Chegar à alma de Passos Coelho

Tendo em conta o que já foi declarado por Passos Coelho e por colegas seus como Manuela Ferreira Leite, só para dar um exemplo, assim de repente, por que razão pensa o leitor que o líder laranja votou contra o PEC?

a) não tinha nada contra as medidas em si, mas tudo contra a forma como o PEC foi negociado;

b) não tinha nada contra as medidas em si, mas tudo contra um Governo que perdeu a credibilidade;

c) até votaria a favor do PEC se, de acordo com o sugerido por Marcelo Rebelo de Sousa, o PM se comprometesse a demitir-se a seguir à votação;

d) as medidas do PEC são necessárias mas não suficientemente austeras.

Quid juris?

30 thoughts on “Chegar à alma de Passos Coelho”

  1. A resposta é simples! Todas!
    Dependendo da data e local em que foram proferidas!
    A Felícia tem toda a razão, só um homem invulgar consegue ter todas estas posições e mais algumas, num curto espaço de 5 dias! É preciso ter um desfaçatez ou uma ignorância invulgar! Ou então, como já me sugeriu um amigo, o homem lê os papéis que põem à frente sem saber o que dizem! O que não deixa de ser invulgar para um dirigente político que quer ser primeiro ministro.

  2. Li algures, e concordo, que os discursos de Cavaco na noite das eleições e na tomada de posse foram o santo e a senha para o “é agora” do assalto da direita ao poder. A urgência tornou-se ainda maior quando se percebeu que Sócrates podia ser bem sucedido na cimeira da UE de 24 e 25 de Março, já que as medidas que se propunha por em prática estavam a ser elogiadas pelos líderes europeus, pela Comissão e pelo Banco Central. Se isso se confirmasse, tornar-se-ia muito mais difícil apear o Governo. Por isso, era urgente que Sócrates aparecesse em Bruxelas de mãos a abanar. Mesmo que estivesse à vista que iria suceder o que sucedeu, que a situação se iria, e vai, agravar ainda mais e que a vida dos portugueses, sobretudo dos mais pobres, se tornará extraordinariamente mais difícil.

  3. …ainda falta a outra, que o PSD se recusava a penalizar mais os portugueses (versão das medidas demasiado austeras)- Alínea f)

    …espera aí, parece que estamos perante uma “alma” esquizofrénica, ou será meramente um caso de enorme estupidez?

  4. José Sócrates aparece numa festa de um empresário importante. Mas, ao chegar à entrada da enorme mansão, foi barrado pelo segurança.

    – Desculpe, meu caro senhor, mas sem convite não posso deixá-lo entrar.
    – Mas, eu sou o Sócrates, o 1º Ministro!
    – Então, mostre-me os seus documentos.
    – É que também não tenho documentos, esqueci-me da minha carteira. Aliás, nunca trago a carteira para festas.
    – Desculpe, mas não vou poder deixar o senhor entrar.
    – O que é isso? O senhor nunca me viu na televisão? Olha bem para a minha cara!
    – De facto, o senhor é muito parecido com o Sócrates, mas sabe como é… existem muitos sósias seus por aí … o senhor vai ter de provar que é mesmo o senhor.
    – Co’a breca, mas o que quer você que eu faça?
    – Não sei. Olhe, o Figo também se esqueceu dos documentos. Eu dei-lhe uma bola de futebol e ele fez uma demonstração que logo me convenceu.. O Abrunhosa também se esqueceu os documentos, eu dei-lhe um microfone, ele fez uma demonstração e provou que era mesmo o Abrunhosa.
    – Porra… mas eu não sei fazer nada!
    – Ok. Pode entrar, Sr. Sócrates!

  5. passos coelho é um míssil desgovernado com alzheimer que se arrisca a ir para o poder

    é de ter medo

  6. se calhar cansou-se dos problemas de próstata do governo. cansa qualquer um ver sair pcs às mijinhas.

  7. Passos Coelhos provocou a queda do Governo por sentir que corria um sério risco de perder o lugar para Rui Rio.

  8. Se o Passos Coelho não sabe porque votou contra o PEC,como hei-de eu saber o que o levou a fazer isso?

  9. A seguir ao Péque 4 vinha o Péquebrado.

    Mas daqui para a frente o mais difícil vão ser os primeiros trinta, quarenta anos do “Novo Estado Novo”

    Porra!!!!!!!

  10. Ora bem, permitam-me que transcreva aqui um excerto do famoso artigo de Passos Coelho no Wall Street Journal, já que me parece que não o leram ou não quiseram sequer ler:

    “We voted against the latest announced austerity measures not because they went too far, but because they did not go far enough. They do not address the heart of Portugal’s main economic challenge, which is to ensure that growth goes hand in hand with fiscal discipline. In our view, the latest austerity package would not have fostered growth, while imposing unacceptable sacrifices on the most vulnerable members of society. It was too much tax and not enough cost reduction.

    Moreover, the PSD could not support such measures when past ones have not been effectively implemented.”

