8 thoughts on “DESENHO# 17”

  1. O diário de Che Guevara não diz nenhuma das coisas que a Sra Ratinho afirma.
    Sobre o fuzilamento de Eutínimo que informava o exército e pretendia entregar Che e Fidel para serem mortos, afirma que infelizmente naquela época a revolução não tinha capacidade de o prender e por isso tiveram que o fuzilar. Tudo o resto é mentira facilmente verificável até porque o diário está publicado em Português.

  2. Comparar Fidel com o fachista do Bush é nojento e asqueroso, próprio de miseráveis.
    Costumava passar por este blogue, nunca mais cá volto, vocês cheiram mal!

  3. António Olaio,

    O ‘fascista’ Bush já matou muitos iraquianos e outros, mas não consta (fora as abordagens conspirativas do 11.9) que tenha matado compatriotas.

    Ora, Fidel chacinou-os aos milhares, aos seus.

    Mas um e outro, leve-os o demo.

  4. Por razões de ordem profissional, o meu marido continuou a ir regularmente a Angola, depois da independência deste país. Não vou contar das dificuldades aí sentidas, pois são do conhecimento geral.
    Mas desta história tão simples, que tanto tocou o meu coração, nunca me esqueci.
    Era a primeira viagem que aí fazia, depois de Angola independente.
    Chegado ao aeroporto de Luanda, apanhou um táxi.
    O motorista: – Boa tarde, patrão, para onde?
    O meu marido: – …Não me chame patrão!
    O motorista: – Então chamo como?
    O meu marido, depois de alguma hesitação: – Olhe, chame-me camarada!
    O motorista: – Camarada… camarada!? Está bem, camarada-patrão!
    E assim arrancaram para o hotel.
    A empregada de quarto, impecável, amável, diligente, que lavou roupa, que engomou roupa, merecia, pois, uma boa gorjeta.
    Ao deixar o hotel, o meu marido chamou-a, abriu a carteira, tirou algumas notas e o entregar-lhas, originou este diálogo:
    – O senhor vai voltar, não vai?
    – Claro, daqui a um ou dois meses estarei de volta.
    – Então, peço-lhe um favor. Não me dê dinheiro, que de pouco me serve. Não há quase nada à venda. Quando voltar traga-me uma coisa de Portugal. Pode ser?
    – Pode, mas o quê?
    – Um termo, por favor. Tenho uma bebé e gostava de um termo para manter o seu leite quente. Aqui não há à venda.

  5. Durante a luta armada, em Cuba, contra Fulgencio Batista, logo ao entrar em Havana Che Guevara executou ou supervisionou as execuções, após julgamentos sumários, de dezenas de suspeitos “inimigos do povo” e de todos aqueles que se encontravam no lugar errado em momento errado.

    Como indica seu diário de Sierra Maestra, Guevara eliminou Eutímio Guerra, suspeito de estar passando informações. Diz o diário: “Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola de calibre 32 na têmpora direita. Seus pertences passaram a meu poder”. Mais tarde, “justiçou” Aristídio, um camponês que manifestou o desejo de abandonar a guerrilha. Também não titubeou ao ordenar a morte de Echavarria, irmão de um de seus camaradas, acusado de crimes não especificados. “Tinha que pagar um preço”, diz o diário.

    Jaime Costa Vasquez, um comandante do exército revolucionário, conhecido como “El Catalan”, ainda vivo, sustenta que muitas execuções atribuídas a Ramiro Valdés, que mais tarde viria a ser Ministro do Interior de Cuba, foram responsabilidade direta de Guevara porque Valdés, nas montanhas, estava sob suas ordens. “Ante la duda, mátalo”, eram as instruções de Che.

    Ainda segundo ”El Catalan”, nas vésperas da vitória, Che ordenou a execução de duas dezenas de pessoas na província de Santa Clara, onde havia chegado sua coluna como parte do ataque final ao governo. Alguns foram fuzilados em um hotel – como escreveu Marcelo Fernández Sayas, outro ex-revolucionário que se transformou em jornalista -. Entre os executados havia camponeses que se haviam unido ao exército de Batista apenas para escapar do desemprego.

    Porém, a “fria máquina de matar” somente manifestou todo o seu alcance depois da queda do regime, quando Fidel Castro o designou responsável pelo cárcere de La Cabana. De uma forma que recorda Laurenti Beria, chefe da NKVD, Guevara foi responsável, durante o primeiro semestre de 1959, por um dos períodos mais obscuros da revolução.

    Segundo Jose Vilasuso, advogado e professor da Universidade Interamericana de Bayamón, em Porto Rico, que pertenceu ao corpo responsável pelos processos judiciais sumários em La Cabana, “minha função era legalizar profissionalmente as causas e passá-las ao ministério fiscal, sem julgamento algum. Se fuzilava de segunda à sexta. As execuções eram realizadas de madrugada, pouco depois que a sentença fosse prolatada e confirmada de forma automática pelo corpo de apelação. A noite mais sinistra que recordo 7 homens foram executados”.

    Javier Arzuaga, capelão que ministrava consolo aos sentenciados à morte e que presenciou dezenas de execuções, que hoje vive em Porto Rico, deu seu testemunho: “Em La Cabana estavam 800 homens em um espaço em que não cabiam mais de 300. Eram militares do exército de Batista, policiais, jornalistas, empresários e comerciantes.

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