O Passos não é humorista, mas tudo o que diz soa a anedota

Passos aproveitou o resultado das eleições italianas para discorrer acerca da estabilidade política. Diz ele que “é um elemento muito importante nos tempos que estamos a viver”.

Pronto, está explicado, só é importante nos tempos que estamos a viver. Há cerca de dois anos, o País não precisava de estabilidade política para nada, até porque, como toda a gente sabe, a crise europeia só começou a 6 de Junho de 2011. Antes disso, o País vivia desafogado, qual bancarrota, qual quê. Só isso explica que alguém que valoriza assim a estabilidade política tenha derrubado o Governo anterior a meio do seu mandato só porque estava cheio de pressa para chegar ao pote. Algo perfeitamente natural, ninguém pode falar de instabilidade de espécie nenhuma. Após a eleição, este defensor da estabilidade política fez mais, não descansou enquanto não mandou às urtigas toda a oposição, o PR, os parceiros sociais e a esmagadora maioria dos portugueses. Deve ter sido por não fazerem falta à estabilidade política do País. Afinal, é muita gente para manter estabilizada, já basta ter de estabilizar os membros do Governo. E, lá está, porque o País não está assim tão mal. Não somos a Grécia e muito menos a instável Itália.

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