Vinte Linhas 707

Billy McNeill e a memória dos leões de Lisboa de 1967

Os colegas de Billy no Celtic puseram-lhe a alcunha de «César» e não por acaso. Nascido em Blantyre a 2-3-1940, ele era um «senhor» a jogar e a fazer jogar a sua equipa. No dia 25 de Maio de 1967 no estádio do Jamor, se os nomes ganhassem jogos este Inter-Celtic já estava ganho antes de começar. No corredor de acesso ao campo brilhavam Fachetti, Mazzola e Domenghini como estrelas da Europa no sol de Lisboa. Tímidos e discretos, mais habituados ao frio de Glasgow, os homens do Celtic sofreram um penalty logo nos primeiros minutos. Mazzola converteu. As coisas pareciam arrumadas para os italianos mas uma jogada de Craig e Murdoch criou a oportunidade para Gemmel converter no empate. Coube a Chalmers o golo da vitória mas os meus olhos e a minha memória ficaram no endiabrado Johnstone, o extremo de cabelo cor de cenoura. Havia uma segunda curiosidade na equipa do Celtic: todos os seus jogadores nasceram num raio de 15 milhas à volta de Glasgow. Por sua vez a equipa do Inter, famosa pelo seu catenaccio, vinha de duas vitórias na Taça dos Campeões em 1964 e 1965; os italianos eram os favoritos.

Recordemos as equipas e treinadores nesse dia 25-5-1967. O Celtic, treinado por Jock Stein, alinhou com Simpson, Craig, Gemmel, Murdoch e McNeill; Clarck e Wallace; Johnstone, Chalmers, Auld e Lennox. O Inter, treinado por Helenio Herrera, jogou com Sarti, Burgnich, Fachetti, Bedin e Guarneri; Picchi e Mazzola; Bicicli, Cappellini, Corso e Domenghini.

No canto superior esquerdo da foto julgo ver o Nuno Ferrari, sempre em cima do acontecimento. Outro dia, em Edimburgo, na loja do Celtic, vi fotografais dos leões de Lisboa e expliquei que estive lá. Tinha 16 anos. Ainda os eléctricos levavam bandeiras de «Estádio».

6 thoughts on “Vinte Linhas 707”

  1. oh edimburro! mais um lençol para te gabares que viste um jogo de futebol presidido pelo cabeça de abóbora e que foste à escócia visitar uma loja dum clube de futebol, só faltou dizer que pelo caminho a camionete parou para mijarem num castelo e comprar umas matrafonas loch ness.

  2. Cabeça de abóbora és tu, grande bandido. Se tivesses reparado (mas não, nunca reparas…) eu nunca falei dessa pessoa porque não vem nada a propósito. As únicas pessoas que me interessam na foto e que eu refiro são o McNeill e o Nuno Ferrari. Vai morrer longe, ó cabeça de abóbora!

  3. Mas a figura do nosso venerando Presidente da República Americo de Deus Rodrigues Thomaz (escrevi com th), se não fôr assim, paciência, com a Taça na mão para a entregar àquele tipo de camisola à Sporting, é o mais importante daquela fotograPHia.

    Naqueles tempos eramos um país de esquecidinhos do mundo, orgulhosamente sós, e… como vieram parar ao Jamor o Mazzola e outros?!!!!

    É que nesse tempo só Eusébio e Amália exitiam, mais o Benfica.

    Dizem aqueles que mais tarde nos tornaram um país famoso.

  4. “…vi fotografais dos leões de Lisboa…” Queres dizer que viste fotografias da lagartagem no Celtic? E a que propósito estão lá elas? Só por causa da coincidência das riscas ou há outras cumplicidades desconhecidas?

    Em todo o caso, o que é isso comparado com a maravilhosa visão do galhardete do glorioso Benfica no filme em nome do pai, com o excelente Daniel day lewis?

  5. Ó grande cavalgadura então tu não sabes que os leões de Lisboa é o título atribuído desde 1967 aos vencedores da Taça do Campeões Europeus, o Celtic? Grabnde estúpido e ignorante. Grande palhaço…

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