Vinte Linhas 348

Vale sempre a pena escrever – alguém nos lê mesmo quando não parece

No passado dia 20-3-2009 foi publicado no nosso Blog um texto meu com o título de «De como a ASAE me estragou o Dia do Pai ou Não se pode exterminá-lo?». Para quem não se lembra tratava-se de uma associação cultural e recreativa que abrange 180 pessoas das freguesias de S. Salvador e Espinheira pertencentes a dois concelhos – Cadaval e Azambuja. A ASAE, utilizando a sua arrogância, prepotência a autismo e trabalhando como os fogos florestais (ou seja queimando tudo à sua volta) lá passou uma multa por falta do livro de reclamações do café da Associação. Choveram aqui respostas maldosas e até agressivas contra mim (como se eu fosse de lá) não percebendo os que me atingiram com más palavras que se fosse a minha terra eu teria utilizado a artilharia pesada e não apenas um pranto e uma lamentação perante a brutalidade e a desproporção da actividade da ASAE. Horas depois de ter assistido a uma brutal agressão à verdade desportiva que levou ao colo o Barcelona à final da Champions e minutos depois de ter festejado a vitória do Werder Bremen contra tudo e contra todos – incluindo o árbitro que tudo fez para que o Hamburgo fosse em frente e anulou um golo limpo ao Werder Bremen – pois vim a saber que as Câmaras Municipais respectivas ajudaram a Associação de S. Salvador e Espinheira a pagar a multa injusta, imoral e absurda da ASAE.

Valeu a pena ter protestado aqui. Porque daqui passou para as rádios e das rádios para os gabinetes de quem governa os concelhos. E como nos tempos medievais ainda há «homens bons» nos concelhos. Nem tudo é lixo humano, nem tudo é brutalidade nem tudo é corrupção no sentido total da palavra. Valeu a pena ter saído a notícia aqui.

23 thoughts on “Vinte Linhas 348”

  1. Olha, afinal o teu livro de reclamações funcionou, a acreditar no que dizes.

    Pois, é sempre bom ter um livro de reclamações.

  2. Vale sempre a pena, mesmo se a alma for pequena.
    Acho que muitos agradeceram, em silêncio.
    Bom fim de semana.

  3. O livro de reclamações é importante. Ainda hoje telefonei para uma empresa a dizer-lhes que amanhã ia directa para o livro de reclamações e começaram logo a piar fino. Expuseram-me logo uma série de descontos descomunais! Só que sou uma pedra dura de roer quando vejo as coisas mal feitas…

  4. Meu Caro
    Não deveriam ter pago, deveriam discuti-lo em tribunal. É preciso combater essa prepotência institucional. Foi adequada a conduta da ASAE? Entende que não; também o entendo assim. Teria sido bom que um tribunal assim o entendesse.

  5. O que tem que ser tem muita força. Teve mesmo que ser assim. Não havia opção. Os tribunais demoram anos a resolver as coisas. O maior inimigo da justiça é o direito. Sei do que falo, ando lá desde 1993.

  6. Claro que é pois há excesso de direito, de direitos, já viste que todos querem ter direitos e todos têm o seu usufruto menos as vítimas… E os prazos dilatórios, não percebes que também são direitos??? Oh Nick em que mundo andas tu???

  7. Cláudia não é nada disso; eu falo do que sei, sou Juiz Social desde 1993 – isto não é conversa de café. Tu é que te estás a deixar enterrar na ignorância atrevida – é mais perigoso do que a lama.

  8. Pior do que o excesso de direitos é direitos nenhums, ok?
    Com juízes sociais como tu, compreendo porque a Justiça anda na lama. Podes ter uns conhecimentos de actas, de leis, de portarias, de artigos, mas falta o essencial: inteligência.

  9. Ponto final – fica tu na tua que eu fico na minha. Para cada um sua verdade – já dizia Pirandello. Eu tenho um percurso, uma experiência e uma ideia do lado de dentro das coisas, não posso discutir contigo que apenas mandas uns «bitaites». Que podes saber tu da minha «falta» de inteligência???

  10. E depois quem disse que o assunto ficou resolvido porque o JCF publicou um post sobre a questão aqui no aspirina? Apenas ele se gabou de tal. Acham que algum dos intervenientes veio ler a «notícia» aqui ao Aspirina? Farronca. Que foi uma achega, foi, mas não chega. Os interessados optaram, certamente, por socorrer-se de outras vias até o dilema ficar arrumado. JCF não ponhas mais galões na farda como diz o Nik. Ou será que temos de pedir ao JCF para escrever uns posts quando há casos bicudos por resolver? É pá, és capaz de resolver o «problema» da Casa Pia? Olha que os gajos ainda lixam os putos!

  11. Vê lá se percebes – o que eu escrevi agora foi para fazer ver aos «pobres» que mandaram vir em 19-3-2009 «quase» dando razão à ASAE naquele caso. REcapitulando: em 19-3 escrevi que a ASAE me tinha estraga do o dia do Pai e agora, depois de as pessoas terem ido às rádios da região e de o assunto ter chegado às Câmaras Muncipais o dinheiro apareceu. Não querer ver isto não é ser cego, é ser maldoso e vingativo. Podes limpar as mãos à parede…

  12. realmente a blogosfera ajuda a resolver coisas, como a gente não sabe como foi é melhor não cobrar, mas fica-se contente de ver que aconteceu – o acontecimento é um incorporal,

  13. A falta de inteligência é patente nas tuas bacoradas contraditórias e nas tuas vaidades da treta que vais espalhando pelo Aspirina a toda a hora.

  14. Ai, filha, que horror até pareces o outro a dizer «Não o ponha tão alto que ele nem é licenciado…» Safa!

  15. Não me digas que gostavas mais que eu não tivesse escrito, as Câmaras não tivessem ajudado, a Associação tivesse fechado e os 180 habitantes ficassem sem espaço de convívio. Não me digas que és um agente da ASAE disfarçado na blogo-esfera. Só me faltava esta…

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