Segundo retrato de Helena ao colo de Marta

Helena coloca a mão direita em posição
De afirmar uma ideia sua em fantasia
Desenha no seu gesto futura afirmação
Da vontade que se expressa em alegria

Os olhos que se projectam, linha serena
No horizonte de um quarto de criança
São um bilhete de identidade de Helena
E o sorriso é um passaporte de esperança

Vejo a altivez na sua franqueza do olhar
Como velhos azeitoneiros da Andaluzia
A recolherem a luz do azeite num lagar
Nos fios dourados que dão calor ao dia

No sorriso de uma criança a Primavera
Em três dos corações de quem lhe quer
No tempo mais veloz quando não espera
Vai adormecer menina e acordar mulher

14 thoughts on “Segundo retrato de Helena ao colo de Marta”

  1. POEMA À MÂE

    No mais fundo de ti
    Eu sei que te traí, mãe.

    Tudo porque já não sou
    O menino adormecido
    No fundo dos teus olhos.

    Tudo porque ignoras
    Que há leitos onde o frio não se demora
    E noites rumorosas de águas matinais.

    Por isso, às vezes, as palavras que te digo
    São duras, mãe,
    E o nosso amor é infeliz.

    Tudo porque perdi as rosas brancas
    Que apertava junto ao coração
    No retrato da moldura.

    Se soubesses como ainda amo as rosas,
    Talvez não enchesses as horas de pesadelos.

    Mas tu esqueceste muita coisa;
    Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
    Que todo o meu corpo cresceu,
    E até o meu coração
    Ficou enorme, mãe!

    Olha – queres ouvir-me? –
    Às vezes ainda sou o menino
    Que adormeceu nos teus olhos;

    Ainda aperto contra o coração
    Rosas tão brancas
    Como as que tens na moldura;

    Ainda oiço a tua voz:
    Era uma vez uma princesa
    No meio do laranjal…

    Mas – tu sabes – a noite é enorme,
    E todo o meu corpo cresceu.
    Eu saí da moldura,
    Dei às aves os meus olhos a beber.

    Não me esqueci de nada, mãe.
    Guardo a tua voz dentro de mim.
    E deixo as rosas.

    Boa noite. Eu vou com as aves.

    Eugénio de Andrade, Os Amantes sem Dinheiro

  2. POEMAS (TAMBÉM) COM ENDEREÇO

    Em livro cujo original teve em 1980 um prémio de «Revelação» de poesia patrocinado pela Secretaria de Estado da Cultura e pela Associação Portuguesa de Escritores, Iniciais (Moraes Editores, Lisboa, 1981), apresenta-nos José do Carmo Francisco um conjunto de textos que também são «com endereço», de tal modo se torna evidente que eles são dirigidos a (ou escritos a propósito de) músicos, poetas, cantores, romancistas, pensadores, etc., cuja identidade fica como enigma a decifrar através das iniciais, algumas delas repetidas, que efectivamente titulam cada um dos poemas.
    Característica a assinalar nas vinte e uma composições que totalizam o livro: cada uma delas é constituída por três quadras. Outra característica: não raramente cada verso, sempre longo, se apresenta como uma unidade autónoma de significação, embora essa autonomia não implique desgarramento em relação à linha geral do poema. Diga-se que a aparente rigidez de estrutura deste livro fica compensada com um também aparente descuido expressivo, a que se junta uma insistente prática de dissonância, do negligenciar qualquer sentido melódico — como que a impor uma leitura mais atenta à substância do que se diz do que a harmonizações que poderiam valorizar, mas também diluir, a clareza ou a contundência desse «dizer».
    Poesia que obviamente se procura como objectiva e des-emocionada («conter o sentimento na altura da fotografia…»), ela reporta-se fundamentalmente a momentos ou a geografias de audições, leituras, deambulações ou espectáculos relacionados com a vida ou a obra de cada personalidade convocada. Nessas evocações se infiltram muitas vezes referências ao mero quotidiano —

