Vinte Linhas 755

A Epopeia do Silêncio – ou todos os nomes por dizer

Uma das coisas mais estranhas no nosso quotidiano é a diária sucessão de mortes que nos entram pela casa dentro à conta da televisão. Quarenta mortos em Bagdad, trinta mortos no Paquistão, vinte mortos no Afeganistão, cinquenta mortos na Síria, dez mortos em Beirute, mais quinze mortos na Faixa de Gaza. Este primado do número sobre o nome lembra-me de imediato os textos de Celestino Gomes que me habituei a ler no jornal Diário Popular. Sobre o anonimato recordo uma crónica: «Heróis? Sim. Um milhar deles ou mais, mártires anónimos de quem só as velhas mães, as viúvas e os filhos ficaram rezando os nomes, estorcegados das vagas ou estilhaçados das granadas traiçoeiras, comidos dos caranguejos ou enrolados nos limos, de olhos abertos até ao dia-de-Juízo. Há um rol interminável, uma leva fantasmal de navios perdidos, engolidos no fundo da nossa recordação: o Afriana, o Catalina, o lugre Aveiro, o Douro, o Gaia, o lugre Minho, a barca Neptuno, o Pádua, o Santa Irene cobardemente massacrado na costa de Itália, o Fidelidade, o Maria da Glória, o Portugal. Alguns salvaram-se das agonias horríveis, abraçados à fé do Senhor Jesus dos Navegantes. Estão lá as ingénuas pinturas votivas, na parede do Seu altar, um século dessa triste história trágico-marítima de que o chãozinho de Ílhavo foi sempre a camarinha e o convés: «Ofersido ao snr. Jasus pelos tripulantes da Barca Violeta» ou então «Milagre que fez o sr. Jesus a este suplicante e seus companheiros que vendo-se cançados no extenso oceano pediram ao sr. Jesus que os levasse a terra de providência». Quem sabe agora quais eram esses heróis desconhecidos, salvando do mar irado apenas a lusíada da sua alma, que era só de Deus, ou marujos de Naus-Catrinetas que os anjos desatentos não tomaram nos braços e deixaram afogar?

12 thoughts on “Vinte Linhas 755”

  1. oh man! hoje deu-te prá batalha naval? não acertas um tiro a comparar mortos de guerra com naufragos. vai aproveitando a água que metes para lavar a cabeça, de preferência por dentro.

  2. Olá, poeta:
    A falta que já então faziam os revisores, revisores de “milagres”, claro.
    Jnascimento

  3. Ó amigue do «poeta»,bocê surge açim da cinza das palabras, a modos que de muletas, mas lá baie algarabiando umas quantas com prupóósitus dùvios. Si atentarmus nu engarrramento das suas palabras, sumos dimidiato lebadus pró duminio do trabestismo, cum a agrabante de que minuspreza a inteligência de peçoas cumamim.
    Rebisores de milagres, o que é iço, ó amigue? Pois se ubesse rebisores de milagres, bocê acha que istaria aquie a devitare trampa elugiosa a bocêe própriu? bá surbere a soupa nas ágoas fortadas do vairro do joão neto, o perçeguido da iméle.

  4. ó CONAMAÍm pá, tu bem tentase, mas só fazes redassões de trazere pur caza, ó pá, pega numa rebista purnugrafica, tira umas legendas e tenta iscrebere um romance, bais ber se num chegas a pulitzer num instante, porco já éz, animale tamém, torto de pensamento, tamém, ése baidosu, cunhesses o guincho,saves uns nomes de gajas, como judite, luisa, olinda, ó pá, táse á ispera do quêi? O sempre em pé do nascimento féze-te a rebizaõe, oube, é só atirares-te pra cima do sufá xeio de pulgas dos gatos, lá na baranda das águas fortadas, purque tu tens cara de quem tem muitos gatos e num labas as mãoes, cumeças a iscribere. Tás a bere, podes até arranjare um cartão bisa, ires a amesterdãoe, a londone, e até cumprarese um grabadore para grabares a tarmapa que dizes e num teres ca repeti-la. Quáchas?

  5. “Milagre que fez o sr. Jesus”
    Tás a falar do Chelsea-Benfica?
    Olha qu’ inda não jogaram, pá.

    E a propósito de mar, de ir e voltar sem se aleijar ouve lá esta da minha autoria:

    Oh mar alto, oh mar alto!
    Oh mar alto e profundo,
    quem não sabe mergulhar
    bate c’os colhões no fundo!

