Com que então “TV Rural”?

Hoje foi aprovada esta Resolução pela direita com a abstenção de uma parte do PS e com os votos contra, se não estou em erro, do resto da esquerda e de 30 Deputados do PS.

Assim de repente parece uma questão menor, ou do interesse de quem está ligado à agricultura.

É justo, em modo leigo, perguntar por que não deve a AR aprovar uma Resolução, um ato político, com um sentido de orientação, por isso mesmo, político, que “recomenda ao Governo” um programa televisivo sobre agricultura e mar, o nunca esquecido “TV Rural”.

Só mesmo em modo leigo pode fazer-se a pergunta, a Resolução, aprová-la e pensar na gratidão de alguns votos.

A questão é que isto não é agricultura. Isto é ilegalidade. E é ilegalidade no sentido lato, isto é, a Resolução consegue violar a CRP, a lei e um contrato de concessão.

Não, não é agricultura, estamos a falar de direitos, liberdades e garantias, estamos a falar num precedente perigoso.

Opinem livremente nas mesas de café acerca do que gostariam de ver integrado no serviço público, mas dentro da AR tem de estar claro o princípio da independência dos meios de comunicação social – sim, dos públicos, também e desde logo – em relação ao poder político.

Toda a gente sabe que no que toca ao serviço público o seu conteúdo o seu conteúdo está estabelecido no contrato de concessão e que a sua fiscalização cabe, claro, à ERC.

Hoje um Órgão Político – a AR, imagine-se – deu uma orientação concreta ao Governo no que toca a matérias de conteúdo, de programação que concretizaria o serviço público.

Podem dizer que não foi uma lei, mas uma resolução, sem caráter normativo, apenas de orientação política.

Na verdade, acho pior.

É insidioso.

 

41 thoughts on “Com que então “TV Rural”?”

  1. Não sei porque é que é tanta polémica com a reedição do “tv rural”. Há mais de um ano que temos a reedição do “vamos dormir” com o Vitinho.

  2. tv rural! acho bem e até deveria ser disciplina obrigatória no ensino básico, brevemente seremos um país de agricultores de varanda & marquise. não vai ser preciso plantar nabos porque o parlamento chega para abastecer o país.

  3. Cara Isabel

    Para quem defende causas fracturantes, não sabia que era tão preconceituosa em relação a um programa que marcou gerações de portugueses e que mostrava uma realidade do país. Este programa foi emitido até 1990, não sei se sabe.
    Para quem se queixa que o PIB vai cair 6% ate 2013, talvez uns insentivos e programas televisivos para os jovens voltarem a trabalhar no sector primário, ajudando a aumentar a riqueza nacional, assim como a nossa auto-suficiencia alimentar, nao seja má ideia.
    Insidioso é virem com bizantinices em relação a este assunto. Cabe à Assembleia da República aprovar as politicas do Governo. Se a aposta no desenvolvimento da nossa agricultura é um designio nacional para a maioria e parte da oposição, deverão ser criados todos os meios para pôr em prática tal desígnio. Agora virem com questões meramente técnicas, com chavões sobre as liberdades, direitos e garantias da rapaziada cá no burgo e ver, no TV Rural, um forte indício que estamos a voltar ao 24 de Abril, mostra muita miopia política e uma visao serôdia de um país que necessita de encontrar novos caminhos para chegar aos 900 anos de História e dar essa alegria ao “querido lider”.

  4. Caro franciscorodrigues

    Se não percebeu que o post não é sobre qualidade (ou falta dela) do TV Rural, mas sim sobre um precedente perigoso em termos legais, então não sei que lhe diga.

    Se considera a independência das instituições democráticas um chavão, então também não sei que lhe diga.

    E se acha que cabe à Assembleia da República aprovar as políticas do governo… bom, detesto ter de ser eu a dar-lhe a notícia, mas a União Nacional já não tem cadeirinhas.

    Bom fim de semana!

  5. estou de acordo com o príncipio da independência que deve ser reclamado e justiçado.

    mas que gostava muito de ver e ouvir o TV Rural, gostava – aprendi imensas coisas e gostava de ver mais disso na televisão.

  6. Esta é pior do que aquela tal de reforma agrária abrilista.

    Ninguém queria saber da enxada e insistiam.

    Agora voltam a lembrar a enxada.

    Já falei que faz calos, depois não se queixem!

