Cortes cegos extremamente estudados nos contraceptivos

Surgiu a notícia de que entre os cortes na despesa pública – gorduras do Estado? – estaria o fim das comparticipações nos contraceptivos, concretamente nas pílulas.
Pensando aliviar as milhares e milhares de mulheres que usam a pílula como método contraceptivo, o Ministro especializado em cortes sem referentes, veio a público desmentir a notícia.
O Governo não decidiu nada. Calma. O Governo está a estudar, “no âmbito do corte da despesa”, a possibilidade dessa medida a par do fim de outras comparticipações.
Não sei o que escrever sobre esta direita que nos calhou.
Todos os dias temo por todos nós.
Não sei o que escrever sobre esta direita que revogou o contrato que fez com os seus eleitores em matéria de medidas que tomaria em sede de impostos e de despesa púlica.
Não sei o que escrever sobre esta direita que em mais ou menos 80 dias subiu o IVA para o gás, para a electricidade, muito acima do previsto no acordo da TROIKA, gente que quer fazer história talvez com um défice zero e um consequente país arruinado.
Não sei o que escrever sobre uma direita que, com esse objectivo “Paulo Futre”, não se fica pelo IVA acima da TROIKA e, não falando nas taxas de solidariedade no IRS e IRC, nem na subida da tributação de mais-valias no IRS, como Deus, olhou, mas não gostou e viu que não estava bem.
Era por isso preciso introduzir uma sobretaxa do IRS equivalente a uma parte substancial do subsídio de Natal.
Já nem vale a pena falar no fim dos reembolsos de despesas de saúde e de educação nos dois últimos escalões do IRS.
Não sei o que escrever sobre esta direita porque ela escreve-se a si própria, todos os dias, e não vai acontecer o que era importante, um Governo com linhas para um plano de desenvolvimento económico, e não um monte de técnicos a brincar ao monopólio…com pessoas.
Mas sei o que escrever sobre quem acha que sequer merece um estudo acabar com as comparticipações nos contraceptivos.
A direita que lutou décadas contra a despenalização da IVG, gritando que o caminho era o planeamento familiar, mas fazendo zero pelo mesmo, assistiu nos últimos tempos à construção de uma política de saúde sexual integrada, que passa, entre outras coisas, pela facilidade no acesso a meios contraceptivos.
É preciso desenvolver?
V. Exas. estão a estudar o quê?

25 thoughts on “Cortes cegos extremamente estudados nos contraceptivos”

  1. obrigada. só deu por essa gralha? tinha 10. odeio o teclado do computador. sou dada a canetas e pouco dada a revisora de mim própria. se der por mais alguma avise-me. agradeço muito.

  2. Eu sou do tempo em que havia um senhor a (des)governar este país que ano após ano mantinha sempre o deficit próximo do zero às vezes (muitas vezes) até abaixo de zero e com esse excedente comprava barras de ouro. Tinha os cofres do Banco de Portugal cheios de ouro com a sua tão boa governação.
    Os produtos, de preferência os produtos essenciais raramente subiam de preço. Não havia inflação ou se havia nem se dava por isso. O pão nunca subiu de preço mas aí havia um sistema ardiloso aplicado. Criava-se um pão que se dizia ser de melhor qualidade (chama-se-lhe, por exemplo, pão de 1ª.) mais caro e desaparecia o pão de qualidade inferior (o mais barato). Assim se aumentava, enganando o povo. Os salários como agora também não aumentavam. Lembram-se desse tempo e do nome do senhor que nos (des)governava?
    Era o SALAZAR. Pois parece que agora voltámos aos tempos do Salazar. Eram tempos de miséria. E agora para muitos, esses tempos já chegaram. Será que este Passos quer imitar o sr. Salazar? Pelo menos tem algumas parecenças. É de direita, pouco aparece (manda os outros falarem), diz uma coisa e faz outra (lembram-se do que disse atras, que o Salazar dizia que o pão não aumentava?), pois também este crápula, disse que não aumentava impostos e é o que se vê, que não mexia no IRS e já nos roubou com ele, que não retirava o subsídio de Natal e já lá vai. Querem ver que eu nasci no tempo do Salazar, vivi com ele 37 anos da minha vida e agora vou acabar os meus dias com outros salazar desta vez com uma pequena e pouco importante diferença. É que em vez de Salazar chama-se Passos. É diferente o nome mas são semelhantes as práticas.