  6. Saravá Joaquim Nascimento, o duriense mais algarvio de Portugal! Pelo que sei os seus «Corvos» já estão no prelo – dizemos assim mas é no computador…Sua benção, meu padrinho! Fico à espera do folar feito com pão dos Pereiros e ovos de S. João da Pesqueira. Marcamos encontro para a Rua das Portas de Santo Antão e na tertúlia vamos pôr as tripas ao sol a meia dúzia de filhos da puta!

  7. oh cimento! não te esqueças do morangueiro, fundamental prá diarreia intelectual e já qu’ és tu a entrar pode ser mesmo no solar dos presuntos, no gambusinu’s não deixam entrar palhinhas.

  8. «e na tertúlia vamos pôr as tripas ao sol a meia dúzia de filhos da puta!»

    O estandarte do baixo nível, da má formação, da incompetência, da baboseira, do ridículo, do «faz-pena».

    Quem é este grosseiro para chamar «filho da puta» a alguém? Pois não será ele tão filho da puta quanto aqueles que ele distingue com tal impropério?

    O projecto de escrita do idiota lembra o « eu vou lá, eu vou lá», mas não sai detras do cortinado, tomando, assim, o caminho contrario, para não ver o focinho partido. Um «modelo» desta ordem só pode ser enxertado em matéria «666», qual seja, a da BESTA, onde a inveja, a gula, a malediciência, a vaidade, concorrem para o primeiro lugar.

    Grande anormal, maldoso, ordinário, continuas a ser gozado e digno de pena por quem te dedica estrofes rimadas «na hora», escreve, de longe, melhor que tu, para não falar daqueles que se distinguiram, esses sim, pela sua escrita e ocupam lugares de destaque em academias, mas não propagam, porque parece mal ( vê lá se entendes, em linguagem de primeira infância», o seu estatuto.

    Porque não dizes o nome da tertúlia? Quem sabe, apanhavas com todos os «travestis» a demonstrarem-te in loco, o quão patético e besta és.

  9. tens razão “Guida Scarlati”, a tua mãe não tem culpa que sejas um daqueles cabrões, que têm de entrar em casa com a cabeça de ladecos e não podem fazer muitos gestos, para não partirem a loiça.

    Pelo menos aqui no Aspirina armas-te em herói, até ameaças aparecer na “tertúlia”. Só que tu és mais “finalmente”, bem disfarçado, de cabeleira loura, para não te descobrirem a careca.

  10. oh traveristo! atão botas saltos altos e priruca pra chamares travesti a um diclofenaco da novartis? a habitual falta de imaginação e de encaixe do bronco da benedita não dão pra mais, podes meter os papéis para o rendimento mínimo de indigência intelectual que é aprovado na hora e nem precisas de vender o citrohein ou pôr a hoover em nome do gato da vizinha.

  11. Ó EVARISTO, talking to me?

    Ó pazinho, vamos por pontos:

    1. «Amanda aí» o nome da tertúlia e o local. Escreveste muito e esqueceste-te de indicar tais coordenadas. Sempre quero ver se me dizes em cara o que acabas de escrever.Acredito que tenhas cú! Acho bem que o tenhas.
    2. Cabrão és tu, o que significa que tens uma «senhora de porte comum» ao teu lado, ou várias, pois pareces mais o tipo «chulo» que só anda de noite e sempre a olhar de lado.
    3. Tu lá sabes quem conheces com as caraterísticas que tão detalhadamente enuncias; certamente por experiência própria.
    4. Tenho o cálcio normal, já não em quantidades como aqueles que te pendem da testa e te fazem marrar com tudo e todos.
    5. Respeita a palavra «mãe» e «pai», regra geral inflamam as nossas hormonas e podemos actuar em função de tal resultado. Tento na língua.

    queres mais itens ou estes chegam-te, pázinho?

  12. «Marcamos encontro para a Rua das Portas de Santo Antão e na tertúlia vamos pôr as tripas ao sol a meia dúzia de filhos da puta!»

    Ó maricon, és juíz social ou foste não é? Olha só o teu curriculum de pagode, ridiculo e de asnedo? ! Sabes que mais, vou considerar esta tua frase como o teu critério base de «juíz» social, congratulando-te pelo fato de te expores assim e tão bem, realçando a tua natureza, num meio tão frequentado como a Internet – que fala por si.

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