    As facturas ora explícitas ora pouco claras
    São como pessoas e mentem muitas vezes
    Tal como os certificados de origem
    E mais grave ainda — os conhecimentos de embarque —,

    a uma visão obscurecida ou céptica da realidade («O mundo melhor que sonhou na infância / As coisas perfeitas que julgava possíveis / Tudo se desmoronou nestes longos anos») e, sobretudo, ao modo, ao destino e ao sentido («longas noites de procura de sentido») do acto de criação. Consideraríamos como exemplar, a este último respeito, o poema da p. 15 (J. P.), um texto onde o A. exprime bem a consciência de que a verdadeira obra artística será necessariamente uma síntese de rigor e de transgressão.
    João Rui de Sousa
    (revista Colóquio Letras n.º 71 http://coloquio.gulbenkian.pt/grafica/cl/revistas/71/lg_71_p88.jpg)

  3. JOSÉ DO CARMO FRANCISCO
    UNIVERSÁRIO
    Col. Círculo de Poesia
    Moraes Editores, Lisboa / 1983

    A poesia de José do Carmo Francisco é cinema, fotografia e palavra, criadoras dum espaço «diferente», diferente do «horizonte limitado de um trabalho de burocrata» [«Universário (Colagem W. F./J. C. F.)»], um espaço de sonho, envolvente, totalizante, onde «É fácil imaginar a felicidade» («Cinema», p. 36), mas também onde o encanto às vezes se estilhaça, demarcando-se ainda mais o fosso entre sonho e realidade («Cinema», p. 51).
    Trata-se duma poesia dilacerada pela imposição dum tempo presente feito de tristeza, desencanto, conflito, cansaço, morte, a todo o momento confrontado com o sonho, a esperança, um tempo futuro que às vezes, por instantes, chega a emergir no quotidiano. E já nem o passado pode funcionar como tempo mítico. Foi o tempo da infância, da harmonia, um «tempo sem paz nem guerra» («Supermercado»), todavia foi também — e o adulto de hoje sabe-o — um tempo de paz podre, de «Desolação», onde «Os guardas inventavam acidentes fatais / E as cinzas dos mortos iam com o vento». Nem o espaço desse tempo é hoje recuperável, porque é um espaço rural, harmonioso de silêncio, e o espaço do poeta é um espaço citadino, de ruído, com telefone, cinema e táxis: os habitantes desse espaço «não querem falar / vão dormir até amanhã como pedras da serra / Eu vou estranhar a cama como se fosse um hotel / Mas é a minha casa foi lá que nasci à beira da estrada» («Filarmónica»). É? Foi. A estrada arrancou-o e arrastou-o.
    Trata-se também da constatação da erupção da escrita na rotina baça do dia a dia, uma erupção quase inesperada — «Atravesso a tarde e atravesso a rua ao meio / O varredor municipal empurra palavras com a vassoura / Ditongos e sílabas perdidas ou inúteis no passeio» («Tarde») — mas que possibilita a interrogação interior e exterior, isto é, obriga a ganhar um «ar sisudo / De quem parou a pensar» («Casa»).
    Quer a 1ª, quer a 3.ª parte deste livro de José do Carmo Francisco, «Universário» e «Telefone no Deserto», são o testemunho destas experiências vivenciais; a 2.ª parte, «O jogo que ninguém inventou», é um saudável grito revitalizador, intencionalmente colocado entre aqueles dois blocos de poemas de temática idêntica. Grita-se, como no futebol se grita, o direito a um espaço de prazer, à elaboração de mitos agregadores, o direito ao sonho possível. A bancada do estádio é um local de encontro, individual: «É pelos teus olhos que vejo o jogo / De ti eu não sei praticamente nada» («Amor de bancada») e colectivo: «Nós somos mais do que parecemos / Há nos terraços quem se junte a nós / E embora longe também quem escuta / Está aqui connosco mesmo estando a sós». Joga-se empolgadamente um jogo mítico, inventa-se uma aventura feita de «restos de sonhos que ficaram por sonhar» («Futebol»).
