Das três, duas

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A- Israel bombardeou por acidente o posto da ONU em Khiyam, provando asssim que a ideia é mesmo demolir às cegas, numa lógica de destruição e massacre generalizados, tendo já desistido de identificar os tais “bastiões” do Hezbollah.
B- Israel bombardeou propositadamente o posto da ONU em Khiyam, enviando mais uma poderosa mensagem ao mundo: “eis a consideração que nos merecem as vossas tentativas de interferência e os vossos observadores”.
C- Existe uma grande falta de falantes de Inglês nas forças armadas israelitas, pois o bombardeamento ao bunker da Unifil durou horas, tendo os observadores telefonado ao oficial de ligação israelita após a queda de cada uma das 10 primeiras bombas. A seguinte foi fatal.

27 thoughts on “Das três, duas”

  1. Ao que parece, circulariam informações segundo as quais o Rabbi Emmanuel Rabinovich – esse bufo da estratégia sionista – lá estaria acantonado.

  2. Acho que não foi tão por descuido… Não será que Israel (ou os EUA, seus donos) quer também suprimir os observadores da ONU por previsivelemente críticcos com a sua política de guerra?

  3. Olha, os ISPicialistas de blockagem de comentários deixaram-me entrar com os icONUclastas! Vou já buscar a alcofa e despejar aqui o resto.

    TT

  4. Hezballah: poke-poke-poke

    Israel: Cut it out!

    Hezballah: poke-poke-poke

    Israel: I’m serious, cut it out!

    Hezballah: poke-poke-poke

    [Israel slaps Hezballah]

    Hezballah to Lebanon: Mom! He hit me!

    Lebanon: Stop whining. I have other things to deal with.

    Hezballah: poke-poke-poke

    [Israel slaps Hezballah again]

    Hezballah: You wanna piece of me? Come and get it.

    America: Stop that fighting back there! Hezballah, try to stop poking, OK? You’re bothering your mum. And you, Israel, keep your hands to yourself.

    Israel: Yes, dad.

    Hezballah: poke-poke-poke

    [Israel slaps Hezballah again]

    Hezballah: Mom! He hit me again!

    Lebanon [distracted]: mm hmm

    Hezballah: poke-poke-poke

    [Israel punches Hezballah in the face, drawing blood]

    Hezballah, touching his nose and then staring at the blood: Oh Shit! What did you do that for?

  5. The problem, dear Sarah, was that cute little Israel slapped not only poor (and mischievous) Hezbollah but also some dozen children passing along out on the street, minding their own businesses. And he didn’t precisely “slap” them, either: he used his mom’s carving knife. How’s that for a metaphor?

  6. Out of the night that covers me,
    Black as the Pit from pole to pole,
    I thank whatever gods may be
    For my unconquerable soul.

    In the fell clutch of circumstance
    I have not winced nor cried aloud.
    Under the bludgeonings of chance
    My head is bloody, but unbowed.

    Beyond this place of wrath and tears
    Looms but the horror of the shade,
    And yet the menace of the years
    Finds, and shall find me, unafraid.

    It matters not how strait the gate,
    How charged with punishments the scroll,
    I am the master of my fate;
    I am the captain of my soul.

    Invictus, William Ernest Henley

  7. Nesta fotografia, publicada pelo Los Angeles Times, a legenda dizia: um rocket do Hezbollah é lançado a partir da cidade libanesa de Tyre em direcção à cidade israelita de Haifa.
    Por outras palavras, eis o Hezbollah a executar um acto militar — um acto de guerrilha ou um acto terrorista, enfim, o que lhe quiser chamar — contra uma cidade israelita — e não contra um alvo militar, note-se — a partir de uma cidade libanesa e não de uma zona despovoada.
    Agora, algumas perguntas: para respeitar a proporcionalidade na resposta — não destruir infra-estruturas civis, nem matar civis — como é que Israel deveria reagir?
    1. Israel não poderia reagir? Funcionando, deste modo, os centros urbanos libaneses como santuários para o Hezbollah, a partir dos quais poderia atacar, mas não poderia em caso algum ser atacado?
    2. Assumindo que deveria — ou que, pelo menos, poderia — reagir contra as cidades e/ou bairros a partir dos quais o Hezbollah desencadeia as suas acções militares, nesse caso, como é que Israel o deveria fazer?
    Em suma, assumindo que a actual estratégia está errada — i.e. lançamento de panfletos exortando as populações a abandonar as suas casas e bombardeamentos selectivos das cidades e/ou bairros xiitas onde o Hezbollah se esconde — como é que Israel deveria retaliar e defender-se dos rockets lançados a partir de cidades libanesas?
    Fico, muito sinceramente, à espera de respostas.

