Líricos, pobres e ibéricos

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A nossa caixa de comentários mostra como é difícil a um português entender isto: que a auto-declaração de «iberista» feita pelo ministro Mário Lino é infelicíssima. Alguns pontos mais de reflexão.

1. Numa Espanha cada dia mais plural, chamar-se «iberista» é, no mínimo dos mínimos, bizarro. (E foi em Espanha – por ironia, logo na Galiza – que Mário Lino se o declarou). Pode-se, com isso, agradar a Madrid, claro. Mas galegos, bascos, catalães e andaluzes (as comunidades que se desejam tratadas como «nações») franzem a testa. É muita gente. São já a maioria dos espanhóis.

2. «Iberista» é um conceito português. É uma doutrina resvaladia, de espíritos destravados, mesmo se (como Antero ou Oliveira Martins) inteligentes. É uma pancada que dá aos portugueses em épocas de crise. Não, o corrector ortográfico do castelhano não reconhece esse vocábulo, «iberista».

3. Ainda nenhum governo português desenvolveu uma «política espanhola». Uma que respondesse à questão: o que é exactamente a Espanha para nós? Tudo o que existe é jurisprudência interjeccional. Pergunta-se ao PM qual é a prioridade internacional portuguesa, e ele responde: «Espanha. Espanha. Espanha». E o PR não deixou passar uma oportunidade, na campanha das presidenciais, para lembrar quanto a Espanha se está (e está) a desenvolver.

4. José Luís Rodríguez Zapatero não dura sempre. As sondagens continuam a dar a Aznar (digo bem, Aznar) uma razoável esperança de retorno. É bom lembrar que a extrema-direita espanhola (que não tem partido próprio) está em postos de comando do PP espanhol.

5. Declarar-se «iberista» é uma forma de lirismo. Ser líricos (e submissos, e pobres, e ibericamente migrantes) será o nosso particular papel na Ibéria – na Ibéria com que, segundo informa Mário Lino, o Governo de José Sócrates sonha.

6. A Espanha é um país magnífico de mais para ser tão desconhecido por portugueses responsáveis. Uma declaração de «iberismo» é, também, uma de incultura.

Actualização

A notícia do FARO DE VIGO está aqui.

Há referências ao tema (cita-se a título informativo, que não de adesão ideológica) nos blogues de Orlando Braga aqui, de Manuel Azinhal aqui, de Vítor Sousa aqui e de Ruvasa aqui.

59 thoughts on “Líricos, pobres e ibéricos”

  1. Cibernauta transeunte acabei, felizmente, por tropeçar neste blog. É preocupante o iberismo. Não e contudo invençao dos portugueses em tempo de crise mas um conceito que já existe desde os tempos dos Reis Católicos que tende a ser projectado além peninsula iberica desde os descobrimentos. Na verdade, o nome Hispania (que evolui para Espanha) servia para designar TODA a peninsula ibérica ate os reis catolicos denominarem de Espanha ao conjunto de naçoes ibéricas que se uniram politicamente.
    Curiosamente o iberismo é hoje deliberademente “divulgado” por muitos intelectuais da america latina (intelectuais castelhanos ha poucos ou nenhuns) ainda que alguns portugueses façam o erro de tambem eles se meterm no saco dos iberistas.
    Já dizia alguem que o maior feito dos Portugueses nao tinham sido os descobrimentos mas a resistencia politica de independencia face a espanha…

  2. Zé Diogo,

    Se isso não é escrita automática, ou sopa de letras, poderia você explicar que tenham os «muitos intelectuais da américa latina» a ver com o iberismo?

  3. Os espanhóis, ao escolherem ser designados desta forma, tomaram para si o nome romano usado para todos os habitantes da península. Deste ponto de vista o conceito de iberismo é espanhol, e mais específicamente castelhano. Íberos eram os elementos de um povo bárbaro e seu rio (Ebro,Iberus?), que habitavam ao sul da península, principalmente a leste da mesma, e quase nada o sul de Portugal. Que para a península se utilize o seu nome o devemos aos gregos que somente a este povo peninsular pré-romano conheciam. E que Castela tenha preferido ser hispânica que ibérica é puro latinismo. Assim o facto de que os espanhóis não sejam iberistas mas espanholistas, é exactamente porque já possuem outro nome para o seu iberismo. Por outro lado, que descobrimos ser afinal o mesmo, os portugueses que se chamam a si mesmos iberistas dão por pudor outro nome ao seu espanholismo. Mas mesmo isso, é provável que eles próprios já o saibam.

  4. Caetera,

    Fabuloso! «Os portugueses que se chamam a si mesmos iberistas dão por pudor outro nome ao seu espanholismo». Pode fazer-se chegar isto ao senhor ministro?

    Sofocleto,

    Explique lá um pouco, se não for pedir demasiado, como funciona essa coisa das «grandes independências regionais». É que, se você acompanhou um bocadinho a questão do novo ‘Estatut’ catalão, saberá que se deu, aí, um passo significativo nesse sentido.

    Depois: os exemplos que dá (Catalunha, Portugal, País Basco) são da periferia. Haveria também uma «grande independência regional» chamada Castela? E só por curiosidade: que destino se dava à Galiza no conjunto?

