Com a cautela de afirmar ser uma “posição pessoal”, ainda assim Obama defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Sim, foi com cautela. Obama não disse que defendia uma adenda à Constituição federal, por exemplo, o que acabaria com a brincadeira das aprovações e reprovações ao nível dos Estados federados do CPMS. Por outro lado, se tivesse defendido essa posição politica, estaria a contrariar abertamente o seu rival republicano, o qual, sem rodeios, protagoniza o inverso, isto é, uma adenda àquela Constituição no sentido de proibir o CPMS.
Em todo o caso, quando todos os comentadores vinham dizendo que bastaria a Obama fazer quase nada, estar quietinho, para ganhar, é significativo que o candidato explique a sua mudança de opinião e adira, ainda que em termos de “opinião pessoal”, à defesa do acesso de todos ao casamento.

6 thoughts on “Com a cautela de afirmar ser uma “posição pessoal”, ainda assim Obama defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo”

  1. foi bem bolado e já obrigou o republicano a declarar que é favorável à adopção pelos casais homosexuais. fazias um figurão nos estates, até podias gravar o número da adenda na testa.

  2. Num gosto deste gajo nem da mulher dele, pá, a tipa só pensa em lingerie cara do Barney´s, é grande como o gorila da bela e o monstro, num sei, há ali qualquer coisa a cheirar o defendo os pobrezinhos, mas de barriguinha cheia e de preferência con La perla nos peitos, fogo!

  3. Adendas constitucionais directas não são o estilo de Obama. E de qualquer maneira tinha zero hipóteses de passar nesta altura, e o presidente sabe-o. É um frio realista. O que creio que observamos, com esta posição “pessoal”, é a utilização da sua considerável influência para por em marcha um processo, iniciado de baixo para cima, que conduza a esse resultado. Já fez o mesmo com a revogação do infame DADT nas forças armadas.

  4. Muito mais importante do que estar a falar em ‘heteros’ e ‘homos’… interessa, isso sim, discutir o Direito a ser PAI SOLTEIRO em sociedades Tradicionalmente Monogâmicas!!!
    De facto, não deve existir Direito de Veto:
    – ora, observando o dia-a-dia, constata-se uma dualidade de critérios óbvia: em relação aos machos com ‘bons tiques’ de testoterona desculpa-se ‘isto e mais aquilo’, pelo contrário, em relação aos machos com ‘maus tiques’ de testoterona, quaisquer ‘pintelhices’ servem para implicar… concluindo, a opinião das mulheres é importante, sim, todavia – nas sociedades tradicionalmente monogâmicas – não devem possuir o Direito de Vetar quais os machos que não possuem o Direito de ter filhos.
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    UMA QUESTÃO A LEVANTAR:
    O Direito de ter filhos em Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas!
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    Ainda há parolos que acreditam em histórias da carochinha… mas há que ASSUMIR a realidade:
    – Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas apenas os machos mais fortes é que possuem filhos.
    – No entanto, para conseguirem sobreviver, muitas sociedades tiveram necessidade de mobilizar/motivar os machos mais fracos no sentido de eles se interessarem/lutarem pela preservação da sua Identidade!… De facto, analisando o Tabú-Sexo (nas Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas) chegamos à conclusão de que o verdadeiro objectivo do Tabú-Sexo era proceder à integração social dos machos sexualmente mais fracos; Ver http://tabusexo.blogspot.com/.
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    CONCLUINDO:
    – Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas é natural que sejam apenas os machos mais fortes a terem filhos, NO ENTANTO, as Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas têm de assumir a sua História: não podem continuar a tratar os machos sexualmente mais fracos como sendo o caixote do lixo da sociedade!… Assim sendo, nestas sociedades deve ser possibilitada a existência de barrigas de aluguer {ÚTEROS ARTIFICIAIS – deve ser considerado uma Investigação Cientifica Prioritária!…} para que, nestas sociedades {a longo prazo} os machos (de boa saúde) rejeitados pelas fêmeas, possam ter filhos!
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    NOTA 1: Incompetência sexual não significa inutilidade… de facto, os machos mais fracos já mostraram o seu valor: as sociedades tecnologicamente mais evoluídas… são sociedades tradicionalmente monogâmicas!
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    NOTA 2: Hoje em dia, por um lado, muitas mulheres vão à procura de machos de maior competência sexual, nomeadamente, machos oriundos de sociedades tradicionalmente Poligâmicas: nestas sociedades apenas os machos mais fortes é que possuem filhos, logo, seleccionam e apuram a qualidade dos machos.
    Por outro lado, hoje em dia muitos machos das sociedades tradicionalmente Monogâmicas vão à procura de fêmeas Economicamente Fragilizadas [mais dóceis] oriundas de outras sociedades…

  5. é isso mesmo, Vega. não há uma proposta de uma emenda nem sequer uma opinião no sentido de que os Estados deviam consagrar o CPMS. poderia, neste último caso, ser visto como uma intromissão em poderes alheios, ainda que a expressão de uma posição politica.
    foi cauteloso, como tentei explicar, mas foi uma atiude muito importante. não há dúvida. depois há uma dimensão simbólica da sua defesa do CPMS que é imensa.

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