Facturas por pagar

Os direitistas andam preocupados, não encontram a direita. Não entendem o que lhe aconteceu.
A direita, que nos dirigiu durante séculos, fez um país inviável. E um dia desapareceu do mapa. Morreu da morte dos mitos que a serviram, dos espantalhos com que nos adormeceu. Morreu de caducidade e de vergonha.
A direita que ficou é um produto de refugo. Vai fazendo pela vida, em casos junta fortuna. O país da vassalagem que aprendeu a governar já não existe. E um país modernizado, capaz de matar a fome aos filhos, não se improvisa numa geração nem lhe cabe na cabeça. Ela só recebeu como herança o horror da populaça.
A esquerda não sabe o que fazer, tantas são as facturas por pagar.

Jorge Carvalheira

6 thoughts on “Facturas por pagar”

  1. Pobre esquerda que terá que juntar ao passivo herdado todo o que acrescentou nestes anos de regabofe,compadrios, negligencia e ignorancia.
    De qualquer mqneira será sempre o povo a pagar, alias está a pagar…

  2. E eu que pensava que a direita estava no poder.

    De qualquer forma, pena é a dita esquerda não se convencer que o discurso das laterais já não faz sentido.

    Fica o exercício de estilo.

  3. Existe uma confusão natural no redactor deste post, relacionada com a dicotomia esquerda – direita / intervencionismo – liberalismo. O que se passa em Portugal há séculos e uma crescente intervenção do poder público, em detrimento das liberdades individuais. Isto não se perdeu com o 25 de Abril.´E é esta politica socializante, asfixiante da liberdade individual, de onde resulta o atraso crescente deste país. Libertem a sociedade civil do imenso fardo do aparelho estatal e veremos se a prosperidade chega ou não.

  4. Tarde chego, mas antes que nunca!

    Afixe:
    Se pensou que a direita estava no poder, V. não terá acertado na mouche, que seria pedir muito. Mas andou lá perto.
    Já a suposição de que eu tenha afirmado o contrário é tresleitura.

    MigPT:
    Os santinhos que incensa, capazes de fazer chegar a sua prosperidade, não querem nem sabem (nunca souberam nem quiseram) viver doutro modo que não seja mamando na teta que dizem execrar.
    O único milagre que sabem fazer é a burla há muito conhecida: um país que funciona para um quarto, e manda emigrar os excedentes.

    Jorge Carvalheira

  5. A direita existe mesmo ou não tivesse eu vivido no Montijo em 1958 e ouvido esta frase tenebrosa: «Os filhos dos motoristas não vão para o Liceu!» E de facto fui para a Escola Técnica porque tinha que começar a trabalhar aos 15 anos. E comecei mesmo…

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