …e não gaguejou!

    E o Beleza, nesta altura do campeonato quer um referendo!

  5. Não sei se é verdade, haja alguém que confirme:

    martinhopm says:

    07/11/2015 às 19:22

    Dizia Francisco Assis à época líder parlamentar do PS: «O Partido Comunista é uma força política com a qual se deve contar para o futuro de Portugal (…) Um PC mais aberto, que compreenda e se adapte melhor às realidades do nosso tempo, sem prejuízo de continuar a ser uma voz mais crítica à esquerda do PS, pode ser útil numa solução governativa.»
    Em que ficamos?

     

  6. Francisco Assis, , tem um discurso fácil, e foi um bom lider parlamentar no governo de Sócrates. O grande erro foi ter sido grato a Seguro,, por lhe ter “oferecido” a liderança da lista do PS para o PE. Com todo o respeito, não acredito que Assis só quisesse marcar a sua posição quanto à ” divergência ” Lamento imenso, mas estou convencido, que mais uma vez ele terá querido ser GRATO a mais alguém. ..O poder em Bruxelas é forte e tentador. …Assis tinha tudo para ser um bom lider do PS ( tinha…) este erro de analise ACABOU com a sua possivel ambição. ( Os simpatizantes, se continuarem a ter direito a voto, Assis será derrotado)

  7. Sórdidas mentiras:
    Costa na entrevista da SIC, não explicou porque não tentou qualquer acordo com a coligação;
    Porque anunciou de imediato que votaria contra o governo da coligação,, antes de conhecer o seu programa;
    Qual a distinção de fundo entre uma coligação, que alegadamente virou à direita e as propostas semelhantíssimas que apresenta;
    Como ultrapassa, de facto e nas dificuldades concretas, as diferenças abissais com o BE e PCP ( exceto por abstração circunstancial, oportunista e provisória);
    Porque AJS não merece a liderança, depois de uma vitória e Costa entende poder ser PM, depois de uma estrondosa derrota;
    Como pretende formar governo, se antes da eventual nomeação já tem o partido fragmentado;
    Porque criou uma ruptura brutal com os partidos europeístas, atlantístas e defensores de uma economia de mercado
    Enfim é muita mentira sórdida, para um aspirante a PM. Neste sentido é, pelos piores motivos, um momento histórico
    Isto não lhe pode correr bem, por muito “habilidoso ” que seja e efectivamente é, no sentido mais pejorativo da palavra.

  8. Não seguindo eu, para meu desgosto e remorso, a norma vegetariana que reputo de muito virtuosa, tenho todavia, desde que me conheço, uma total relutância em experimentar sequer o tipo de pedoculinária (ainda por cima sob a égide de um Francisco Assis) que os dissidentes do PS escolheram para a sua jantarada. Cá por mim, nem leitões, nem cabritos, nem borregos, nem vitelas, nem nada disso. Daí a ideia: não seria este massacre de inocentes o momento oportuno para o nosso habilíssimo Costa tentar aliciar o PAN?

  9. Excelentíssimo Senhor Presidente (do Conselho),

    Excelência,

    Pedindo desculpa do tempo que tomo a Vossa Excelência, vinha solicitar alguns minutos de audiência (…). Seria possível, Senhor Presidente, conceder-me os escassos minutos que solicito? (…) Acompanhei de perto (como Vossa Excelência calcula), as vicissitudes relacionadas com o Congresso de Aveiro, e pude, de facto, tomar conhecimento de características de estrutura, funcionamento e ligações, que marcam nitidamente um controle (inesperado antes da efectuação) pelo PCP. Aliás, ao que parece, a actividade iniciada em Aveiro tem-se prolongado com deslocações no país e para fora dele, e com reuniões com meios mais jovens.

    Como Vossa Excelência apontou, Aveiro representou, um pouco mais do que seria legítimo esperar, uma expressão política da posição do PC e o esbatimento das veleidades «soaristas».

    O discurso de Vossa Excelência antecipou-se ao rescaldo de Aveiro e às futuras manobras pré-eleitorais, e penso que caiu muito bem em vários sectores da opinião pública.

