Canção para um Império em S. Carlos

Dia de bodo não há querela
Senhor Luís venha à janela
Que um foguete está no ar
Venham sopas a preceito
O vinho de cheiro no peito
Esta alcatra é um manjar
E eu saúdo a Impanatriz
Luísa de mão dada com Luís
Dois confeitos num copinho
Eu cheguei do Continente
E no meio desta gente
Nunca me sinto sozinho
Eu peço a este Imparador
Papel de seda por favor
Tal como manda a canção
Peço loiro, cebolas doiradas
Toicinho em taliscas tiradas
Pau de cravo, pimenta em grão
Mas não canto ao desafio
Faço meus versos com brio
E não passo dum amador
Acabou a brincadeira
Viva a bela Ilha Terceira
Luís Bretão Imparador

13 thoughts on “Canção para um Império em S. Carlos”

  1. Bretão passou rápido pela tertúlia, mas deixou saudades e uma enorme bonomia em todos os que ficaram.
    Associo-me, poeta, ao “in memoriam” de seus versos, o Espírito Santo de que Bretão era imperador ou talvez mais, ouvidor exímio da viola da terra e dos toiros á corda que, para a lide, há muito que as sopas, a alcatra e outras rezas lhe tinham levado a destreza.
    Acima de tudo um embaixador itinerante da cultura açoreana.
    Jnascimento

  2. O nosso amigo Jorge que passou pela tertúlia das segundas é de uma família de artistas. Tenho no corredor um quadro do seu irmão José Orlando e essa memória do quadro também ajudou a fazer o poema. Há aqui muito sangue pisado e muita lágrima invisível. Um abraço algarvio do JCF – PS: O almirante já apareceu?

  3. o mordomo dava estadia e a câmara d’angra pagava as passagens ou será que as fap te iam buscar a casa. belos tempos em que se chulava a democracia a troco dumas rimas regadas a verdelho. até podias ir de adido cultural do viegas prós açores, todos os dias inauguravas uma taberna, abocanhavas uns cavacos, degustavas umas cracas e alapavas à borliú e se deus fosse misecordioso levantava a âncora e deixava aquela porra à deriva pensamento trogolodita.

  4. Bem isso é nas Festas do Espirito Santo na Terceira e em todas as outras ilhas. Eu fiz de «folião»… Veja-se esta quadra do senhor António Borges de S. Sebastião em 1972:«Viva a nobre Impanatriz / Um brinquinho de criança! / Viva o nobre Imparador / E toda a sua briança!»

  5. «… é assim que se diz – Impanatriz e Imparador», afirma, sem um mínimo de cuidado, antes com uma leviandade a toda a prova, o senhor JCfrancisco! Eu acrescentaria, que se «diz» também Impenatriz e Imparatriz. Assim como se «diz» Bereador e Briador (Vereador), estes em número de 3, e que compõem o «pessoal do Império», ajudando em diversas funções, como acompanhar o Império, intervir no acto da Coroação ou na distribuição das «pensões» (géneros alimentícios), etc. Ora, quem sabe escrever, escreve correctamente, Imperador e Imperatriz. Assim deve ser. Os vocábulos que JCfrancisco dá como sendo os nomes correctos, não passam de termos que derivam, como outros, de uma incorrecta interpretação das palavras e que o povo perfilhou, por mal informado, ou, ainda, por uma certa preguiça em pronunciá-las correctamente. Nem sequer se trata de termos regionais locais, isso acontece não-só ao nível da pronúncia, como também do vocabulário e da sintaxe. O que não é o caso. Seria interessante que a afirmação infeliz deste senhor desse azo a que daqui em diante abolíssemos as palavras correctas, Imperador e Imperatriz, por outras que só mostram como se pode falar mal o nosso português.

  6. Ora bolas, agora com esta idade é que me aparece esta encomenda. Tenho cuidado, tenho e caldos de galinha também. Não me venham com tretas – o meu poema é um simples poema e não uma lição de antropologia ou de linguística. Eu não digo que esgoto o tema – nem quero dizer nem tenho pretensões a isso. Ora bolas… Quanto à leviandade – enfim, será melhor «não ir por aí».

  7. Não se faça desentendido. Eu não falei no poema – e você sabe isso muito bem – , falei da sua afirmação num dos comentários que fez. Absolutamente errado e com a pretensão de o dar como certo. Uma pessoa como o senhor tem a obrigação de saber o que diz ou o que escreve. Não pode enganar os leitores com falsas afirmações, como é o caso. Respondeu grosseiramente e com petulância ao meu comentário, «Tenho cuidado, tenho e caldos de galinha também». Eu acrescento que «os caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém». Mas parece que você precisa de muitos caldos para ver se tem em consideração quem o lê e às suas informações, feitas de ânimo leve. Aprenda, para poder ensinar. Você tem o hábito de tentar fugir às suas responsabilidades enquanto autor dos seus textos. Faria melhor em desculpar-se perante a irresponsabilidade e a leviandade, repito, que, volta não volta, podemos verificar aqui, nos posts que escreve. A do «imperador» e da «imperatriz», é imperdoável. Se não sabe, senhor bloguista, não escreva.

  8. Tu fazias aqui tanta falta como a fome: és maluca e desentendida pois finges não ter lido a quadra do folião em 1972. Basta ler a quadra do senhor folião para perceber tudo ou se sabes tanto não conheces o poema do Vitorino Nemésio sobre a Genuína Baganha???

  9. Eu se fosse a «ela» mandáva-te já à merda, grande vaidoso, sempre a fugir às questões que te são postas, devido aos teus erros – que nunca assumes. Não vem ao caso o folião e o Nemésio terem utilizado as palavras «imperador» e «imperatriz» como as diz o povo. Tu também escreves «binho» em vez de «vinho»? O ignorante aqui és tu, palerma! És um farsola de um macaco e nada mais!

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