    Acredite: o que você tão claramente «defende» é tudo menos claro. E, se alguma coisa se pode exigir de portugueses que defendem tão ousadas arrumações peninsulares, é que sejam minimamente claros.

  5. Caro Venâncio,

    Você praticamente respondeu à sua própria pergunta. Sim, defendo uma Ibéria federada com regiões-estados como Portugal, Castela-La Mancha, Andaluzia, Múrcia, Extremadura, Galiza, Catalunha, etc. O estatuto destas regiões seria algo semelhante ao actual estatuto catalão. E um governo federal em Madrid, evidentemente.

  6. …já tenho dito, no meu extraodinário anonimato, que a nossa desgraça foi 1640…relembrar que o nobel Saramago defendeu perspectivas “Ibéricas” ainda há pouco tempo, se não me engano no Courrier Internacional…e que mal tem ser lírico?…não tenho especial orgulho de ser portugês,tenho sim por pátria a lingua portuguesa porque é por ela que me expresso…o resto….
    Saudações “Ibéricas”…
    Morfeu

  7. Morfeu,

    Eu, tal como você, não tenho especial orgulho em ser português. Mas eu também não tenho especial orgulho pela língua portuguesa. Ela não é superior nem inferior às outras. Uma língua não define uma cultura, uma ideia, uma capacidade de organização ou um temperamento. A língua portuguesa é apenas uma forma de expressão que nos calhou por imperativos históricos e geográficos. Mas aquilo que digo em português, podia fazê-lo em espanhol, em holandês, em inglês ou sueco.

    Saudações “Ibéricas”…

  8. Caro Venâncio,

    Quanto ao nosso Ministro, nem sei o que lhe diga!…será ignorância?…falta de descernimento?!..ingenuidade?..tudo isto junto?!

    Não há nada mais deprimente, que estar à espera que alguém de fora nos venha salvar da nossa mediocridade.

    P.S.- Li o seu artigo de opinião no Novas da Galiza, e não gostei!

    Também eu, como nortenho, e, pegando nas palávras do Prof. Rodrigues Lapa, «Na Galiza não me sinto um estrangeiro, politicamente, sim».

    Acredito numa Portugaliza dos afectos, e não vejo nenhuma nostalgia nisso.

    Também não concordo com a sua posição sobre o que deveria ser a língua na Galiza. Mas isso é outra estória…

    Cumprimentos

  9. Sofocleto das 11:20!

    “A língua portuguesa é apenas uma forma de expressão que nos calhou por imperativos…”

    A acelerar desta maneira, é de contar com um nariz esmurrado na primeira curva!

  10. “Mas galegos, bascos, catalães e andaluzes (as comunidades que se desejam tratadas como «nações») franzem a testa. É muita gente. São já a maioria dos espanhóis.”

    Caro Venâncio,

    Como sabe, o nacionalismo na Galiza é minoritário. Dizer que a Galiza se deseja tratada como nação é um pouco excessivo. Mais ainda no caso da Andaluzia onde os cidadãos que acreditam na nação andaluza são uma minoria quase insignificante. O PSOE fala de “realidade nacional” no projecto de novo estatuto de autonomia para Andaluzia, mas isso responde à conjuntura política, o PSOE andaluz quer aproveitar a oportunidade para igualar as competências do Estatuto às do catalão (onde se define Catalunha como nação – ainda que de uma forma um pouco atrapalhada).

    O Pais Basco e Catalunha são as únicas comunidades onde o sentimento nacional é majoritario. Portanto, não fiz as contas, mas acho exagerado dizer que a maioria dos espanhóis desejam as suas comunidades serem tratadas como nações.

    Um abraço

  11. A Galiza tirou um Estatuto de Autonomia onde se diz que é “nacionalidade histórica” há já mais de 20 anos, também tinha um em 1936 que não foi conseguido por acaso senão por blá blá…. Faça as contas outra vez. Já sabemos que o dicionário é o pai dos burros, mas (por muito que se zanguem) uma nacion(alidade) é uma nação porque não existem nacionais sem nação imaginária ou real. A Espanha é um Estado que nunca foi nação e umas nações que logo serão Estados (se Deus bem quiser e acompanha a sorte).

    Como galego sinto-me muito constrangido com estes assuntos, penso que os portugueses nunca compreenderão a importância da soberania, no modo como afecta directamente as suas vidas, na cultura, na economia, na tristeza e na alegria, na língua (língua, língua, língua, quantas línguas são “línguas” (não “lenguas” ou “tongues”) no mundo?)… por mim que a independência da Galiza valeria a pena sequer fosse para vermos jogar uma equipa nacional de futebol nos próximos mundiais, 5 minutinhos dum Galiza-Brasil (como já houve um partido inaugural Escócia-Brasil, hã!), apenas por isso…. talvez não entendam isso, enfim, eu seguirei a apoiar a Portugal (e Brasil) e por qualquer um que jogue contra a equipa espanhola, talvez seja um sentimento minoritário mas nem tão vulgar na Galiza, o país a médias entre a região e a nação…. Não é que a minha vida melhorasse com isso, mas eu iria gostar mesmo, a Galiza caminha cara o seu suicídio cultural e nacional dissolvidos na Grande Espanha e há tugas que querem caminhar com nós até o precipício… olha, a companha será bem-vinda, espanhóis todos?

