Vinte Linhas 261

Crónica de Ouro do Futebol Português – A selecção

Percorrer as 224 páginas deste livro do Círculo de Leitores organizado por Joaquim Vieira com textos de António Tadeia, Bruno Prata, João Querido Manha e Joel Neto, percorrer as suas belíssimas fotografias, muitas delas raras e antigas, é um grande prazer mas também é um sofrimento. Ao lado da luz do ouro a sombra da tristeza está sempre presente. Sempre quer dizer desde 1921 quando nasceu «a equipa de todos nós». A selecção nacional de futebol corporiza o próprio país na sua propensão para o abismo entre «o oito e o oitenta». Em 1928 nos Jogos Olímpicos de Amesterdão os portugueses ganharam às melhores equipas (Chile e Jugoslávia) e perderam com a mais fraca: o Egipto. Os egípcios perderam nos dois jogos da fase final estrondosamente por 6-0 com a Argentina e por 11-3 com a Itália. Em 1966 no Campeonato do Mundo os portugueses ganharam brilhantemente às melhores equipas (Hungria, Bulgária, Brasil e Coreia do Norte) e perderam com a mais fraca: a Inglaterra que só foi campeã graças a uma artimanha de organização e aos favores dos árbitros da final, um suíço e um soviético. A artimanha organizativa consistiu em obrigar os portugueses que estavam instalados em Manchester (e que tinha sido os vencedores do seu grupo só com vitórias) a deslocarem-se para o barulho de Londres num hotel sem condições para uma equipa de futebol quando a Inglaterra tinha ficado em segundo lugar na sua série. Em 2004 no Campeonato da Europa os portugueses ganharam às melhores equipas (Rússia, Espanha, Inglaterra e Holanda) e perderam com a mais fraca: a Grécia, a equipa que apresentou o futebol mais pobre, mais defensivo e mais feio. A sombra da tristeza lado a lado com a luz do ouro.

28 thoughts on “Vinte Linhas 261”

  1. isto é tudo místico, quando mete selecções

    Quanto ao euro 2004 perdemos com a Grécia, a abrir e a fechar, mas foi para anunciar que vinha aí um regresso aos gregos, com um PM sócras para melhor nos recordar. O chronos e o kairos, episteme, e já agora dike.

  2. Se fosse só «ganha quem mete golos» os jogos eram disputados por matraquilhos gigantes e não por seres humanos. Como é o caso.

  3. Peço desculpa da franqueza, mas é a minha opinião:
    o blogue não tem espaço para mais do que as “futebolices” do José do Carmo Francisco ou seus “versinhos de pé quebrado”?
    Entenda-se, não é ao próprio que me dirijo (mais uma vez peço-lhe desculpa da franqueza…).
    É aos outros…

  4. Complemento o comentário anterior.
    Para dizer que agora entendo o estado do blogue, depois de reparar na lista de autores (e de visitas antigas)…
    Como dizia o J.F.Fafe, comprende-se tudo de repente…
    Lá tenho de tirar o Aspirina da lista de favoritos.
    É pena…

  5. Albino Matos:
    Fui espreitar o seu blog. Pareceu-me um bom blog, pelo que li a correr. Estou inteiramente de acordo consigo. Não tenho (por enquanto), mas se tivesse um blog, fazia o mesmo: Aspirina fora da lista! Mas também tinha pena. Até agora o Aspirina era «um centro de convívio», mais aceso ou menos aceso, mais polémico ou menos polémico, de linguagem mais vernácula ou mais comedida. Cheguei mesmo a deliciar-me com alguma tertúlia e, até, grandes discussões que por aqui «passaram». Hoje, é o que se vê. A lista de nomes de antigos colaboradores ou de visitas antigas, como diz, quer dizer alguma coisa, sem dúvida. Resta o que resta, paciência.

    Saudações

  6. Já agora, «complento o comentário anterior»: e não é que o Albino Matos retirou mesmo o aspirina dos favoritos!?

  7. albino matos e Pontos nos iis, vocês não passam de uns frouxos. Cá na casa, e logo desde o início, ninguém pôs o Aspirina nos favoritos.