    O conflito entre subjectividade e objectividade e entre o eu e o outro eclode a cada passo na poesia de José do Carmo Francisco.
    A realidade exterior agressiva e desgastante, devastadora, procura penetrar o indivíduo até ao esvaziamento da identidade («Luz»); e essa realidade chama-se jornal, telefone, frio, automóveis, chuva, blocos de cimento, autocarros, secretárias, códigos, fraldas… Chama-se «Situa São», quotidiano feito de «comboio cheio de pessoas e objectos / Todos os dias no mesmo lugar da carruagem», feito de «secretária entre palavras e papéis», onde cada um «Está onde está, exactamente nesse lugar». A preservação do sujeito, a manutenção do seu direito a fazer o seu «turismo interior» («Souvenir») passa por onde? Pelo assumir da marginalidade? «Quando cheguei e me perguntaram se tinha tido medo / dos terroristas fui obrigado a responder que não — / dos polícias, sim, tenho medo» («Amsterdam»). Mas a marginalidade também tem o seu poder de agressão [«Casamento» — «(apenas a lã na pele poderá incomodar um pouco)»]. Talvez tão grande como o da integração [«Summer Dreams» — «(há, em cada momento que passa, uma pessoa / / que nos julga e nos mede e nos classifica)»]. Entre margem e rio, o sujeito procura investir-se de um «Chapéu de vidro», protector e frágil, mas resistente pela transparência ao definitivo mergulho na opacidade circundante.
    Entre o eu e o outro também o desencontro — o «deserto»— se estabelece porque cada um se fecha no seu mundo, na sua rota própria, incapaz de ligar, senão instantaneamente, ao mundo, à rota do outro. «Lâmpada» ilustra bem a fugacidade luminosa desse momento pleno: «Quando tu ligas o teu mundo ao meu coração». Mas habitualmente o encontro é adiado por uma certa impotência para quebrar o gelo («Sete colinas», «Edite») e transferido para um tempo futuro («Café», «Turma»). Como alternativa, o poeta descobre técnicas de provocação do encontro. É a expectativa descrita no poema «Amor de café», onde se procura forçar a realidade à dimensão do desejo, do sonho, lembrando a técnica surrealista do hasard objectif («lembro, no metro, umas mãos que ontem vi / Tinham todas as hipóteses de serem tuas»). Ou então é a escrita, que, apesar dos telefones que tocam («Relatório e Contas»), consegue criar um espaço de encontro, prenhe de silêncio: «gosto das palavras / / desenhadas no papel, não no telefone» («Letter to Iowa City»), mesmo no seio da cidade anónima — «Não tinha nome porque tinha palavras» («Nesta Data»).
    A «Abadia», concílio fraternal das palavras e dos sentimentos, onde aniversário, no que contém de individual e subjectivo, é universo, no que contém de colectivo e de objectivo, se tornará Universárío, é um espaço a construir, de um tempo futuro. E a sua construção passa pela nossa capacidade, pois «sonhamos os dois o mesmo sonho neste percurso» («Telex para ninguém»), para «transformar o grande silêncio de quem como eu chora / Nas imensas vozes de quem chora a gritar» («Noventa dias»). E passa simultaneamente pela libertação absoluta do imaginário em relação ao objecto. De certa forma é esse o convite à felicidade que nos é proposto no poema «Decoração».
    A escrita de José do Carmo Francisco é uma escrita límpida, incisiva e eficaz, pela qual perpassa um prosaísmo sadio e uma confiança estimulante na palavra.
    Isabel Pires de Lima
    (revista Colóquio Letras n.º 81 http://coloquio.gulbenkian.pt/grafica/cl/revistas/81/lg_81_p81.jpg http://coloquio.gulbenkian.pt/grafica/cl/revistas/81/lg_81_p82.jpg)

