Que se lixe o País

Não há dúvida de que estamos perante um primeiro-ministro muito original. Normalmente, os governantes de países em dificuldades negam até ao último momento a necessidade de os seus países serem resgatados. E não é difícil perceber por que o fazem. Sabem que assim que admitirem a necessidade de ajuda externa as consequências não se fazem esperar. Pois, por cá, o primeiro-ministro faz questão de ser ele a avisar que está à vista um segundo resgate. Porque é tontinho e não sabe quais as consequências? Não. O motivo de tamanha estupidez chama-se campanha eleitoral. E não é novidade que para Passos Coelho quando se está em campanha eleitoral vale tudo. Portanto, apesar de venerar os mercados, neste momento, mais importante do que evitar a desconfiança dos ditos e a inevitável subida dos juros, ou seja, mais importante do que evitar o segundo resgate é ganhar as eleições do próximo domingo. De repente, tudo o que disse acerca da necessidade de se fazer uma reforma do Estado, antes e depois de ter chegado ao pote, é para esquecer. Afinal, o coitadinho, só está a cortar nos salários e nas pensões para evitar um segundo resgate. Caso contrário, nunca se lembraria de tal coisa.

E por falar em reforma do Estado, Passos Coelho não é o único para quem ganhar votos nestas eleições se sobrepõe ao resto. Portas, em campanha, tem anunciado, por onde passa, o fim da crise. Mas então que raio de argumentos vai ter quando tiver de anunciar as medidas constantes na tal reforma do Estado que lhe incumbiram, e que tão habilmente foi adiando para depois das eleições? Será que vai dizer que a economia está a crescer tão depressa que o melhor é travá-la com cortes no valor de milhares de milhões de euros?

Para compor o ramalhete, ainda aparece o Cavaco a falar novamente de governos de salvação nacional, não vá ter escapado a alguém que com este Governo, tal como está, o País nunca conseguirá sair do imbróglio em que está metido.

E foi esta gente que, tendo sempre em mente os superiores interesses do País, nos salvou do PEC IV. Espero é que aqueles que os aplaudiram e apoiaram, por estarem fartos de contar os PEC, não se cansem um dia de contar resgates.

8 thoughts on “Que se lixe o País”

  1. A màquina de propaganda está bem montada, como tal, o povão continua a pensar que a culpa deste desastre ainda é do JS, ao fundo o ajs aplaude.

  2. Apesar de não termos ido aos mercados, hoje 23 de Setembro de 2013, conforme foi
    amplamente anunciado pelo Gasparoika então ministro das finanças, agora, segundo o
    DN, vai dedicar-se a dar conferências de como se fazem reestruturações de dívidas so-
    beranas, temos o grilo falante do PSD marco toninho a entusiasmar os eleitores com
    as velhas e novas narrativas, a última é que hoje o País pagou 6 mil milhões de dívida,
    baixando assim, em 3% o total da dívida soberana do País!?!
    É caso para dizer que são mesmo verdadeiros “caras de pau” mentem sem remorso,
    não têem a dignidade de se demitir, só para poupar o País à sua incompetência!!!

  3. J. Madeira concordo consigo em tudo menos numa coisa. Não é marco toninho mas sim MARCO TONTINHO. O sujeito só diz disparates. Para burro só lhe falta o cabresto; de resto tem tudo.Até no zurrar é mais burro que o burro da minha tia.

  4. como os portugueses ainda não se fartaram das mentiras do PM, acreditam que o “segundo resgate” é mais uma mentira eleitoral de passos coelho!

  5. o coelho é um ambicioso manhoso e a táctica é do relógio avariado, com um discurso circular diz tudo e o seu contrário, acerta 2 vezes por dia e acumula créditos para memória futura. com gente desta não há cu que resista e argumento que persista.

  6. Quem sobreviveu à irrevogável demissão do seu consorte por conveniência deve agora achar que, se for preciso, até consegue sobreviver a um segundo resgate. Nas (longas) horas vagas de que desfruta — entre dois telefonemas do estrangeiro — diz-se que gasta o dia a contar anedotas a Marco António, Poiares Maduro, Miguel Macedo e Miguel Relvas e a outros convivas. Tais anedotas terão a finalidade de elevar o moral do grupo dirigente, e deverão versar sobre a perversa estupidez do tudo o que se opõe à superior ideologia do laranjismo (incluindo o pobre tuga). Ai que bom que seria, se o laranjismo pudesse governar um país sem tugas!!!…

    A tertúlia tinha um membro de peso em Miguel Relvas. Relvas é o homem que tem sempre à mão a piada mais suculenta; quanto mais insultos recebe da populaça, melhor ele bezerra a piadinha. Este fenómeno, decerto que não se deve à fertilidade da sua imaginação; os estreitos contactos que mantém, com as altas elites de Paulo Maluf e afins, haviam-lhe fornecido imenso material tugafóbico, que ele sempre usa com grande à-vontade. Neste momento anda um pouco afastado do chefe, fruto da feroz perseguição que os tugas ofendidos lhe moveram.

    Marco António Costa é compadre de pleno direito da tertúlia humorística laranja. No entanto, das suas piadas não convém falarmos, não nos vá acontecer o mesmo que no sketch da anedota assassina dos Monty Python:

    http://www.youtube.com/watch?v=8gpjk_MaCGM

    Ao escutar a obra satírica de Marco António corremos o grave risco de vir a morrer do mal que afligiu António Borges; isto é, com o metabolismo pancreático desestabilizado por fábulas infinitamente repugnantes, de supremo mau gosto; ao estilo das que se contavam, durante a nossa adolescência, sobre espectorações e purulências em avançado estado de decomposição mas, na versão Borges, versando sobre coisas sérias.

    Marco António Costa ocupa a pasta de Secretário de Estado de Nem Ele Sabe Bem o Quê; segundo fontes fidedignas, tal pasta foi, logo em 2011, deslocalizada pelo próprio Passos Coelho para a Segurança Social. Em 2013 a pasta sofreu nova deslocalização. Mas para onde? Ainda não conseguimos determinar. Quando fazia parte da tertúlia, Marco António passava a maior parte do tempo amordaçado, como o bardo Cacofonix, por forma a impedir que os outros convivas pudessem vir a sofrer danos fisiológicos. O homem que ocupa a Nem Ele Sabe Bem o Quê só recebe ordem de soltura quando é preciso que alguém vá à televisão, para lixar os fígados ao sacrificado tuga.

    Marco António da Era Moderna tem uma essência intrinsecamente comburente. Como nos diz a wikipédia, “comburente é todo elemento que, associando-se quimicamente ao combustível, é capaz de fazê-lo entrar em combustão na presença de uma fonte de calor inicial”. Tal é a essência de um homem que faz jus ao seu homónimo da antiguidade romana: dar sempre uma mão amiga aos mais proeminentes políticos, para assim conseguirem arder melhor. Este homem tem feito de tudo para acabar a sua carreira política ao estilo do Marco António romano: a ajudar a frota laranja a ser consumida por gigantescas labaredas.

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