Discussão do OE de Estado para 2013: curtas

Passos a declarar a sua morte: no discurso inicial foge ao seu falhanço e avança para a “refundação” das funções do Estado, mais uma vez, uma caminho “sem alternativa”, para nos livrarmos dos nossos credores.
Chama pela PS para que seja possível cumprir o resgate, cortar 4 mil milhões.
O PS, o tal que estava a tentar evitar um resgate quando Passos, Portas e toda a extrema esquerda derrubou o Governo PS.

15 thoughts on “Discussão do OE de Estado para 2013: curtas”

  1. O problema agora não é saber o que se poderia ter feito ou deixado de fazer… O problema é que as soluções viáveis passam por decisões Europeias, aos quais estamos totalmente dependentes!
    Como solucionar a nossa questão política nacional? Se formos (PS) para lá estamos na mesma condicionados ao centro de decisões do bloco central europeu.
    Ideias? há muitas! Alternativas? há algumas! Execução? Impraticável na sua maioria.

  2. Cara Isabel, tanta desonestidade intelectual. A Isabel, enquanto deputada, sabe perfeitamente a diferença entre a votação de um PEC e de uma moção de confiança! Sócrates saiu porque sabia que as suas políticas económicas, incluindo os sucessivos PEC’s não iam ter qualquer efeito positivo e o caminho para o desastre era inevitável. Mais, responsabilizar a Esquerda pela queda do governo de direita PS é pura demagogia e populismo. A esquerda parlamentar nunca aprovou nenhum dos PEC, visto que estes eram as políticas da troika aplicadas em doses menores. Se houve falta de solidariedade de alguém para com o PS, foi do PSD e do CDS, parceiros de aprovação de OE’s e PEC’s até à hora em que quiseram o tacho para si. A Esquerda é contra toda e qualquer política predatória para os trabalhadores e o povo, sejam elas da troika ou do PS. Seria bom que alguns deputados do PS que se dizem de esquerda começassem a fazer o mesmo e a votar em conformidade!

  3. “Artigo 105.º
    Orçamento
    4. O Orçamento prevê as receitas necessárias para cobrir as despesas,”

    Pensava eu que era necessário alterar a Constituição para nela inscrever formalmente um limite aos défices orçamentais. Não é necessário. Está lá escrito preto no branco.
    Eh, eh, eh, afinal, parece que insconstitucional é a própria Constituição.

  4. Afonso costa,socrates tinha dito que não governava com o fmi.para que foi a moçao de censura do bloco,foi a brincar? socrates queria fazer o que a espanha está a tentar: evitar com pecs sucessivos, a entrada de estrangeiros no pais.reconheça que foi cometido um erro pelo qual o bloco e os trabalhadores estao a pagar muito caro.

  5. Impressionante como neste blogue, post sim, post não, lá vem a conversa da não aprovação do PEC IV (4 em um ano). O comentário do Afonso Costa diz-nos tudo. Outra coisa, a banalidade como dizem “extrema-esquerda” (no sentido pejorativo, o do partido(s) que desdenha a democracia) devia encher-vos de vergonha. Parecem os papagaios da direita. Porque não chamam a Passos de Coelho e o CDS de “extrema-direita”? Por pudor, pois bem, deveriam ter o mesmo tento nos dedos e na língua quando classificam os seus adversários do lado esquerdo do parlamento (principalmente quando a escriba é alguém alegadamente da franja esquerda do PS). O PS é o quê? A “verdadeira esquerda”, “o centro democrático “, ou o partido com uma monomental falta de ideias e alternativas e com um pragmatismo de uma “central de negócios”. O que vocês propõem? Pela insistência no “PEC IV” devem querer implementar as mesmas medidas. Mas, ups, a direita já as está a implementar e com outro vigor. Se não, o quê? “Austeridade” com “crescimento”? Por favor, que contradição.

  6. Ó Caro Afonso Costa, ainda há poucas horas o Semedo bloquista, na AR, declarava ter tomado conhecimento de qual era o verdadeiro programa do PSD depois da apresentação pública do seu projecto de revisão constitucional.
    Sabe-se, está registado por tudo que é media, que Sócrates fez toda a campanha eleitoral, inclusivé, no debate com Passos, afirmando sempre e sucessivamente aos portugueses que o que estava em causa, naquela eleições, era o Estado Social tal como existia e o PSD queria destruir.
    Pois, sabe-se agora que o Semedo sabia, desde o princípio, qual era a intenção do PSD caso fosse governo.
    E o que fez o BE? Propôs uma moção de censura ao governo PS, depois o PC fez o mesmo e, quando foi oportuno o PSD propôs a sua moção de censura.
    E pasme-se, sabendo o que sabia e o que daí adviria, o ataque ao Estado Social, o BE e o PC foram leves e rápidos a levantar o braço em comum com os homens de Passos.
    Este “votanço” caro Costa é que é um facto objectivo iniludível e principal causador da situação actual.