  7. Concordo em absoluto. Não tenho nada contra o TV Rural ou qualquer outro programa do estilo: tenho tudo contra o Parlamento chamar a si o direito de fazer recomendações acerca da programação da RDP (ou de qualquer uma das Antenas, já agora).

  8. Caro Fábio

    Devo mesmo estar mal informado. Agora o programa do Governo é aprovado no clube recreativo e desportivo dos amigos da Picheleira. O facto de vir com essa historia da união nacional, prova que tem fundamento a minha observação.

    Abraço

  9. Isentivos e programas televisivos

    O Fabio disse que no parlamento nao se aprovam as politicas do Governo. Isso era no tempo da uniao nacional. Entao disse-lhe que eu devia estar mal informado, pois o programa do governo deve votar-se agora no clube recriativo e desportivo dos amigos da Picheleira. Acho que aqui há alguem que nao sabe o que é o programa do Governo. Nao tenho culpa!
    Já agora, agradeço a ficha de inscrição que me enviaste. Já me inscrevi!

  10. Insentivos e programas televisivos

    Já agora, não sei se sabes, mas cursos de formação de agricultores não faltam em Portugal. Não é necessário o Governo criar mais nada. É necessário sim, divulga-los e o TV Rural pode ser um bom instrumento nesse sentido.

  11. Penso que a Isabel viu muito bem que se trata de uma questão legal. Mas eu iria mais longe, Cara Isabel. Tudo o que a senhora escreveu eles sabem de cor e salteado. Estão fartinhos de saber. O que os deputados da oposição deviam ter questionado e feito ribombar nas bancadas da AR era a “insidiosa” intenção daquela tralha direitista chefiada, neste caso, por Relvas/ A Borges, de querer provar-vos por a+b que a televisão pública é um mero instrumento dos governos, sempre que estes queiram instrumentalizá-la, dispondo de maioria absoluta. E, ali mesmo, esfregaram a prova na vossa cara.Este gesto indígno ficou por denunciar. Uma provocação. Mais uma. Eles sabem que podem fazer-vos e ao pais tudo o que bem entenderem. Têm o aval total de Cavaco e toda a comunicaçâo social nas mãos para abafar a vossa voz e todas as vozes que protestam. Vocês precisam de topar as jogadas e denunciá-las. Eles estão a brincar, a gozar com a vossa cara. A lei, MESMO A lEI fUNDAMENTAL, já não conta. Nem para o PR que promulga e depois requer aclarações ao TC, como faz com os OE. Vocês, Isabel, na AR, são apenas figurantes de uma farsa. Que o sejam, mas ao menos mostrem que têm inteligência e consciência da situação. Mostrem à tralha direitista que não se vão fazer deixar tomar por uma cambada de lôrpas, que é o que eles vos consideram, entre risinhos de desprezo. Palavras não bastam, porque eles sabem que a comunicação social domesticada vos abafa o protesto, também aqui, de forma insidiosa. Tem que ser por acções. Peçam audiências a quem de direito ou aos deuses. Façam greves de silêncio. Inventem o que quiserem. Mas, por favor, não deixem espatifar deste jeito a democracia. Por favor, senhora deputada. Também foi eleita por mim, que votei no PS. A senhora será a minha voz na “casa da democracia”. A tralha da direita no poder sabe que a pode reduzir a democracia a um mero formalismo. E, se o sabe, melhor o faz. Como se ilustra neste episódio da TV Rural.

  12. Jeremias

    A Isabel Moreira já sentiu na Assembleia da República ” casa da democracia” que é figurante de uma farsa, mas não por culpa do Governo, quando levou um advertencia disciplinar por ter quebrado a disciplina de voto do grupo parlamentar do PS. Quer maior ilegalidade que isto? Ainda por cima ela é deputada independente. Não é Isabelinha?
    Caro Jeremias, quanto ao facto da direita querer reduzir a democracia a um mero formalismo, estamos conversados!

  13. Caro Atento

    Fico satisfeito por estares atento e incentivares-me a melhorar! Mero lapso do cansaço acumulado da semana! Estarei mais atento de futuro! Já agora, tambem, tenho que fazer um pequeno reparo. Vê-se mesmo que nao es carroceiro, pois se o fosses escreverias ” Foda-se”

  14. Caro atento

    E digo-te mais, reparei, esta manhã, no título que alguem deu de “insentivos de programas televisivos” que o mantive e levei na brincadeira.

