Vinte Linhas 662

O estado a que o nosso Estado chegou

Nos idos anos 90 colaborei numa revista (A Bola Magazine) com entrevistas a figuras das artes e das letras, da política e do desporto. Anos depois 30 dessas entrevistas foram publicadas no volume «As palavras em jogo» da Editora Padrões Culturais. Graças à amizade do então chefe de redacção (Joaquim Rita) escrevia lá nessa mesma revista um senhor muito especial para quem a solução de todos os problemas do nosso país passavam pela privatização dos Tribunais e da Polícias. Tudo o que não desse lucro devia ser privatizado para poder dar lucro.

Lembrei-me dessas crónicas horripilantes quando outro dia percebi o estado a que chegou o nosso Estado. Uma pessoa viu a sua casa assaltada no dia 17-7-2011 e no auto de notícia elaborado pela PSP consta o roubo do bilhete de identidade. Com uma cópia do auto da PSP a pessoa dirige-se à Loja do Cidadão para pedir novo bilhete de identidade. Logo de entrada um balde de água fria: «Isso para nós não vale nada!». Mas devia valer pois era a justificação para o pedido do novo bilhete de identidade. Pagos os 15 euros da praxe é passado um recibo e feito um aviso: «Se até 22 de Agosto não aparecer a carta venha cá». Como a carta não apareceu até 22 de Agosto nem até 11 de Setembro o único remédio é esperar mas se fosse preciso o BI para viajar não era possível viajar. Andam uns trambolhos todos felizes a proclamar que é preciso acabar com o Estado mas depois não há pessoal para emitir os bilhetes de identidade. Ou será que esses trambolhos querem que em Portugal se passe a dar dinheiro aos empregados do Estado para receber o bilhete de identidade como em muitos países da América do Sul? O facto de na Revista Visão (pág. 100) aparecer «catecista» por catequista também é um problema de Estado.

17 thoughts on “Vinte Linhas 662”

  1. Tá-se mesmo a ver que o assaltado foste tu e é teu o bilhete de identidade. Mas essa mania de meter as mãos pelos pés continua em todos os teus posts. Para quê referir aqui o «catecista» em vez de «catequista»? E não, não é um problema de Estado: são vários os problemas, mas não esse, como erradamente dizes, para dar um «final feliz» ao teu post. É, sim, um problema do Português que (não) se aprende nas escolas. É um problema dos professores que não têm competência para ensinar os alunos e um problemas dos alunos por não se sentirem motivados para aprenderem a Língua que é a sua. É um problema dos pais que não ligam aos trabalhos de casa dos filhos, por não estarem para isso ou porque não têm tempo. É tudo isto e mais alguma coisa, mas não é um problema de Estado como tu parvamente declaras. É um problema de escola, é um problema escolar, ó da Benedita, tás a topar ou queres que te explique?

  2. Já tinha percebido o estado a que o Estado chegou.

    Não se cumpre o Orçamento,
    dorme-se no Parlamento,
    o povo já está cansado.
    A inflação piorou,
    vejam ao que isto chegou
    em que estado está o Estado!!!

    Sobre o português a coisa também não anda boa. Ora leiam:

    Naquela escola primária,
    a professora Nazária
    escuta o Gomes que lê.
    No final pede ao Gomes
    para citar três nomes
    começados: A, B, C.

    Logo o Gomes muito lesto
    citou o nome de Arnesto
    o que até fez rir o Paiva,
    e com ar eloquente
    disse também o Bicente
    e acabou com o Çaraiva!!!

    Digam lá que o ensino não está no bom caminho!

  3. para ti devereria ser cacetetista e ainda era pouco. isto agora virou caixa de reclamações do dramaturgo da benedita sem bi para atestar o cocal de nascimento ou mesmo receoso do mais improvável acto de loucura, que alguém se faça passar por ele.

