Elevador da Glória

Na mais profunda das confusões
Nas vozes alteradas dos turistas
A pedirem desculpa dos empurrões
Aos vulgares passageiros, aos jornalistas

A quem todos os dias te percorre
Quase sem dar pelo ângulo da subida
E em cada viagem também morre
Ou (pelo menos) deixa um pouco de vida

Às crianças com três anos de idade
Na voz hesitante dos seus pais
Perdida entre o apelo da verdade
E os gostos da poupança, naturais

A todos que comigo viajaram
E posso ter como testemunhas
E este fado comigo cantaram
Numa guitarra velha como as unhas

A todos direi; tomem nota por favor:
não há lugares sentados neste elevador.

40 thoughts on “Elevador da Glória”

  1. LISBOA

    Digo:
    “Lisboa”
    Quando atravesso – vinda do sul – o rio
    E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
    Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
    Em seu longo luzir de azul e rio
    Em seu corpo amontoado de colinas –
    Vejo-a melhor porque a digo
    Tudo se mostra melhor porque digo
    Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
    Porque digo
    Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
    Com seus meandros de espanto insónia e lata
    E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
    Seu conivente sorrir de intriga e máscara
    Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
    Lisboa oscilando como uma grande barca
    Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
    Digo o nome da cidade
    – Digo para ver

    Sophia de Mello Breyner

  2. O Elevador da Glória
    Rádio Macau

    Daquilo que está por baixo
    Até ao que fica no alto
    Vão dois carris de metal
    Na calçada de basálto

    Desde este lugar sem história
    Até um lugar na história
    Vão apenas dois minutos
    No elevador da glória

    REFRÃO:
    No elevador da glória
    No elevador da glória
    No elevador da glória

    Duma existência banal
    Até ás luzes da ribalta
    Há dois carris de metal
    Desde a baixa á vida alta

    Desde o triste anónimato
    Desde a ralé e a escória
    Até á fama e ao estrelato
    Há o elevador da glória

    REFRÃO:
    No elevador da glória
    No elevador da glória
    No elevador da glória

  3. mais publicidade às naifadas da allarts. deves ter acordo comercial, promoves a galdéria à borla e eles impingem as obras completas do poeta rústico da benedita ao camone que entra para admirar a gaja que toma conta da baiúca, uma espécie de alternarts, tás a domar a cena, meu! desde que vai pintando algum ao fim do mês, tá nice.

  4. O meu poema é de 1986. Não venhas para cá com provocações. Faz parte do «Transporte Sentimental» editado pela Câmara Municipal de Lisboa em 1999.

  5. O ELEVADOR DA GLÓRIA

    Há mais de um século
    Subindo e descendo

    Sem ânsias nem pressas
    Do nascer do sol à noite calada
    Conquistando portas e travessas
    Sobre o carril sereno na calçada

    Num êxtase de vitória anunciada
    Sobe devagar sem sobressalto
    Vencendo a colina e a encruzilhada
    Até chegar acima, ao Bairro Alto

    No seio da cidade, suave e calma
    Vai nos anos escrevendo a sua história
    Está velhinho na vida, não na alma
    O orgulho de Lisboa é a sua glória

    José Manuel Alves

  6. Analisando estes versos, colocam-se as seguintes interrogações:«Na mais profunda das confusões, nas vozes alteradas dos turistas, a pedirem desculpa dos empurrões, aos vugares passageiros,aos jornalistas.» Implícito que «os turistas têm as vozes alteradas, mas, mesmo assim, pedem desculpa dos empurrões». E a quem pedem eles desculpas? «aos VULGARES passageiros, aos JORNALISTAS». Porque existe diferenciação de classes: os «passageiros VULGARES» e os «JORNALISTAS». Como se o autor destes versos soubesse a profissão dos «VULGARES passageiros»! Mas ele sabe que viaja no Elevador da Glória «UM JORNALISTA»: ele próprio! Daí que os outros sejam «passageiros VULGARES», ele não! Aqui está, nuns pobres versos, como o seu autor olha para si e para os outros. Está tudo dito.