  15. fodaççe! curto bués estas discuçções com marrecos do streçç pós labural. deves ter aprendido a gatafunhar com a cartilha jorze jezú, se boxexxáres com flip antes de sumeter, manténs o odor e ficas com um luke mais kule.

  16. O ÚNICO problema, é que não compete á Assembleia da Republica sugerir , o que a RTP deve ou não programar.

    Quem não entende isso, não entende o que é a separação de poderes, e por isso deve achar lógico , que ao longos dos anos , os vários governos tenham tentado de todas as formas controlar a RTP.

    Não é a TV Rural, já agora as Melodias de Sempre, o Museu do Cinema , ou outro qualquer programa, que os saudosos queiram ver reeditados , ( sempre têm a RTP Mémoria) , trata-se isso sim , do principio da SEPARAÇÂO DE PODERES.

    É lógico que a ESQUERDA votou contra

  17. oh xico! foi pena não teres reparado que ando a gozar com as asneiras que escreveste ontém à noite. não é que seja importante, todos damos, mas como estes vêm de quem não os tolera, revelam o gajo que és, burro & parvo. podes conferir aqui em cima no teu comentário das 22h19: “Para quem se queixa que o PIB vai cair 6% ate 2013, talvez uns insentivos e programas…” e já que falamos do assumpto, podes também lamber-te com “Lê bem o que estava em discução.” do teu comentário às 22h43 no poste “por uma nova política económica”.

  18. os direitolos apanharam-se com maioria e como bons patos bravos que são traduziram o mandato de governo como autorização para terraplanar o país. o cabaco que se cuide, ainda é exonerado.

  19. Não deixa de ter a sua graça que a direita que acabou com o programa, seja a que agora morre de amores por ele.
    Lembro-me bem do Sousa Veloso, que defendia fortemente o associativismo rural, coisa que na altura tinha conotações bem diferentes.
    Para além do disparate de andarem a perder tempo com as grelhas televisivas, melhor fariam em concentrar-se nos modos de levantar o país, mas que se há-de fazer? É o material que os cinzentõers dos partidos escolhem e que os votantes engolem.
    Também não deixa de ser peculiar ver os progressistas a embarcar numa discussão sem pés nem cabeça, em vez de pura e simplesmente terem mandado a direita às malvas e deixá-los a faler sózinhos.
    Tinha sido muito melhor e ao menos agitava mais o manso lago em a maioria se confunde.

  20. Foi mandatada uma comissão parlamentar para se deslocar com urgência ao cemitério e propor ao zombie de Sousa Veloso a renovação do seu antigo contrato de apresentador do TV Rural. De caminho, passam por S. Comba Dão e trazem também o desencarnado de António de Oliveira Salazar, pois estão precisados de um ministro das finanças que não se engane nas contas.

  21. Ignatz

    Já tinha visto! Sao faltas graves que me penitencio! Não acho normal erros ortográficos destes! Ando mesmo cansado, “fodace”!!!Mas voltando à “vaca fria”, não tens razao sobre a discussao que estavamos a ter sobre ” por uma nova política econónica”. Ontem o Pedro Passos Coelho começou o discurso na Assembleia, precisamente por aquilo que eu afirmei. O timing do pedido de ajuda. Se o ” querido lider” tivesse logo pedido ajuda à Troika, em vez de estar com as tretas dos PECs, estaria a ser menos duro para todos nós e a tua taxa média dos 4,3% que estamos a pagar, seria muito inferior.
    Digo-te mais amigo, aprendo mais com os meus erros que com os meus sucessos! Acredita, por vezes acertas nas decisoes, nao por estares certo, mas porque tiveste sorte. Pois o que levou a ganhares dinheiro, foram outros factores diferentes das razoes que te levaram a tomar aquela decisao. Com os erros tens de estudar e analisar o que falhou. Devias, tambem, pensar o que falhou na governação do Sócrates, para ter sido tao penalizado nas eleições, em vez de arranjar desculpas para tanta incompetência.

    Abraço amigo

  22. Ah, Francisco, vejo que também acredita nas relvadas que nosso paços coelho planta, na tv rural… E isto não é matemática!

  23. Joaopft

    Acho que a discussao sobre a tv Rural na AR, talvez nao seja um assunto da maior importância para o hemiciclo. No entanto, mostra que há, pelo menos, transparência em criar meios e incentivar, muitos jovens, a olhar o sector primário de uma forma mais dignificante.
    Agora veja o desnorte em que se encontra toda a oposição e a falta de assuntos importantes e sérios para debater, ao fazerem um ” cavalo de batalha” com o TV Rural.
    A história do leilão da dívida e a situação do PS, deixou a esquerda paralisada.