  3. PALAVROSSAVRVS REX vieste aqui armado em corre(c)tor ortográfico fazer propaganda ao teu blogue. Boa ideia!!!!! Aquela coisa parece andar precisada…e muito…

  4. Vamos lá a esclarecer uma coisa, Manteigas. Apesar de eu não gostar da “velha” mais do que do Passos, há algo que convém esclarecer aqui.

    Ao contrário do que tu dizes, o pão (carcaça) fixou-se em quarenta centavos (um “cruzado”) durante tantos anos que quase dava para pensar que nunca tinha tido outro preço; se existia outro escalão de pão (além desse que era de trigo ou do pão de quilo, que era trigo ou centeio) devia ser algo que nós lá em casa (o “povo”, tás a ver?…) nunca cheirámos sequer.

    E não te ofendas pelo meu reparo; porque na realidade aprecio tanto estes débeis mentais como os anteriores delinquentes e protectores de pedófilos; o mesmo o “botas” que fazia a Guarda Fiscal devolver os republicanos na fronteira para que fossem devidamente “processados”.

    Só não gosto é de opiniões extraídas de algo que não se tem.

    Se não nos tirou os subsídios de Natal, é porque (à semelhança dos de férias) nunca permitiu que os tivéssemos sequer.

    Não leves a mal. Eu não ponho em dúvida a idade que dizes ter; apenas a tua memória. Será?… Aquela doença?… Alka-Seltzer, não é?…

    PS: Para tua informação, o meu salário não aumenta há cinco anos. Ou seja; desde o “salazar” anterior a este.

    E já agora, desculpa lá. Mas não acredito que tenhas 80 anos (se tens alguma coisa a falar sobre isto, é melhor fazeres as contas primeiro), pois dizes demasiadas incoerências para quem diz ter presenciado algo que eu conheço.

  5. Caro Manteigas, acha mesmo que se chama Passos quem nos quer assim?

    Isabel,

    O poder económico capturou o poder politico e fará exactamente o que lhe for conveniente.
    O tempo das alternativas acabou. Socrates aguentou estoicamente seis anos. Com a experiencia adquirida, daqui por diante vai ser mais fácil.
    Quem governa é quem comprou a comunicaçâo social. Em bom tempo.
    E isto vai ficar assim? Nem pensar. Fechar os olhos a esta realidade como está a fazer o PS é apressar a revolta das vitimas do poder económico.
    Nesta perspectiva, podemos dizer que há males que vêm por bem. Seguro, por exemplo.

  6. Se falha o método por falta de €€€€ para a adquirir (acredito que haverá muita mulher a fazer esse corte), havendo médicos no SNS que alegam ser objetores de consciência e por isso, recusar-se-ão fazer o IVG, não havendo €€€€ para as senhores irem a outro local… Com este cenário, o que é que nos espera? Vamos ter mais miséria social!
    Mais crianças a virem ao mundo sem necessidade nenhuma de sofrerem por causa das irresponsabilidades do Estado e dos adultos que as originaram.

  7. Há males que vêm para bem, Relogio.

    Acho que assim também vai haver muito mais sexo anal.

    (E por favor não me venham dizer que estou a abandalhar um blog em que a política e discutida de modo isento. Pois já não há cu que aguente).