  7. melhor dizendo, editado com dinheiro do contribuinte. se é transporte sentimental podias vender à carris ou mesmo à transtejo, metiam a edição num bloco de cimento e faziam uma âncora prós cacilheiros.

  8. a abécula sonha com gajas a fazer top less, delira com peidos e quer promulgar a lei do enrabamento geral, uma genuína incondicional da miséria franciscana.

  9. JCFrancisco,

    Lembra-se do poema “O Velho o Rapaz e o Burro”?

    Não desperdice cera com “ruins defuntos”! Independentemente do maior ou menor mérito do que aqui escreve, vai ter sempre o pessoal do costume a escarnecer.

    Quanto a mim, o melhor seria não perder tempo a responder-lhes. Pode ser que, dessa forma, percebam que ser mentecapto não é propriamente uma qualidade, e se tratem.

    Ou então responda-lhe no latim macarrónico muito em voga em Coimbra, nos idos de sessenta do século passado:

    “In oculum descansorum est!”

    Um abraço.

  10. Eu tenho uma prima chamada Maria da Glória que mora num 7º andar em Coimbra e que tem que ir de elevador para casa. Obrigado por me teres feito lembrar dessa prima de quem tanto gosto e por quem sinto um grande carinho.
    Só prova como estes poemas valem a pena.

  11. Muito se tem falado aqui, da parte dos amigos de jcfrancisco (porque nada mais podem fazer), de «inveja», de «ressabiamento», de «dor de cotovelo», de «despeito», etc., sentidos pelos comentadores que se expressam na caixa dos comentários. jcFrancisco chegou a aventar a hipótese «de ser um grupo de poetas sem qualidade»!!! Vamos, então, ver em que consiste tanta e tão desmesurada inveja:

    Da «poesia» que ele escreve? Não. Da sua constante e doentia mania de se elevar como autor? Não. De divulgar os seus passeios a Londres (escrevendo poemas alusivos e onde tem uma filha emigrada, coisa que ele não diz)? Não. Outras passeatas à conta de Câmaras Municipais com a edição de um livro pela Câmara Municipal de Lisboa (coisa pouco vulgar)? Não. Da sua falta de tolerância perante situações que só a ele (parece) incomodam: falta de estacionamento à porta, no Bairro Alto, onde mora? Não. Da sua perseguição a Saramago (porque se enganou no nome ao autografa-lhe um livro)? Não. Das constantes críticas quando outros erram em jornais ou revistas? Não. Da sua boçalidade ao responder a quem o critica, a mais das vezes com pertinência e educação? Não.

    Então, de que podem os comentadores ter «inveja»?! Alguém imagina uma Sophia de Mello Breyner, um Eugénio de Andrade, um Carlos de Oliveira, um Torga, um Nemésio, uma Natália Correia, e outros bons poetas vivos, a comportar-se como o jcF, promovendo-se, continuadamente, nos seus posts ou transvertido, isto é, sob psedónimo ?! Não!!! Curiosamente, não encontro um comentário seu a auto-promover-se descarada e tristemente (sob nome falso), publicado há dias, a dar de si a imagem que faz com que os comentadores escrevam o que escrevem. O mais certo é ter sido apagado. Não há Elsas ou Sinhãs que lhe valham, quando jcFrancisco não se respeita a si próprio. Agora, o que se espera, é este constante e talvez incómodo modo de fazer face à sua sempre renovada falta de qualidade literária e à sua inegável agressividade. Neste blog ou lemos política ou os textos de jcF. Não temos alternativa. A não ser ir bater a outra porta. Mas há hábitos que não se perdem. Talvez seja isso… por enquanto!

  12. eu explico: não precisamos de sofrer tanto para aprender que a vida é muito mais ajudar e compartilhar do que competir, ferir e derrotar. quem tem o coração cheio de amor tem, naturalmente, ética. e ética é não estar preocupado com a reputação, mas com o caráter; o o comportamento espontâneo, generoso e fraterno, é ética. e isso eu encontro aqui, sim. e também encontro os disparos do Zézinho à falta de ética mas isso só ele pode tratar e controlar. como eu digo sempre: agarrar o melhor e ignorar o pior.

    e está tudo dito, digo eu.:-)

  13. Como eu pensava, este anónimo que se transveste com tantos nomes, é alguém demasiado próximo do JCF. É a explicação que encontro para ele se descair com tantos pormenores da sua vida, alguns deles que só entram na cabeça doente de gente pequenina e frustrada.

