Um livro por semana 111

«De Tempos a Tempos» de Júlio Conrado

Júlio Conrado (Olhão, 1936) é um autor multifacetado (romancista, contista, poeta, ensaísta, biógrafo, contista e tradutor) que publica regularmente desde 1963 e tem textos seus traduzidos em francês, alemão, inglês, húngaro e grego.

Este «De Tempos a Tempos» junta dois livros num volume: antologia pessoal e antologia crítica. Escreveram sobre a obra de Júlio Conrado (entre outros) os seguintes críticos: Ramiro Teixeira, Ernesto Rodrigues, Serafim Ferreira, Maria Estela Guedes, Annabela Rita, Manuel Villaverde Cabral, António Augusto Menano, José Fernando Tavares, Cristina Robalo Cordeiro, João Rui de Sousa, Maria Fernanda de Abreu, Fernando J. B. Martinho, Eugénio Lisboa, Liberto Cruz, Manuel Simões, António Cândido Franco, Urbano Tavares Rodrigues, João Gaspar Simões, Duarte Faria, Luís Miranda Rocha, Maria Alzira Seixo e Fernando Venâncio.

Duas cartas de Fernando Namora e de Eduardo Lourenço completam o volume que inclui uma entrevista conduzida por Luís Souta na qual Júlio Conrado afirma: «Considero-me um ficcionista. Se bom, se mau ou assim-assim, outros o dirão. Mas o ensaio e a crítica são áreas fascinantes que eu não julgo incompatíveis com a ficção e a prova é que, estando a publicar dois romances, anda por aí mais um livro de ensaios, Ao Sabor da Escrita. Não se trata de uma questão de jogo mas sim de interesse intelectual. Tenho sabido separar as águas quando critico a «concorrência». E sou dos que mais tempo na sua vida consagrou a divulgar, através da crítica e do jornalismo cultural, a obra alheia. Pouco devo aos meus contemporâneos. Eles sim, devem-me bastante».

(Edição: Roma Editora, Capa: David de Almeida, Organização: Annabela Rita)

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