Vinte Linhas 260

Vidas de Sal – fotografias em Rio Maior

Álvaro Carvalheiro, Eduardo Mourato e Tiago Barata são os autores das 44 fotografias em exposição na Casa da Cultura «João Ferreira da Maia» em Rio Maior. A exposição pode ser vista até ao dia 31 de Maio no seguinte horário: aos sábados das 9 às 13h; de segunda a sexta-feira das 10 às 12,30h e das 14 às 18,30h. O edifício fica situado em pleno centro histórico de Rio Maior, perto da Igreja da Misericórdia. Poderia a exposição chamar-se «Cronologia da Paciência» pois nos vem mostrar 44 imagens das tarefas dos salineiros, os pacientes e obscuros administradores do trabalho do sol e do tempo sobre a água salgada. Há nestas fotos das salinas de Rio Maior, Tavira, Castro Marim e Figueira da Foz, o registo sensível do cansaço dos salineiros, o modo como as suas mãos sábias dividem os diversos tipos de sal, as casas e os armazéns com as suas tão especiais fechaduras com chaves de madeira, os seus rodos, baldes, pás e picotas. E também o insólito de um casal de noivos que quis celebrar o seu casamento numa paisagem de sal – quem sabe se à procura de uma inspiração de perenidade (que o sal sempre teve ao longo do tempo) contra as ameaças do terrível efémero que, também nas relações humanas, corrói o tempo que nos é dado viver. Esta belíssima exposição de Álvaro Carvalheiro, Eduardo Mourato e Tiago Barata vale a pena para quem não conhece as salinas (é uma descoberta) mas também para quem já conhece (é uma memória revisitada). Funciona, na sucessão das suas 44 imagens de rigor e de emoção, como um reencontro feliz para quem viveu perto de um tempo em que tudo na vida de todos os dias era mais simples e mais puro porque não era preciso pagar um preço nem pelos beijos nem pelas lágrimas.

4 thoughts on “Vinte Linhas 260”

  1. deixas-me curiosa. até porque parece difícil não se fazer belas fotografias em salinas. aquele branco é como o da neve, irresistível. suponho que seja fotografia a preto e branco?

  2. Na próxima quarta-feira, pelas 18 horas, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC), vai proceder-se à inauguração da exposição “A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 – 1932, no Arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro”.

    Patente na Sala de S. Pedro até 14 de Junho, a exposição comissariada por João Carlos Garcia e Inês Amorim (ambos professores da Faculdade de Letras do Porto), cumpre em Coimbra a primeira etapa de um circuito de itinerância pela Península Ibérica. Etapa que resulta de parceria entre a BGUC, a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), a Administração do Porto de Aveiro e a Câmara Municipal de Aveiro.

    Integrada no programa comemorativo do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro (3.04.1808), é composta por documentos do Arquivo Histórico do Porto de Aveiro, empresa que, segundo José Luís Cacho, Presidente do Conselho de Administração, “decidiu libertar o seu património histórico-documental da clausura que o agrilhoava em inútil penumbra, fomentando-se, a partir de agora, o seu usufruto pela comunidade”.

    O programa da inauguração abre com palavras de boas vindas do Director da BGUC. Segue-se a intervenção de Fernando Rebelo, subordinada à epígrafe “O Instituto de Estudos Geográficos da FLUC e as investigações sobre a Ria de Aveiro”. Quinze minutos mais tarde, Inês Amorim falará do livro de sua autoria, “PORTO DE AVEIRO: Entre a Terra e o Mar”. O acto inaugural encerra com a apresentação da exposição por parte de João Carlos Garcia, seguida de visita aos cinco núcleos do espólio patente na majestosa Sala de S. Pedro.

    Aos núcleos originais – “I – A RIA DE AVEIRO”; “II – A BARRA DE AVEIRO”; “III – A NAVEGABILIDADE DA RIA DE AVEIRO”; “IV – AS MARINHAS DE SAL DA RIA DE AVEIRO” -, acrescentou-se, em Coimbra, um quinto núcleo, composto por mapas da colecção particular de Nabais Conde, professor da FCTUC.