  8. Há um episodio antigo do The Left Wing em que o Bartlet tem um acesso de Sharonice, e indaga dos Joint Chiefs qual a virtude de uma resposta proporcional. Dizem-lhe que “it’s not virtuous, it’s what there is”. Mas o poster anterior coloca uma boa questão: como é que se responde proporcionalmente a um grupo cujo objectivo declarado não é um qualquer ganho geo-politico, mas sim a aniquilação total do estado judaico, um grupo que esborrata completamente a linha entre civis e militares, um grupo que mede o sucesso de uma operação pelo numero de civis israelitas que consegue matar? Não sei se o método de Israel, que tem agido como o proverbial touro na loja de louca, será o melhor, mas quem é que tem uma ideia melhor? Apresentem-na, porque o Médio Oriente anda há 60 anos à procura de uma ideia melhor.

  9. Reagir? Mas a presente crise no Líbano não eclodiu a propósito da captura de dois soldados israelitas pelo Hezbollah? Que eu saiba, a vaga de lançamentos de foguetes já foi uma retaliação à retaliação da retaliação, etc…
    Antes, e durante anos, a coisa foi-se aguentando num equilíbrio funcional: incursões de comandos, bombardeamentos de posições com foguetes e pouco mais. Assim respondia, com proporcionalidade e eficácia, Israel.
    Mas o que agora está em causa é, como já ninguém esconde, não uma retaliação mas sim uma tentativa de redesenhar os equilíbrios de poder na zona, acabando com o movimento de inspiração iraniana.
    Não me parece que o Hezbollah deixe grandes saudades; mas sejamos honestos, ao menos.

  10. E, já agora, o que tem isso a ver com a morte dos observadores da ONU, depois destes terem avisado vezes sem conta os israelitas do bombardeeamento supostamente equivocado?

  11. Luís:
    Em cheio essa hipótese C. O que me leva a pensar que tens perigosas ligações com a Mossad. Acertaste 10 horas antes! Ou, mais a sério, optaste pelo óbvio. Acabei de ler o relatório preliminar da ONU que indica isso mesmo: por 10 vezes, os observadores pediram para parar com os bombardeamentos e indicaram a exacta posição onde se encontravam. O relatório só não pormenoriza que os tipos não falam em inglês (mas devem falar, sim. Há alguma academia militar que não use a língua do Bush?). Ah, os oficiais prometeram – talvez em inglês – por 10 vezes que iriam parar com os ataques. Viu-se. Restam os pedidos de desculpa.

  12. “”Reagir? Mas a presente crise no Líbano não eclodiu a propósito da captura de dois soldados israelitas pelo Hezbollah? Que eu saiba, a vaga de lançamentos de foguetes já foi uma retaliação à retaliação da retaliação, etc…”

    O LR tem escrito repetidamente, em posts ou em comentários noutros blogs, que o Hezbollah só lançou misseis sobre as populações civis de israel após ter sido atacado e que tudo começou com os raptos dos soldados. O que é mentira. Das duas, uma: ou o LR sabe o que aconteceu e então é mentiroso; ou o LR não sabe o que aconteceu, é incompetente e não deveria andar a escrever de assuntos sobre os quais está tão mal-informado.

  13. Dr. Cordobés,

    A presente crise no Líbano foi desencadeada pela captura dos dois soldados. Certo? De resto, nunca neguei que o Hezbollah já tinha o hábito destestável de bombardear às cegas cidades israelitas, pois não?
    Dedique-se só aos touros que fica melhor.

  14. Dr. Cordobés,
    “A presente crise no Líbano foi desencadeada pela captura dos dois soldados. Certo? De resto, nunca neguei que o Hezbollah já tinha o hábito destestável de bombardear às cegas cidades israelitas, pois não?
    Dedique-se só aos touros que fica melhor.”

    Certo? Não, errado. COmo disse, e mantenho, das duas, uma: O LR ou mente; ou é simplesmente ignorante e fala do que não sabe.

  15. Reagir? Mas a presente crise no Líbano não eclodiu a propósito da captura de dois soldados israelitas pelo Hezbollah? Que eu saiba, a vaga de lançamentos de foguetes já foi uma retaliação à retaliação da retaliação, etc…”

    E isto foi, textualmente, o que o LR escreveu. É sintomático que não assuma que mentiu ou que se enganou. O lançamento de foguetes não foi nenhuma retaliação, a crise não eclodiu a propósito do rapto dos soldados. Isto são factos.

  16. Você é um bom bocado obtuso, não é? Nunca neguei o lançamento prévio de foguetes sobre Israel. Mas a “vaga de lançamentos” em larga escala começou depois da captura de dois soldados. Repito: “De resto, nunca neguei que o Hezbollah já tinha o hábito destestável de bombardear às cegas cidades israelitas, pois não?”

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