Vinte Linhas 767

«Golo!» por Juventino Freire (à memória de João Ivo Peralta)

Nem de propósito. Mão amiga fez-me chegar à minha caixa postal um exemplar do velho jornal «O Catarinense» de Julho de 1959. Embora apareçam apenas as iniciais (J.F.) sabe-se que o autor da notícia desportiva «Golo!» é Juventino Freire, infatigável leitor de jornais desportivos na oficina de seu pai (A Bola, Mundo Desportivo e Record) e redactor desportivo do nosso modesto mensário de Santa Catarina.

Nem de propósito. A notícia na página 4 arranca do seguinte modo: «Realizou-se no passado dia 19 no campo do Rio da Pedra u, desafio de futebol entre o Grupo «Ivos» de Santa Catarina e o Grupo Desportivo «Icel» da Benedita. O resultado de 3-1 está quase certo visto que «Ivos» manteve durante mais tempo a bola em seu poder.»

Nem de propósito. Costuma às vezes aparecer no Blog um maluco a tentar inverter as coisas e a querer dizer que eu sou da Benedita. Mas não. O maluco não tem razão e só um grande delírio o pode ter levado a imaginar exactamente o oposto da verdade. Sou de Santa Catarina (Caldas da Rainha) e não da Benedita (Alcobaça) mas perante as maluqueiras não há nada a fazer. É como num lar de idosos haver um utente que chama levantamento a um talão de depósito. Entre o delírio e a alucinação, todas as palavras e explicações ficam em saco roto.

Nem de propósito. Modesto embora, pequeno e sem redacção fixa, percebo hoje o recurso a transcrições (com a devida vénia) de artigos de outros jornais como O Almeirinense ou A Família mas foi graças a ele que muitos de nós em Santa Catarina começámos a gostar de jornais e de jornalismo. E como não havia revisor lá surge duas vezes seguidas o chavão «indo anichar-se na baliza à sua guarda». Mas isso são os olhos de hoje. Ai que saudades…

19 thoughts on “Vinte Linhas 767”

  1. Se não és da Benedita,
    andas lá bastante perto,
    mostras na tua escrita
    qu’ a escrever és um deserto.

    Mas tu és bom é na bola
    e tens os pés na cabeça,
    não regulas bem da tola,
    o diz quem bem te conheça.

    Se isso é jornalismo,
    ele é feito na sanita,
    isso é só narcisismo
    dos tolos da Benedita!

  2. depois dos insultos à pilar temos um ensaio sobre a cegueira onde o parolo da benedita tenta convencer os leitores que a imprensa local subsritui o registo civil e que um exemplar do “catarinense” que relata curiosidades desportivas do rio da pedra substitui uma certidão de nascimento.
    gostei particulamente deste bocado de prosa “… infatigável leitor de jornais desportivos na oficina de seu pai (A Bola, Mundo Desportivo e Record) e redactor desportivo…” por revelar as tuas afinidades com um calão que passa o dia a ler jornais da bola no local onde deveria trabalhar e depois põe-se a imitar o que leu.
    o jogo de futebol acima é de facadas, o ivo das naifas versus icel das cutelarias, o primeiro joga com lâminas chinesas/cabos de corno e o outro com lâminas nacionais/cabos hi-tech em carbono, mais uma vez ganham os xinocas. o poeta e relator desportivo da treta deve andar a bater-se a uma pintelheira táctico-comunicacional dos naif(as).

    links de suporte:
    http://www.icel.pt/index.php
    http://www.ivocutelarias.com/pt/

  3. oh da benedita! aquela mancha de nhanha no canto superior esquerdo que estratégicamente esconde a data e o destinatário foi descuido ao piqueno almoço ou é falsificação da história à maneira comuna. parece-me que os ivos em 1959 eram poucos para fazer uma equipa de futebol e os que existiam andavam mais preocupados com a navalhada.

