Balada para uma lágrima

Moínho de companheiros
Não tem direito a maquia
Do Rio Torto aos Pereiros
Vai a distância de um dia
Onde se vive um passado
Mas sessenta anos depois
Sonho e vida lado a lado
Mo poema entre os dois
E a aguinha bem chovida
Deu bom cheiro á terra
Na lágrima interrompida
Moral que o gesto encerra
Não vale a pena chorar
Com uma vida pela frente
Tu neste ou noutro lugar
Recusas a lágrima quente
Ninguém te nega o direito
De desenhares um sorriso
Nas covinhas que a preceito
São no teu rosto um aviso

De que a Estrada Nacional
De Penedono ao Pinhão
É o ponto mais inicial
Da viagem do coração
Vais partir em romaria
À Senhora da Cabeça
À Senhora Santa Luzia
Onde dirás a promessa
Vês os Doze de Inglaterra
Silhueta de um Magriço
Coração em pé de guerra
Lágrimas; não quero isso
Romeira na capelinha
E no alto deste lugar
A Balada está sozinha
Olha para ti a cantar
E agora não chores mais
Entre a tua casa e o muro
Se os direitos são iguais
Nos teus sonhos há futuro

12 thoughts on “Balada para uma lágrima”

  1. Obrigado, José do Carmo:
    Parece-m que estou a conhecer estes lugares, mesmo aqueles que entretanto já desapareceram.
    Jnascimento

  2. JC Francisco:

    Os dois comentários feitos acima, um a azul, outro a preto, nada têm a ver comigo. Não gosto de confusões. Costumo assinar MJ por serem as iniciais do meu nome. Isto confirma que «há muitas Marias na terra». Ou, então, é capaz de ser uma gracinha vingativa de algum ou alguma «aspirínica» da nossa praça. Aproveito para dizer-lhe que todos os poemas que falam do amor à terra, às pessoas, ao passado, me agradam. É o caso deste, cujo título já tem poesia.

    Saudações

  3. Eu também não gosto de confusões. O outro se quer fazer um partido de animais que faça das hortaliças ou dos legumes. E se quiser protestar contra as touradas que vá para Angra do Heroismo e depois venha contar como foi. O outro não conta para o totobola, é um zero à esquerda…

  4. Na linha 8 é bem «No poema» e não «Mo poema» – Lapso meu… De resto mantenho tudo o que disse: um é maluco dos animais, o outro é um zero e não vale mesmo nada. Safa!

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