  24. “e pensar na gratidão de alguns votos”.

    Óbvio que a pensar na gratidão de alguns votos. Não são só os gays e as lésbicas que têm direito a representação parlamentar.

    É bizarro fazer a Assembleia da Republica perder tempo com um tema destes. Serviço público de televisão que não compreende a necessidade de incluir espaços regulares destinados à divulgação de conteúdos ligados às actividades agrícolas e industriais não é serviço público de televisão que interesse a um país desenvolvido. Excelente argumento para acabar com ele.

  25. “Devias, tambem, pensar o que falhou na governação do Sócrates, para ter sido tao penalizado nas eleições, em vez de arranjar desculpas para tanta incompetência.”

    o que falhou na governação de sócrates foi não ter dado importância à inventona de belém e ao subsequente golpe de estado patrocinado pelo cavaco com eleições viciadas. quanto a incompetências, os 4 mil milhões falam pelo gaspar e as peripécias privatizadoras da tap, rtp, barracão atlântico e similares explicam os sucessos de relvas, broges & co. aliás, competência é a velocidade com que o governo desdiz as medidas que anúncia. a última é de tomar banho em lágrimas, sorteio de brindes a quem denúnciar comerciantes ao fisco, o que desde logo mostra o sucesso e a competência de quem nos governa.

  26. Ignatz

    Que inventona foi essa?
    Até agora a culpa era da crise de 2008. Agora já é a inventona. Daqui a pouco já sao as eleições viciadas. Ainda me vais dizer que o Socrates foi vitima do maior embuste da nossa história. Só o Armando Vara, com a historia dos robalos é que pode acreditar nisso.
    Tentar cumprir o calendário das privatizações acordadas com a Troika dá nisto.
    Em relação ao sorteio e brindes nem faço comentários. Gostava de saber se é realmente verdade e quem teve essa brilhante ideia.

  27. Agora, a sério. Lamento informar os senhores deputados do PSD mas hoje há, em Portugal, muitos e bons engenheiros agrónomos, em quantidade e qualidade apreciavelmente maiores do que no tempo que o Engº Sousa Veloso (de boa memória) lá ia dando os seus sermões aos peixes, para parafrasear o santo. Esses e outros engenheiros são o produto do grande esforço de educação deste país que vossas excelências vão agora arrasar, com o corte dos 4 mil milhões.

    O que os agricultores realmente precisam é de maiores margens de lucro para seus produtos, numa altura em que essas margens estão completamente comprimidas pela distribuição. Isso permitir-lhes-ia investir na contratação dos serviços dos engenheiros agrónomos que hoje formamos, como se faz nos países desenvolvidos.

    Talvez o serviço público de TV precise, isso sim, de programas como o “Isto é Matemática”, bem como de um “TV Rural” bem diferente do original. O problema que hoje enfrentamos é o de a sociedade portuguesa conseguir aproveitar as mais valias geradas pelo seu sistema de educação superior. Para isso é preciso aumentar o nível cultural da população, por forma a possa haver um canal de comunicação entre as universidades e as empresas.

  28. Discute-se as reprecussões de uma clara ingerencia da assembleia na grelha televisiva do canal estatal, mas há sempre um banana que se perde a vêr as flores e só lê uma ou duas palavras do post, nomeadamente TV Rural !
    “ai que bom que era que saudades, belo programa” blablablabla.

    Em primeiro lugar , se há tanta saudade do TV rural, a sociedade civil que se oriente e exija a reposição do mesmo na RTP. Ponto. Não foi para isso que o governo foi eleito.

    Em segundo lugar, a única coisa que separa esta recomendação ao governo de uma recomendação para afastamento do director de informação A ou B ( porque não pinta noticias suficientemente cor de rosa para o gosto do relvas) é a falta de vergonha na cara.
    E falta de vergonha na cara este governo já provou que têm e em doses maciças.
    É deixa-los lá continuar e vamos vêr o que é o verdadeiro significado de asfixia democrática em breve..