  4. Ó André,

    É lindo ver-te de regresso, precioso e diligente com a caixinha dos óbelos na mão, tanto como o meu amigo Zé, de facto. Mas muito mais civilizado voltas, reparo. Parabéns, professor. Esqueceste, no entanto, no teu rol de culpados, um responsável directo por essa gralha do “catecista”. Pois, já viste, o revisor, ou quem quer que, ou o que quer que, tenha essas atribuições na revista. É que errar não é só coisa própria de macaco. Nachas?

    E quando é que largas a Benedita? É que daqui a pouco, por teu real e académico deferimento, a terrinha vai ganhar foros de local turístico com link para o Aspirina C. Nunca deixes o marmeleiro chegar a um estado desses.

  5. E tu, anonimo, conheces aquele célebre aforismo sem moral: “duas penas, uma analidade sua, duas tranças, um cabelo, és tu de costas prá lua, comigo o esforço lírico de Metêlo”?

    Como sabes, Metêlo era um pastor da Frígia que gostava de levar nas éclogas. Às tantas deixou-se disso, e, cheio de remorsos, dedicou-se de alma e corpo aos animais que apascentava e escreveu algumas das melhores pastorelas clássicas. Ainda hoje se vêem citações dessas cantigas no frontispício de alguns queijos de marca.

  6. chuiff… tadinho do poeta da benedita, ficou sem identidade e não pode viajar, para não falar de danos morais, quiçá violação da hoover. oh pá deixa de armar em deolindo e faz-te à vida que as lojas do cidadão são para pessoas normais e não balneários de duche frio para moinantes armados em excêntricos. porra! comportamento típico de comuna, não faz nada e quer tudo feito de borla, só direitos adquiridos e prejuízos morais. dedica um poema desses ao chefe da esquadra do bairro alto que eles cantam-te o fado e de caminho leva o monge beneditino acima como testemunha abonatória.

  7. O que se passa com a Revista Visão e o erro crasso de trocar catequista (de catequese) por catecista é mesmo um assunto de Estado por causa do chamado «acordo». Será que no Brasil se escreve catecista???

  8. Sinhã é mesmo isso. Estás a imaginar em 1992 um fulano a defender por escrito a privatização dos Tribunais e das Polícias???

  9. com uma avença na visão passavas a ver melhor, entretanto vai à multiópticas e não percas as esperanças. tá dificil camarada, as câmaras começaram a cortar nos bardos.

  10. anonimo, monje Zuz!

    Não te movas muito porque as areias estão fofas, cuidado, pá. Com essa tua excursão galdéria bairroaltina fizeste-me lembrar o António José da Silva, não por ires à missa com ares de falso beneditino, que disso não sei, evidentemente, mas pela Manjerona dele no teatro de bonecos. A saia assenta-te quase como uma luva na área da anca poético-guerreira, e se tiveres de levantar a bainha também é só um ou dois centímetros. Deixa o o trabalho de alinhavo que eu trato disso.

  11. oh da benedita! já li esta porra bué de vezes e ainda não entendi nada, tirando o facto de estares muito chateado por ter sido assaltado, o que é invulgar num português do bairro alto. essa mona é uma confusão do caralho, misturas bolas com privatização da justiça, metes a psp ao barulho com um assalto feito por uma catequista da visão e reclamas prejuízos por não poder sair do país, apesar de não teres intensões disso. aprende a pensar e depois tira a 4ª. classe, porque o diploma que tens foi-te dado para se verem livres de ti, coisa que aqui tá dificil.

  12. Ó anónimo além de cornudo és orelhudo.

    Mas não dês cabeçadas na parede, basta tirares os pés de onde devias ter as mãos.

    E se fosses menos invejoso, cinico e mentiroso, vias as coisas com mais limpidez.

  13. agora chamas-te evaristo? tá bem, deve ser a falta de bilhete de identidade, que na verdade nem necessitas, ca gente conhece-te pela má educação e asneirola. já tinha percebido e referido que o teu problema é mais com a visão, mas pra isso além de cunha tamém é preciso escrever umas larachas que sejam legíveis, o que não é o teu caso.

  14. Em tempo – para que conste. Ainda hoje 22-9-2011 não apareceu o cartão do cidadão pedido em 20-7-2011. Simplesmente horripilante…

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