    Ora, sobre o tema; na Espanha ninguém fala em “iberismo”, é uma tese política totalmente desconhecida. De facto, na Espanha ninguém fala em Portugal (excepto é claro, na Galiza, onde se fala dia sim e dia também e por outros motivos, mas a Galiza não conta como Espanha nem para bem nem para mal).Galiza olha para Portugal. Portugal olha para Espanha. Espanha apenas olha para Espanha (para a Espanha Autêntica, é claro!). Este domingo um jornal estatal fazia um editorial a favor do bilinguismo… em espanhol e em inglês, e isso num Estado que deveria ter avançado inevitavelmente a um modelo de territorialidade linguística similar ao Suíço ou o Belga. As tenssões deste tipo parecem infinitas, a entrada de Portugal nesta cena apenas complicaria as cousas…

    Não é a primeira vez que algum dirigente da direita espanhola diz que desde Pirineos a Gibraltar há “uma e una única nação”; não é o mais grave que “esqueçam” propositadamente (ideologicamente) as nações do seu Reino como o facto de que esqueçam “despropositadamente” a Portugal! Portugal ÑÃO existe na Espanha, nos livros de História da escola aparece e desaparece sem mais explicações, parece que com os Filipes foram espanhóis (foram?) como os demais e logo deixaram de ser (sem se saber lá porquê). É algo mesmo esquisito.

    Também parece que o soberanismo vai sendo minoritário não apenas na Galiza; também em Portugal. Fiquem descansados, que os espanhóis vão papa-los sem desgosto (sempre que deixem de serem portugueses para serem apenas tranquilamente espanhóis)

  12. Caro Ramón,

    Eu sei que é um bocado exagerado falar, neste momento, em maioria que, em Espanha, se desejaria «nações». Mas a questão interessante é outra: é a dinâmica que está a criar-se. Ela serve-se dos oportunismos do PSOE, mas tudo indica que vai depois ultrapassá-los. Era essa dinâmica, mais do que os números actuais, que eu visava.

    Caro Pereira,

    «A Galiza caminha cara [em direcção a] o seu suicídio cultural e nacional dissolvidos na Grande Espanha e há tugas que querem caminhar com nós até o precipício…» É a citação do dia, meu caro.

    Abraço a ambos.

  13. acham que fizemos bem correr com os espanhois ?
    acham que agora estamos melhor com a vida que temos ? vejam os nossos politicos,quem desconta para eles levaram aquela bela vida com choufeurs cartoes de credito,ajuda de custo,dispensa de ponto etc e nós??? iva 21% descontos para a reforma para quê? comparem os preços da gasolina etc etc abram a pestana isto so’ esta assim porque nos sempre fomos uns subservientes ao poder instalado por alguem com sem escrupulos que so querem e’ tacho faz falta e’ uma «eta« para limpar alguns chulos que andam aqui a corromper isto e nós
    a trabalhar para eles todos
    …abram a pestana….

  14. Fernando és um português lucidíssimo, será por teres a distância justa a Portugal sendo Holandês. Édizer podes perceber coisas que ao estarmos (eu tamém sou português, ainda que alguns portugueses não acreditem) mergulhados nelas não percebemos, mas tu sim, obrigado dos teus sábios comentários.

    Quando te achegas pela casa, ou vou ter que te enviar o mapa?

    um amigo

  15. Temos pois de nos resignar e de nos conformar com a ideia melancólica de que o “Poema Nacional” nos inculca como sua mais alta lição uma concepção idolátrica do amor pátrio? Que Camões, por excesso de paixão – em parte reverso da infelicidade dela -, excesso que é impossível confundir pura e simplesmente com aquilo que se designa de “patriotismo”, hiperbolizou o amor pátrio é inegável. Que essa mitificação contribuiu – e continua contribuindo – mais do que tudo o resto para nos descentrar em relação a nós mesmos e nos instalar numa perspectiva autista de configuração esquizofrénica, também não parece poder pôr-se em dúvida. Camões conferiu-nos, colectivamente, uma existência epopeica e desta insolação sublime nuna mais nos curámos. O nosso caso é verdadeiramente único nos anais do Ocidente cristão. Nenhum inglês, alemão ou francês é solicitado a identificar-se idealmente com os heróis que os representam; nenhum espanhol, imitando o seu herói arquétipo, se quixotiza a ponto de se tomar pelo Cavaleiro da Triste Figura, até porque através dele operou e opera justamente a cura psicanalítica que o situa de novo no mundo real. Somente o Português, enquanto tal, e por camoniana determinação e exaltação, é oficialmente heróico e nesse ofício imaginário põe todas as suas complacências. Todo o famigerado enigma da nossa originalidade histórica cabe no “peito ilustre lusitano” a que o verbo do poeta soube conferir foros de corpo místico nacional. Já é tempo de o decifrar, naquilo em que é decifrável, separando a luz que nele brilha da suspeita e nefasta treva de que o rodeiam aqueles que, lamentando não viver no tempo de Camões, desejariam que um Camões vivesse no tempo deles para lhes dourar o heroísmo anacrónico de que se alimentam.

    (O Labirinto da Saudade – Eduardo Lourenço)

  16. O Eduardo vem sempre bem quando se discute a identidade-passado-futuro de Portugal, não importa que posição se tome. Fica aqui como ponto de partida ou mais provavelmente de eterna chegada.