  4. JOSÉ DO CARMO FRANCISCO
    JOGOS OLÍMPICOS
    Col. Crónica dos Escombros
    Lisboa, Espiral / 1988

    Jogos Olímpicos, a publicação mais recente de José do Carmo Francisco, traz no título a indicação do conteúdo da obra. Assim, está circunscrita ao espaço do desporto, sendo uma reflexão sobre vários aspectos da actividade olimpiana e privilegia mulheres e homens que, de uma forma ou outra, tiveram relevância na emoção do Autor. São versos, pois, de afectividade e de crédito no ser humano. Realmente este é um traço característico de José do Carmo Francisco, levando-se em conta que seus livros de poemas destacam e sobrelevam valores essenciais, como a justiça, a solidariedade e o respeito pelo outro. E é esta atenção às qualidades humanas que pauta as suas escolhas, os seus temas e o seu fazer poético. Notemos que o livro que abre a sua bibliografia se chama Iniciais (1982), nome que, além de dar referência a esse primeiro lançamento, é a forma dos títulos dos poemas, todos constituídos pelas letras iniciais dos nomes de personalidades do mundo da arte e do desporto. Já Universário (1983) é um «universo» quotidiano alerta e em luta contra a massificação e a perda da dignidade, enquanto Transporte Sentimental (1987), ao descrever o movimento de Lisboa nas «carreiras» de locomoção, fisga os consolos e desconsolos dos usuários apressados. Todos eles são poemas de lucidez diante das disparidades e desconfortos sociais. Modo de ver o mundo que dita ao escritor também as crónicas para os jornais e a organização da antologia poética O Trabalho.
    Em todos os livros ressalta o pendor descritivo de José do Carmo Francisco que pinta cenas do dia a dia, mas também pincela caracteres individuais. São raros os poemas autobiográficos, embora o poeta consiga escrever-se pelos títulos que escolhe e pela organização de suas preferências. Assim mesmo é de si que fala em alguns dos versos de Jogos Olímpicos como «A Balada do Peão» (p. 22) quando traz as dificuldades do menino de «carteira vazia» que penetra no estádio e não encontra um bom lugar para instalar-se. Facto que reflecte situações da vida com seus segregados. Em «Lamento de um Coração Espectador» (p. 26) reclama da rigidez regulamentar do desporto, burocratizado até, diferindo de um outro tempo em que se jogava «na alegria». Em «Amor de Bancada» (p. 21) um «eu» enamorado busca a correspondência do afecto feminino. Mas é nas estrofes de «Olhar na Tarde» (p. 27) que ele refaz um jogo de arquibancadas paralelo ao que se realiza no campo. Sem árbitro para controlar os lances, a emoção cresce enquanto os elementos da sedução vão sendo apreendidos: do olhar à palavra e do perfume à luz que se coa nos cabelos da Afrodite. Há toda uma fixação de cores (verde, azul, cinza) que se mescla ao som e à reverberação da luminosidade. Sequente aos arremessos da bola, o jogo entre os enamorados prossegue até o momento em que o juiz impõe o termo da pugna do gramado: o sortilégio se quebra e se esvai, diluído na massa do povo, agora já todos libertos do encantamento.
    Importante nesse sentido de criação-recriação é o poema dedicado a Ana Barros. Nele muito nitidamente se demarcam dois espaços que as estrofes tratam num movimento pendular. Ora é o espaço do desporto, ora é o espaço do trabalho. Em um o «tempo quotidiano fica suspenso» enquanto a «deusa grega» exercita a forma à procura da superação de si mesma. Harmonia, velocidade e ritmo orientam sua tenacidade em vencer Cronos. Fora daquele reduto, porém, os homens movimentam-se acorrentados aos horários, sim! mas na luta da sobrevivência. Espaços distintos e distantes, por momentos, então, os deuses vivem as inquietações dos mortais ainda que separados pela competência diferenciadora. Deuses no desporto, mas seres humanos no ringue da vida.
    É pela visão do mago-poeta que tudo se transforma. Ao mesmo tempo que José do Carmo Francisco tem o cuidado de descrever cenários, atletas, actividades vazadas pela sua emoção, ele vai compondo as suas crónicas em forma de verso e nelas o poeta abrange a totalidade da comunicação anunciando não só o actor, ou atleta que actua, mas também o espaço onde se realiza o espectáculo, e ainda os espectadores, ele próprio se incluindo no público que aplaude — como nos Jogos Olímpicos, como no teatro. Este escritor tem a consciência do acto da escrita e muitas vezes alerta seu leitor para a cumplicidade da leitura. Sua poesia traz o destinatário que «está aqui connosco mesmo estando a sós».
    Ocupado e atento a várias áreas da cultura, o desporto, porém, absorve-o, e é sobre ele que o poeta se debruça com o vagar e o gosto da recordação.
    Como intervalo de um quotidiano de trabalho, José do Carmo Francisco compõe o seu jogo e estabelece as regras próprias, na comprovação da beleza dos comportamentos humanos, sem descuidar daquilo que os pode tornar desumanos. Introduz na imperfeição do mundo a superação dos limites, já não só nos estrados olímpicos, mas no espaço e no tempo massivo e bitolador. Com isso, ele arma sua poesia, seu jogo de ultrapassagem.
    Maria Beatriz Weigert
    (revista Colóquio Letras n.º 112 http://coloquio.gulbenkian.pt/grafica/cl/revistas/112/lg_112_p106.jpg
    http://coloquio.gulbenkian.pt/grafica/cl/revistas/112/lg_112_p107.jpg)

