Um livro por semana 208

«História, Cultura e Desenvolvimento numa Cidade Insular» de Carlos Lobão

O subtítulo («A Horta entre 1853 e 1883») tem uma justificação imediata: em 1853 abre o Liceu da Horta e em 1883 surge o jornal «O Açoriano». Carlos Lobão não procurou apenas a vida dos notáveis locais – Manuel Joaquim Dias, José Garcia do Amaral, Manuel Zerbone, Florêncio Terra, Manuel Garcia Monteiro e Padre Manuel José de Ávila – mas também fez a aproximação a um conjunto de associações: o Teatro União Faialense, a Filarmónica dos Artistas, a Sociedade Amor da Pátria, o Asilo da Infância Desvalida e os jornais O Incentivo e O Faialense. É no entendimento entre os vultos locais e as diversas associações culturais, recreativas e filantrópicas que se combatem os problemas da maior cidade pequena do Mundo: o isolamento, os transportes, a pobreza, as crises cíclicas na agricultura, a mendicidade, as crianças abandonadas e em perigo, o medo do recrutamento, a emigração.

Cidade aberta ao Mundo («Praticamente todos os países têm aqui cônsules») recebe a ajuda semanal de Mr. Dabney: «Deparei com cerca de setenta mulheres pobres sentadas em frente do escritório do cônsul americano, cada uma recebia um subsídio semanal». O jornal O Açoriano em 1883 escreve com desassombro: «Uma pessoa que chegue aqui de fora pela primeira vez, há-de fazer de nós uma ideia pior do que a que merecemos».

Nas 300 páginas do livro que se lê como um romance porque é também uma narrativa, a investigação circula entre a amnésia do excesso e a amnésia da ausência mas sempre numa certeza: para repetir o que já se sabe não vale a pena o estudo da História.

(Edição: Núcleo Cultural da Horta, Prefácio: Carlos Cordeiro, Apoios: Direcção Geral da Cultura e Davide Marcos)

16 thoughts on “Um livro por semana 208”

  1. Duvido prezada Maria Albertina. Duvido. Só se o Valupi lhe fizer os rabiscos e talvez aí o JKF apareça do alto da sua montadura a remeter-nos para a dita da Direcção, enfatizando sobre o diccionário de Jacinto Prado Coelho. Mesmo assim, ressalvo, corre-se o risco de vermos o «frankie does it» a tentar ensinar-nos que trambolho, avô torto, burra, badalhoca e esconde o morango, são, entre outras expressões a alimentar e a utilizar na modernidade da literatura e sociologia portuguesas. Apenas um pensamento.

  2. «a investigação circula entre a amnésia do excesso e a amnésia da ausência mas sempre numa certeza: para repetir o que já se sabe não vale a pena o estudo da História.»

    A amnésia da ausência? O que é isso?

    Não vale a pena o estudo da História?

    Gaita, quão doutas tais afirmações! Pela amnésia de conteúdo ou enquadramento, quem sabe?! Porque o melhor é o que fica por dizer mas não deixando de se mostrar.

  3. Também reparei na «… amnésia do excesso e na amnésia da ausência»… Que bué de erudição e não menos bué poder de análise! Agora «… para repetir o que já se sabe não vale a pena o estudo da História», já é outra conbersa! Será por isso que existem enciclopédias de autores como a do Jacinto do Prado Coelho? Ou que se promovam «jovens investigadores» de História, como aconteceu num outro post deste senhor em relação a uma sua filha? Pode ser do queijo… ou do vinho…

  4. Caro PASSEI POR AQUI! Que me diz??? Que o ilustre autor do post tem um descendente que investiga a história? Está certo, está certo. Nada a opôr, que os genes por vezes alindam-se.

    Espero francamente que a dita investigadora num bá no encalçu do prujenitore, caragu. Já biue? Eue, bocêe, a Maria albertina, o André, a Maria, e tantus outros, todus curajosose batalhadores pela berdadeira istória purtuguesa, sermus arredados dos meandros da pleve inteligente da blogusfera? Issu é grabe, que a moça pode ser influenciada pelo progenitore, caramva. Já biue os cugunomes cum que somos batizadus pelo citado no Jacinto Prado Coelho, cumo tambolhos, badalhocos, e avô torto. Issu é grabe.

    Balupie, oube, deixa-me santificar o meue dia. Agora tense de puvlicare tudo o que se escrebe, que nóse num queremus ficare remendadus na história de purtugal cumo pleve sem direitu à palabra.

    PASSEI POR AQUI, sem dúvida! A lambada na «cultura» que não é cultura, dos que acham que têm «cultura« e se escoram num pseudo-saber idiótico, tem de ser lançada de imediato.

    «Amnésia do excesso, amnésia da ausência»….isto dito com aquela voz quase inaudível e rápido dos modelos do Armani, Laurent and so on, até podia ser um «dito oco» a um qualquer perfume cheiroso. Que granda griffe! A Griffe do JKF.