  17. Caetera,

    Espero que não me imagine «patriótico» nem com problemas de identificação. Guarde o seu Lourenço e faça-me o obséquio de não me atirar com ele. Não é santo do meu altar.

    Trata-se, perceba, de uma questão de SOBERANIA, que temos e que faremos bem em conservar. A adesão à UE já no-la limitou, não entreguemos o resto à Moncloa, pois não?

    Porque a questão é esta, perceba-se-o duma vez. Quando as nações da periferia peninsular (Galiza, Catalunha e Euskadi à frente) sonham hoje em voz alta com emancipar-se da Meseta, e nos invejam abertamente a soberania de que gozamos, vem uma caterva de tresloucados lusos a abrir as pernas ao Gran Hermano.

    E para quê? Para que depois nos tenhamos de meter à reconquista do que entregámos? Acham muito prático?

    E não imaginam a Catalunha, vinte anos depois da nossa derrocada, a tornar-se mesmo independente, e a rir-se de nós que se vai ouvir no Cabo da Roca? Ó doidos!

  18. A culpa é da padeira de Aljubarrota que se não tivesse corrido com eles, hoje tinhamos o Ronaldinho, Deco, Zidane e companhia a jogar na nossa Liga de futebol.
    Seríamos uma das economias com mais potencial de crescimento da Europa.
    Não andaríamos a chorar ainda o terceiro lugar do mundial de 66, e a ver as tristes lágrimas do Eusébio.

    Olharíamos em frente com a confiança em nós próprios, e não com esta tristeza calimeriana de que ninguém gosta de nós, coitadinhos. Na minha terra, coitadinho é corno, e embora seja português, não me identifico com o resto que vejo de norte a sul do país.

    Saludos,

  19. se gibraltar é bife, olivença espanhola sera os pirineus aragão francês ou provence espanhol.a fenicia do atlantico a dançar ao som da sevilhana e zarzoela…vejo mais uma bela duma gravata….com a guitarra portuguesa pelas fuças abaixo por um qualquer pertença” filipe iV

  20. Li todos os comentários até agora e muita gente tem muita razão. Conheço muito bem Espanha, por imperativos profissionais; e quando digo que conheço, falo do conhecimento do país de lés a lés, das pessoas, de muita conversa com muita gente, desde o povo menos letrado até a intelectuais de renome.
    É verdade que o “iberismo” em Espanha não existe (até há bem pouco tempo), porque o espanhol em termos gerais, ou é contra a Espanha das nacionalidades (integrismo espanhol, extensivo a Portugal), ou é a favor da independência da sua nação (separatismo); não existe, normalmente, meio-termo nesta escolha por parte dos espanhóis. Ora, o Iberismo pressupõe um compromisso entre estas duas hipóteses: resulta daí a ideia do Leviatão Ibérico.
    O Integrismo espanhol é tanto de esquerda como de direita; de direita quando expressa no passado pelo “Império” celebrado pelos nacionalistas tradicionalistas (“nacionalismo tradicionalista” segundo o conceito de Fernando Pessoa) e de esquerda por via dos republicanos que sempre defenderam a anexação de Portugal. O separatismo existiu desde sempre. Não foi por acaso que durante séculos o centralismo de Madrid incentivou a “colonização” das nacionalidades peninsulares; hoje encontramos mais andaluzes, galegos, castelhanos etc. em Bilbau do que bascos. A língua galega é proibida nos organismos públicos galegos; o etnocídio galego continua.
    Portanto, se a ideia da “união ibérica” das nacionalidades não existiu, é de facto “a novidade política” introduzida por Zapatero, naquilo a que os intelectuais espanhóis (integristas ou separatistas de direita e de esquerda) chamam de “deriva nacional-zapaterista”. O conceito de “união ibérica” segundo Zapatero, consiste no Leviatão Ibérico, independente — na sua dinâmica e ideário — do projecto europeu, embora se aproveite das suas sinergias políticas. É este o novo “iberismo”: a construção paulatina presentista de um supra-estado ibérico, um Leviatão que apague a memória histórica, e que a partir da Ibéria das Nacionalidades, contribua para a unificação ibérica sob uma bandeira e uma língua comum utilitária e civilizacional: o castelhano.
    Depois disto, podemos compreender as “concessões” de Zapatero em relação às nacionalidades, podemos compreender os protestos da direita tradicionalista espanhola, e podemos entender que o que Mário Lino disse não foi consequência de uns copos a mais de bom Alvarinho. Teria dúvidas é se Sócrates está metido nesta mistela, mas em política, o que parece, é.
    Abraço ao amigo da Galiza que aqui escreveu. Gostaria de ter um Portugal – Galiza no próximo mundial. Quem sabe, um dia?

  21. Ibérico,
    O «José Manuel» está corrigido. Obrigado. Quanto ao resto, o iberismo que você defende, breve falaremos. Para já: o seu iberismo NÃO é o do Saramago. Escolha melhor os seus aliados.

  22. sinto-me ofendido e até tremo quando ouço e leio coisas como aquelas que li acima sobre o iberismo e não percebo porque é que aqueles que o defendem não vão simplesmente viver para Madrid ou arredores? Portugal não precisa de individuos que têm vergonha de serem portugueses. Emigrem, por favor emigrem! Vão-se embora e não voltem!