  4. “E como não havia revisor”
    Não havia revisor, não havia jornaleiros, não havia tipografia, não havia nada. Havia aí um sacana qualquer como há em todas as terrinhas deste país que se entretinha a escrevinhar umas merdas e depois dizia ser jornalista. Daí vocês passarem a gostar de jornalismo sem saberem o que isso era e por isso mesmo terem chegado a esta idade e ainda não sabem o que é ser jornalista. Nesse tempo o sujeito escrevinhava, passava no papel, punha o selo com cuspo, claro, e ir botar no marco do correio para enviar os ditos jornalecos para a Benedita. Chegava lá 3 dias depois e a malta lia aquilo que era sempre igual ao quilo. Lembro-me que o meu pai embora não fosse da Benedita (que a gente conhecia bem, assim como a Venda de Raparigas, pois passávamos lá quando íamos para o Norte) também assinava uma coisa dessas – A Comarca de Arganil – cujas notícias mais importantes eram as idas dos emigrados no Porto e em Lisboa que iam de visita à sua terra.
    “Deu-nos hoje o prazer da sua visita a D. Aldegundes natural de Monte Alto-Arganil acompanhada de seu marido excelentíssimo sr. Deodato Trancoso ilustre GNR e natural de Ponte de Mucela. Vieram tratar dos intestinos às termas e resolveram dar um salto à terra dos seus antepassados.”
    Acaba lá com essa merda, pá! já cheira mal!

  5. Meu Caro Joaquim Nascimento: malucos à parte, respondo a si pois aquilo só é mau por ser repetitivo. «Anichar-se» duas vezes está mal…

  6. Senhor José do Carmo Francisco, então o meu comentário ficou sem a resposta que, educadamente, lhe pedi? Refiro-me à questão da fotografia onde diz «estar sentado ao lado da sua amiga poeta, tradutora e professora Marta López Vilar», quando está sentado entre DOIS HOMENS?! É invisível a tal senhora? Ou levantou-se para não ficar a seu lado? Sim, que a foto poderia comprometê-la, naturalmente… É assim que fazem os cobardolas e gabarolas como você: encostados à parede, nem um pio…

  7. Ora aí está. Afinal, respondeu-me e eu não tinha dado por isso! Eis a sua resposta à minha questão: «Nem de propósito (…). Entre o delírio e a alucinação, todas as palavras e explicações ficam em saco roto.»!!! É isso mesmo. Em cheio! Mas embora um comentador seu tenha avisado a malta que você sendo o que todos sabemos, um doente da tola, é inofensivo e não faz mal a ninguém, mesmo assim, à cautela, mantenha-se lá pelo Bairro Alto. Com ou sem IMEL é a melhor solução.

  8. Não tens mesmo mais nada que fazer, “Travesti”, vai até ao “Finalmente”, talvez te arranjem um “gancho”, nem que seja a “brochar” a clientela.

    E dizem que o JCF é picuinhas. ele ao pé de ti é um santo.

  9. My turn now, oh da benedita, és de fato IGNORANTE, e já não tens espaço para semear, semear bom senso, semer a inteligência, porque esta também se aprende. nem de propósito ó gajo que gostas de dizer que és das caldas, caldas my ass, scumbag, oube lá, já te diçe meu sarapantalho que se foçes inteligente e tibesse miolos na tola em vez de caca fora de prazo não te autopromovias, óh da benedita, tu és um corno de riso, pá, tu és o gajo que diz que vê sem ver, um personagem digno das estrofes lusíadas, com o mesmo interesse que o velho do restelho, claro à contraruo sensu, of claro.
    Pah, maluco és tu mais quem te fez as orelhas, o poeta da treta, dá-te com cada rima na hora, pá, na hora pá, izinite déte ameizingue, ai éme çorri, aive néver bin ine inglande laike iór dázilingue dóter, hein, ó da benedita, pois coça-te, que já bistes que tens aqui uns alguéns que te lixam a iscrita no conteúdo, na forma, no saber, havendo-os que te reduzem a tua poesia, vulgo merdesia, ofuscando-a com um simples conjunto de estrofes que te retratam na tua berdadeira icência. Vai pró carassas. metes-te e comes, nem os teus instestinos conseguem fazer a debida digestãoe, purque çassim foçe, tu nem sequer fazias redassões da caca. és um trol, meu, um trol,

