Fado 1972 (Évora)

Eu era um cabo miliciano
Vivia na Rua dos Mercadores
O correio dum amigo veterano
Trazia um relatório de horrores

Passei hoje à porta dessa casa
Vi a janela do primeiro andar
O sol caía como uma brasa
Queria estar de novo nesse lugar

Sob a ameaça duma guerra
Onde o aerograma transmitia
O drama que esse fado encerra
A morte visitada a cada dia

Hoje guerra é apenas memória
Desse aerograma tão semanal
Junto a estas pedras com história
Nasceu uma mudança em Portugal

15 thoughts on “Fado 1972 (Évora)”

  1. Quem toca à guitarra? O valupi ou o daniel pinto, o que se diz sousa?

    Eu posso tocar bateria, com os pés. Interessados?

  2. Eheheheh
    Ave de arribação! eheheeheh
    Vá responde-lhe. Com um soneto à maneira, para veres se acalmas o homem.

    Ó senhor, acalme-se, acalme-se senhor.
    Toma aí uma quadra aspirinica

    Tem paciência JFK
    Não te enerves por favor
    Que fazes mal ao coração
    E vais desta pra melhor

    Publica aí. É um original.

  3. Para fazer a vontade ao «tou-te a ber», embora não seja um soneto:

    Quando um poeta constrói
    poemas de pé-quebrado
    acreditem que mais dói
    do que um osso fracturado.

    Porque um osso e sua «teia»
    acabam no lugar certo
    já um poeta sem veia
    é uma voz no deserto.

    Mas se o vate é malcriado
    vocifera, fica fulo
    passa a ser bicho-de conta
    preso no próprio casulo!

  4. Eu era um cabo dos trabalhos
    Vivia na Rua do Chouriço
    O correio dum vendedor de alhos
    Trazia um relatório do serviço

    Passei hoje à porta do canil
    Olhei pela janela do rés do chão
    Depois de bater com a cabeça no lambril
    Acompanharam-me até ao portão

    Sob a ameaça duma gastrite
    Que me dava uma certa azia
    O drama que esse fado transmite
    Resolve-se com meio litro de sangria

    Agora a gastrite já só vem
    Com periodicidade mais que mensal
    E o duodeno lá se entretém
    Com doses diárias de omeprazal

  5. ERRATA: leia-se «bicho-de-seda» e não «bicho-de-conta». Desculpem lá, mas acontece…Como estava a pensar no nosso poeta dos fados, associei-o também ao bicho-de-conta. É o que ele faz quando foge às perguntas que lhe fazem: ou se enrola nas respostas, ou se cala, a fazer de conta que a conversa diz respeito ao vizinho do lado.

  6. Eu era um cabo de vassoura
    Vivia na Avenida dos Cordões
    O correio duma senhora
    Trazia-me as refeições

    Passei hoje em frente da mercearia
    Mas não consegui passar da porta
    Porque esta já não abria
    E soube que a tal senhora estava morta

    Sob a ameaça dum meliante
    Com um bife da vazia
    Qualquer drama que este fado cante
    É melhor que o hálito da minha tia

    Hoje o meliante passou à história
    Arrependeu-se e vive no Cacém
    Bebe todos os dias a sua chicória
    E rebate com um pastelinho de Belém

  7. ehehehehehehehehe
    ehehehhehehehehehhe
    ehhehehehhehehe

    JFK, você é um prato. Ainda por cima você dá o flanco. Pois não percebe que se está a brincar consigo?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

    Logo hoje que não me posso rir. Seriedade é ordem do dia.

  8. Não sejas dramático, Mário. Isso é apenas jogo de pés, um tripúdiozito do Zé para manter o respeito e lembrar a toda a gente que ganhou o “pluma” de Karate nos campeonatos de Vila Franca.

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