Vinte Linhas 611

Ladrões de bicicletas

São quatro e três quartos de uma tarde de sol. Chegam ao café os ruídos de um trânsito mastigado pelos semáforos. Perto de nós e longe ao mesmo tempo. Há uma melancolia misturada com a espuma branca no balde que a empregada empurra devagar.

O italiano recolhe os produtos não vendidos do balcão de vidro como um ritual a celebrar a tristeza dos dias – a mulher está muito longe e as filhas estão perto mas seguem cada uma a sua vida.

Numa das mesas do café dorme o jornal do dia com a reportagem de um rapaz abandonado num aeroporto em 1986 que hoje posa frente ao mar, já casado com uma rapariga de aspecto simpático e com uma filha ao colo.

Falávamos às vezes, noutros anos de férias londrinas, dos velhos filmes da velha Itália – «Ladrões de bicicletas» dava pano para mangas e a conclusão do senhor Carmine era sempre a mesma – pois já não há em Itália filmes como antigamente.

O rapaz abandonado em Gatwick com dez dias viveu, com o polícia que o recolheu nas casas de banho do aeroporto, um filme de mistério e de aventuras – sabe hoje o preço do seu leite em Gatwick comprado com o dinheiro do chá da esquadra local.

No intervalo entre a melancolia e o desespero, um poema por escrever desenha o inesperado ponto convergente do meu e nosso olhar sobre o jornal no café que começa a fechar às quatro e três quartos na tarde de sol no The Royal Standard bem perto do Sooters Hill Road. Tão perto que se ouve o som do trânsito maior a caminho de Dover, lá para o lado do Canal da Mancha.

27 thoughts on “Vinte Linhas 611”

  1. até parece um discurso do relvas, falas de tudo e não dizes nada. a malta quer lá saber das tuas supostas tertúlias cinéfilas com um merceeiro italiano.

  2. Se falasses de Santa Catarina era bem melhor. Mais português, mais nosso. Menos pedante. Escreves umas larachas sem interesse só para dizeres como és viajado e cosmopolita. Pacóvio chapado é a figura que fazes. Nada mais há a dizer deste texto. Os comunas o que querem é chegar lá acima, para ocuparem o lugar dos «fascistas», é ou não é? Está à vista…

  3. Tu «anonimo» não podes falar no plural (a malta) porque és isolado e tu «ML» não passas de uma porca ruça, sempre a fugir para a pocilga. Que nojo!

  4. Ainda bem que o jcfrancisco prometeu solenemente que nunca mais respondia aqui a provocações. Os provocadores ficaram a falar sozinhos, ninguém lhes deu resposta.

  5. isolado és tu. ninguém liga peva ao que escreves e tens de andar ao trapo pelas caixas de comentários dos outros.

  6. oh xóriço! isso dos isolamentos faz-te plurais subconscientes ou é pura ignorância quando trocas ladrões de bicicleta por ladrões de bicicletas. pode ser mania das grandezas.

  7. fiquei curiosa com esse Ladrões de bicicletas que tanto dá que falar. podias fazer o abstract para eu ler.:-)

    (este texto está carregadinho de poesia – tão lindo) :-)

    porca ruça e saiu uma gardalhada.:-)

  8. Senhor «Branco» eu apenas prometi não responder a comentários mas os dejectos disfarçados de tentativa de insulto não passam. Então isso era aceitar que eles e elas são mais do que nós – o que é mentira. É uma gente abaixo de cão. Quanto à Sinhã vou procurar um texto resumido sobre os Ladrões de bicicletas. OK

  9. «… noutros anos de férias londrinas»!!! Ah!Ah!Ah!Ah!Ah! Agora é que me deste vontade de rir! A comer jaquinzinhos fritos com um copo de três numa tasca lá no Bairro Alto, não?

  10. Ó palhaço, ó monstro, ó burro, eu já faço férias em Londres desde 1976. E depois – não frequento tascas, como em casa.

  11. vai dar música à mary hopkins, só acredito quando puseres aí a folha do passaporte carimbado pelos bifes.

  12. Então, muito me contas. A partir de 1976 começaste a fazer férias em Londres. E à conta de quem, pá? À conta do 25 de Abril! Os comunas como tu só aspiram a subir no poleiro. São recalcados. Muitos, muitos anos de pura inveja. Comunas, só no cartão do Partido e chega. Cambada! E ainda têm voz para largar sentenças. Um pé rapado como tu antes do 25 de Abril, logo se transformou num pedante de alto calíbre. Porque é que não começaste a passa férias no Alentejo, pá? A apanhar tomate e a ajudar as cooperativas? Foste para Londres curtir, foi? Inútil de merda! E nem tens um pingo de vergonha. Bandido és tu e outros da tua laia. Os verdadeiros comunistas, aqueles que deram o corpo ao manifesto, esses, voltavam a morrer mas de nojo de ti e de outros como tu. E ainda criticam o Sócrates e companhia…

  13. Ó amigo «Branco» então perdeu tempo com este trambolho, explicando que ele, o desgraçado, estava numa de brasileiro. Já
    agora quando fôr do «Música no coração» não perca tempo a explicar que no Brasil saiu como «A monja rebelde». Safa!

  14. “oh pá! não insistas na asneira”
    quando eu for anonimo também quero ser tão nojento como tu, pá.

  15. Então, ó zézinho? Não me respondeste. Fazes orelhas moucas porque não és capaz de responder a quem te interpela de caras. Sim, porque tu metes o rabinho entre as pernas e passas adiante. Bicicleta ou bicicletas não me interessa nada. O que me interessa são as tuas férias «londrinas», a partir de 1976, isso sim! Comuna de merda, em vez de ires para o Alentejo apanhar tomate e ajudar no que fosse preciso, que era a tua obrigação enquanto comunista, tens o descaramento de dizer que andavas por Londres?! Peneirento das berças, a comer desde logo à conta da «revolução dos cravos»! Tem vergonha, chupista, encostadiço da trampa, que nunca fizeste nenhum! E digo-te: nem acredito que fizesses férias londrinas nesse ano… É a vaidade que te faz falar e nem fizeste contas ao que se passava em Portugal nesse ano de 1976. Trambolho e desgraçado és tu, acomodado, palhaço, burro e tudo o mais que a minha indignação não consegue escrever para fazer o teu retrato

  16. Ó grande cabresto, então não percebes mesmo que tudo tem limites. NUnca eu iria responder a uma acintosa pergunta tua sobre as minhas férias de 1976 em Londres com a malta do Instituto Britânico. Era o que faltava. Se não acreditas, vai lá atrás das chocas a caminho dos curros.

  17. querias dizer que andaste no instituto botânico, a tirar um curso de nabo e fizeste uma viagem de curso à praça de londres, quando falas em chocas, aterram abéculas.

  18. Mas sempre te desculpas e respoondeste, ó palerma. Não tens por onde te esconder: nem a tua burrice nem a tua petulância. És um viralatas a armar em cocker inglês! Com esses «…nunca eu iria responder», não passas de um ranhoso! Mas vais respondendo, com a falta de classe que todos te reconhecem. Peralvilho, bobo da corte, ridícula figura, cabresto és tu. Muito pior: és o toiro manso que nem merece que lhe passem com o capote! Da tua costela comuna, nem pio. É o costume…

  19. Vai-te embora, charolês! Volta para o valado de onde fugiste! Olha que os campinos agora já usam telemóvel.

  20. E se fossem todos levar nas nalgas?
    Esta conversa mete-me dó!
    Vem um gajo aqui na esperança de ler alguma coisa de útil, e estas aventesmas insultam~se uns aos outros…
    Foda-se!

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