  5. Não me parece que alguma vez tenham sido «julgados» aqui, nas caixas de comentários, os livros publicados por José do Carmo Francisco. Tenho lido, isso sim, críticas bastante desfavoráveis aos poemas que, também aqui, tem publicado. E dou inteira razão aos comentadores. Admito, francamente, que sou um deles. A poesia que José do Carmo Francisco vem publicando nos últimos tempos não tem qualidade. É possível que, os anos, ao contrário de outros autores, lhe tenham retirado a inspiração, a coerência na escrita do poema, a unidade e a concordâcia no seu conteúdo. As palavras e a forma que utiliza, deixa-nos supor que a pressa de ter posts para publicar, lhe tolhem a serenidade e o rigor da escrita. O que escreve é rudimentar, como isto:

    Entre o baile parado
    Numa festa de Verão
    Veio no papel o recado
    Com notícias da paixão.

    Ou isto:

    Entre a Póvoa e Trevões
    De A do Bispo à Granja
    A estrada tem as razões
    Do amor que não esbanja.

    É apenas um exemplo (recente) da má poesia de um autor a quem se tecem acima relevantes encómios.

    É bom não esquecer que tais elogios datam de há 28 e 23 anos atrás! Como disse, certos autores, com a idade, apuram a qualidade da sua escrita. Outros, não, como parece ser o caso.

    Não acredito que as palavras dos digníssimos críticos literários (amigos de José do Carmo Francisco, colegas e colaboradores como ele na Colóquio Letras) fossem hoje as mesmas perante o pequenino exemplo que transcrevo.

    Por esses anos não havia um blog chamado Aspirina B e, consequentemente, a pressa desvairada de José do Carmo Francisco em escrever de qualquer jeito, desde que sirva para um post – talvez para fazer concorrência ao Valupi (uma referência na arte da escrita, diga-se de passagem…)

  6. e quê, não importa comunicar e passar mensagens? só conta escrever para o elogio tantas vezes gratuito? a poesia não pode ser ligeira e leve e casual – tem de ser, tantas vezes obesa, de alta costura? e quê, pode chamar-se concorrência ao que não corre na mesma modalidade? e quê, a concorrência, quando leal, é negativa?

    (que gente chata e mesquinha, irra!) :-)

  7. começou a campanha eleitoral com outdoors da colóquio, para breve teremos tshirts e aventais da miséria franciscana. nem deves ter lido as fichas técnicas que supões serem atestados de qualidade e que confundes com criticas favoráveis. quando a inteligência é escassa e manipulação é muita o resultado é confragedor. se não tiveres croquetes de vitela, podem ser dois copos de branco.

  8. TINTO, BRANCO E ETC… : venho lembrar-te que o livro Iniciais, a que se refere o primeiro texto, assinado por João Rui de Sousa, já conta com 31 anos! Para mim, foi o jcfrancisco mascarado de Branco que colocou aqui estas abonatórias referências sobre a sua obra. Quem iria descobrir tal coisa?! Saber o número das revistas e respectivas páginas?! São coisas já com cabelos BRANCOS, daí a escolha do pseudónimo!

  9. Foste apanhado com a boca na botija, não foi? Auto-promoção com pseudónimo a ver se te safavas de mansinho. Insultas de cagalhão para baixo quem quer que te faça o mínimo reparo, às vezes até na melhor das intenções, mas depois fazes figuras tristes destas.
    Nem sequer vieste agradecer ao teu amigo Branco para ver se deixavas passar. Sinceramente, nunca vi tanta saloiice e arrogência num mesmo cidadão.

  10. Vocês «Joca», «Filipe», «André» e «DGC» é tudo o mesmo cano de esgoto. Nem para «Luciano das ratas» servem. E o que se sentiu mal com a expressão «cagalhão preto» já devia saber que o repugnante vem de cagalhão – não de preto…Podia ser castanho, era o mesmo.

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