Mais um “anti-semita larvar”, desta vez em Israel

Tenho pena de não dispor de tempo para traduzir este artigo de Ze’ev Maoz, professor na Universidade de Tel Aviv. Mas fico feliz por ver que muita gente em Israel ainda não sucumbiu à idiotice do dogma da superioridade moral israelita. Um dia, teremos por cá malta assim.
Recomendo-vos a visita ao “Haaretz” e deixo-vos com duas passagens: «On July 28, 1989, we kidnapped Sheikh Obeid, and on May 12, 1994, we kidnapped Mustafa Dirani, who had captured Ron Arad. Israel held these two people and another 20-odd Lebanese detainees without trial, as “negotiating chips.” That which is permissible to us is, of course, forbidden to Hezbollah.»; «What exactly is the difference between launching Katyushas into civilian population centers in Israel and the Israel Air Force bombing population centers in south Beirut, Tyre, Sidon and Tripoli? The IDF has fired thousands of shells into south Lebanon villages, alleging that Hezbollah men are concealed among the civilian population. Approximately 25 Israeli civilians have been killed as a result of Katyusha missiles to date. The number of dead in Lebanon, the vast majority comprised of civilians who have nothing to do with Hezbollah, is more than 300.» Bravo.

20 thoughts on “Mais um “anti-semita larvar”, desta vez em Israel”

  1. Em Israel, um professor universitário a escrever contra o status quo israelita? Existe liberdade de expressão em Israel? Não fazia ideia disso. Sei que no Irão e outros países não é necessária a liberdade de expressão, porque existe a “certeza de expressão”. Quando existe a “certeza de expressão”, para que precisamos da liberdade?

  2. fico satisfeito por saber k ainda existe um pais no medio oriente que permite a liberdade de expressao , n estou a ver mais nenhum pais daqueles lados onde este professor podesse continuar a trabalhar

  3. A liberdade de expressão que existe em Israel não é moeda que pague esta barbárie sionista. Trazer isso aqui como argumento é utilizar sofismas pouco sérios.

  4. Quero crer que o Orlando não se aborreceria se um seu carrasco, que o fosse matar sem qualquer razão, lhe desse antes a oportunidade de se exprimir publicamente da forma que mais lhe agradasse.

    A comparação é idiota, mas também a alusão à liberdade de expressão para o caso.

  5. Alguns dos actos recentes de Israel são quase indefensáveis, mas não me surpreende que viver 58 anos rodeado de mlhões de pessoas que não reconhecem sequer o seu direito à existência torne um Estado um bocado paranoico. E acenar a bandeirinha das negociações é muito giro, quando o Hezbollah passou os anos de suposto cessar-fogo a escavar tuneis e a acumular encomendas de Teerão e Damasco. Julgo que a guerra está a ser feita da pior forma possivel por Israel, mas ninguém sério pode ter duvidas de que é uma guerra que tem de ser ganha.

  6. O RPS tem razão. Israel vive rodeado de países que não reconhecem o seu direito à existência. Já os israelitas, pelo contrário, têm-se fartado de batalhar para oferecer aos palestinianos o Estado a que estes têm direito; mas os diabólicos palestinianos não o aceitam! Israel farta-se fazer concessões, pois os militares no poder estão cansados da guerra e muito desejosos de viver em paz com toda a vizinhança. Mas que fazer quando o inimigo responde à mão que se lhe estende com bombardeamentos, com assassinios selectivos, com raptos e torturas, com incursões armadas, com a destruição das infra-estruturas de Israel? Que fazer com gente assim? “É matá-los, cortá-los às postas, dar-lhes porrada até os matar”, como diz o poeta.

  7. A ignorância mata. Só um ignorante pode escrever isto:
    «What exactly is the difference between launching Katyushas into civilian population centers in Israel and the Israel Air Force bombing population centers in south Beirut, Tyre, Sidon and Tripoli?(…). Approximately 25 Israeli civilians have been killed as a result of Katyusha missiles to date. The number of dead in Lebanon, the vast majority comprised of civilians who have nothing to do with Hezbollah, is more than 300.»

    Vamos supor que os numeros são verdadeiros.
    Então Israel deve esperar que o Hiz-b-alá tenha possibilidades de destruir Israel para Israel reagir.

    Aliás também deve parar de ter sirenes e radares que detectam os rockets e avisam a população civil e assim ter 300 mortos para Luis Raínha ficar feliz.

  8. Então Israel devia deixar de avisar os seus civis e de ter radares que detectam os rockets do Hiz-b-alá para assim morrerem 300 Israelitas e Luis Rainha ficar satisfeito por as baivas serem iguais.

