10.000

Que é que pensavam? Acabamos de passar mais um marco no Aspirina. E isto sem termos feito nada, nós os autores. Pois é. Ninguém reparou, eu também não, mas o comentário número 10.000 foi recentemente colocado aqui.

Concedendo: nesse sector, há um vaivém razoável, já que somos imensamente queridos pelos semeadores de spam. Eles põem, nós apagamos. Mas lá se vai conseguindo uma seara limpa.

É essa seara, que um dia a História lerá (às vezes, um mestrando aflito chama-se «a História»), é a ela que os nossos comentadores andam fazendo. Para nosso prazer e nossa instrução. Mandem sempre.

11 thoughts on “10.000”

  1. Fernando Venâncio:

    “às vezes, um mestrando aflito chama-se «a História»”

    lol. Adorei esta tirada.

    Desculpe lá Fernando a assinatura, mas é que esta tirada é tão boa que eu nem me atrevo a assinar de primeiro e último nome.

  2. Por um lado, um postal auto-laudatório do blog para comemorar o milénio, parece-me iconoclasta e anódino qb. Divertido, porque revela que não se levam demasiado a sério, o que é de muito bom tom.

    Por outro, é um desperdício.
    A inspiração nem sempre está pronta a entrar em acção, mas podia fazer-se um pouco melhor.
    Afinal, este blog melhorou bastante de há uns meses para cá…
    Keep on trucking!

  3. Ouvi dizer que a história não é aquilo que foi, mas antes o que dela guardamos na memória.
    E que a verdade não é o que aconteceu, mas o que sobre isso nós dizemos.
    Eu não sei, e nunca encontrei o Pacheco Pereira para lhe perguntar.
    Mas não duvido duma coisa: com tantos megas da memória moderna, um dia os seus aflitos mestrandos acabam soterrados. Não lhes queria estar na pele!

  4. Jagudi,

    Pois já lhes estive na pele, que por sinal era a minha. Há meses, fiz um editing de 11 Mb de texto (leu bem, onze megas), de debates num fórum, tendo de reduzi-los para perto de um. Não queira saber! Mas está ali História da mais assombrosa.

  5. e-ko:
    Deixe de ser aldrabão, vá lá, que assim não vale!

    José:
    Está V. a esquecer-se da velhice e da entropia!
    Da primeira nem se lembra que existe, pudera, se a juventude é uma bebedeira de energia e feromonas!
    Já a segunda não lhe convém esquecê-la, que a física nunca dá abébias!

  6. Hugo Chavez prometeu há alguns dias romper as relações com o Peru caso Alan Garcia ganhasse a presidência, não sem antes chamar o então candidato peruano de “ladrão”, “desonesto” e “troglodita”. Cumprirá a sua promessa?

  7. Xatoo,

    Só umas palavras, antes de tomar a aspirina caseira. És muito boa pessoa, mas ainda vais ter que aprender sobre estas bolivices latino-americanas. Será o Chavez assim tão bom, apenas porque anda a arranhar as partes ao Bush? Se os dirigentes dos paises pobres e oprimidos, mas produtores de algum petróleo, como é o caso da Venezuela, fossem realmente amantes da verdade e lutadores pela emancipação dos seus povos em relação aos imperialismos, não seria de esperar deles uma denúncia do enorme cover-up sobre os avanços doutras formas de energia, ou até mesmo da invenção de carburadores que têm sido banidos pelas grandes companhias da indústria automobilistica?

    Fora ou dentro da Opec, as cambadas produtoras de petróleo são as mesmas por todo o lado – da Rússia à Líbia, do México ao Brasil, passando pela Líbia e Argélia. O bolo é amassado por todos da mesma maneira há muitos anos.

    Repara só nisto: A Ford produziu um carro em 1908 -o Ford T model – que fazia 25 milhas por galão. Isto quase há cem anos. Compara essa evolução com o resto da ciência, especialmente os telefones portáteis e TVs que andam a fritar os miolos a toda a gente. Mas isto a eles já lhes interessa, como é óbvio.

    É abusar um pouco do post do Fernando, mas enfim…

    TT

  8. Qualquer dia têm de fazer uma «lista» para os «Ajudantes dos Enfermeiros Residentes», com toda a obra dos respectivos artistas… E lá que tinha graça, tinha…

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