    “Aproveitando a belíssima colecção do Professor Doutor Carlos Alberto Nabais Conde, seleccionámos alguns mapas dos séculos XVII e XVIII que podem ajudar na compreensão do que ia acontecendo com o evoluir desta grande forma litoral”, afirma o ex-Reitor e catedrático da FLUC Fernando Rebelo, que elaborou texto disponível em desdobrável, recordando o “grande geógrafo português Amorim Girão, Doutor pela Universidade de Coimbra, após a elaboração, apresentação e defesa de uma tese sobre a Bacia do Vouga”.

    “A documentação do Arquivo do Porto de Aveiro concentra as diferentes valências deste porto flúvio-marítimo” – adianta Inês Amorim, detalhando: “Por um lado, registos como mapas, cartas, projectos, desenhos e respectivas memórias, a escalas diferenciadas, numa quantidade e variedade imensurável, resultam das opções e procedimentos técnicos e interventivos no porto, na cidade e na Ria. Por outro, a documentação de carácter administrativo, que inclui as actas das sucessivas administrações, livros de receitas (fiscais) e de despesas, e os relatórios de actividades, cuja natureza evoluiu à medida que a legislação e os regulamentos o exigiam. Depois, a fotografia, pelo menos desde a década de 30, documenta obras e recursos, sítios de embarque e desembarque de materiais e mercadorias, ou, ainda, imagens aéreas da barra e porto. Finalmente, os objectos atestam técnicas empregues, quer no conhecimento das marés na Ria e na embocadura da barra, quer nas obras portuárias”.

    “É este conjunto, diversificado, que compõe o Arquivo da Administração do Porto de Aveiro”, acrescenta a reputada investigadora. “Se, a complementar Biblioteca, contém um acervo de obras impressas relativas a obras portuárias, nacionais e estrangeiras, justificadas pelos interesses das equipas técnicas e de engenharia, acrescentam-se muitas outras, sobre as actividades económicas e ambientais, gerais e locais, geradas e geradoras, das dinâmicas sócio-económicas”.

    O livro de Inês Amorim e o catálogo da exposição encontram-se disponíveis para venda. O Porto de Aveiro disponibiliza visita virtual à exposição (imagens panorâmicas e cilíndricas, com rotação a 360º, da autoria de Romeu Bio, em http://www.op.com.pt/apa1/).

  3. A EXPOSALÃO promove, de 24 de Maio a 1 de Junho de 2008, a 17.ª edição da EXPOCASA – um dos salões de maior tradição e afluência de público, visitado há mais de uma década por milhares de pessoas dos mais diversos pontos do país.

    Sendo, actualmente, um evento-referência entre os eventos nacionais dedicados à fileira Casa, esta edição propõe aos seus expositores, um espaço privilegiado para apresentar novidades, ambientes e as mais diversas propostas, quer ao nível do mobiliário, decoração, iluminação, têxteis e complementos para o lar, quer ao nível de serviços integrados na criação e renovação de espaços interiores.
    Com uma localização privilegiada, a EXPOSALÃO oferece, actualmente, um espaço de exposições também ele renovado e multifacetado, preparado para acolher as mais diversas propostas de fabricantes, importadores, distribuidores, armazenistas e retalhistas de mobiliário, artigos de decoração e iluminação, mais apelativo e simpático para o público visitante.

    O mediatismo do evento será potenciado pela EXPOSALÃO, através da promoção de uma forte campanha de divulgação junto dos meios de comunicação – Televisão, Rádio, Publicidade Exterior, Imprensa, Comunicados de Imprensa – e do envio de Convites Personalizados.
    Segue anexa toda a informação respeitante a este evento, para que possa analisar e ponderar a sua participação.

    Marque presença! A sua casa ao seu estilo.

  4. Olá Susana! Depois desta instalação só agora é que descobri o teu comentário. A exposição vai estar até 31-5 e vale a pena. A noiva é apenas um aspecto curioso mas o fotógrafo não a apanhou de frente, por uma questão de pudor discreto. É um magnífico conjunto de fotos. Pessoalmente estou ligado àquilo tudo: ia com a mainha avó e o meu avô buscar o sal para as matanças do porco que eram logo em Novembro.

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