Vinte Linhas 329

Mais de 9.000 livros perdidos na British Library

A notícia deixou-me, como é costume dizer-se na brincadeira, de olhos boquiabertos… Então aquela santa instituição chamada British Library deixou perder mais de 9.000 livros alguns deles perfeitamente insubstituíveis. Vejamos: um guia da cidade de Roma editado no século XVII, a edição de 1876 da «Alice no país das maravilhas» de Lewis Carrol, os «Cantos» («Canzoni») de 1911 de Ezra Pound, «O retrato de Dorian Gray» de Óscar Wilde na edição de 1891, uma carta astrológica de Moses Ben Maimon datada de 1555 e um livro de Wolfgang Musculus de 1556 intitulado «Sobre os cristãos». Todos os livros são mais que valiosíssimos e também impossíveis de substituir.

O mais engraçado é que isto não tem graça nenhuma. Corria o ano de 2006, o calendário marcava o dia 27 de Julho e estive uma manhã quase inteira a responder a uma bateria de perguntas antes de me concederem o cartão de leitor nº 631480 com validade até 27 de Agosto desse ano de 2006. Quiseram saber quem eu era, mostrei a carteira profissional de jornalista e expliquei que estava a ajudar o meu filho recolhendo elementos para a sua tese de mestrado sobre o Marquês de Alorna e o Estado da Índia. Depois obrigaram-me a indicar um parente em Londres com a sua profissão, o seu local de trabalho, a sua morada e o seu número de telefone. Senti-me incomodado por tanta pergunta, por tanta especial vasculhar na minha privacidade (até pediram o número do meu cartão de crédito torcendo nariz ao facto de ele ser apenas silver…) e duas horas depois lá me concediam o cartão. Fiquei irritado, fui tratado como um suspeito mas as exigências são só para alguns. Pelos vistos os tipos que roubaram aqueles livros todos não foram incomodados como eu.

13 thoughts on “Vinte Linhas 329”

  1. Mas estás cansada de quê? De serem 9 mil livros perdidos? O que é que as vírgulas têm a ver com isso? E bem-vindas por alma de quem? E onde é que elas fazem falta perante a importância do tema? É assim tão importante para a compreensão do discurso e do problema que o discurso pretende enquadrar? Ai Alexandra, disparaste para o lado errado. Vírgulas… Safa!

  2. Caramba e então alguém que nos dias de hoje se interesse por livros não é suficiente para ser suspeito?
    Penso que já foi uma sorte a coisa ter ficado por ali, porque até podia dar em internamento ou mesmo cadeia.

  3. Gostaria de lembrar à Alexandra que nos blogs se escreve frequentemente num português descuidado, pois o objectivo não é um texto literário.
    A mim acontece-me frequentemente, escrevo e publico de imediato, quando vou ler, apercebe-mo logo de imensas imperfeições…

  4. Quanto ao Antónimo essa podia ficar no tinteiro. Não aquece ne arrefece. Write to them??? Write what??? To whom??? Não tem piada nenhuma…

  5. Safa tanta discussão à volta do Nada é preciso ciência mandar bocas e responder e não dizer absolutamente nada é obra tanto azedume estava só a brincar até porque o li e respeito imenso a sua obra. Se fui malinterpretada deve ser problema meu (“disparei para o lado errado”).

    Cordiais cumprimentos,

    Alexandra

  6. Pronto Alexandra hoje é dia do pai e eu recebi tres beijinhos – um por telefone de Londres. E almocei com o meu pai no dia do pai. Pronto, pronto, já passou…

  7. Não explico nada porque tu já sabes tudo. Além do mais não tenho nenhuma inteligência sublime. Tu és muito mais inteligente do que eu mas mal de mim se perdesse tempo com essas coisas para não escrever as minhas. Basta ler um livro do Camilo Castelo Branco para perceber que outras coisas monstruosas já são antigas. Já leste os «Narcóticos»??? Não percas.

  8. Então vê se te gabas menos de coisas que não são assim tão importantes. Farei os possíveis para ler o que dizes, mas nestes últimos tempos, pouca vontade tenho de pegar em obras do século XIX. Déjà vu.

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