  5. Não existe nenhuma Direcção Geral da Cultura. O Senhor José do Carmo Francisco cometeu um lapso mais grave do que muitos dos que aqui tem apontado com grande alarido.
    Pior: 2 dias depois, mesmo tendo sido avisado, continua a ignorar a falha e a fingir que não é nada com ele. É que a diferença entre um lapso num jornal em papel e um lapso na internet é que o lapso na internet pode ser corrigido em menos de 10 segundos e no jornal não há volta a dar.
    O Sr. José do Carmo Francisco já fez mais dois posts e já tinha mais do que tempo apra corrigir.
    Com que descaramento vem agora acusar outras pessoas de omitirem nomes ou de se enganarem no uso de certos termos técnicos? Quem que lata atira com as enciclopédias e dicionários à cara das pessoas quando depois é ele que troca alhos com bugalhos e confunde o cu com as calças?
    Tenha juízo e um pouco de humildade, Sr. José.

  6. Vai ser publicado um post não só a provar não só que a Direcção Geral da Cultura existe (como se fosse preciso…) mas também a revelar o símbolo que consta na contracapa do livro. Está quase.

  7. Seus trambolhos. Vão meter-se com o vosso avô torto. Badalhocos. Vão esconder o morango. Seus grandes burros, porque só um burro é que não sabe isso. Zute daqui. A andar, suas aves raras. O nome do JKF está no diccionário do Jacinto Prado Coelho, é conhecido no Bairro Alto, e nas excursões que faz com a banda filarmonica de Barrancos. tem cartão gold e conhece uns prédios altos em Inglaterra. Poe olhos nos pulmões. É um inventor. Com ele temos a terceira revolução das ideias. Ele é um impressionista realista, que usa cores puras para retratar os males de quem se afoita a criticá-lo. Seus bestas.

    ehehehehe. Valupi, um copito de binho à noite nunca fez mal a ninguém, solta-nos, sei lá.

  8. «… um post não só a provar não só…» dava uma boa letra para um fado, como diria o amigo Pacheco. E anda este tipo, constantemente, a criticar os outros! Antes aprendesse a escrever em bom português ou revisse os textos antes de os publicar. Sobre a solicitada explicação para a existência de uma «Direcção Geral da Cultura», ainda sublinha, com arrogância, «(como se fosse preciso)»! Nos Açores diz-se Direcção Regional da Cultura (DRaC). Em Portugal, Secretaria de Estado da Cultura. Este livro, publicado em 2009, numa edicão do Núcleo Cultural da Horta, foi tese de mestrado do seu autor, em 2008, o prof. de História Carlos Manuel Gomes Lobão. O mais engraçado, é José do Carmo Francisco dar-se ao despudor de escrever: «… para repetir o que já se sabe não vale a pena o estudo da História»!!! Quando divulgou aqui um livro de História, também ele tese de mestrado duma «jovem investigadora», ocultando que se tratava de uma filha sua (creio), já a conbersa foi outra… Será medo da concorrência ou será inveja? Este diabo anda sempre nisto, chiba!

  9. com tanta lição de moral e correcção, era bom que ao «passares por aqui», não ficcionasses a realidade.

    o JCF tem um fillho historiador, e dos bons. e por isso faz muito bem em se orgulhar do seu rebento e mandar-vos “lamber sabão” (esqueceste-te desta…)

  10. Então, é um filho e não uma filha. Mas para quê, se «…para repetir o que já se sabe não vale a pena o estudo da História»???!!! O rapaz devia ter tirado outro curso – o de História devia ser anulado: «Para repetir o que já se sabe»… Meu caro, só é cego aquele que não quer ver… E, já agora, «vai vomitar no prédio ao lado»! (e desta, esqueceste-te?)

  11. Antes de publicar o post não só a provar não só não sei o quê, eu teço aqui os meus argumentos.

    Definição de “Direcção-Geral”, no dicionário Priberam:
    direcção-geral (èç) direção-geral (èç)
    s. f.
    1. Subdivisão da administração pública, geralmente dependente de uma secretaria ou de um ministério.
    2. Local onde se localiza essa subdivisão da administração pública.

    Não existe nenhuma “Direcção-Geral da Cultura” dependente do Ministério da Cultura. Conferir nesta página –> http://www.portaldacultura.gov.pt/organismos/Pages/organismos.aspx

    Não existe nenhuma “Direcção-Geral da Cultura” dependente da Secretaria Regional da Educação e Cultura da Madeira. Conferir nesta página –> http://www.madeira-edu.pt/tabid/1908/Default.aspx

    Não existe nenhuma “Direcção-Geral da Cultura” dependente da Secretaria Regional da Cultura dos Açores. Conferir nesta página –> http://www.azores.gov.pt/Portal/pt/entidades/pgra-drcultura/

    Não existe nenhuma “Direcção-Geral da Cultura” dependente da Comissão Europeia. Conferir nesta página –> http://ec.europa.eu/about/ds_pt.htm

    Talvez seja uma Direcção-Geral da Cultura dependente da Junta de Freguesia do Bairro Alto ou do Grupo Excursionista “Os Trambolhos”.

  12. Não é pela importância do assunto. Só o será tendo em conta que jcFrancisco criica tudo e todos quase post sim, post sim. O que confrange é a arrogância deste senhor que não mostra respeito por ninguém. Bastava pedir desculpa pelo lapso. Como estamos perto do Natal, deve estar à espera de um milagre que venha dar-lhe razão… Teimoso que nem um burro!

  13. eu gostava de saber porque razao é que o meu soneto – o trambolho -, um original meu, não foi publicado e era dedicado ao frankie.

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