  23. resignados… cada vez há mais… dá a sensação que os portugueses empreendedores são só os 5 milhoes que se aventurarm pelo mundo fora.. em Portuagl só ficaram coitaditos que andam sempre a caça da esmola de bruxelas e pelos vistos querem caçar mais alguma, nem que isso tenha como custo ficar a ser pau mandado de “espanhois”….
    Não os vejo como é que a nacionalidade espanhola pode contribuir para aumentar o nosso QI.. pelo contrário…

  24. Para acabar de vez com as ambiguidades.
    1 – Eu não defendo o iberismo que o Fernando Venâncio maiormente ataca e que é apresentado em forma de merecida caricatura em alguns comentários pelos seus próprios defensores.
    2 – Ninguém em Portugal com real peso político e cultural defende este tipo de iberismo.
    3 – Eu me espanto com a fragilidade da identidade nacional portuguesa actual que não é capaz de pensar de forma natural algum tipo de união, formal ou não, mais profunda entre dois países soberanos no contexto da União Europeia, sem que se caia no ridiculo de teses de anexão e no histerismo anti-espanholista primario. Por mais que Portugal viva em crise é país a suficiente tempo e de forma suficientemente vertebrada para que estes medos e esquizofrenias não devessem existir. Holanda não deixou de ser Holanda por um dia decidir fazer parte do Benelux. Nem França deixou de ser França por buscar uma aliança politica com a sua vizinha Alemanha.
    4 – As declarações do ministro são absolutamente normais, e só espantam os obcecados. Deixem-se de cegueiras e leiam o que ele disse sem preconceitos nem histerismos.
    5 – Me assombro sempre que se usa a mentira, o insulto, o ridiculo do outro, fantasiando-o, já que o ridiculo do outro nunca é ridiculo o suficiente, em discursos desesperados com causas absurdas, que revelam mais sobre o estado anímico de quem as defende (não me refiro ao FV em particular, nenhum dos contricantes em cada lado da discussão é, infelismente, caso particular em Portugal) do que sobre problemas reais de quem quer que seja.
    6 – Volto a repetir o meu interesse não é na discussão, bastante tonta em minha opinião, mas no que secretamente, ou nem tanto, a estimula. No que revela sobre quem a discute na forma em que é discutida.

    Como havia dito seria sem ambiguidades.

    Um abraço a todos.

  25. Caetera,

    Se para você «anti-iberista» (que sou, claro) é sinónimo de «anti-espanholista» (que não sou, e acharia ridículo sê-lo), estamos falados.

    Mas, sobretudo, não venha com esses paralelos pacóvios, como o do Benelux (sou cidadão de um dos países dele) ou do duvidoso eixo Paris-Berlim. Não fale do que patentemente não sabe.

    E reveja um tanto o seu português (o seu brasileiro está em ordem).

    Sobre o meu «estado anímico», não se preocupe.

  26. O facto de patentemente não se saber algo não te proibiu de falar largamente sobre este algo em vários posts Fernando. (Acontece que também vivo em Espanha, e conheço-a bastante bem, a ponto de verificar patentes.) Te respondo já que me confirmas que te encontras em bom estado anímico.

    Outro renovado abraço e bons estados anímicos.

  27. Bom, relativamente à notícia de Faro de Vigo, dou os meus parabéns às élites políticas portugueses, por fim reconhecem a sua incompetência para governar a nossa nação. Por isso buscam a salvação em Espanha. A Espanha é, sem dúvida, um grande país, mas Portugal também o é, com uma grande diferença, é que a Espanha tem tido grandes poíticos, trabalhadores, apesar de ser um Estado multinacional, e Portugal? Desde 1995, que não é preciso fazer comentários, não temos políticos competentes, com políticas meritórias, veja-se o que aconteceu recentemente com as faltas ao Parlamento. Com as Scuts, ou com os famosos subsidios aos combustiveis de Guterres, outrora, são 10 anos a marcar passo… O problema é esse e está aí, façam-se bons cidadãos, e melhores políticos, esse é o “cancro” da nação, e não se procure em Espanha o remédio para os nossos males, porque ninguém dá nada a ninguém. Não sou nacionalista, muito menos de direita, mas conheço demasiado bem a realidade dda Galiza, do país basco ou da Catalunha, para quem portugal seria um modelo à hegemonia de Castela. Políticos: Não busquem nos outros o remédio para curar as feridas despoletadas por vocês mesmos, trabalhem mais e entreguem-se à causa colectiva…

  28. Quanto aos comentários, não tive oportunidade de os ler todos com atenção, mas realmente Portugal deu mesmo muito trabalho a criar, aos iberistas, vão trabalhar para o bem da nação e deixem-se de parvoíces. Aos brasileiros não reconheço autoridade para falar da nossa nação. Confinem-se a uma América dominada pelos Estados Unidos.
    Abraços
    Fernando

  29. Fernando (o outro mas parecido) eu não sou brasileiro, sou português. E por outro lado sou brasileiro. Ou não sou nada disso do lado que é lado do lado de lá. Mas seguro que desde todos os lados falarei do que quiser. De qualquer forma agradeço o seu elegante comentário como corroborador de tudo que havia dito.

  30. Não deixa de ser giro um português falar a alguém que ele acredita ser brasileiro sobre o confinamento deste último… Fala um português.