    Com os mais respeitosos e gratos cumprimentos,

    Marcelo Rebelo de Sousa

    http://ponteeuropa.blogspot.pt/2015/11/carta-de-um-delator-marcelo-rebelo-de.html

  10. Acabei por confirmar definitivamente que António Costa não é um político sério.
    Mas para não surfar a mesma onda que alguns comentadores deste pardieiro que sistematicamente caluniam quem com eles não alinha ideologicamente, vou fundamentar realçando um argumento prévio e cinco referentes ao potencial acordo
    1. A destronização de Seguro
    Seria condição prévia antes de decidir fazer qualquer acordo com a esquerda ou a direita que Costa desse uma explicação publica e plausível porque razão se mantém no poder depois das eleições que perdeu, após ter apeado do poder um correlegionário seu que ganhou por poucochinho.
    2. Interpretação do voto popular
    A interpretação da vontade popular que faz das eleições, é desonesta porque ilógica e interesseira. Face à vitória da coligação a interpretação linear e indesmentível é de que, de todas as propostas apresentadas, a escolha recaiu na proposta da coligação. Fazer extrapolações faces aos resultados de outras eleições é desonesto se se tiver em conta apenas a anterior e não as anteriores.
    Por outro lado, a divisão do país em eleitorado da esquerda e direita, fazendo a fronteira no PS, é perfeitamente arbitrária porque nem a definição de esquerda e direita é unívoca nem o PS é um partido homogéneo.
    3. Arco da Governação
    Falar em Arco da Governação para justificar a exclusão de qualquer partido é uma aberração lógica. O conceito é consequencial e não causal. Isto é: Fala-se em arco de governação para referir quais os partidos que, em função dos resultados eleitorais, governaram o país. Desenha apenas uma realidade. Os portugueses desde que aprovada a constituição nunca deram a tais partidos votos suficientes para ascenderem ao poder, nas diferentes conjunturas governativas
    4. Derrube do Muro
    É patético ouvir o Dr. António Costa dizer que se sente orgulhoso por ter derrubado o muro que o separava do Bloco e do PCP. Os muros devem ser derrubados por quem os constrói . Não é a democracia que tem de ceder para se aproximar da ditadura. É a ditadura que tem de derrubar os muros que criou à sua voltou.
    O muro de Berlim não foi construída para que os alemães da Alemanha Federal fugissem para a Alemanha hipocritamente denominada democrática. Foi para impedir que cidadãos desta fugissem da ditadura.
    Seria muito bonito que Costa se orgulhasse de ter conseguido que o PCP tivesse retirado dos seus estatutos a ideologia da persecução da ditadura do proletariado e após tivesse feito um acordo com eles.
    5. A ostracização de cerca de 1 milhão de eleitores
    É completamente hipócrita a afirmação de Costa dizendo que não se pode ostracizar cerca de um milhão de eleitores. Então António Costa não ostraciza ostensivamente mais de dois milhões de eleitores que se consideram vencedores das eleições? Então não ostracizou milhares de eleitores que transitaram para o seu partido, vindos do PSD, descontentes com a sua política mas que nunca pensariam ver o seu voto ser utilizado para caucionar uma ideologia da qual discordam profundamente? Em momento algum sente um remoer de consciência?
    6. Afinidades programáticas.
    Não é completamente contorcionista falar em pontos programáticos comuns entre os programas do PS e do PCP? Então não é evidente, da leitura desses programas, que eles são estruturalmente diferentes?
    Porque se acentuam dois ou três pontos comuns nos programas do PS e PCP e se ignoram mais do dobro em que os programas do PS e PSD convergem?
    Todo o programa do PCP e DO BE têm natureza distributiva. Eles não têm medidas sobre obtenção de receitas . Ou melhor, o BE tem. Diz no seu Manifesto que como primeira fonte de financiamento está o não pagamento de 60% da dívida , o não pagamento do restante nos próximos sete anos, o encaixe resultante da devolução por parte do BCE dos lucros que obteve com os títulos de dívida.

    Ouvir dizer no final da entrevista que António Costa apenas quer o melhor para Portugal é revoltante. António Costa, como sugere Assis, apenas se serve do pais para gerir a sua carreira. Costa apenas quer ser primeiro-ministro. Custe isso o que custar ao país.

  11. . 1 – A destronização de Seguro

    o seguro foi corrido porque é um imbecil que tinha pretensões a primeiro ministro, tal como a lola candidata a belém. tudo cenas inventadas e acarinhadas pela direita para se perpetuarem no poder a troco de uns rebuçados.

    . 2 – Interpretação do voto popular

    pafúncios = 2 milhões de votos> 104 deputados
    esquerda = 2,7 milhões de votos> 121 deputados

    . 3 – Arco da Governação

    tudo o que vai a eleições tem direito a governar, sozinho, coligado ou com apoios, à esquerda e à direita.