  8. É oficial: eu amo a Isabel Moreira. Em relação às políticas económicas, o PSD está a adotar medidas semelhantes às que o PS adotou anteriormente, exacerbadas pelo contexto de acordo com a Troika, e com essa vontade frustrada de “deixar marca”. A direita sabe isso melhor que ninguém: nunca lhe resta muito tempo; a esquerda não é só esquerda, são esquerdas, e por isso o leque de devaneios, positivos ou não, é mais abrangente e duradouro. É óbvio que não há um sentido racional na sugestão de cortar a comparticipação da pílula, mas pode haver (não sejamos naïves) um móbil moral. Quem ouviu a Isabel Moreira defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo, sabe que a sua capacidade argumentativa é tenaz e sustentada. Mas em matéria de cortes e de contenção da despesa, o PS não é exemplo para ninguém. Se for, citem pf um exemplo razoável e eficaz. Ainda assim, a Isabel é uma mulher bonita, que defende os seus pontos-de-vista de uma forma bonita (eu acho-a um bocado a Madonna – a loura, não a outra – do parlamento), e isso vale uma visita ao blogue. Isabel Moreira, amo-te.

  9. …este paulex-banqueirex…veio tratar-nos da saúde e ao contrário das más línguas…tem prática sim senhor…pois na banca gasta-se muito a tratar da saúde ao povo…ai se gasta…além disso quem gosta da saúde usa-a para seu proveito próprio…já viram alguém dar a saúde a outro? …ora essa…portanto acabem lá com a má-língua sempre a dizer que é por causa dessa coisa das quecas sem engravidar… quais pílulas quais preservativos e outros pecados veniais…valha-me o espírito santo…pensa o paulex-banqueirex cruzes canhoto…

  10. A secção 1 da Agenda 21 da UN não pede, mas devia pedir às senhoras o máximo cuidado nas suas postas de apoio aos princípios de desmultiplicação populacional escarrapachados na mesma…. e já agora também nos exercícios matutinos frente às câmaras de TV com os traseiros em contacto com microfones de soalho.

    http://www.youtube.com/watch?v=bG7moLe6_rU&NR=1

  11. Mais um balão de ensaio do governo que governa por balões de ensaio. Se houver reacção, retiram e negam, se acharem mole, carregam. Ficamos avisados.

  12. Tens que perder esse feitio que ganhaste ao colo da mamana, anonimo, ou então às cavalitas do arcediago quando andavas a aprender teologia como observador de costumes. E “meta-nos” o quê? Insistes, teimas e arranhas mas não especificas nem sugeres: ferro em brasa, nervo cru, beringela ou dildo da Samsung a baterias? E o “nos” é plural. Andas a fazer peditório para a colectividade, é isso?

  13. Então aponta aí, Isabel, o que diz o camarada Júlio e anota também que o ministro da saúde faz parte integrante de uma seita católica ultra-conservadora, por sinal também banqueira. A mesma seita que procura por todos os meios revogar a lei da despenalização da IVG e o serviço público de planeamento familiar nos centros de saúde onde se distribui gratuitamente, por enquanto, contraceptivos às mulheres que os procuram. Não me digas que não sabes por onde começar a escrever…

  14. “Criava-se um pão que se dizia ser de melhor qualidade (chama-se-lhe, por exemplo, pão de 1ª.) mais caro e desaparecia o pão de qualidade inferior (o mais barato)”
    Aconteceu com as cartas e selos dos CTT, quando inventaram o correio azul.
    Em democracia.

  15. Monti: Sim, mas cartas e selos não são pão. Sem selos eu passava bem agora sem pão que era o alimento que naquele tempo se permitia que o povo comesse porque era o mais acessível é que não. Não me parecem coisas comparáveis.
    Carne? Só aos fins de semana e não era para todos.

  16. Não há como dar a volta : pensar uma medida destas só pode vir da cabeçinha de um bota de elastico ultra conservador e contrário á despenalização do aborto. E abortos destes não devem estar em governo nenhum. De esquerda ou direita ( mesmo que ultra liberal) . Ponto.

  17. Manteigas, como és um velho de oitenta anos, eu perdoo-te essas más educações.

    Quanto a isso de conversas sobre as mães dos outros, bem podes esperar. Pois não me vou pronunciar sobre a tua, o filho da tua, ou sequer sobre a tua origem “esfincteriana”.

    Não era uma conversa. Apenas uma chamada de atenção a mais um idiota.

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