  29. Gato Vadio, eu concordo com tudo o que foi dito no post inicial, mas também queria chamar à atenção do ridículo da situação (uma coisa não invalida a outra). A maioria laranja deu-se ao luxo de aplicar o pouco capital político que lhe resta a violar “a CRP, a lei e um contrato de concessão” para aprovar uma declaração completamente ridícula, que mostra ignorância e desprezo pelo Portugal do século XXI. Esta ideia de reviver o passado com a TV Rural parece tirada de um desfile de entrudo em Torres Vedras…

    Ao mesmo tempo que esta carnavalada acontece os politécnicos, a braços com cortes orçamentais draconianos, oferecem um valor de bónus a todos os alunos que lhes fiquem mais baratinhos (noto que os chumbos lhes custam muito dinheiro); estão tão desesperados com o orçamento que não se importam de assim desvalorizar os cursos, junto da opinião pública. Seria melhor se oferecessem o bónus em bolsas de estudo; só que Gaspar não aprovaria isso…

  30. oh xico! tive um épagneul parecido contigo, quanto mais o afocinhava maior era o gosto de se espojar na merda, preferêncialmente humana. tirando este pequeno detalhe de adn comum, era muito mais inteligente que tu, percebia tudo à primeira.

  31. Caro Franciscorodrigues

    “Programa do Governo” e “políticas do Governo” não são a mesma coisa. O primeiro é algo definido na Constituição,(artigos 163º, 188º e 192º em especial). O segundo é um mistério, vamos lá ver como é que o Relvas acorda amanhã.

    Isto de atirar barro à parede tem muito que se lhe diga.

  32. Francisco Rodrigues, a serio que acha bem que o Governo e a AR dêm orientações políticas sobre programas específicos da RTP? Amanhã uma possível maioria de esquerda poderia votar uma resolução instando a RTP a passar programas de divulgação do materialismo histórico e da vida gloriosa de Staline e Mão e você acharia bem? Não é o programa que esta em cause, é o facto de ima maioria se permitir orientar o serviço publico de televisão em função dos seus interesses… Não lhe faz confusão?

  33. Caro Hector

    Se tu achas que um programa sobre um sector econónico estratégica, essencial à nossa sobrevivência e manutenção da nossa soberania, independentemente do Gorverno , é a mesma coisa que sugerir à RTP um programa sobre Staline, não tenho nada a comentar.
    O teu problema e de muitos amigos que escrevem neste blog, é que acham que o país limita-se ao eixo Largo do Rato – Sao Bento. O país é mais que isso e sobrevive, graças aos milhoes de portugueses que trabalham, investem, arriscam e pagam impostos para que continuemos a ser um Estado soberano. Sao estes cidadãos que pagam impostos para que haja um serviço público de televisão em Portugal. Por isso têm o direito de exigir aos seus representantes que defendam os seus interesses. Qual sociedade cívil?
    Voces vêm um perigo nisto? Pelo contrário!
    Foi proposto na AR, onde houve possibilidade de ser discutido e votado por todos. Podendo ser acompanhado e fiscalizado pelos deputados, a fim de manter os propósitos para qual foi criado e não se tornar num simples meio de propaganda política.

    Abraço,

  34. Ignatz

    Posso não perceber tudo à primeira, mas há gajos como tu que nunca percebem, por mais que se tente explicar. Isso é que é triste.

  35. O problema não é o programa, Francisco, é o princípio. Ou achamos bem que as maiorias dêm orientações sobre o conteúdo dos programas ou não. Achar bem ou mal consoante gostamos ou não não é solução, mesmo para quem conhece tão bem o país real como tu (e tão prestemente consegue catalogar os outros). É legítimo achar que sim, mas depois não vale chorar quando forem os “outros” a fazer o mesmo. Não devem ser só os frequentadores do eixo que tão bem pareces conhecer a compreender isto, não?

  36. O Governo quer privatizar a RTP! – PERFÍDIA!

    O Governo quer reestruturar a RTP! -É UM DISCRUSO CAPSIOSO!

    A AR sugere ao Governo uma orientação sobre a RTP! – É INSIDIOSO!

    Depois admiram-se que o António Costa ande tão baralhado.

    PS – Tive um insight socratino agora mesmo, e percebi que existe uma coerência, um fio condutor neste pensamento da Exma. Dra. Isabel Moreira. Como concordarão a Manuela Moura Guedes, o Mário Crespo, o José Manuel Fernandes, e mais alguns jornalistas da TVI, do DN, do Público, e até da Autohoje, o poder tutelar do Governo limita-se apenas aos órgãos de comunicação privados, e não aos públicos. Aí sim, todo este zigue-zague faz sentido.

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