    Sócrates, como não podia deixar de ser, ou não fosse ele um manipulador de méritos reconhecidos – daí parecer tão bom na TV, como não se cansa de dizer, babujante, o Val -, fez questão de apenas dar ênfase à frase “We voted against the latest announced austerity measures not because they went too far, but because they did not go far enough”. Pois bem, eu cá depreendo, dando-me ao trabalho de ler o artigo inteiro e socorrendo-me de alguns toques que dou em inglês, que PPC afirma a sua discordância com o facto de se quererem implementar medidas que, na sua visão, seriam insuficientes por não serem a panaceia da obesidade (sim, a expressão é minha, mas a ideia é esta) da despesa pública e por não promoverem o crescimento económico, traduzindo-se apenas e tão só num sacríficio inaceitável imposto aos mais vulneráveis da sociedade. Eu nem quero discutir se ele tem razão ou não nas críticas que faz, apenas quero desmascarar a fantochada que é este insinuar que a posição do PSD seria a de considerar as medidas como “insuficientemente austeras”, dando a entender que ainda pediriam mais sacrifícios aos portugueses, o que já é um facto assente para muita gente mais desatenta. Isso é pura manipulação, é apenas querer fazer ruído.

    Arriscando-me a ser apelidado de chato, deixem-me só colar aqui mais um excerto:

    “These latest measures—the 2011-2014 Growth and Stability Program—were announced without prior domestic consultation, surprising everyone and effectively sidelining the head of state and Parliament as the minority government took on international obligations without ensuring parliamentary backing.

    Since I became leader of the PSD in early 2010, we have supported a series of government budget measures and debt-reduction strategies. We made it clear to financial markets that we supported the government’s debt-reduction objectives, despite the political compromise this entailed.

    However, we have not seen the benefit of these approaches. Worse still, a trend has now become clear to us—every time we support joint action on increasing revenue and reducing expenditure, the tax rises are quickly implemented while the spending cuts and associated growth-oriented reforms are systematically postponed. This is especially true of those spending reforms likely to affect, directly or indirectly, state-financed employment or business ventures. This approach has made a bad situation worse, and is stifling the growth we so badly need. This combination of government inaction and denial could not continue”.

    Este excerto até vem antes do primeiro que aqui pus. Serve para demonstrar que “lá para fora” Passos Coelho não justificou o chumbo do PEC apenas por uma suposta pouca austeridade, sendo coerente com o que tem sido dito “cá dentro” quanto à forma como o governo conduziu este processo e quanto à sua falta de credibilidade. Ou seja, nesse artigo diz todas as razões – discorde-se ou não com elas – e não apenas parte. Ao contrário do que parece decorrer deste post da Isabel Moreira, as razões para o chumbo do PEC não se excluem automaticamente umas às outras e não foram ditas avulso e conforme a maré dos dias. Enfim, é já a primeira tentativa dos que tanto choram a campanha de baixo nível contra Sócrates ao longo destes anos de se vingar no líder do PSD. Mais do que as ideias com as quais se pode legitimamente discordar, o que interessa é propalar as suas supostas incoerências, recuos e fragilidades, em última instância, os seu carácter.

  11. È pá! O Aspirina B já tem direito a interpretações oficiais da São Caetano! Parabéns Isabel Moreira! O desnorte é tanto que, como no tempo de Manuela e dos disparates de Boliqueime, este também já têm interprete. Pudera são tantas as bacoradas!!!!

  12. Para mim digo do Passos Coelho o que ouvi muitas vezes dizer no Sporting Clube de Portugal a José Roquete: «Enough is enough!»

  13. já não bastava o pacheco que depois de uma bacorada da da velha vinha traduzi-la agora é o HG o tradutor de serviço do troca tintas fodsssssss estes gajos pensam que resto do pessoal é tudo estupido j´faz lembrar a anedota do bocage que dizia o peido que aquela deu não foi ela fui eu.

  14. Se por um lado fico lisonjeado por chegarem ao ponto de crer que eu, um pobre anónimo, sou o intérprete oficial da São Caetano, por outro lado fico desiludido por não partilharem comigo a interpretação que fazem dos excertos que transcrevi.

  15. o prosopoeta andou a aprender inglês no sporting. pensava que isso era um dueto summer & streisand e na volta sai-me um minuete do roquete.

  16. Esta agora, então não é que o PEC 4 afinal está a ser aplicado? E agora como explicar esta “súbita” crise? Será que os mercados são tão pouco informados que não sabem deste piqueno pormenor? Malandros…

  17. Bocas infelizes, tadinha da pessoa com nick igual ao nome de equipamento electrónico…
    Queres que te faça um desenho ou basta uma compilação de algumas das tuas intervenções para ficarmos conversador, pobre vítima da força das convicções alheias…
    Vai mas é ver se a marca que escolheste tem representação técnica por cá que andas com ar de quem precisa trocar uns circuitos integrados.

  18. nao sei porque isto por aqui faz-me lembrar a amante dum velho impotente que se recusa a usar viagra por orgulho ( eu , impotente?” jame”) e nao da nem meia pra caixa por mais que sue , mas ela continua a gemer com medo de perder a mesada : ai , es tao bom ! mesmo com a baba do velho a escorrer-lhe pela cara e o cheiro a peido na casa toda.
    ou a orquestra do titanic.

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