    Isto já não é sequer ignorância…Patético

  9. São no mínimo estranhos os últimos escritos de Eduardo Pitta, de Francisco José Viegas sobre esta questão. A tentativa de defender o indefensável torna-se ridícula. Chamar anti-semitas a todos os que estão contra uma acção desproporcionada, criminosa de Israel demonstra a dificuldade de procurar argumentos que justifiquem a realidade dos nossos dias. Por outro lado, Vasco Graça Moura, com uma escrita menos fleumática do que é habitual, atira-se a todos os “pós-soviéticos”, afirmando que “angelizam o terrorismo” nutrindo “um ódio torpe contra os judeus”. Afirma também que “exaltam o processo das eleições na Palestina, mas não falam na responsabilidade do eleitorado que colocou um grupo terrorista no poder”. Portanto, para VGM a democracia só existe quando ganham os que queremos que ganhem, não é? Para o extremismo das posições de VGM só há uma resposta, continuar a criticar e acusar Israel pela política feroz que tem mantido contra o povo palestiniano e por uma guerra cruel e sanguinária.

  10. Já não sei se o Luckylucky é mesmo ígnaro ou apenas tonto. Acusa de ignorância quem lá está, em Israel; ele, ao contrário, é que sabe da poda. Claro.
    E a sugestão de equilibrar o número de mortos é apenas desconversa: o artigo em questão interpela sim o sentimento de superioridade moral que perpassa toda a sociedade Israelita,. sobretudo nestas ocasiões. Não se trata de fazer contas de merceeiro.

  11. Definição de «jogo de anca»: Quem se limita a dizer o óbvio é anti-semita larvar, odeia Israel mas não o quer assumir. Mas e se esse óbvio for dito por um professor na Universidade de Tel Aviv, «an Israeli political scientist»? Nesse caso, estaremos apenas perante a confirmação da existência de liberdade de opinião em Israel. Não haja dúvidas: a cegueira faz milagres.

  12. Regrettably I cant read, write or speak Spanish but please be aware 10,000,000s of us here in America disavow GW Bush and his gang of war-mongers. His and the neo-cons ways are not what America is all about, please believe me.

  13. Um dia “infelizmente”, muitos inocentes dentre os assassinos Judeus pagarão muito caro por esse holocausto que vemos na TV todos os dias.
    Digo “infelizmente” porque nem todos os Judeus são assassinos, nem todos estão a favor desta barbaria, desse genocídio que estamos assistindo.
    Antes somente alguns grupos de Muçulmanos odiavam Israel, hoje até quem não têm a menor noção de história, mas que percebe a covardia dessa guerra que esta sendo mostrada nas TVs do mundo todo, estão se revoltando e muitos até odiando os Judeus.
    Ai de Israel se um dia o Irã conseguir produzir armas nucleares, e alguns serviços secretos já dizem que estão muito próximos.

  14. Só gente muito ignorante mesmo para afirmar que Israel está promovendo um “genocídio”. Até onde eu saiba, morreram mil e poucas pessoas na faixa de Gaza a maioria terroristas. Dos civis que morreram, muitos eram usados como escudos humanos.

    Imbecis!!! Ficam falando do que não sabem. Quem obstrui as negociações de paz são sempre os árabes.

    Só para dar um exemplo. O Egito quis assinar um acordo de paz com Israel. O que Israel cedeu? Simplesmente o Sinai, um território maior que Israel, com petróleo e gás. Esse território havia sido tomado em uma guerra defensiva. Portanto, formalmente, Israel não tinha obrigação nenhuma de devolve-lo. O Egito não poderia toma-lo a força (atacou quatro vezes Israel, com o objetivo de destrui-lo, numa dessas vezes, perdeu o Sinai). Por que Israel o devolveu? Por que o Egito QUERIA realmente assinar um acorde de paz. Não conheço nenhum outro pais que cederia tão facilmente um território tão grande e com tantas riquezas naturais, em troca simplesmente de uma assinatura num papel, dizendo que não voltaria a ser atacado.

    Quanto aos palestinos, seus líderes sabotam constantemente qualquer possibilidade de paz. Em inglês para a mídia ocidental, afirmam que querem a paz. Em árabe, nas tvs e jornais do oriente médio, afirmam que isso é apenas uma extratégia, que o objetivo final é destruir Israel e massacrar o judeus, para implantar um estado mulçumano.

    Quanto às poucas baixas israelenses, isso é um mérito deles. Teem radares que dão alertas, excelente atendimento médico e, principalmente, não usam sua própria população como escudo.

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