  31. Uma sugestão aos Iberistas, principalmente aos políticos, responsáveis pelas misérias da nação: Visitem o Mosteiro de Santa Maria de Vitória e tentem entendê-lo como a “8ª maravilha do mundo, e para o entender cumpre ser português; cumpre ter vivido com a revolução que pôs no trono o Mestre de Avis; ter tumultuado com o povo defronte dos paços da adúltera (…) ter pelejado nos muros de Lisboa; ter vencido em Aljubarrota. Não é este edifício obra de reis (…) mas nacional, mas popular, mas de gente portuguesa, que disse: não seremos servos do estrangeiro e que provou seu dito”.
    Alexandre Herculano em Lendas e Narrativas

  32. Afirmo e reafirmo que não sou nacionalista de direita, faço parte de diversas comunidades em termos identitários, da Península Ibérica, também, mas sou português em termos de comunidade imaginada nacional. Agora, em jeito de brincadeira digo que até aceitava ser governado por políticos espanhóis, mas em Lisboa, já que os nossos são tão incompetentes…

  33. Caros Mentores deste Blog,

    Ainda que me não tenham pedido opinião pessoal e directa mas sim, simplesmente um comentário “já que estou aqui”, então lá vai a minha réplica ao discurso do ministro que democráticamente mostrou o que pensa:
    >>>>>
    De: S. Potêncio,

    Como sempre cabe-me a mim, na condição de transmontano e raiano por nascimento, fazer aqui a decomposição dos textos – apartar os transeuntentes deste portal – que jogam sempre para cima dos leitores estes textos mal escritos!, um tal do Mário Li no “li xo”, xô, xô…. vai lá pregar para outra freguesia.
    – Realmente as coisas do Conselho de Estado estão em tão mal estado que, só mesmo um especialista como eu para as decompor, as recompor e por tudo do mesmo jeito que elas estavam novamente. — Ou seja, trocamos seis por meia dúzia de baboseiras, e a decomposição fica logo uma autêntica méeercadoria só vendável na feira da ladra em dias de pouco sol por causa das moscas que são sempre as mesmas.
    – Vamos lá então à minha “decomposição” do tema em pau…ta,.., tá aonde!?, ah tá aqui!, mas tá inspanhol,… carago!
    – Eu “bou atentar” contra os criticos mas….só tem um probleminha:
    – é que depois de eu começar a decompor as frases e as palavras podres, elas começam a cheirar mal, e prontos, fica tudo em decomposição e acontece sempre como na matança dos carneiros!… olhem o ditado popular:
    o hóspede e o carneiro aos três dias bota cheiro!
    Calma aí gente!… Calma, eu explico;
    – Naquela hora em que o ministro lia os seus poemas de amor à terra dos Galegos, estes copiados dos alfarrábios do Miguel de Cervantes Y Saavedra, naquela posição de Sancho “Pança” bem avantajada, (todo o ministro devia ter uma pança assim, modelo cavaleiro do jerico que nunca foi a Jericó para levar a Santa Mão dele…e só sabe cair do cavalo para burro) eu também itava lá!, eu mesmo!, que por sinal eu passava ali perto, em Vi go, (quando eu Vi, Go!….) fui parar ali pertinho daquela estátua que fica no cimo da avenida de acesso ao parlatório reservado a visitantes oficiais adeptos o I ber ismo, do I ber isto,…do I ber aquilo,… e ainda deu para eu gritar a ele;
    —Ò ministro,… Mário, Li no periódico aca del burgo qué Ustede le gusta mucho está tua, tá lá,…
    – não home, a estátua não é tua pá!,… imagina,… a estátua na entradada de Vigo é a dos cavalos!… toda cheia de cavalos burros e cavalos inteligentes, todos enroscados uns nos outros, todos empinados, nos cascos de trás para que quando cair uma ciporrada de asneiras como essa de voismecê falar castellano, o ultimo lá de baixo do pedestral fica todo pintado de amarelo!
    … ó pá!, aatão tu ligas-me a cobrar pelo telemóvel da repartição, a dizer que eu, um perfeito católico I ber isto e I ber aquilo,… I ber aqueloutro e ainda não tenho aqui uma está…tua!,… está!!!,… tá lá???… está lá??? estalou o telefone e;
    -Olha, caiu a linha!?… onde foi que eu errei, hein?

    – Deixa-me ligar aqui para quem sabe das coisas:
    Ó Ti Zé Será Mago voismecê inda fala portuguès?
    (mi madre me habia dicho qué yo iba a ser un muy gran escritor para después oyer el Mario, Li no que me amaba como a un autentico i ber ista,… y yo no sé lo que pasó!!!???…
    Yo soy un Nó Bello!… belissimo! un verdadero I ber ista de corazón…

