Balada da Rua do Ouro

(a Vítor Salgado com um abraço)

Rua do Ouro, comprida
Trazia câmbios, papéis
Era o princípio de vida
Ganhava trinta mil réis

Agências de navegação
Fretes, confusão tamanha
Facturas em liquidação
O sisal para a Alemanha

Ano de sessenta e seis
Polícia a cada esquina
No Natal os bolos-reis
Eram festa pequenina

Agência Havas, notícias
Jornais de amor e mágoa
Na Boa Hora polícias
Tinham o carro da água

Rua do Ouro onde eu ia
Trabalhar até à uma
No sábado sem alegria
Sonhar a branca espuma

Numa praia de Cascais
Na estação, fim da linha
Adeus vida, nunca mais
Te posso chamar minha

Eram Bancos e Banqueiros
Cambistas e correctores
Central da Baixa, parceiros
Reúnem-se os informadores

«É sério e cumpridor
Nada consta em desabono»
Desconta a letra ao senhor
O homem anda sem sono.

26 thoughts on “Balada da Rua do Ouro”

  1. chamava-lhe antes a balada do pide bancário, mas quanto a extorsão e tortura do cifrão nada dizes. mais uma martelada onde ficámos a saber que recebias 30$00 (trinta mil réis parece bués de narta) para fazeres piscinas na rua do ouro.

  2. Jornais de amor e mágoa

    Ó pá, caprichos pá, CAPRICHOS! Literatura de cordel! A preto e branco.

    Na boa Hora, polícias???

    incompleto pá, INCOMPLETO! Polícias, ladroes e juízes, pá!

    «Reúnem-se os informadores»

    Os bufos, pá, os BUFOS, pá!

    Praia de Cascais? Mas tu que tás casado andavas no GUINCHO, pá?

    faz lá o poema dos PALITOS pá.

    Aí vai o começo

    A testa luzidia e alta
    numa cara esguia
    sobre um nariz adunco
    uns olhos de cotovia

    O calcio despontava
    naquela testa francamente esguia,
    que interessava contudo
    ele queria era a grila

    Vá pa, continua

    mete-lhe uma estrofe ao pé da Sé de Lisboa e vais ver que és convidado para escrever no blogue dos literatas.

  3. Bufo será o teu avô torto, grande porco! Vai morrer como morrem os grilos! Não tentes fingir que não sabes que os Bancos tinham informadores comerciais, grande bandalho!

  4. tinham os bancos e a pide, mas o espírito da coisa era o mesmo. da rua do ouro à antónio maria cardoso é um saltinho.

  5. Ó chico dos charros, pá, vai chamar torto ao teu avô que não conheceste nem a tua mãe, seu cavalo.
    Morre tu como morrem as pulgas, seu bácoro, bandalho és tu, olha lá, pá, na tua escola comercial, davam-te guardanapadas e pensas que é tudo igual. vai pintar os lábios, bandido e limar o penduricalho, pá, pra ver se cresces.

    Aposto que o maior bufo lá do burgo eras tu, era só acenar-te com o metal e aí estavas tu a largar a alpaca para ires comprar água de colónia e ires pra cascais a ver se alguma caía.

  6. Volta lá para a sarjeta de onde vieste, ó monte de merda! Volta para o chafurdo, ó porco! Miserável provocador…

  7. Não vou para um sítio onde tu estás ó chico dos charros. Ocupas tudo com a tua presunção, pá, os meus poisos são outros, seu bácoro, e pára de emporcalhar as estrofes, ó cueta do bataclan.

  8. ACORDAR

    Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,
    Acordar da Rua do Ouro,
    Acordar do Rocio, às portas dos cafés,
    Acordar
    E no meio de tudo a gare, que nunca dorme,
    Como um coração que tem que pulsar através da vigília e do sono.

    Toda a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar,
    Não há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo.
    À hora em que o dia raia, em que a luz estremece a erguer-se
    Todos os lugares são o mesmo lugar, todas as terras são a mesma,
    E é eterna e de todos os lugares a frescura que sobe por tudo.

    Uma espiritualidade feita com a nossa própria carne,
    Um alívio de viver de que o nosso corpo partilha,
    Um entusiasmo por o dia que vai vir, uma alegria por o que pode acontecer de bom,
    São os sentimentos que nascem de estar olhando para a madrugada,
    Seja ela a leve senhora dos cumes dos montes,
    Seja ela a invasora lenta das ruas das cidades (…)

    Àlvaro de Campos

  9. jcfrancisco, explica lá a toda esta gente que lê isto qual é a tão grande ofensa de colocar aqui um poema de Álvaro de Campos. Tu estás a ver coisas onde elas não existem, estás a atribuir intenções a actos que são completamente inofensivos. Essas reacções intempestivas só te fazem cair no ridículo, mas continuas sem perceber nada, mesmo quando alguém como o João Pedro da Costa, que pelos vistos até conheces pessoalmente, te chama a atenção para essas situações.
    Estás a cair no ridículo.

  10. xico, pá, eu não sei quem te atirou com a poesia do Álvaro de Campos, mas não enxergaste a mensagem, ainda por cima sabes o que o visitante sabe e que não sabe, pa. és um autentico prato de vulgos, pá. cueta de bataclan.
    dize lá o que é o bem e o que é a poesia
    Não me digas que bem é chamares nome aos outros e poesia é o que fazes, tens de ser mais original, xico.

  11. Mas ó bacoco, grande bacoco, «cair no ridículo» perante quem??? A outra gansa, ao atirar poemas como se fossem comentários, está a tentar provocar mas os resultadso ficam aquém do esperado. A mim não chega a provocar: eu vou continuar a ser quem sou, ela vai continuar a não ser nada – além de pobre gansa.

  12. Ó Branco, não é nada consigo – como é claro. É resposta ao maluco anterior. O seu texto é muito antes do outro…

  13. “Mas ó bacoco, grande bacoco, «cair no ridículo» perante quem???” era, como é óbvio, comigo. “bacoco, grande bacoco”, incluído.

  14. Faça como quiser, acredita em mim ou não. O que aconteceu foi eu querer responder ao trambolho anterior mas infelizmente misturei as coisas. Ou seja escrevi como se uma frase sua pertencesse ao outro. Foi um erro meu: assumo que nunca quis envolvê-lo na resposta. EStava mal, devia ter dado um tempo. Faltou separar as águas. Erro meu…

  15. Ok, registo o reconhecimento do erro e congratulo-me por ao menos uma vez (tanto quanto dei por isso) reconheceres que erraste. Muitas outras vezes aqui já misturaste as coisas e baralhaste assuntos. Pode ser que este seja um bom precedente e comeces a pensar melhor antes de dizeres certas coisas. Antes de mais, para teu próprio bem.

    E já agora, as pessoas bem educadas não se limitam a reconhecer os erros, também pedem desculpa, que não é vergonha nenhuma.

  16. Peço desculpa ao «Branco» com todas as letras e toda a dimensão do erro. Foi a quente. Não se volta a repetir com o «Branco». Cuidado de hoje em diante…

  17. ó pá, meu ganda tonto, xico dos xarros, pá, tu bates mal como o gajo do FMI, não tens os cinco alqueires bem medidos, seu papel quimico da má criação. Vai derreter chumbo pá e cunhar a testa. Manga d´alpaca.

    Trambolho és tu, car de joanete. Cueta de bataclan. Só te falta o banjo e um chapeu ás riscas.

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