  8. Valupi, costumo lê-lo e até gosto. Mas que venha com uma linguagem pouco correcta dirigida a dois comentadores, não lhe fica nada, mas mesmo nada bem. Nenhum de nós ( e que me desculpe o Albino Matos por falar no plural) o ofendeu. Mas você vem já com duas pedras na mão: «vocês não passam de uns frouxos»! A isso chama-se falta de educação e de bom senso.
    Você diz ainda «Cá na casa, e logo desde o início, ninguém pôs o Aspirina nos favoritos». E tem razão: aí na casa, não, mas na «casa» dos outros sim, houve quem pussesse. O que não falta por aí é o Aspirina na lista dos favoritos dos blogs a ler! Não confunda as coisa. Pena é que comecem a retirá-lo da lista, não acha? Se calhar, por estas e por outras…

    Zézinho nº1: tens razão. Tu que tanto criticas, vê se consegues fazer melhor. Olha que já vai sendo tempo, pá! E depois, Zezinho, tens uma linguagem também tão vulgarucha, tão de bairro social… «O resto é conversa da treta!». Deves ver muita televisão Zézinho nº1! Ou então é «conversa de futebol»!

  9. Pontos nos iis, estás baralhado/a. Cá na casa ninguém colocou o Aspirina nos favoritos pela singela razão de ele não ser nosso favorito. Preferimos qualquer outro blogue, qualquer, a isto. Mas tocou-nos esta coisa, fazer o quê?…

    Agora, quanto aos links do Aspirina que pululam por aí, bem lembrado. Para nós, é como viver numa casa com as portas e as janelas sempre abertas, com pessoas a entrar por todo o lado. É muito chato, e perigoso. Chegam aqui indivíduos de lados suspeitos e com segundas, nalguns casos terceiras, intenções. Por nós, das duas uma: ou deixávamos de aparecer na lista de favoritos desses milhões de blogues que nos puseram lá só para simularem ter bom gosto ou pagavam-nos uma taxa. Qualquer uma das soluções, desde que seja a segunda, nos agradará.

  10. Valupi: «aparecer na lista de favoritos de milhões de blogues» não lhe parece um tanto ou quanto exagerado!? Eu seria mais comedido, para não cair no ridículo. Vi, efectivamente, o Aspirina em alguns links, mas vamos lá com calma…
    «Simularem ter bom gosto». Aqui está outro equívoco. Bom gosto porquê!? Esse continua a ser o vosso grande defeito: a prosápia de que são bons. Mas não são. Acontece só por vezes e a culpa, devo dizê-lo, é apenas sua. Escreve bem e os temas são actuais. O resto não conta. Temas de meninas pseudo-intelectuais? De gajas com doenças ginecológicas que nem sabem quem lhas pegou? Basófias de trazer por casa? Serôdias manifestações panfletárias pró-feministas? Futebol a dar com um pau? Poemas (?) de pé quebrado, má-língua, despeito e postas de pescada? Meu caro Valupi, deixe-se disso. Embora compreenda que está, apenas, a defender a «casa». Agora, «uma taxa«!? Se assim fosse, estavam muitos outros blogs já milionários! Pagar, só se for para não pormos cá os pés! Calculo que seja «uma dor de cabeça», mas ou vocês dão uma volta «nisto», ou estão lixados. Não há aspirina que vos (nos) valha!

  11. Pontos nos iis, vejo-me obrigado a reconhecer a tua razão. De facto, a expressão “milhões de blogues” peca por antecipação. Neste momento em que escrevo, há 1.997.476 blogues em todo o Mundo que ostentam a fidalga ligação ao Aspirina na sua zona de favoritos. Ora, menos de dois milhões não admite o plural “milhões”, como tiveste a oportunidade de corrigir. Porém, todos os dias há centenas de novos blogues com o nosso link (alguns que não têm mais nada para além do nosso link, nem posts nem nada, coitadinhos), pelo que não faltará muito para a meta que referi incautamente.

    Já na temática do bom gosto tenho de te dar uns açoites. Experiências feitas com rãs, em modernos laboratórios nos Estados Unidos, provam que o Aspirina é o blogue onde há mais bom gosto por caracter. Também nos surpreendeu, sim, pois estávamos convencidos de ser por pixel; mas não, é por caracter. Enfim, seja como for, a taxa é mais do que justa e apenas medida preliminar. Já temos planos de anteprojecto-lei para um novo imposto. A nossa qualidade tem um preço, e está na altura de Portugal pagar para poder continuar a desfrutar da nossa honrosa presença.

