Seremos os últimos a saber, mas isso agora não incomoda ninguém

Longe vão os tempos em que a direita, na oposição, trepava pelas paredes se não fosse informada com antecedência de todas negociações do Governo de então com as instituições europeias. Ficámos a dada altura a saber que um telefonema não era suficiente. Para não cair o Carmo e a Trindade, a oposição, o PR e o Parlamento tinham de estar a par de tudinho e com tempo. Outros tempos. Agora, no Poder, o Governo de direita decide cortar 4 mil milhões nas funções do Estado, e o que faz? Cobardemente, antes de tornar públicos os tais cortes, pede primeiro a bênção da troika. O que aparentemente não incomoda ninguém. A comunicação social mal noticiou o último Conselho de Ministros. Pelos vistos, acreditaram no primeiro-ministro que veio dizer que a reunião não tinha como objectivo discutir esse assunto, mas lá vão lembrando a data da próxima avaliação da troika. E a oposição anda entretida com outros assuntos. Sabemos que o que importa agora são as autárquicas, mas o PS, por exemplo, devia tirar um bocadinho para pedir coerência ao Governo e exigir o que a direita exigia quando era oposição, ainda mais agora que tudo mudou e que o Seguro vai passar a defender os Governos de Sócrates com unhas e dentes. A menos que o António Borges tenha razão e este corte brutal seja apenas uma questão acessória.

4 thoughts on “Seremos os últimos a saber, mas isso agora não incomoda ninguém”

  1. Estes cortes irão perpetuar-se porque nunca serão suficientes.

    Para o ano teremos novos cortes a juntar a estes 4 mil milhões porque Gaspar vai falhar ( de novo) e vai continuar a falhar como alguém que , repetindo sempre a mesma receita , espera alcançar um dia um resultado diferente. Como um louco portanto.

    O que eu pergunto é, onde pára o PS. Que merda de oposição anda a fazer? Sejamos claros, não existe mesmo mesmo mesmo mais ninguém naquele partido que tenha um rasgo, uma ideia para o país que não seja o incompetente Seguro?
    Vamos mesmo ter de gramar estes imbecis no governo até ao final da legislatura ( arriscando-nos a levar com eles mais 4 anos ainda, se o PS não mudar de táctica nem de lider ) ?

    Mas no PS ainda não perceberam que o Seguro é a segurança de Passos? Querem mesmo ficar arredados do poder ad eternum?
    É que parece…

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