    Quando o senhor Costa diz “até há hora em que quiseram (o PSD) o tacho para sí”, revela, precisamente, que o BE sabia de antemão que votar ao lado do PSD era entregar-lhe o tacho e, tal como sabia o Semedo, era entregar o tacho para rapar até deixar roto o fundo e ir ao Estado Social.
    Sabiam de ginjeira, claro, mas, claro, a teoria estratégica(m-l) ou (m-t), assim o exigem. Agora fingem-se indignados e lutadores incansáveis na defesa dos proletários, enquanto o actual governo faz o seu trabalho de proletarizar massivamente os portugueses.
    O governo proletariza em nome da plutocracia financeira e o BE e PC pensam gostosamente que, uma vez que são eles, por divina graça, os únicos representantes dos proletários, estes acabarão para lhes cair nos braços e, finalmente, fazer a “revolução” para o éden do socialismo real.
    Acontece que esse tal socialismo real já não é virgem nem original, pelo contrário é bem conhecido da História Universal recente e, não pela felicidade dos povos sujeitos mas pela tragédia levada a esses povos.
    Pelo que, o mais certo é que a extrema esquerda esteja, novamente, a colaborar com a extrema direita para uma valente “pinochetada”.

  7. “Este “votanço” caro Costa é que é um facto objectivo iniludível e principal causador da situação actual.”

    1) Afirma que caso o PEC IV fosse aprovado a situação atual era outra? Se, sim. Fundamente.

    2) Por outro lado, prentende afirmar que a política de índole recessiva inscrita nos diversos PEC é diferente da política inscrita no memorando?

    3) Do seu comentário subentende-se que o BE e o PC são a “extrema-esquerda”, a direita (PSD/CDS) a “extrema-direita”. Logo conclui-se, por exclusão, que o PS é de “extremo-centro”. Certo?

  8. oh zé a extrema-unção levam vocês nas próximas eleições e é se não for antes com uma lei eleitoral que acabe com os devaneios parlamentares do semedo ou com a alteração da constituição que mande o gerómino de volta para afinador de bebedouros de galinha, como recompensa do trabalhinho sujo que tem feito para a direita. podes ganir à vontade que o culpado de tudo é o ps que a direita agradece e ainda te saca mais um mês de ordenado por conta.

  9. As perguntas que fiz incomodam-te? Ou tens pudor em respondê-las?

    Já agora, um exercício: imaginem só um parlamento ignatziano só com o PS, CDS e PSD representados. Como seria?

  10. oh zé! não era muito diferente do que já foi quando o pcp e o bloco votavam as propostas do psd para desfazer as leis que os ps aprovou quando tinha maioria.

  11. Caro Zé,
    Hoje, olhando o que se passa e pretende este governo, pondo a razão no comando do pensamento, é mais que evidente que com a aprovação do PECIV o país estaria muitos níveis acima da actual situação.
    O fundamento fundamental está em que o PEC IV estava aprovado pela Europa sem resgate e só isso faz toda a diferença. 1. Não havia imposição de prazos apertados para corrigir desvios, 2. havia muito maior autonomia para conciliar medidas de austeridade suaves mantendo toda a boa economia a funcionar. 3. Com menos dinheiro, e logo menos dívida, e mais liberdade de actuação sem a pressão de troikas, prazos mais dilatados e melhores apoios da Europa, esta empenhada como estava que não houvesse outro caso dentro de si, o sucesso estava facilitado.4. E, sobretudo, porque Sócrates tinha ideias, era escutado e respeitado na UE, tinha o apoio explícito da Merkel, o que obrigava esta a maior empenho pessoal, e já dera provas, quando pegou no país em recessão deixado por Santana e, em dois anos pô-lo a crescer. 5. Tinha-mos evitado um PM de calibre abaixo de medíocre, incompetente e incapaz, que por isso se agarra às calças de Gaspar por sua vez agarrado às saias de Merkel e esta, quase de certeza detesta-os, porque a contrariaram no Chumbo do tal PEC IV e, sobretudo porque gente séria e decente detesta sempre gente lambecus.

    Claro que austeridade tem sempre efeitos recessivos mas, como disse atrás, com austeridade a prazos maiores permitiriam outra suavidade e, sobretudo manter a boa economia a funcionar o que daria outra confiança e outra postura mais favorável do povo face à crise.

    O caro, tentou fazer uma graça com essa tentativa silogística sem jeito.
    O centro, o aristotélico meio-termo (ver carta a Eudemo), não tem extremos, os extremos é que são contrários em relação a si próprios e em relação ao termo médio, pois o termo médio é outro extremo relativo aos dois extremos.
    O PS é, muito provável e sociologicamente falando, esse tal meio-termo, esse cadinho laboratorial onde nasce a inovação e promove a revolução diária que faz andar a civilização sem rupturas, sempre desastrosas, pelo caminho ascendente em liberdade.

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