  12. Valupi: como podes verificar pela hora (tardia), ainda estou a trabalhar. Não aqui na caixa. Aqui vim num salto. Mas por falares em caracter, fiquei na dúvida: esqueceste-te do acento ou era mesmo caracter que querias dizer? Sabes que nos mesmos «modernos laboratórios nos Estados Unidos» fizeram depois experiências idênticas mas com sapos? Mas há mais: os resultados vieram contrariar, totalmente, a «temática do bom gosto» feita com as rãs! Acontece muitas vezes estes deslizes nos «modernos laboratórios nos Estados Unidos». É um bocado parecido com as latas de atum, com o azeite e com as sardinhas: faziam mal, agora fazem bem ao colesterol! Não te fies em taxas e muito menos em rãs. Sobre os anteprojectos-lei para um novo imposto, meu caro, dou-te um conselho: esquece! Portugal não tem um cêntimo para mandar cantar um cego, quanto mais para mandar escrever numa aspirina. Já reparaste no espaço? Realmente, é branco, mas tão pequenino…

    Outra coisa: dizes tu que «a qualidade tem um preço». Pois olha que sempre ouvi dizer que «a qualidade não tem preço»! Ou, por outras palavras: «não há preço que pague a qualidade«!

    Ainda vou ao trabalho!

  13. Pontos nos iis, retenho da tua bem elaborada redacção que és um trabalhador, e daqueles que trabucam até altíssimas horas. Isso deixa-me orgulhoso do meu país (o meu país é o Chade, caso não saibas) e com esperança no futuro (mas também tenho esperança no passado, embora essa seja outra conversa, completamente passada).

  14. oh pá, serei eu a pseudo-intelectual? uau. nunca pensei que pudessem dar-me um título tão comprido.
    já dizer do josé do carmo francisco que é panfletário ainda vá, mas que o seu pro-feminismo é serôdio parece-me inapropriado. qualquer pro-feminismo vem sempre a tempo, mesmo que chegue atrasado.

    valupi, tinhas razão, mas no momento em que acabaste de escrever o teu comentário a contagem já ia em 1.997.643. a noite esteve meio parada, mas agora deve estar mesmo vai-não-vai.
    saudações leoninas para a nossa equipa aí no chade.

  15. já percebi uma coisa, o aspirina também é o blogue dos masoquistas, gajos e gajas que afirmam não gostar do blogue, embora passem a vida a saltar de posta em posta e a candidatarem-se como “editores” do aspirina…

    Mas há qualquer coisa que não bate certo nas palavras destes “diáconos”, porque alguns textos das “meninas pseudo-intelectuais”, são dos mais comentados do aspirina; e os poemas de futebol, tem sido um manancial de criação poética faduncha…

  16. Hoje não tava pra me chatiar. Não tava com vontade de brincar às caixas de comentários. Trabalhei até tarde e farto de escrever tou eu. Mas olha, lá, ó luis eme: tudo bate certinho, meu. Os textos das «meninas pseudo-intelectuais» , são dos mais comentados do aspirina EXACTAMENTE POR ISSO, homem! Ganda conclusão a que chegaste,pá! Por isso, é que as meninas insistem em textos similares.
    Quanto às «candidaturas» de que falas, diz-me cá, que ninguém nos lê: tu não fazes talqualmente o mesmo, pá? Não saltas de posta em posta!?
    Agora por posta. Gostas de pesca? Atão se gostas,luis leme, agarra-te ao leme e vai até Cacilhas. Pode ser que te calhe alguma fataçazita para os morfes. O dia tá bom, e tal, que te parece?

    Nunca disse mal do aspirina, pá. Pelo contrário. Tenho chamado a atenção, isso sim, para a urgência de alguma orientação no sentido de continuar a ser o que foi por tempos inda recentes. Mai nada!´
    Aproveito a boleia para dizer-te que não tenhas receio. Não estou (se tu soubesses!) interessado em ser «editor» do aspirina. Mas olha que às vezes até parece ter havido uma troca: passam os comentadores a bloguistas e os bloguistas a comentadores. Aí, pá, tens alguma razão.
    Também fiquei a saber que gostas de Futebol e de Faduncho. E de Fátima, gostas, pá?

  17. pontos nos iis, explica lá essa teoria relativamente aos temas das meninas pseudo-intelectuais: então as meninas insistem nesses temas não porque são temas que lhes interessam, mas por uma estratégia de marketing? tá bem que o aspirina é dos blogs mais rentáveis, e como disse o valupi ganhamos ao caracter. tu e a tua família, por exemplo estão fartos de desembolsar por aqui. mas, e estou segura de falar por todos, nós não temos esse espírito mercantilista, se o carcanhol é inevitável, a labuta deve-se à cor da camisola.

