Não foi o Sócrates e não tem graça

O défice do subsetor Estado atingiu os 799 milhões de euros em fevereiro, 191,1% mais do que no mesmo mês de 2011, segundo o boletim de execução orçamental da Direção-Geral do Orçamento. A despesa cresceu 3,5% face ao mesmo período do ano anterior, enquanto a receita diminuiu 4,3%, essencialmente devido à redução nas receitas fiscais, que caíram 5,3 %.
Tudo isto foi previsto.
Atrás dos números estão pessoas que não podem usar transportes públicos, para se movimentarem ou para irem ao hospital encontrar taxas moderadoras que não podem pagar, ou exames médicos que deixaram de ser um bem de todos, é melhor voltar para trás.
Pessoas, sim, pessoas que não consomem bens essencias, pessoas desempregadas e tantas outras empregadas sem dignidade, enterradas numa política laboral que esmaga os fracos sem dó nem piedade, promovendo uma corrida aos baixos salários, antes que passado o novo prazo para o “privilégo” (direito) ao subsídio de desemprego. As pessoas cada vez menos pessoas fazem estes números, cá dentro ou emigradas, tantas a dormir na rua ou em outros locais de abandono, as pessoas com menos liberdade, com menos saúde pública, com menos escola pública, com menos voz, são estas pessoas que fazem os números que animam Vítor Gaspar (e o seu sempre-em-todo-o-lado Miguel Relvas): diz ele que vamos a meio da ponte.
Não me atrevo a dizer uma só palavra sobre esta metáfora.

7 thoughts on “Não foi o Sócrates e não tem graça”

  1. Realmente estava previsto. Por quase todos…Se estava previsto por este governo e por este ministro das finanças, em particular, então estamos perante uma corja de criminosos. Se não estava, estamos perante o governo mais estúpido e incompetente de que tenho memória.

    E a despesa aumenta??? A grande bandeira que serviu para embrulhar tanto pacóvio dentro e fora do país??? Não foi no serviço público, isso sabemos.

  2. quando a ponte estiver cheia o relvas dá o abanão misericordioso e atiram as culpas para as estradas de portugal, até lá é melhor seguir o conselho do àlbaro e não alinhar em pontes ou mesmo feriados.

  3. Pobretes mas alegretes, como no tempo do Salazar. O povo até continua a apoiar os partidos desta governação. Não é isso que exprimem as sondagens?

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