Vinte Linhas 371

Ainda a propósito da mais pequena livraria do Mundo

Aqui há tempos falei no nosso Blog daquela que pode muito bem ser a mais pequena livraria do Mundo e fica ali nas escadinhas de São Cristóvão à Rua da Madalena. Tem só um metro de comprimento por 3,80 metros de largura.

Nessa nota lembrava as livrarias que ficam entre o Camões e o Poço dos Negros. Uma delas é a Livraria – Alfarrabista Bocage. Começou na Travessa André Valente nº 8 quase ao lado da casa onde viveu os últimos anos e morreu o poeta Bocage. Por razões inesperadas esta casa passou temporariamente para o espaço apalaçado da Calçada do Combro nº 38. Agora, por razões igualmente inesperadas e insólitas, vê-se obrigada a suspender de novo a sua actividade.

Os clientes habituais desejam e esperam que seja por pouco tempo. Uma livraria a menos numa cidade é sempre uma derrota para a luz (as letras) e uma vitória para a ignorância (o vazio). Assim de repente lembro-me de livros importantes que ali comprei nos últimos tempo: literatura, história, memórias, poesia, antropologia, jornalismo, teatro.

Na história da Humanidade os dois factos mais importantes são a descoberta da roda e a invenção do livro. Com a roda todas as viagens do Homem passaram a ser possíveis, com o livro são as viagens do espírito que se tornam mais fáceis. Levamos todo o mundo debaixo do braço quando levamos um livro connosco.

Como o telefone (213 460 315) vai ficar agora desactivado fica aqui divulgado um ponto de contacto para os fiéis visitantes da Livraria – Alfarrabista Bocage no telemóvel 960 181 090. E que volte depressa – uma livraria a menos é mais uma coisa triste na cidade.

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