A propósito do 11 de Setembro

Pelo que acontece, pelo que nos aconteceu, pela reacção e pela omissão, por tudo isso, ali e em tantos lugares nesta caminhada breve, vejo-me às vezes na angústia, não de ser impossível prever o futuro, mas de ser impossível prever o passado.

11 thoughts on “A propósito do 11 de Setembro”

  1. então havias de ter feito folhado de sapo – para engolires enquanto lias a dança. é que se a humanidade vivesse em poesia talvez não fosse necessário falar de poesia, perante os vivos, aos mortos.

  2. então: se te dá fome a prosa da morte, o folhado de sapo é a iguaria mais adequada para aguentar com a poesia da vida.

    (se é agressivo ou não, o folhado, não faço mesmo ideia) :-)

  3. Não esquecer o outro 11 de Setembro em 1973 no Chile – morreram mais de 30 mil pessoas que não são menos pessoas do que estas 3 mil…

  4. Mas o “terrorista” aí era outro, Augusto Pinochet, que tomou o poder através de um golpe de estado com o apoio dos EUA, o ditador viria a morrer no dia 10 de Dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Não sei, mas isto anda tudo ligado…

  5. …e aos 30 mil do Chile deveríamos acrescentar os (não sei quantos) que ‘por isso’ morreram no Iraq e aos que morrem e vão morrendo ‘assim’ no Afeg…

  6. n percebi nada
    mas gosto sempre de ler Isabel

    como bem dizem alguns amigos
    em 73 tb houve um dia 11 de setembro

    nesses idos de 73

    americanos foram os terroristas de serviço
    contra a democracia e a liberdade

    mortos: impossiveis de quantificar
    mas dezenas de milhares!!!

    Abraço todos Chiles martirizados bota fascista

  7. A angústia criada pela impossibilidade de prever o passado é, e sempre foi, equivalente à triste mania que certas pessoas têm de criar problemas que não existem. Mas como a lua cheia anda por aí a produzir desmanchos de raciocínio e a induzir as alterações psicossomáticas do costume, fica a Isabelinha perdoada. Mais humano que isto não posso ser.

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