Para onde quer que vá, o bravo português leva consigo as suas atiladas competências técnicas (2)

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Atrás de uma notícia do Público, segui para o Luxemburgo, onde o mundial de futebol está a dar que falar entre a nossa comunidade emigrante, e não só pelo desempenho da nossa selecção. Em dois jornais luxemburgueses, apareceu gente muito incomodada com a omnipresença de bandeiras portuguesas — por vezes com o tamanho “de lençóis” — nas ruas e janelas do Luxemburgo. Isto para nem mencionar as turbas apinhadas em carros igualmente enfeiados pelos nossos trapos verde-rubros e as hordas de ébrios cambaleantes mas vitoriosos. Ainda para mais, este pessoal desrespeita uma lei que impõe a presença do estandarte luxemburguês a acompanhar bandeiras alienígenas.
Claro que um comportamento intolerável deste jaez só podia vir de gente mal integrada e quase sub-humana. E a culpa nem é do pobre desporto: “O futebol devia ser pura felicidade. Temos de recusar deixar que ele se transforme num elemento de segregacionista”. É que esta maltosa só se civilizará “Quando eles estiverem realmente integrados no nosso país, quando os seus televisores não ficarem perpetuamente ligados à RTPi”. Claro que não tardou até surgir uma boa alma a recordar a taxa de insucesso escolar “horrivelmente elevada dos estrangeiros”. Tudo no meio de acusações de “patriotismo malsão” e de “chauvinismo”, prontamente contra-atacadas por denúncias de racismo e xenofobia.
É linda a forma como o desporto une os povos.

7 thoughts on “Para onde quer que vá, o bravo português leva consigo as suas atiladas competências técnicas (2)”

  1. Pode ser que o smith apareça por aqui …já que é o meu saco de boxe favorito.

    Também tem um palhaço chamado xatoo ..também gosto de lhe partir os cornos …

    E como este blog é frequentado por palhaços de origem diversa … acho que me vou divertir..

    Antes …no tempo do barnanabeco … e por aqui ..várias vezes …eu assinava ..Afonso Henriques …agora …prefiro ..Corsário Negro …

    Saiam da frente…

  2. Luis:

    Quando viveste em Londres tiveste a opostunidade de conhecer o Portugal profundo das comunidades potuguesas no estrangeiro?

    Tu sabes por exemplo que (pelo menos algumas vezes) o comboio que vem de Irum para Santa Apolónia tem direito a segurança com pistola? É que ali há ébrios de todos os tipos: vencidos e vencedores. Porque é que será que a CP, que é quem explora o serviço, vende alcool naquele comboio?

  3. Em matéria de migrações, Portugal está sempre em desgraça. A nossa diáspora é de difícil integração e tem uma má imagem nalguns países, sendo vítima de xenofobia. Também como país de acolhimento somos uma nódoa, temos más leis e olhamos os imigrantes de soslaio com desconfiança, somos racistas mas dizemos que não. O problema em qualquer dos casos, é sempre o mesmo, educação.

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