    .4 – Derrube do Muro

    podes perceber de construção civil e assentamento de tijóis, mas em política és um trolha

    . 5 – A ostracização de cerca de 1 milhão de eleitores

    não é 1 milhão, são 2,7 milhões que votaram na esquerda porque não querem um governo de direita

    . 6 – Afinidades programáticas

    uma coligação não é uma fusão de partidos e programas, neste caso uma negociação de redestribuição, enquanto que nos pafúncios se trata de retribuição.

    “Costa apenas quer ser primeiro-ministro.”

    portas oferece o lugar de vice a costa para se manter ministro.

  12. Ó Nuno Abreu

    Vocelência, entre outras coisas mais, há-de dizer-me quando foi que os portugueses deram ao CDS “votos suficientes para ascenderem ao poder numa qualquer conjuntura governativa” !

    E também me há-de dizer como é que se convenceu que os eleitores que votaram no PS haviam agora de ficar satisfeitos se o PS apoiasse um governo Pafúncio !
    É que a escolha era clara:
    – Quem queria que continuasse o governo Pafúncio votava na PaF
    – Quem queria MESMO mudar para outro governo votava no PS (por via das dúvidas até nem votava BE nem PCP para não desperdiçar votos, tá a ver ?)

  13. Ainda para o Nuno Abreu

    Tinha muitas coisas para lhe dizer mas não vale a pena.
    Olhe o Ignatz já lhe respondeu da maneira adequada.

    Mas é só mais um alfinete:

    – O PS é hoje um partido bastante mais HOMOGÉNEO, e a fronteira esquerda-direita está MESMO cavada entre PS e a Coligação Pafúncia. É mais que uma fronteira, é uma RAVINA mais funda que muitos desfiladeiros.
    Graças à política de extrema-direita radical Pafúncia dos últimos 4 anos, e ás brilhantes intervenções da Força de Bloqueio alapada em Belém.

    Aprenda isto:
    – Mais que qualquer tratado europeu, mais que a moeda única, e muito mais que essa coisa que a maioria dos portugueses nem sabe o que é (nem quer saber) e que dá pelo nome da NATO, aquilo que mais UNE OS PORTUGUESES é o ESTADO SOCIAL que a Coligação Pafúncia não parou de ESCAVACAR nos últimos 4 anos.
    E em relação ao ESTADO SOCIAL há para aí um consenso superior a 95% dos portugueses, porque muitos dos que votaram na PaF também querem o Estado Social. Muitos que votaram PaF só o fizeram por medo, e muitos mais por ignorância. Poucos são os que votaram por interesse, porque poucos são os ricos em Portugal.

  14. ehehehehehehehehehehehe

    Jasmin Silva
    8 de Novembro de 2015 às 12:44
    Ignatz

    Permita-me que lhe diga que acaba de argumentar BRILHANTEMENTE.
    Muito obrigada !«

    ui….

  15. Nuno Abreu

    8 de Novembro de 2015 às 11:11 »

    MUITO BEM. É ISSO MESMO.
    Já viu que quem lhe chama trolha e tenta contraditá-lo, não chega sequer a ajudante de servente de…trolha.

  16. Jasmin Silva

    8 de Novembro de 2015 às 12:59
    Aprenda isto:
    (…)
    E em relação ao ESTADO SOCIAL há para aí um consenso superior a 95% dos portugueses…Muitos que votaram PaF só o fizeram por medo, e muitos mais por ignorância. Poucos são os que votaram por interesse, porque poucos são os ricos em Portugal.»

    ehehehehehehe.«há para aí um consenso superior a 95%»…hum? Hein? isto é que são estatísticas, pás. E já agora, Portugal tem de ser de esquerda porque não há ricos…são poucos…percebo, percebo. Mas é grave o que concluo, muito grave…então quem vai pagar a crise, hum? ora isso é o que os ESQUERDALHAS querem, não é? Sem ricos e não querendo os ESQUERDALHAS trabalhar, o país está votado à miserável miséria, pás…

    que BURRA! A BURRA de facto faz jus à natureza dela. Anda cá ó Casco, anda cá falar dos «sinhores do aspirina..»

  17. O «Siguro» foi para Aveiro e o Touni irá para onde…? Alguém me explica…hum? ( Atenção, note-se que falo num lapso de tempo alargado…), mas que o homem vai ser arquivado, ai isso vai. É o que acontece aos ambiciosos que não são sérios…

  18. Carlos Cunha, onde estão as mentiras de que falas? Aqui quem diz mentiras és tu, como é fácil provar.

    Vejamos a tua primeira queixa. Segundo afirmas, Costa não teria explicado porque não tentou qualquer acordo com a coligação. Estás a mentir. Como deves saber, houve duas reuniões do PS com a coligação e houve uma troca de propostas escritas e de cartas, cujo conteúdo foi publicado e está acessível na net. As principais razões do insucesso dessas negociações foram, além da recusa de mais reuniões com o PS por parte de Passos Coelho, duas: 1) Passos Coelho recusou as propostas socialistas, alegando que não governaria com o programa do PS; 2) o PS considerou que as propostas da coligação não respeitavam a vontade de mudança expressa nos 2,7 milhões de votos contra a coligação.