  18. Outro dia, tá, Sasaninha? Mas é mesmo marketing, tu sabes bem… Fica lindamente num post ter muitos, mas muiiiitos comentários. Dá nas vistas, logo, deve ser bom. Ok, vamos nessa! Deu resultado? ok, lá repetir!É um pouco isto. De parvinha não tens nada, sabes? E tens alguns conhecimentos dispersos. Uma coisinha aqui, outra ali. Vais-te safando menos mal. Mas atenção à pseudo-intelectualidade, não esqueças! Há pontos nos iis, mas também há olhos piores que lupas!
    «Outro dia, tá, Susaninha», mas acabo por fazer-te a vontade. Danadinha! Queres ouvir-me, é? Olha que o luis eme não é da mesma opinião…Por acaso sabes se ele sempre foi à pesca? Se foi, diz-me, que fiquei com curiosidade.
    Pois, tenho dúvidas de que a famelga venha aqui até ao aspirina. Preferem
    o algifene. Dizem que faz menos mal ao estômago. Só espero que a cor da camisola seja verde. Sim, que uma labuta verde é outra coisa, pá!

    Hoje vou mais cedo prá cama. Até já lá devia estar!

  19. Z, folgo em encontrar-te por aqui e logo tão expansivo, tão eloquente!
    Sabes que me recordo ainda daquela nossa converseta há uns meses atrás? Um assunto sério, daqueles que sabe bem “discutir”. Alembras-te?
    Vim agorinha de ter um “monólogo” com o José do Carmo Francisco. Foi duro, pá. Mas o gajo mereceu-as.
    Esse «hum», quer dizer exactamente o quê? Que duvidas de que me tenha deitado cedo? Ou estarias no campo, entre flores e vacas leiteiras?
    Saudações! (ao contrário de ti, sou sempre muito conversador)

  20. não, susana, ‘eu acho’ que sei quem é o pontos nos ii – agora o mais das vezes faço reserva quanto a essas coisas a não ser quando se metem comigo. Pontos nos ii, estou a pastar, ando um bicho pacífico, e a energia só me chega para o que tenho de desbravar e o resto é para ronronar.

    esse hum não era para te picar, estava a pedi-las por razões numéricas, e uma meditadela ruminófila fica sempre a calhar

  21. ‘sei quem é’ quer dizer: só em termos de comentos, o resto nunca sei se sei e mesmo sabendo, não falo. Eu deito-me cedo rapaz, sou muito dorminhoco e espreguiçado. Também não percebo porque é que as descompensações narcísicas dos outros te incomodam tanto, eu ignoro, finjo que não percebo, descarto mentalmente umas coisas, e vou brincar para outro lado. Mas cada um sabe de si, a única coisa que te cobro é que nunca mais te esqueças dos bichos de Oslo.

  22. Olha Z, pela mania de querer endireitar o mundo. Mais exactamente, os «descompensados narcísicos». Irritam-me, e pronto: tento pôr os pontos nos iis – embora, em certos casos, seja uma «missão impossível» (como a do JCF)! Aquilo é doença sem cura.
    Eu acho que é bem provável que me conheças. Mas tu é que sabes. Ou não sabes, como muito bem dizes.
    Olha lá, atão eu ia lá esquecer-me «dos bichos de Oslo», pá! Fizeste-me lembrar sabes o quê? «Na cama com…» – a Alexandra Lencastre! E podes ronronar à vontade desde que o som (ou és silencioso?) não chegue até aqui…

    Susana, afinal, não foi preciso lembrar ao Z a minha indumentária de há uns meses atrás, quando do nosso bate-papo. Bom, acho eu que não foi necessário…Sim, que o Z, vistas bem as coisas, nem falou nisso. Será que já se esqueceu?

  23. Porque falei no verbo esquecer, atão não é que me esqueci de dizer ao Valupi uma coisa importante?
    Alô, Valupi! Como vão as «confusões» aí no Chade? Tás vivo, pá? De saúde? Vê se voltas mas é pró Aspirina que fazes cá falta. E não me venhas com essa de que «o teu país agora é o Chade»! Renegas, assim, o chão que te viu nascer (penso eu de que…)? Que raio de mau-gosto, meu!
    Agora por Chade, veio-me à mente, entre outros, o chá de cidreira, muito bom para acalmar – e que pode ajudar-te aí, nessas tuas andanças; o chá de barbas de milho, óptimo para a próstata; o chá de urtigas, uma maravilha para fazer nascer o cabelo e o chá de marmeleiro, também excelente, e que muito boa gente devia «tomar»…
    Desculpa lá ter passado por cima da tua preciosa informação, mas nem os pontos nos iis são capazes de se lembrar de tudo.
    Entretanto, tenho a dizer-te que chegou a hora de hibernar por uns tempos. Reparei que já há pontos nos iis a mais em certas caixas de comentos. Não quero que me tomem por açambarcador. Só não vou para o Chade ter contigo. Prefiro café.

    Um abraço para ti, Valupi, e dá saudações cordiais a todos. Mesmo aos que não as aceitem, pá!

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