    – André o que foi que o JCF te vez, assim tão odioso? Roubou-te uma namorada? Ganhou algum prémio que querias? É demasiado honesto para ti? Conta lá, o que é te dói assim tanto, além do cotovelo.

    – Sabes que existe psicanálise e que o teu problema se pode resolver?

  14. Amigo C. Serra – tenho quase a certeza que esse comentário vem no «Livro do Dr. Assis», esse inesquecível repositório de memórias da boémia de Coimbra.

  15. Ó Elsa, não encontro palavras para descrever-te. Logo à primeira, até pareces analfabeta. Depois, podias ter inteligência, mas não tens. Nem um pingo só. Se tivesses, compreendias as minhas palavras no comentário acima. Continuas a insistir na «dor de cotovelo». Não vou perder tempo contigo, porque era um desperdício. Mesmo assim, para ficares melhor informada e não escreveres asneiras, a vida do jcFrancisco tem sido desfiada por ele próprio aqui no aspirina tim-tim por tim-tim. Tal como eu, todos sabem da sua vida, minha ingénua atrevidota. Cresce (ou já terás idade?) e aparece!

    Branco, o comentário é esse mesmo. Não sei porquê, perdi-o. Mas não concordo consigo. Acho que deve ser mesmo o jcFrancisco a auto-elogiar-se da maneira mais desastrosa de que há memória! Outra pessoa na gozação? Enfim, quem sabe.. Mas reparou no silêncio do zézinho? Era caso para agradecer tão rasgados elogios! Ele que retribui sempre os abraços e as palavrinhas dos fiéis amigos… Muito estranho não ter dado resposta. Daí, devo ter acertado.

  16. Nunca precisei de ser “descrita” por cobardes.

    E também nunca gostei de gajos sem tomates, como é o teu caso, que só falam na sombra. Infelizmente isso não se cura, vais ser ser o mesmo “merdas” a vida inteira, sempre com inveja do vizinho que é melhor que tu (não é preciso muito…).

  17. Já agora – em vez do «Livro do Dr. Assis» pode ser talvez no «Mata Carochas». São memórias paralelas da boémia do fim do século XIX. Em Coimbra.

  18. um labrego travestido de pintas armado em bóemio doutorado por coimbra. procura em matarruanos, pode ser que encontres alguma referência a ti próprio. ganha juízo oh elsa do carmo serra.

  19. Eu não venho no Palito Métrico que conheço mas eu nasci em 1951…Qualquer dúvida consultar o «triplov», OK?

  20. Este «anonimo» em travesti de outras coisas tem uma maldição contra si – vai morrer como os grilos…

  21. O que eu quis dizer foi qua a citação da frase em latim macarrónico do C. Serra vem no Palito Métrico. Não percebo a que propósito vem a referência ao seu ano de nascimento e ao triplov. Algo me escapa.