    – Granada!!!!,… (calma gente!…. ninguém vai explodir aqui nada, pá, isto é só mi música!)
    – Tierra sonhada por mi!,….
    miiiiiii cantaaaaar!
    – de repente el hombre se quedó loco!…
    – el Ti Zé Será Mago no me escucha, no más???)
    – Por sopuesto su “jangada de piedra” sin embargo se hay afundado en el mar de “apupos populares”!…. Vivó puorto, carago!
    – quando olhei de lado, eu tinha um bocado de “estátu aregues” com o albornoz na cabeça a dizer para mim:
    – está tu alá esteja contigo também, pá!,… mas agora volta lá para os fundos do quintal da Ibéria e fica lá quetinho senão mandamos-te transformar em Azno oficial só para dizeres “azneiras” em forma de castigo, ad eternum!
    – Silvino Potêncio/Natal – Brasil, Emigrante Transmontano, de volta à Ponte do Li… ma num é para discursar em nome del gobierno…ou é do governo?! – Bem se não é boi é baca…>>>http://zebico.blog.com/
    P.S. eventualmente há algumas palavras em negrito neste texto cuja função é exatamente destacar as aliterações e a sintaxe embutidas além das diferentes cores que eu não posso ver aqui ao enviar esta resposta.
    de qualquer forma agradeço pela acolhida.

  34. Caros concidadãos, li com muito agrado os vossos comentários – é sempre agradável um pequeno debate de ideias, embora por imperativos de tempo não tenha dedicado a atenção merecida. Gostaria de vos perguntar se ainda não tiveram vontade de emigrar e não voltar?! Eu também não sou iberista mas honestamente estou um pouco cansada da nossa pequenez!

  35. Vamos a desmitificar:

    Cuando los fenicios desembarcaron en la península por primera vez, llamaron a ese lugar “Is phannim” que significa tierra de conejos (coelhos) debido a la gran cantidad de estos roedores que observaron.

    Por cierto, esos primeros lugares referidos, corresponden con lo que ahora es Cataluña.

  36. Cara Anabela,
    A mim já me apeteceu emigrar, aliás viajo muito lá por fora, o que adoro fazer. Não vivemos no melhor dos mundos, nem de perto nem de longe, mas cabe-nos a nós mudar como pessoas e como cidadãos. Temos imensos problemas de educação e de civilidade, mas, mais uma vez digo e repito, sem um bom comandante ao leme tudo será muito mais dificil. Adoro Madrid, Paris…mas também adoro Lisboa e sonho com o dia em que verei as nossas praias cheias de pessoas a banharem-se no verão, mas acompanhadas de uma boa leitura, em vez da revista “Maria”, TvGuia e por aí fora. Temos, todos, que tentar ser melhores e exigir às nossas élites mais qualidade, menos submissão e provincianismo relativamente aos estrangeiros. Temos é que fazer do nosso, um grande país, porque as nações, como as pessoas não se medem aos palmos. Eu vivo em Leiria, e sou nortenho de Fafe, aqui, no meu país sinto-me livre, livre para fazer tudo, e sinto que um dia teremos mesmo que ser melhores…
    Abração

  37. O Orlando diz conhecer bem a Espanha… e também que “A língua galega é proibida nos organismos públicos galegos”. Já viu a televisão pública da Galiza? Já ouviu falar os governantes galegos? Estão todos na prisão…

  38. Caro Fernando Magalhães,
    não querendo abusar deste espaço com um comentário desenquadrado da questão inicial, quero no entanto lhe dizer que partilho da opinião que expressou anteriormente. Obviamente que não nos medimos aos palmos, e longe de mim pensar que só o que se faz lá fora é que é bom. Eu considero-me uma sonhadora por natureza, e durante muito tempo vivi acreditando que cada um de nós pode mudar o rumo das coisas. Neste momento, e apesar de continuar a lutar por essa ideia, até porque ainda sou muito jovem para dela desistir, sei que é difícil e não nego que realmente há alturas em que tenho muita vontade de me ir embora…infelizmente não viajo tanto como gostaria, gosto de algumas cidades europeias, mas também gosto muito, muito da nossa Lisboa, apesar de nunca lá ter vivido. Espero que um dia consigamos ser melhores, e que os nossos governantes consigam “levar o nosso barco a bom porto”

  39. Não pude ler todos os posts mas li o suficiente para ficar incrédulo…como é possível ignorar o nosso passado português e defender uma Ibéria onde Portugal perderia a sua independênicia? Com é possível confiar em castelhanos para nos governar quando nem sequer têm a decência de entregar Olivença mas reclamam Gibraltar ao Reino Unido? E como é possível adular Madrid, sabendo que se hoje é a maior cidade da Península foi porque existiu algo chamado “União Ibérica” que fez com que Lisboa entrasse em recessão…Não se esqueçam que Lisboa era a maior cidade da Península no século XVI e gozava de uma hegemonia que ainda hoje Madrid não conhece, para além da sua posição estratégica…
    Para além disso esquecemo-nos que a Espanha, apesar de todo o seu desenvolvimento, tem uma taxa de desemprego muito superior à nossa; e nunca conseguiu implantar a vacinação e o teste do pézinho da forma que existem em Portugal (aí somos um modelo para a Europa!)…nós temos é que ter força de vontade e lutar mais!
    Não sou contra Espanha nem contra Madrid (aliás país que também gosto), mas acho que o respeito mútuo e a compreensão da nossa individualidade são essenciais para sermos respeitados, mas se até um ministro nosso não nos respeita…
    Tenho perfeita consciência que Portugal está na cauda da Europa em vários domínios, mas ser “ibericista” é o caminho mais fácil para não enfrentar os problemas e não “arregaçar as mangas” para reverter a situação…É só isso que nos falta…
    Saudações a todos,
    Pedro

  40. se eu governasse este país os campos de concentração de hitler e os gulags de estaline iriam parecer afagos de uma mãe comparados com o que eu fazia a essa cambada de iberistas

  41. Eu já li ca muita tristeza. Desculpas pelo meu português, mas ando mesmo a melhora-lo o mais rapido possível.

    Sou espanhol e, como MUITOS espanhois, apaixonado da cultura portuguesa. Eu adoro o vosso pais e nao me importava nada la ficar, de facto.