    A tua segunda queixa é outra mentira. Costa disse logo na noite de 4 de Outubro que não inviabilizaria um governo (da coligação) sem ter um governo para viabilizar. Pouco depois, começaram as reuniões entre o PS e a coligação, bem como as reuniões do PS com o PCP e o Bloco. O programa eleitoral da coligação, aliás, era público. Era mais do mesmo. Costa estava, obviamente, contra esse programa. Se a coligação não o quisesse alterar profundamente, respeitando a vontade de 2,7 milhões, é claro, óbvio e lógico que o PS votaria contra ele.

    A tua terceira queixa é mais uma mentira: se o programa da coligação e o programa do PS são “semelhantíssimos”, como tu dizes, porque é que Passos Coelho declarou que não governaria com o programa do PS?

    Não vale a pena perder tempo com as tuas outras queixas, que só contêm mais mentiras tuas ou afirmações não provadas.

  19. Cala a pia, vai pastar e deixa a senhora sossegada, ó fascista!!

    (pró Ignatz e para a Jasmim que responderam ao Nuno Abreu, curto e bem, e para tu repousares essas tuas orelhas arrebitadas desde as K7’s do Badaró em 1980’s, ou que se ainda se divertem a vê-lo numa reprise em VHS, aqui fica um bocadinho do que se ouvia em 1995 por cá… melodias de sempre!)

    Black Company – Abreu – YouTube
    https://www.youtube.com/watch?v=Q36Yq5T3VSI

  20. Cegueta, não convives bem com as tuas origens. O teu pai trabalhava na Fundição do Aranha e a tua mãe na Sedas Aviz. Tanto trabalharam para que fosses um defensor da sua condição social e tu armas-te em aristocráta fascista.

  21. adelinoferreira45
    8 DE NOVEMBRO DE 2015 ÀS 16:09

    COMUNA, ainda não mudaste de ´cangalhas, pá, ora faz isso e lê de novo e vais ver que as referências são as tuas…
    Evidentemente, aristocrata não és…agora «aristocráta» como tu dizes…já não sei.Houve uns tantos que compraram títulos, mas não deixaram de ser encardidos…

  22. Cegueta, vai ao cunha,helena & associados e tens lá muitos abreus. O ranho é tanto que até já redesenharam o mapa de Portugal. Por agora ouve…

  23. é desta que a ugt vai organizar manifestações contra o governo e o carlos silva recusar o aumento do salário mínimo

  24. Estavam, no PàF, com a esperança de que o PCP fosse para o governo. Falou (ou, neste caso, escreveu, o que é ainda mais desastrado) demais Clara Ferreira Alves quando se declarou, em artigo do Expresso, “anti-comunista”. Saiu-lhes um governo de iniciativa do PS; não poderão, nem estes nem os de Bruxelas, vir agora agitar o espantalho das criancinhas comidas ao pequeno almoço e dos reformados mortos com a injecção atrás da orelha, nem sequer dos perigosos Syrizas instalados no poder, em Lisboa.

    O facto de não estarem todos no governo é uma força, não uma fraqueza; pois o PS pode fazer coisas — nomeadamente, em Bruxelas — que o BE e o PCP não podem fazer; e o PCP e o BE podem fazer (e dizer) outras coisas que o PS não poderá fazer nem dizer. Estes tempos que vivemos são contraditórios, e esta é uma coligação à medida da realidade do momento.

  25. O ordenado mínimo para os outros, os que trabalham, entenda-se. A propósito: o Carlos Silva da UGT sai humilhado deste processo à gauche (apesar da ironia de ontem nas bocas sobre o José Abraão que, mais do que tudo, serviu para expor em directo nas televisões a falta de estratégia política do todo ou de uma parte grande ou pequena dos socialistas da UGT). E, depois disto, a candidatura auto-induzida do João Proença à presidência do CES explodiu. Quem vai ser o próximo PM com o apoio do BE e do PCP e que até bebe umas cervejolas, mesmo que acompanhadas com leitão de Negrais (o da Mealhada não é apropriado), não está disposto a servir aos parceiros sociais copos de laranja durante quatro anos. Nem isso nem a lavar-lhes o rabinho com água de rosas, quem será o Vieira da Silva independente para a função?