  22. prosopoema dedicado ao poeta da treta copiado do dicionário elmano santos

    badameco, salafrário, palerma, parvalhão, pateta, lambisgóia, delambida, morcão malacueco, safardana, maluco, tarado cunanas, escaganifobético, camelo, chalado idiota, flausina, camafeu, cona de sabão, vaca gorda, cara de cu à paisana, coirão, choninhas, parvo, sevandija, porcalhão, mariquinhas pé-de-salsa, estafermo, ladrão, trombalazanas, sacripanta, otário, piroso bandido, pirata, trapaceiro, piolhoso, embusteiro,farsante, gatuno, aldrabão meliante, vigarista, carroceiro, lavajão, vígaro, bruto, besta quadrada, barrigudo, brutamontes, estúpido, abécula, cabeçudo, cavalgadura, imbecil, zero à esquerda, mentiroso, nódoa, nulidade, velhaco, esqueleto vaidoso, zarolho, pirata, canalha, bandido sacrista, sacana, malandro, vendido, velhaco, unhas de fome, cretino, calhandreira, sovina, somítico, marreco, quadrilheira, lambéconas, engraxador, lambe-botas, maneta, caga-tacos, peida gadoxa, gordalhufo, cegueta safado, sabujo, pantomineiro, ranhoso borra-botas, bufo, queixinhas, trabeculoso, pote de banhas, caixa de óculos, cornudo, quatro olhos, pernas de alicate, trombudo, olhos de carneiro mal morto, agarrado, boca de charroco, orelhas de abano, esgalgado, moco, pelintra, mariconço, trauliteiro, patego, saloio, boi, coxo, candongueiro, analfabruto, analfaburro, basbaque, careca, desenxabida, chupado das carochas, empecilho, atraso de vida, tísico, copinho de leite, menino da mamã, bexigoso, soba, cacique, vagabundo, tinhoso, lingrinhas, filho da puta, panasca, bichona, sebento, reles, rasca, apanhado do clima, bebedolas, calão, cabra, batoque, zé ninguém, cabra, cabrão…azeiteiro…Papa-moscas, pamonha, palonço, mostrengo, xibungo, pilantra, baitola, sovaqueiro, sanhista, micheiro, rabeta, vidrinho de cheiro, marado, laparato, forasta, esteira, espadista, drope, chôro, chibo, malaico, chouriço, achacador, urso, traste, sanguessuga, sacripanta, engole-espadas, abichado, adelaide, ranhoso, rafeiro, quebra-bilhas, poia, picha-fria, moinante, matreco, marreta, chuleco, esculhambado, empata-fodas, conanas, roto, filho de um cabaz de cornos, saco de peidos, cu aberto, peidorreiro, narciso, merdáceo, lilas, hás-de morrer como os grilos, filho de um cabaz de caracóis, chupa na palhinha, chibo, cagado, aputalhante, afanchonado, acagaçado, abemolado, saparrão, pentelho-de-caracol, gabiru, galicado, espalha-merda, desmunhecado, cu-de-égua, chupa-gás, zaranza, pantomineiro, mondongo, esbodegado, capado, invertido, lambe-cricas, espirra-canivetes, esgrouviado, abelhudo, alonso, banana, borra-botas, cabeça de caralho, cara de cu à paisana, carteirista, filho de uma note de vinte

  23. C. Serra, já agora, explique-me o significado da frase de JCF

    “Eu não venho no Palito Métrico que conheço mas eu nasci em 1951…Qualquer dúvida consultar o «triplov», OK?”

    É que eu não atinjo. Não atinjo mesmo. Deve ser labrego.

  24. Não é nada labrego, labrego é o falso anónimo, o que vai morrer como os grilos. Eu brinquei com o facto de, logo a seguir ao meu nome aparecer o «Palito Métrico» e daí ter escrito que eu não vinha lá – mais que óbvio. Quanto ao «triplov» é um site com literatura portuguesa e brasileira onde surgem diversos textos e entrevistas comigo. Apenas isso.

  25. Perdida entre o apelo da verdade
    E os gostos da poupança, naturais

    Mas, ele há gostos da poupança? naturais?

    andas a fazer propaganda ao FMI, ai andas andas, pá
    que prosa mais faralhada, ó cueta do bairro alto, pá

  26. pensava que o triplov era um site para amantes de tripas, afinal é promoção de xóriços com umbigo tipo 7cidades. oh pá! ganha juízo, já todos perceberam o queres dizer mas ninguém percebe o que esceves. poupa-nos explicações idiotas & frustrações adjacentes.

  27. Tu «antipassos» olha que o poema é de 1986, ó burro! E tu anónimo tu não pensas, tu és um trambolho, não pensas nada, só sabes dar coices.

  28. Francisco, pá, burro és tu mais quem te fez as orelhas, pá, e isso não é um poema, pá, isso é um drama, pá, um drama dum patetoide enxoriçado em estrofes de cueta da candonga.Vai vender gelados e come um para ver se te acalmas ó cueta do bairro da latada.

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