    Acho muito TRISTE alguns comentarios aqui feitos. E lamentavel ouvir uma coisa assím e sou consciente da grande IGNORANCIA de muitos portugueses que insistem em acreditar que em Espanha há um sentimento anti-luso quando isso e mesmo MENTIRA.

    Alguns personagens lamentáveis acham mesmo que nos tivemos alguma coisa que ver com os Felipes, quando tambem NOS sufrimos doenças, fome e epidémias miseráveis por causa daqueles reis tudos.

    Alem dos franquistas, dos quais ja pouco temos, nao conheci NA MINHA VIDA TUDA como Espanhol NINGEN a falar mal dos portugueses. Pelo contrario; há tuda uma vissao romantica e de culto por Lisboa, o fado, F. Pessoa e outros.

    Como espanhol, senti-me muito surpreendido pelo sentimento anti-espanhol dalguns portugueses que faziam-me sentir uma merda na estrada pelo simples facto do meu carro levar praca espanhola.

    É triste, mas aquilo nao me fez receiar de Portugal, um pais que eu ADORO mesmo e onde eu gostava de ficar, trabalhar, viver e pagar os meus impostos.

    O iberismo é, para mim, uma boa maneira de deixar as coisas claras. Os fraceses sempre julgaram que além dos pirinéus só havia miseria e até brincavam com isso. Nos estamos sozinhos neste pedaço de terra quase isolado da Europa e uma uniao política estavel, SEM PERCAS DE IDENTIDADE NEM SOBERANÍA, podía até fazer muito bem.

    E triste seremos vizinhos nesta quase-ilha e estar mesmo virados as costas.

    Um bocadinho de mais inteligéncia, senhores. Para aqueles que falam tao mal de espanha, mostram mesmo nao saber NADA… e sao exactamente aquelo do que eles tao mal falam.

  42. Caro Carlos:

    Coloquei este seu comentário no recente post «Não esta Espanha».

    Como pode ver, o post onde estamos é de Abril, e já ninguém o leria.

    As melhores saudações,
    Fernando

  43. Bom dia não vou poderei estar presente mas enviem a todos os monarcas os meus cumprimentos.
    Já a a algum tempo que Vos procuro mas nunca recebi resposta Vossa ou seja.
    Tenho um terreno vendido pelo Rei com a respectiva Carta Régia e autenticada pela Torre do Tombo e quando pensava que os monarcas poderiam acarinhar este processo, pois para alem da história do forte em si que vale o que vale para os portugueses, tentei ter o apoio dos monarcas e até hoje nada. Não esquecer e se lerem a minha entrevista digo e muito bem o Nosso rei (D. Duarte de Bragança) não tem uma coisa que eu tenho que é território vendido pelo Rei D. Carlos como Rei de Portugal ou seja Portugal abdicou de um território e alienou.
    Pelo facto acima referido as monarquias europeia interrogam-se e interrogaram-me já a informar se não existe nenhum movimento monárquico em Portugal

  44. Interessante. Os portugueses não precisam de fazer nada para que a Espanha se desmembre. Basta mesmo não fazermos nada. Penso que os politicos portugueses deveriam estar quietos e olhar para o seu país e apoiar as nações históricas, no sentido de não aparecer ao lado de Madrid em questões que são da nossa soberania. Portugal forte, Espanha destruida. Quem deseja um Portugal soberano e forte não é hipócrita. Nada de associações à polícia ou troca de informações mais do que aquelas que damos a outros paises como França, Itália, etc. Basta que nos comportemos como devemos sem estar sempre a falar de uma Espanha que não existe e respeitar e fazer respeitar a nossa soberania, porque ela existe e assim, darmos exemplo bonito às nações e independência emergentes como a Catalunha e País Basco. Estarmos dependentes, ou interesses de Madrid em Portugal não é positivo. estamos na UE, não na União “Ibérica” que não existe nem nunca existirá. Lembrem-se e concentrem-se na União Europeia, é essa a nossa união, em igualdade e equilibrios, é esse o nosso mercado. E esses compatriotas que dizem o contrário, que são traidores praticam o crime de lesa pátria. Liberdade para publicar e lançar ideias ropagandistas dignas de Franco não são transparentes, tendem a lançar apensas ruido. COncentrmo-nos em Portugal, na União Europeia e na CPLP e já agora no respeito pelas nossas leis. Portugal é um estado-nação que eu e tu enquanto português deves respeito e deves contribuir construtivamente para o seu sucesso. A Península Ibérica é um espaço geográfico e não politico, enquanto se concentrarem em fazer desse espaço ou fingir que é politico perdem tempo e existem muitas coisas bem mais importantes. Por exemplo, combater pela nossa dignidade em Olivença. Um abraço! Nós temos essa idoneidade e uma experiencia secular em relações internacionais, 900 anos de história.

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