IVG: os bois pelos nomes.

Diz a notícia que pelo menos 5.000 assinaturas foram recolhidas numa petição que será entregue quarta-feira ao presidente da Assembleia da República com o objectivo de alterar a regulamentação da lei do aborto, em vigor há quatro anos.

O que quer quem promove isto? Simples: “medidas legislativas” no sentido de “rever, para já, a regulamentação da prática do aborto, por forma a saber se o consentimento foi realmente informado e a garantir planos de apoio alternativos ao aborto”.

Estas pessoas que falam de aborto têm uma agenda muito alargada, são a Federação Portuguesa pela Vida,  são estes e querem mais. Querem o seu Credo nas nossas leis.

13 thoughts on “IVG: os bois pelos nomes.”

  1. ó shark, essa foi forte – esta seita é a igreja católica, num dos rostos que apresenta para tentar impingir o credo à lei, como muito bem diz a Isabel…

    O que se pode fazer de concreto foi o que se fez até agora – deixar a democracia funcionar. Estes senhores não se conformam é com essa regra…Quais democracias, quais carapuça!

  2. Como progressista, materialista, marxista e partidário da política multifacetada e descarada da Nova Ordem da Redução da População, concordo em absoluto com a Lei em vigor, só lamento é que não tenha estado em força quando as mães dos dirigentes do PS andavam grávidas.

    Excelente post. Abraço.

  3. bom, é uma previsão da democracia que os grupos ‘independentes’ possam tentar veicular as suas posições e implementá-las. o que é grave é a intrusão da igreja nos assuntos da sociedade secular terem tanta relevância, sintoma de esta estar ainda altamente permeável ao poder da igreja e se sujeitar a instrumentalizações recíprocas.
    isto vê-se na recepção ao papa, nas missas em escolas públicas que dispensam os alunos e professores da ida às aulas, até nos nomes das férias escolares (natal, páscoa; porque não férias de inverno e da primavera?).

  4. não me apetece expressar a minha opinião sobre a lei do aborto mas gostava muito que alguém me explicasse o que caralhos quer dizer ” diz não ao tratamento voluntário da gravidez” . :-)

  5. Susana,

    Explica lá isso melhor, essa da “intrusão” da Igreja, especialmente se pensas que os padrecas não podem ter uma opinião na “tua” Democracia. Pelo menos a Igreja dá a cara quando fala, já o mesmo não se pode dizer das influências encobertas do anjo caído no seio dos governos e parlamentos.

    E sabes o que é que deves fazer com a sociedade “secular”, não sabes? Compras um avental e uns tomates de plástico e vais brincar para o carnaval que está quase à porta.
    Hanhanhan…

  6. kalimatanos, precisamente, foi o que disse: podem ter uma opinião e fazer pressão para fazer vingar as medidas que preconizam. o que acontece é que a nossa sociedade é muito (excessivamente, na minha opinião) permeável às incursões da igreja (veja-se o relevo sempre dado à opinião do cardeal patriarca a propósito dos mais diversos assuntos, que abre telejornais e faz manchete por todo o lado). assim, eu vejo o defeito não na igreja (just going about their business) mas na sociedade que aceita tacitamente a relevância de pareceres ditados por uma doutrina que depois passa o tempo a contestar. de caminho dá-lhes tempo de antena.

    estás a falar da maçonaria? tens alguma sugestão?

  7. Devem estar a fazer confusão com o acrónimo I.V.G., ainda não devem ter interiorizado o V, de Voluntária. Ou então querem fazer aprovar uma nova lei de I.V.A (Interrupção Voluntária do Aborto).

  8. Susana,

    Ler-te é ficar com uma ideia quase exacta do que é uma mulher para ajudar um homem. “A sociedade é permeável às incursões da igreja” dizes tu, a malhares, e eu digo: “A Igreja é permeável às incursões da sociedade manipulada por sinagogas inteligentes”.

    Não sei se alguma vez te ocorreu nas horas vagas em que o cansaço te faz pender a cabeça para o lado do sono, mas três quartos da Bíblia é Tora pura (mas não Tora!Tora!Tora!, isso é japonês holiudesco – fala com o Valupi que ele explica-te).

  9. kalimatanos, dizes que tudo é uma conspiração da tora com a maçonaria: uma cabala, presumo. dir-te-ia que há mais pletora na coisa.

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