    ó zeca, ó zeca
    és burro
    como a pileca

    dizes qués das caldas
    mas não tens pendente
    és um pato bravo
    pateta sem mente

    és um vaidoso
    não tens onde cair morto
    pensas que as letras
    tem acham bom porto

    até o barreiros
    que gosta de pimba
    tem-os no lugar
    e não é das caldas de rainha

    refrão (4x)

    o zeca é da benedita
    o zeca é um troglodita
    um mutante comuna
    um besta de um motorista

    mete-se com a emel
    mete-se com o muro das freiras
    o que ele quer sei eu
    visitar as padeiras

    safado, jabardo, trambolho, torto, etce, etce, etce, e tal.

  10. o TRÊS RAZÔES debe ser o gajo que de tanto chuchar já nem consegue fechar a boca. Qual é o filme pornográfico em que entras oh acólito do «sem pendente»? Só pra bere os teus músculos, ou antes, aquilatar da sua inexistência, se me faço entender.

  11. VOLTAREN, o TRÊS RAZÕES é o da benedita, só pode. A linguagem, na defensiva, vê-se logo ser dele: aqui ninguém defende a criaturinha. A ólinda/sinhã, essa não conta para o totobola. O da vinhaça, idem. O «m» não aparece. Não resta mais ninguém. Quanto à resposta sobre a foto, népia! Ficar ao lado da tal «poeta» invisível, foi sonho dele, coitado.

  12. É só para te dar os parabéns pela “pontaria”, “Brochista dos mil nomes e das mil piças”.

    Tem cuidado, que assim és gajo para “cagar a cueca”, porque a “sanita” fica mais ao lado.

  13. o traveca da benedita não se endireita de altos altos e resmunga asneiras sem nexo. oh xico! bochecha com distron que alivia a falta de jeito.

  14. Eu sou o TRÊS RAZÕES
    de pirilau murcho
    bochechas caídas
    com falta de colhões

    A sinhã é a fálica
    de grelo seco
    só fala de piças.
    é tanto o deserto

    Brochista seria ela
    se encontrasse piças
    mas a boca cheira mal
    como grelo de nabiças

    ela caga a cueca
    nem sequer a muda
    é uma pateta
    borrada de merda

    Ó TRÊS RAZõES, sinhã, TORTO do JCF é a mesma merda, pá, é tudo merda, toma cuidado, meu, ainda me apanhas em debate e PERDES!!! Já te avisei. És um cobardolas, até o cagalhão do analfabeto tem mais conteúdo do que tu e ó, mete a cabeça na sanita para refrescares a merda ou pelo menos atualizar o conteúdo da tua Tête
    u debes
    Ó Três, debes ter um trauma, pá, não «os perdeste», meu ou perdeste-os de fato mas com razões muito estanhas, morcaoe. Vá pro curral, lamber estrume de baca.

  15. Demoraste tempo, isso é que foi virar bicos, “travesti”.

    Só espero que não te tenham “engravidado” com tanto leite derramado na tua boca porca e no teu “túnel do rossio”.

    E não te enerves, toma uma aspirina.

    :))))))

  16. Ò TRÊS RAZÔES, és uma parba pah, bicos, só se for os do fogão, agora tu, já no tempo da sinhã, só falabas dessa treta, fogo, granda bácora, leitinho, só de baca, como flocos integrais, minha por causa dos abidóminais, tás a ber.Oube, laba a voca, esfrega a lingua em estrume de cabra, quem sabe ficas com o hálito mais fresco e consegues parir algo biológico. enerbare ó mutante de muletas à mostra, contigo, só se Deus nosso senhor permitisse, mas eu não boue pecare por tua causa, ó foleirita, e por falare em tunel do rossio, oube o teu cumeça por tras, é máiore que o buraco de ozono, hein? debe ficar estranho quando bestes calças, não? E como gostas de solturas e flatulência, deixas rasto no autocarro, fogo, à mobiflore é qu enão boue, inda tencontro lá numa tertulia com o bronco da benedita a discutirem com ar sério o colchão que gostariam de ter para fazerem suingue, se alguém fosse na bossa cumbersa. Badalhocos.

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