  26. Cito Cynthia McKinney, para fundamentar o motivo por que esta coligação de esquerda, com este formato, pode vir a ser muito mais sólida do que muitos pensam ou acreditam:

    “Em 1963, quando Malcolm X foi assassinado, ele e o Martin Luther King tinham acordado em trabalharem conjuntamente. Sim, eles tinham estilos marcadamente diferentes, mas os seus objectivos não manipulados [pela opinião pública “mainstream”] eram os mesmos. Os pontos fortes de Malcolm eram as fraquezas de King, e vice-versa. Assim, juntos, eles teriam uma enorme força. Martin Luther King era o Malcolm simpático e gentil. King era preferido pelos brancos americanos, relativamente a Malcolm, mas a reacção branca rejeitou ambos.”

    Fonte: http://thesaker.is/the-saker-interviews-cynthia-mckinney/

  27. @Bonito, Bonito

    E o que é que vão fazer, os de Bruxelas: acusar um partido europeu fulcral de radicalismo esquerdalho?! Até porque o programa de governo do PS é orçamentalmente neutro. Não lhe podem pegar.

    Zugzwang é uma situação, no xadrez, que ocorre quando um jogador, qualquer que seja a jogada que decida fazer. só poderá piorar a sua situação. É esse o tipo de situação que Bruxelas vai enfrentar, quando tiver que lidar com Portugal.

  28. Jasmin Silva
    “A esta hora o Cavaco já teve um xilique lá por Belém, e já lá deve estar o INEM a pedido da Maria …”

    Não te preocupes Jasmin, a Maria está na paz da doença do Psiquiatra Alemão e nem dá por nada…

  29. Bonito, Bonito!,

    portanto você parece achar impossível que se critique medidas que se é obrigado a aplicar. Presumo portanto que ao fim de contas os pafistas gostaram mesmo do programa da troika e tomaram-no mesmo como seu. Da próxima vez que um pafista vier argumentar com a suposta contradição do PCP ser contra o tratado orçamental e apoiar um governo que o vai aplicar eu vou-me lembrar que isto quer dizer que o paf amou a troika de coração.

  30. “É evidente que ninguém chegará ao ponto de me convidar, mas obviamente não estou [disponível]. Seria uma infâmia perante mim próprio admitir essa possibilidade”

  31. «É evidente que ninguém chegará ao ponto de me convidar, mas obviamente não estou [disponível]. Seria uma infâmia perante mim próprio admitir essa possibilidade”

    Infâmia?! Mas porquê infâmia? Haveria alguma quebra de princípios? E de que princípios concretos?

    Quando muito falta de sinergia, ou de coerência se algum cargo oferecido passasse por alguma traição, não? Um dos problemas deste Assis é a constante necessidade de promover todos os mínimos pronunciamentos a absolutos. Basta ouvi-lo 5 minutos para deparar com dezenas de «absolutamente certos» e «absolutamente dúvidas nenhumas».

    É quase uma forma de pontuação da narrativa do momento (em tempos já defendeu atitudes opostas às actuais em relação ao PCP e arredores políticos). Chega a parecer que respirou a quintessência divina da Fábrica de Absoluto do Karel Čapek…

    Em política, ao contrário do que o vulgo muitas vezes julga, estes camaradas missionários hipermoralizantes são mais perigosos do que a mediana dos outros.

  32. Teodoro

    Eu acho que a esta hora o Cavaco pode até estar a pensar “entregar-se a Deus” só para não ter de dar posse ao um governo movido por uma “força demoníaca” !

  33. E terá certamente a ajuda divina do novo Ministro da Administração Interna…, também ele um homem crente na Nossa Senhora da zona de Ourém!

  34. largar o parlamento europeu e ir dar aulas, isso é que era prova de indisponibilidade. chamar a atenção para o facto de não aceitar aquilo que ninguém lhe ofereceu é comer frango d’aviário e arrotar… maldito leitão.

  35. Teodoro
    9 DE NOVEMBRO DE 2015 ÀS 9:12
    E terá certamente a ajuda divina do novo Ministro da Administração Interna…, também ele um homem crente na Nossa Senhora da zona de Ourém!»

    Meu caro, custa-lhe dizer FÁTIMA??

  36. ó pa eles, todos contentes…a court terme evidentemente.

    Ponham os COMUNAS no poder, nesta altura o país já é considerado ESQUERDALHA . Deixem-nos à solta, mais depressa se enterram….e desaparecem.

  37. Oh “numbejonada” o seu comentário parece-me buçal e digno de um tresloucado.
    Homem acalme-se e tome a medicação!

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