Até há relativamente pouco tempo, uma sondagem que apresentasse um número de indecisos superior a 10 por cento não era levada muito a sério. Nesta campanha, o número de indecisos passou a ser irrelevante. Ontem, na CNN, no fim de apresentar as projecções para hipotéticos cenários de segunda volta, o jornalista afirmou com toda a descontracção que 50 por cento dos inquiridos tinham admitido alterar o sentido de voto. 50 por cento?! Que raio de valor tem o tal inquérito? Ora, para os comentadores, é como se se tratasse do resultado oficial das eleições. E, por estranho que pareça, os próprios candidatos também não as desvalorizam com muita veemência. Se os resultados eleitorais confirmarem as projecções relativamente ao taralhouco do Cotrim de Figueiredo até eu me renderei a estas magníficas empresas.
Posto isto, por exclusão de partes, irei votar em Gouveia e Melo. Caso se confirme a necessidade de uma segunda volta, gostaria que o confronto fosse entre ele e o Seguro. Voltaria a votar nele.
A Isabel Moreira vai votar na Martins do BE. O António Filipe do PCP terminou a campanha a atacar AJSeguro. O filho do alfaiate reservou o último dia de campanha para morder no Seguro.
A esquerda portuguesa está polvilhada de sacanas, oportunistas.
Sou de esquerda.
Vou votar AJSEGURO.
Pela Democracia.
Pela Liberdade.
Viva Portugal.
Guida
Me to,
E várias pessoas da minha família, e vários colegas de trabalho.
Domingo logo se vê.
Eu também .
Este Fernando presumo que se diga de esquerda. “Filho do alfaiate”…será este Fernando o marquês de Fronteira? Mas esse morreu. Agora o marquês é um primo. Também podia ser Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, mas esse morreu ainda há mais tempo.
Com pêèsses destes não admira a proliferação de venturas e venturinhas.
Fora o que resta do CDS não vejo partido em que a desigualdade de condição social esteja tão entranhada como no PS. Desigualdade de condição social porque na desigualdade de condição económica já não é o caso; o dinheiro farto escapa-lhes dos dedos. Por isso gostam tanto do estado, das políticas públicas. Dizem eles que é para combater as desigualdades.
A corja nossa, unida, jamais será vencida.
Domingo será eleito um presidente de asinus.
Pois, mas as sondagens influenciam muita gente. Sempre disse que votaria no almirante e mantenho o voto, mas quantas pessoas haverá que pensam já não valer a pena “porque o Seguro vai ganhar” e seria um desperdício o voto no almirante? Acho que se devia experimentar um dia proibir a divulgação de sondagens eleitorais (difícil). Seria mais higiénico.
Eu votei influenciado pelas sondagens, confesso e assumo. Não percebo bem onde esta o problema. Como é obvio votamos influenciados pelas informações de que dispomos sobre os factos que podem ser decisivos numa eleição e que podem dar significado ao voto. Se não tivesse havido importantes expectativas de termos o Ventrulhas à 2a volta e o risco de haver uma 2a volta entre dois candidatos abertamente de direita, expectativas reveladas pelas sondagens (sondagens que não deviam existir, a julgar pelo post, mas que, pelos vistos, não se enganaram neste ponto), é obvio que o meu voto teria sido diferente e que não teria dado o meu boletim à desgraça ambulante que vamos (provavelmente) ter como presidente. Mais uma vez, não vejo onde esta o problema. Deviamos votar ouvindo apenas a voz do coração, fechando os olhos e os ouvidos para não nos deixarmos influenciar? cada um depositando em silêncio, ao abrigo do olhar de outrem, o voto na sua mãezinha? Vocês têm cada uma…
Boas
joão viegas, onde é que está escrito que as sondagens não deviam existir?
Se calhar, devias ler o texto em vez de ouvires apenas a voz do teu coração.
@ guida,
OK, eu devia ter escrito “a julgar pelo ultimo comentario”, mas este foi provavelmente inspirado em parte no “que raio de valor tem o tal inquérito” que olvida a meu ver uma aspecto importante, ou seja mostrar a evolução, a tendência. Não tenho simpatia especial pelas sondagens, nem por quem as faz (mal ou bem). Mas, com todo o respeito do meu coração, julgo que no post, se confunde um bocado o despeito perante a sondagem e o despeito perante a realidade que a sondagem revela…
Boas
joão viegas, o teu coração não se cala… Pensas mesmo que a Penélope precisou de ler a minha frase para formar a sua opinião?
Quanto ao resto, falei apenas de uma sondagem relativa a hipotéticos cenários de segunda volta. Em todos esses cenários o Ventura aparecia a perder por muito. Parece-te que escrevi o que escrevi por despeito perante o resultado da sondagem? Não se pode criticar o pouco ou nenhum rigor destes inquéritos mesmo que se goste do resultado?
“Se os resultados eleitorais confirmarem as projecções relativamente ao taralhouco do Cotrim de Figueiredo até eu me renderei a estas magníficas empresas.”
Mas OK, preferes desconversar. Tudo bem, não ha crise.
Boas
joão viegas, fiz-te duas perguntas, não é desconversar.
Desconversar seria ter dado ouvidos ao meu coração, logo após ter lido o teu primeiro comentário, e dizer-te que vieste cá apenas para lembrar que o candidato em quem votaste venceu as eleições e que o Gouveia e Melo as perdeu.
«Eu votei influenciado pelas sondagens, confesso e assumo.»
A admissão é de louvar, mas não o absolve a si ou às sondagens: numa democracia a sério estas deviam ser interditas. Só servem, como demonstrou, para influenciar e manipular ainda mais a carneirada votante. Estes joguinhos mentais ‘vou votar assim porque os outros devem votar assado’ desvirtuam e, na prática, impedem uma democracia onde cada um vota em consciência.
Claro que antes disso o problema é votar-se em nomes e não em políticas; em partidos ou em políticos que dizem e prometem o que lhes apetece e fazem depois o que lhes dá na gana, sem qualquer validação ou responsabilização real. Mas mesmo nesta limitada farsa a que chamam democracia a interferência das sondagens é nociva, e degrada ainda mais processos e resultados.
Numa democracia e num mundo ideal, com eleitores interessados e esclarecidos, saber antecipadamente tendências de voto poderia ser útil; mas estamos ainda longe desse mundo – e, graças a media vendidos e redes merdais, cada vez mais distantes dele. Abaixo as sondagens.
@Guida,
Que conversa parva, desculpa la. Comentei um post em que criticas as sondagens e a importância que se lhes da. O meu comentario é critico, mas não penso que seja agressivo. Dei o meu exemplo a titulo meramente documental. Não estou particularmente satisfeito com o resultado da 1a volta, nem tão pouco com a minha mediocre pessoa, que não julgo que interesse assim tanto. Não gostaste nem pareces ter interesse em desenvolver as tuas criticas às sondagens ou porque é que achas que elas roubam, ou adulteram, o sentido e/ou o valor politico da eleição. Paciência. Adiante.
joão viegas,
“Mais uma vez, não vejo onde esta o problema. Deviamos votar ouvindo apenas a voz do coração, fechando os olhos e os ouvidos para não nos deixarmos influenciar? cada um depositando em silêncio, ao abrigo do olhar de outrem, o voto na sua mãezinha? Vocês têm cada uma…”
Concordo contigo, conversa parva.
quem sabe, após este resultado de seguro, o ps precise de fazer uma reflexão acerca do sectarismo rampante que grassa pelo partido