Para a história do desrespeito da tradição democrática do Parlamento

Sim, é difícil discutir este OE. Muito difícil. É, no entanto, um dever do PM deslocar-se à AR, fazer um discurso inicial e, depois, sujeitar-se, separadamente, às questões tradicionalmente colocadas pelos líderes parlamentares. Como sabem, em cada interpelação, há réplicas e tréplicas.
Assim que Seguro faz a sua primeira interpelação, a AR é de imediato avisada de que o PM entendeu inaugurar uma nova forma de discussão do OE: responderá a todas as interpelações, “em conjunto”, no final, num bolo, com consequências nesse tempo de resposta, e assim podendo fazer um discurso vago após todas as intervenções.
Triste dia este.
O Governo finta tudo. Até as regras básicas de um debate democrático sobre essa coisinha de nada, o OE de 2013.

2 thoughts on “Para a história do desrespeito da tradição democrática do Parlamento”

  1. Mais um exemplo a reforçar o que digo. É necessário alterar o discurso político. Toda a nossa situação actual (portuguesa, europeia, nacional) vem de uma lenta, mas muito forte tomada de poder por estranhos poderes (chamemos-lhe financeiros).
    O discurso político de mudança, tem de romper com a tendência de ficar limitado às questões financeiras, essas são sintoma.
    As causas estão como neste pequeno exemplo da Isabel Moreira. Estão em questões de valores e princípios democráticos.
    A nossa crise, antes de financeira é de valores democráticos. A crise financeira é a consequência que beneficia aqueles, que de forma a construírem esses benefícios, minam a democracia dos cidadãos.

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