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«Pimenta de Castro – ditador democrático» de Rocha Martins

O general Pimenta de Castro, sobre quem Machado Santos escreveu que «tomou a sério o seu papel de chefe do Governo de uma Nação livre; daí a sua queda, a sua prisão e o seu desterro» foi convidado pelo presidente Manuel de Arriaga em 23-1-1915 para formar governo e convocar eleições gerais: «O teu austero e belo nome servirá para garantir a genuinidade do sufrágio, a conciliação e a paz na República e no Exército. Peço-te em nome da República e da Pátria que não me abandones. Não te esquives, não venhas com evasivas».

E logo surgiu logo um problema: o Parlamento estava sem deputados e senadores, os eleitos de 1911 tinham mandato para três anos e não podiam continuar em 1915 mas com as eleições marcadas para 7 de Março de 1915, um grupo queria reunir-se em S. Bento a 4 do mesmo mês. O Governo tomou providências para que a reunião de 4 de Março não se efectuasse e logo surgiu a palavra «ditadura». Para alguns especialistas de Direito a passagem da Constituinte a Legislativa tinha sido uma fraude, além de que já há nove meses que a Câmara estava parada.

Este é o ponto de partida deste sexto volume da colecção «Ângulos da História», todos da autoria de Rocha Martins (1879-1952) de quem os ardinas de Lisboa diziam a vender o República: «Fala o Rocha, tá o Salazar à brocha!»

(Editora: Bonecos Rebeldes, Capa: Fernando Martins, Revisão: António Bárcia)

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